Terça-feira, Setembro 29, 2009

COPA SUL-AMERICANA: ABDICAR, JAMAIS!

Por Luciano Bonfoco Patussi
29 de Setembro de 2009

Caro leitor, imagine-se no ponto mais alto da Cordilheira dos Andes. De lá, é possível vislumbrar toda a América. Ela está em suas mãos. E como é bonita a América! O Novo Continente é o orgulho e a paixão de todos os americanos! América de Colombo! América de Che Guevara! América Latina! América do Sul! América "Independiente"! América do Boca! Do Peñarol! Do Olímpia! Do São Paulo! Porto Alegre do Rio Grande e da América! Inter da América! América vermelha! De terras andinas vieram para o Internacional muitos legados. Entre eles, o maior de todos, até hoje: Don Elias Figueroa. Há alguns anos, a torcida colorada olhava apenas para trás, imaginando repetir momentos proporcionados pelo "Capitão dos Andes", por Falcão, por Valdomiro e Cia Ltda. Pois a realidade mudou. Aos poucos. Todas as conquistas foram posteriores a muito trabalho, suor e lágrimas! E dentro de poucos instantes, o Internacional jogará no Chile, contra a "Universidad" que carrega junto com sua história o nome que entitula toda uma Nação!

Mas antes, bem antes das recentes conquistas históricas obtidas pelo Internacional - Libertadores, Mundial Interclubes, Recopa, Copa Sul Americana e outras mais - o Clube do Povo esbarrava em defesas milagrosas de Rodolfo Rodriguez. O goleiro da seleção uruguaia foi um dos maiores nomes da história do Nacional de Montevidéu, aquele grande clube que, com o comando de Victorino no ataque, enterrou os sonhos do Internacional de conquistar a América em 1980. E passamos os anos seguintes sonhando jogar a Supercopa dos Campeões da Libertadores. Ah, os anos 90! Mas para jogar aquela competição, era preciso ganhar uma Libertadores. E estava difícil chegar neste patamar!

O tempo passou e o Internacional seguia apoiado por uma imensa nação de apaixonados torcedores. Eles aplaudiam o time, mas também sabiam vaiar quando era preciso. Assim o Internacional seguia sua senda - não aquela de vitórias obtidas em épocas passadas. Um empate com o São Paulo em 1995 tirou do Inter a chance de chegar a fase de semi-final do campeonato brasileiro. Foi um empate sofrido, no Morumbi. As lágrimas que Abel Braga e Goycochea derramaram em solo paulistano simbolizavam o sentimento do torcedor do Inter naquele momento. Ainda no campeonato nacional, mas já no certame de 1996, o colorado Leandro Machado perdeu contra o rebaixado Bragantino a penalidade máxima que colocaria o time entre os oito principais times do País. O Inter seguia batendo na trave. E nem classificação para a Copa Conmebol o time do Beira-Rio conseguia, devido a tropeços como estes, citados anteriormente.

Após "Supercopas" e "Conmebois", foi criada a Copa Mercosul. Ela só tinha a participação de clubes convidados pela emissora que patrocinava o torneio. Nela figuravam o Boca Juniors, o River Plate, o Peñarol e tantos outros grandes clubes. E o Inter? Não era convidado. O Inter sempre foi grande, mas não conseguia classificações. Colecionava eliminações. Nem mesmo era convidado! Era reflexo da fase ruim e da má administração do clube. Anos depois, após a Copa Mercosul, foi criada a Copa Sul Americana. Ela é um torneio sucessor a Mercosul e que teria tudo para dar certo, não fosse o calendário "estufado" do nosso futebol. Mas aos poucos, ela vai crescer mais! A disputa paralela com um dos principais campeonatos do planeta - o campeonato brasileiro - acaba por fazer "parecer" com que a Copa Sul Americana não tem o mínimo valor. Atualmente, "almas penadas e amarguradas agonizam" aos quatro cantos do mundo: "A Copa Sul Americana não vale nada!"

Esta competição pode valer menos que o campeonato brasileiro. Menos do que a Libertadores da América. Isso é inegável. Também acho exatamente isso! Mas não se pode em momento algum discriminar um torneio que vale prestígio, faixa no peito, volta olímpica, reconhecimento internacional, dinheiro nos cofres e taça no armário. Muitos cronistas e torcedores falam na Copa Sul Americana como se ela fosse um rolo de papel inútil, rasgado, que deveria ser amassado e atirado na lata do lixo. Hoje ouvi uma frase dita na televisão, e pensei nesse "poema" o dia todo. O autor da "pérola" dizia mais ou menos o seguinte:

"- Por qual motivo o Inter vai querer ganhar essa competição que não leva a nada? Ano passado foi um consolo! Ganhar a Sul Americana, para o Inter, será como beijar a Sharon Stone duas vezes! Já beijou uma, deixa assim que tá bom, não tenta beijar de novo porque não vai conseguir. Foi um momento de fraqueza dela. Se concentra no campeonato brasileiro, que não está nada bom pro time do Beira-Rio".

Para quem assiste futebol com fervor e vê o time do seu coração vencer, mas ao mesmo tempo já conviveu com derrotas sofríveis que pareciam jamais terminar, é importantíssimo todo o torneio que se dispute. Ainda mais um torneio como a Copa Sul Americana. Os colorados estão enlouquecidos em busca do título de campeão brasileiro. Isso é quase como uma "tara" do torcedor! Particularmente, cresci lendo e ouvindo as mais incríveis histórias do time que foi tri campeão do Brasil nos anos 70! Quero ver o Inter ser campeão brasileiro! Mas também quero a América! Na atual conjuntura de erros cometidos nas vendas de jogadores importantes efetuadas pela direção do Inter em meio ao campeonato, alheio a falta de reposições a altura, eu ficaria bastante contente em ver o colorado ganhar o campeonato gaúcho e a Copa Sul Americana no ano do centenário, tendo ainda obtido classificação para a Libertadores e ainda sendo o vice campeão da Copa do Brasil. Tudo no mesmo ano! Seria um ano bom. Os erros da direção devem ser discutidos, mas não neste momento pré-jogo decisivo!

É lógico que este 2009 que não seria um ano bom para o Inter, na visão de quem achava que o Colorado era imbatível! Essa imagem criada pela imprensa - e também por parte da torcida colorada - parece condenar o restante do ano do Inter. Ainda mais depois das vendas de Nilmar e Magrão, com a "reposição a altura" dos já presentes Alecsandro e Maycon. Nada contra eles! Alecsandro e Maycon, bem como Bolívar e Danilo Silva, são profissionais e estão lutando pelo Inter e pelo seu espaço! O Inter tinha um grupo muito bom. Hoje, é um grupo bom. Segue sendo um dos melhores grupos do Brasil, mas atualmente possui mais carências do que tinha antes das vendas. Isso equilibrou a disputa dentro do país! É precisa lutar para alcançar os objetivos. Nada cairá do céu! O Inter tem um grupo que pode, ainda, ser campeão brasileiro. Mas pode também ser campeão da América! Se lutar para isso, com força e determinação, as chances serão razoavelmente boas!

Nesta quarta-feira, o Inter volta a terra de Don Elias Figueroa, para lutar contra a Universidad do Chile, em busca de uma vaga entre os oito melhores times da Copa Sul Americana de 2009. A direção do clube, que pode ter perdido as contas de tanto cometer equívocos neste ano - dependendo da avaliação de cada um - está plenamente certa em levar o grupo principal ao Chile. Jogará quem tiver as melhores condições físicas. Se buscará a vaga. E independentemente da classificação vir para o Beira-Rio - ou não - o time estará domingo de volta aos gramados do Brasil, plenamente preparado para lutar e tentar reconquistar o País, sem jamais abdicar de disputar um título continental que, anos atrás, parecia impossível de ser alcançado!

E quem diz algo como a frase sobre a Sharon Stone, é porque deve estar acostumado a "descer" ao inferno em pleno início da semana - uma "segunda" - e abraçar o "capeta", e por duas vezes!

Quinta-feira, Setembro 24, 2009

A MAIOR E MAIS COMPLETA LISTA DE SITES COLORADOS

POR: TIAGO VAZ

Pessoal!

A lista de sites do Supremacia Colorada está bastante atualizada. Vocês podem conferir diariamente as novidades na barra ai ao lado, ou conferir a lista completa agora nesta postagem especial! Estou preparando o conteúdo para o novo layout do blog que entrará no ar em algumas semanas... então, já compartilho de ante-mão com vocês a Maior e Mais Completa Lista de Sites Colorados no mar vermelho da Internet!!!

Boa Navegada a Todos!
... e segue a lista...
















Para incluir estas listas no seu site, usar estes scripts

NOITE DE EMPATE COM GOSTO DE DUPLA DERROTA

Por: Luciano Emiliano



Na noite em que o INTER estreiou na Copa Sul-Americana e acabou empatando em casa contra o Universidad de Chile por 1 x 1só a camisa dourada brilhou. Com o resultado o time chileno joga por um simples empate sem gols em Santiago no jogo da volta no próximo dia 30 para ficar com a vaga nas 4ªs de final, novo empate em 1 x 1 a decisão será nos penaltes, empate por 2 ou mais gols da INTER, vitória pra qualquer dos lados garante á vaga. O INTER que iniciou o jogo no esquema 3-5-2 mais uma vez não conseguiu dominar o adversário mudando para o 4-4-2 ainda no 1º tempo e mesmo com o apoio da torcida no Gigante ficou devendo uma boa atuação mais uma vez.



E como se não bastasse em jogo adiado da 25ª rodada do Brasileirão o Palmeiras foi até BH e venceu de virada o Cruzeiro por 2 x 1 no Mineirão, o mesmo Cruzeiro para qual o INTER havia perdido por 3 x 2 em casa deixando naquela oportunidade escapar a chance de reassumir a liderança do campeonato, com esse resultado o Palmeiras de Muricy se isolou ainda mais na liderança abrindo 4 pontos de diferença para o INTER que segue em 3º e vê seus adversários encostarem cada vez mais na sua cola, ameaçando até mesmo de tirarem o time colorado do G-4.


Mesmo com todos esses tropeços, o INTER tem uma tabela favorável nas próximas rodadas do Brasileirão , o que precisa é que o time volte a jogar com mais raça e determinação, o prêmio para o grupo caso cheguem ao tão sonhado Tetracampeonato gira em torno de R$ 3 milhões segundo informações da imprensa, e mesmo assim o time não embala temos um elenco bom, mesmo a diretoria vendendo jogadores num momento crucial da competição, diferente dos nossos principais adversários na briga pelo título que além de não vender jogadores ainda reforçaram seus elencos, falo de Palmeiras e São Paulo.


O INTER tem uma torcida apaixonada e que não merece ficar apenas fazendo continhas para se classificar á Libertadores do próximo ano, queremos mesmo é soltar o grito de Campeão... que está guardado a 30 anos desde o inédito Tri Invicto conquistado em 79 ( mesmo sabendo que em 2005 nos tiraram esse direito na marra ), sabemos da importância de participar da Libertadores, até porque também queremos reconquistar a América e o Mundo, mais primeiro queremos o caneco nacional e ano do centenário seria mágico, temos totais condições para isso, mas precisamos acordar enquanto á tempo, então vamos juntos, jogadores, comissão técnica, diretoria e torcida unidos num só objetivo a reconquista do Brasil, torcedor nossa parte é lotar o Gigante nos jogos em casa e a parte das arquibancadas que nos forem cedidas fora de casa, incentivar sempre nosso time, cobrar na hora dos erros sim, mas vaiar só o adversário, xingar só os erros da arbitragem e cantar muito para que no final do campeonato possamos todos juntos com o “Gladiador dos Pampas” o nosso guerreiro e capitão Guiñazu erguermos a Taça de campeão. Pra cima deles meu INTER, pois sempre seguirei te apoiando.


Próximos jogos


O Inter volta a jogar no próximo domingo, pelo Brasileirão 2009. Será novamente no Beira-Rio, contra o Flamengo, às 16h.
A partida que fecha as oitavas-de-final da Copa Sul-Americana, contra a Universidad, está marcada para o dia 30 de setembro - quarta-feira da próxima semana - em Santiago.

O Inter desafia a lógica do futebol

por Gerson Sicca
http://limponolance.blogspot.com


Se eu fosse dirigente do Inter pensaria o seguinte:
Futebol tem sim lógica. Em 99% das vezes vence o mais organizado, o mais poderoso e com melhores jogadores, independentemente de estar o time jogando em casa ou nos domínios do adversário. Essa história de pressão é lenda. Depois dos primeiros 30 minutos o cansaço bate na perna dos jogadores e o time mais fraco, que correu demais, acaba se entregando uma hora ou outra. Geralmente é assim.
Quem discorda então me responda porque na Inglaterra só dá Manchester, Arsenal, Liverpool e Chelsea brigando na ponta. E por qual motivo na Espanha Real Madrid e Barcelona sempre estão na frente? E o Porto, em Portugal? E o Olimpique Lionnais, na França? E a Inter, o Milan e a Juventus na Itália? E o Boca na Argentina, que nos anos 2000 bolou um sistema de investimentos que deixou os outros comendo poeira?
Voltando ao Brasil. O São Paulo tem estrutura e dinheiro, e com isso consegue ter um grupo que mete o terror nos outros. Não ganha tudo que disputa, mas está sempre nas cabeças. Não sai perdendo para qualquer um.
E o Inter?
Bom, o Inter tem um marketing poderoso. Vendeu como ninguém a imagem da boa gestão, tanto que convenceu mais de 100 mil pessoas a associarem-se no clube. Vende camisas, tem o terceiro site de clube mais acessado do Brasil, entre outros feitos. Não bastasse isso, teve a segunda maior receita entre os clubes brasileiros no ano de 2008, e neste ano não deve ficar na pindaíba. Por fim, tem uma das maiores folhas de pagamento do país.
Estrutura, dinheiro para contratar jogadores, folha de pagamento alta, tudo isso garantiria que o clube estivesse na crista da onda, certo? Errado.
O Inter é um time cambaleante. Chegou na final da Copa do Brasil de arrasto, fazendo jogos lamentáveis contra Flamengo e Coritiba fora de casa(sem contar o União Rondonópolis), atuando como se fosse time pequeno. Perdeu de forma vexatória a Recopa Sul-Americana. No Brasileiro, teve derrotas absurdas, como na goleada contra o Flamengo, e nos jogos contra Atlético-PR, Botafogo, Corinthians e Cruzeiro, estes dois últimos em casa.Perdemos o gre-nal de virada.Só vencemos times menores.
Tite chegou no final de setembro admitindo que tinha dúvidas para definir a formação ideal da defesa. A propósito, a defesa colorada é uma peneira. Durante duas temporadas o Inter joga com três volantes e não se acerta em campo. Não acha o adversário na marcação.Até hoje o treinador não sabe como arrumar isso.
Piffero insistiu o quanto deu nessa história de título, quando a oscilação da equipe mostrava o contrário.Tite filosofou à vontade e ficou perdido nas suas churumelas.
Por que no Inter a lógica não funciona? Por que o Palmeiras contrata Vágner Love e Muricy, junta com Diego Souza e consegue pontear o Brasileiro? Por que o Grêmio consegue ter um time mediano, com alguns talentos individuais, e assegura uma invencibilidade de um ano no Olímpico, enquanto no Beira-Rio qualquer um toca a bola como quer?
Em suma, o Inter desafia a lógica do futebol, onde na esmagadora maioria das vezes quem pode mais chora menos.
Sou sócio colorado, mesmo estando distante 500km do Beira-Rio. Dou lucro para o clube, pois raramente pego ingressos. E exijo explicações. A direção está devendo.Conheceu o lado bom da associação em massa com a receita obtida. Agora tem que conhecer o lado ruim com o protesto. Quem paga tem direito de berrar.
Senhores dirigentes: coloquem a mão na consciência, esqueçam qualquer tentativa de ludibriar a torcida, o que a essas alturas do ano, quando o centenário foi jogado fora, é impossível, e tentem salvar o que dá. Mas atuem com seriedade. Esse time do Inter é uma piada de péssimo gosto.Muito toque pra lá e pra cá, pouca objetividade.Time enganador.

Terça-feira, Setembro 22, 2009

Há exatos trinta anos, a estréia


Fonte: Blog Invicto 1979

Após campanha irregular no Gauchão (terceiro lugar, atrás de Grêmio e Esportivo) os colorados estrearam no campeonato brasileiro com empate em zero a zero contra o Atlético-PR.

Recém haviam sido contratados o treinador Ênio Andrade e o preparador físico Gilberto Tim, para os lugares de Zé Duarte e Reinaldo Salomão, respectivamente. Mudanças também na direção de futebol, saíra Léo Centeno para a entrada de Frederico Arnaldo Balvé.

Segundo Zero Hora, “mudanças de Ênio ficaram apenas na teoria”. No Atlético, o jovem Lori Sandri trabalhava em seu primeiro clube como treinador. Confira a ficha técnica da partida:

Campeonato Brasileiro – Fase Preliminar - 1ª rodada – 22/setembro/1979
ATLÉTICO-PR 0 x 0 INTERNACIONAL
Local: Estádio Couto Pereira, Curitiba (PR)
Público: 12.491 pagantes
Árbitro: Maurílio José Santiago (MG)
ATLÉTICO-PR: Roberto, Loti, Lazinho, Oliveira e Augusto; Didi, Lance (Peri), Rotta e Nivaldo; João Carlos e Paulinho. Técnico: Lori Sandri
INTERNACIONAL: Benitez, João Carlos, Mauro Galvão, Mauro Pastor e Cláudio Mineiro; Batista, Falcão e Jair; Adilson, Mário (Borracha) e Chico Espina. Técnico: Ênio Andrade
Legenda: Reprodução do jornal Zero Hora, edição do dia 23/09/1979

Segunda-feira, Setembro 21, 2009

MAIORES ARTILHEIROS DE CLUBES DO BRASIL.

Por: Alexandre Magno Barreto Berwanger (ambberwanger@yahoo.com.br)

MAIORES ARTILHEIROS DE CLUBES DO BRASIL ( ACIMA DE 200 GOLS ) :
* Considerando apenas os gols dos artilheiros feitos por um mesmo clube.

- ACIMA DE 1.000 GOLS :

1) Pelé ( Édson Arantes do Nascimento ) : 1.091 gols ( Santos Futebol Clube-SP )

- ENTRE 500 E 1.000 GOLS :

2) Roberto Dinamite ( Carlos Roberto de Oliveira ) : 698 gols ( Clube de Regatas Vasco da Gama-RJ )
3) Zico ( Arthur Antunes Coimbra ) : 502 gols ( Clube de Regatas do Flamengo-RJ )


- ENTRE 400 E 500 GOLS :

4) Pepe ( José Macia ) : 405 gols ( Santos Futebol Clube-SP )


- ENTRE 300 E 400 GOLS :

5) Coutinho ( Antônio Wilson Honório ) : 370 gols ( Santos Futebol Clube-SP )
6) Carlitos ( Alberto Zolin Filho ) : 325 gols ( Sport Club Internacional-RS )
7) Romário ( Romário de Souza Faria ) : 315 gols ( Clube de Regatas Vasco da Gama-RJ )
8) Waldo ( Waldo Machado da Silva ) : 314 gols ( Fluminense Football Club-RJ )
9) Quarentinha ( Waldir Cardoso Lebrego ) : 313 gols ( Botafogo de Futebol e Regatas-RJ )
10) Luisinho ( Luís Alberto da Silva Lemos ) : 311 gols ( America Football Club-RJ )
11) Cláudio ( Cláudio Christóvam de Pinho ) : 305 gols ( Sport Club Corinthians Paulista-SP )
12) Ademir ( Ademir Marques de Menezes ) : 301 gols ( Clube de Regatas Vasco da Gama-RJ )

- ENTRE 200 E 300 GOLS :

13) Friedenreich ( Arthur Friedenreich ) : 289 gols ( Club Athletico Paulistano-SP )
14) Heitor ( Heitor Marcelino Rodrigues ) : 284 gols ( Sociedade Esportiva Palmeiras-SP)
15) Toninho Guerreiro ( Antônio Ferreira ) : 283 gols ( Santos Futebol Clube-SP )
16) Carvalho Leite ( Carlos Antônio Dobbert de Carvalho Leite ) : 273 gols ( Botafogo de Futebol e Regatas-RJ )
17) Bebeto ( Alberto Vilasboas Reis) : 266 gols (Sport Club Gaúcho-RS)
Baltazar ( Oswaldo da Silva ) : 266 gols ( Sport Club Corinthians Paulista-SP )
19) Alcindo ( Alcindo Martha de Freitas ) : 264 gols ( Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense-RS )
20) Reinaldo ( José Reinaldo de Lima ) : 255 gols ( Clube Atlético Mineiro-MG )
21) Carlito ( Carlos Dominguez Viana ) : 253 gols ( Esporte Clube Bahia-BA )
22) Teleco ( Uriel Fernandes ) : 251 gols ( Sport Club Corinthians Paulista-SP )
23) Bené ( Paulo Benedito dos Santos Braga ) : 249 gols ( Paysandu Sport Club-PA )
24) Garrincha ( Manoel dos Santos ) : 245 gols ( Botafogo de Futebol e Regatas-RJ )
25) Bodinho ( Nílton Coelho da Rocha ) : 244 gols ( Sport Club Internacional-RS )
Dida ( Edvaldo Alves de Santa Rosa ) : 244 gols ( Clube de Regatas do Flamengo-RJ )
Hamilton ( Hamilton Sadias Campos ) : 244 gols ( Moto Club de São Luís-MA )
28) Serginho ( Sérgio Bernardino ) : 243 gols ( São Paulo Futebol Clube-SP )
29) Tostão ( Eduardo Gonçalves Andrade ); 242 gols ( Cruzeiro Esporte Clube-MG )
30) Gino ( Gino Orlando ) : 237 gols ( São Paulo Futebol Clube-SP )
31) Neco ( Manoel Nunes ) : 235 gols ( Sport Club Corinthians Paulista-SP )
32) Tarciso ( José Tarciso de Souza ) : 227 gols ( Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense-RS )
33) Bita ( Sílvio Lasso Lassalvia ) : 223 gols ( Clube Náutico Capibaribe-PE )
Dirceu Lopes ( Dirceu Lopes Mendes ) : 223 gols ( Cruzeiro Esporte Clube-MG )
35) Gauchinho ( André Bombassaro ) : 217 gols ( Londrina Esporte Clube-PR )
Ladislau ( Ladislau da Guia ) : 217 gols ( Bangu Atlético Clube-RJ )
Mário Martini ( Mário Marcos Martini ) : 217 gols (Esporte Clube Juventude-RS )
38) Feitiço ( Luís Matoso ) : 216 gols ( Santos Futebol Clube-SP )
39) Henrique Frade ( Henrique Frade ) : 214 gols ( Clube de Regatas do Flamengo-RJ )
40) Edu ( Eduardo Antunes Coimbra ) : 212 gols ( America Football Club-RJ )
41) Dario ( Dario José dos Santos ) : 211 gols ( Clube Atlético Mineiro-MG )
Douglas ( Douglas da Silva Franklin ) : 211 gols ( Esporte Clube Bahia-BA )
43) Claudiomiro ( Claudiomiro Estrais Ferreira ) : 210 gols ( Sport Club Internacional-RS )
44) Heleno de Freitas ( Heleno de Freitas ) : 209 gols ( Botafogo de Futebol e Regatas-RJ )
45) Quarenta ( Luiz Gonzaga Lebrego ) : 208 gols (Paysandu Sport Club-PA )
46) Niginho ( Leonízio Fantoni ) : 207 gols ( Cruzeiro Esporte Clube-MG )
47) Marcelinho ( Marcelo Pereira Surcin ) : 206 gols ( Sport Club Corinthians Paulista-SP )
48) Pirilo ( Sílvio Pirilo ) : 204 gols ( Clube de Regatas do Flamengo-RJ )
Romário ( Romário de Souza Faria ) : 204 gols ( Clube de Regatas do Flamengo-RJ )
50) Duílio ( Duílio Dias ) : 202 gols ( Coritiba Football Club-PR )
51) Servílio ( Servílio de Jesus ) : 201 gols ( Sport Club Corinthians Paulista-SP )
Traçaia ( José Roque Paes ) : 201 gols ( Sport Club do Recife-PE )

Prepared and maintained by Alexandre Magno Barreto Berwanger for the Rec.Sport.Soccer Statistics Foundation and RSSSF Brazil

Authors: Alexandre Magno Barreto Berwanger (ambberwanger@yahoo.com.br)
Last updated: 17 Sep 2009

Sábado, Setembro 19, 2009

Colorados, Gauchos e Peladores...




POR: EVERTON ROCHA



O gaúcho assim como o colorado nunca admitiu preeminências de classes ou de raças. A democracia e a liberdade são necessidades vitais do gaúcho. Por isso somos o “clube do povo”.
Na Europa a liberdade foi adquirida lentamente, depois de lutas seculares contra o feudalismo, a coroa ou a igreja, enquanto que no Rio Grande do Sul, mais precisamente os colorados é uma condição a tudo (todas as raças, religiões, classes sociais e posições políticas), por isso o colorado é campeão de tudo.
Nos acampamentos era percebida a organização democrática das estâncias. Os chamados exércitos irregulares, aos quais cabe um papel relevante na nossa história militar, são como que moldados à feição das próprias fazendas. Reafirma-se o papel destas como verdadeiras células sociais em todo o nosso organismo coletivo, elas influem de modo decisivo nas manifestações de nossa atividade histórica, na sociedade, na política, na psicologia individual e coletiva, assim como o time do colorado que sempre foi conhecido pela sua técnica e garra dentro de campo, onde foi sempre vencedor em todos os campos do mundo.
É a democracia rio-grandense das estâncias que influi sobre a disciplina e não esta sobre aquela. Os estancieiros, suas famílias e seus peões constituíam uma unidade que tinha alguma coisa do clã céltico ou da organização patriarcal sem se confundir com nenhum deles. Podemos citar como exemplo um gigante de cabelos longos erguendo o mastro (taças), ou também um castelhano que veio dos lados do oceano pacifico que mais parecia uma muralha e sua lança (cotovelos) atacava de uma forma despercebida os adversários que em um final de tarde sobrevoou sobre um laser natural e dourado, onde aniquilou de uma vez por todas o adversário.
Do primeiro não tinha o aspecto aristocrático nem o cunho fortemente patronal que o caracteriza, nem possuía o grau de parentesco predominante que distingue a segunda.
A solidariedade que se forma dentro das fazendas em torno dos chefes decorre da inexistência da pequena propriedade (os que não tinham terra deviam viver agregados aos donos do latifúndio). Entre chefes e empregados percebe-se muito do sistema patriarcal, onde o dono se entrega junto aos empregados nos trabalhos da comunidade.
O gaúcho não se une ao estancieiro por sentimento de temos. A unidade social, aqui, não tem a coesão coercitiva e dura como se verificava no período feudal europeu ou mesmo no nordeste do país. O gaúcho assim como o colorado é mais um amigo do que um subordinado do patrão, essa política lembra uma família, isso mesmo uma família, onde através de sua união sempre foi imbatível.
Somente por essa relação, quase patriarcal, é que se explica a existência, nas nossas histórias, de exércitos formados pelos donos e peões das estâncias. Os peões, transformados soldados, nas refregas contra os castelhanos ou nas lutas intestinas, tinham orgulho de pertencer ao exército de talou qual estancieiro, assim como orgulho de vestir o manto vermelho sagrado.
Importante diferença, também, entre o sistema das estâncias formadas aqui e os feudos na Europa, ou as fazendas do leste e norte brasileiros, é a de que os estancieiros não lutavam uns contra os outros, pelo contrário, formavam uma rede de amizade e mutua proteção, com toda essa simpatia o colorado é considerado o clube mais simpático do Brasil. No Rio Grande do Sul, diferentemente dos latifundiários europeus do período feudal, estiveram dispostos a sacrificar suas posses em prol da província. O estancieiro rio-grandense sempre entrou na luta procurando o maior numero de adesões voluntárias, onde os interesses coletivos se sobrepunham aos de cada um em particular. Assim como o colorado que sempre entrou em todas as lutas com um objetivo único vencer todas as suas batalhas e adversários.


Parabéns ao Rio Grande do Sul minha terra amada, meu país, terra comandada pelo único vencedor de todas as guerras o SPORT CLUB INTERNACIONAL.

Bom Feriado! E um abraço do tamanho do RIO GRANDE...

Quarta-feira, Setembro 16, 2009

Desse jeito, Inter 2010=Grêmio 2009. E o DVD, quem vai ver?

por Gerson Sicca

http://limponolance.blogspot.com

Sou do grupo de colorados que já cansou de ver os erros táticos do Inter este ano e que acredita que nosso futuro mesmo é a vaga na Libertadores. Um time com três volantes que não consegue sequer cobrir com eficiência as laterais não pode ser campeão. Só uma incompetência extrema dos adversários daria o título a uma equipe que erra tanto, mas que só não teve sua máscara derrubada porque volta e meia engana a torcida com boas atuações e lances bonitos, isso quando o oponente vem jogar como vaca pra touro, ou seja, contra adversários mais frágeis.
Só espero que a direção colorada não cometa o mesmo erro que a direção gremista cometeu no ano passado.
Em 2008 a direção gremista, contrariando o seu passado megalomaníaco, foi acometida de um complexo de inferioridade e fez uma avaliação totalmente errada da campanha do time no Brasileirão. Ao contrário de considerar vergonhosa a entregada do título na reta final, algo inadmissível para um clube grande que tinha 71% de aproveitamento no primeiro turno e que perdeu pontos fáceis em casa, como para o Figueirense, a direção amaciou. Achou bom o vice e considerou que o São Paulo era mesmo melhor.
O resultado: Roth continuou e o time afundou.
Se a direção do Inter ignorar os erros táticos da equipe, quase primários, e achar que Tite foi vitorioso por conseguir a vaga na Libertadores, é bem possível que o colorado pegue a mesma barca do Grêmio.A vaga na Libertadores, que acredito ser quase certa para o Inter, é apenas um prêmio de consolação por um ano em que jogamos dois títulos nacionais fora, mesmo tendo jogadores de grande qualidade técnica.
Por tudo isso, a direção já deve começar a pensar a temporada de 2010, de olho no que aconteceu durante a Copa do Brasil e no Brasileiro. Uma visão crítica neste momento não seria ruim.
A propósito, pouco tempo depois do Inter ter mostrado um desequilíbrio defensivo incrível contra o Cruzeiro, com um buraco na lateral direita mesmo com três volantes para fazer a cobertura, Tite resolveu mostrar como o time dele(não) joga(contra equipes fortes). O estrategista fez um DVD e cedeu-o à imprensa para explicar o esquema tático da equipe.
O pior é que ele usou cenas do jogo contra o poderoso Sport. Poderia ter utilizado jogos contra o Corinthians, Grêmio, Botafogo, São Paulo, Flamengo e Cruzeiro.
Sinceramente, se fosse uma análise da Holanda de 74 ou do Brasil de 82 eu assistiria com prazer. Mas do Inter de Tite, só pode ser chacota com a torcida.

Ainda sobre o DVD
Meu irmão saiu às 9 horas da manhã de Pelotas em uma excursão para ver o Inter assumir a liderança do Brasileiro. Voltou no mesmo dia. Teve que almoçar na capital em um lugar qualquer e aguardar a hora do jogo. Chegou lá e viu aquela lambança tática, um fiasco total. Agora imagino o que ele sentiu quando leu essa história do DVD. Deve, no mínimo, depois do arraso moral de domingo, estar-se sentindo um bobo por ter feito a empreitada e ter que ver essa história de DVD.
Não perguntei a ele se vai encarar outra excursão neste Brasileirão. Mas acho que com essas duchas de água fria ele vai mesmo é ficar por Pelotas.
Valeu Tite, por desmobilizar de vez a torcida. Continue agradando a imprensa, o que realmente interessa na sociedade midiática de hoje. O importante não é ser, mas parecer ser.

Terça-feira, Setembro 15, 2009

GAMARRA, O MAIOR ZAGUEIRO DE UMA GERAÇÃO

Por Luciano Bonfoco Patussi
15 de setembro de 2009

Há exatos 14 anos estreava no time do Internacional o maior zagueiro que já vi jogar. Pode parecer exagero, nada comparado a quem viveu aquela tarde ensolarada de 15 de setembro de 1995. O Gigante da Beira-Rio era tomado por uma multidão de colorados, loucos por uma conquista, fanáticos pelo seu time e curiosos por ver o futuro novo ídolo com a "jaqueta" vermelha. Carlos Alberto Gamarra Pavón. O paraguaio Gamarra estreou em um empate colorado, placar de 1 a 1 contra o Goiás. O Beira-Rio tinha cinquenta ou sessenta mil pessoas. E vi o melhor zagueiro do mundo jogar! Gamarra tornou-se ídolo. Chegou a Porto Alegre comparado ao eterno dono da grande área colorada, Don Elias Figueroa. Muitos dizem que era melhor. Pode ser exagero. Não vi Figueroa, eterno capitão jogar. Sei se sua história, sua importância. Tantas vezes eleito melhor zagueiro do mundo. Mas o melhor zagueiro que eu vi jogar foi ele: Gamarra, "el colorado", predestinado apelido de infância, devido às sardas que inundavam sua face.

Gamarra era a técnica capaz de pentear um atacante goiano em sua estreia. A mesma técnica que o levou a atravessar uma Copa do Mundo inteira sem cometer praticamente nenhuma falta, sendo eleito melhor defensor do mundial. Gamarra era a força capaz de destroçar o tornozelo do Edmundo em um lance limpo em que só acertou a bola e saiu jogando limpamente. Gamarra representava o temor adversário, ao fazer Romário, certa vez, clamar dolorosamente pelo banco de reservas. Gamarra representava o torcedor em campo, ao implorar para não sair do Inter após erguer a taça do título gaúcho de 1997 - isso tendo contrato já assinado com o Benfica e com dólares se direcionando para sua conta corrente!

Gamarra era isso. Gamarra foi melhor que Mathias Sammer. Gamarra foi melhor que Fábio Cannavaro. Gamarra foi melhor que Paolo Maldini. Gamarra foi um mito paraguaio de garra porteña, gaúcha e técnica genuinamente brasileira a serviço do Internacional entre 1995 e 1997.

[EM OFF] NAS QUARTAS, AOS DOMINGOS OU NA SEGUNDA

Nação Colorada, uma grande saudação à todos! Publico abaixo um breve texto que faço para homenagear a todos os nossos amigos gremistas neste 15 de setembro, aniversário do Grêmio. Isso porque todos nós temos grandes amigos. Uns colorados. Outros, "nem tanto".

Por Luciano Bonfoco Patussi
15 de setembro de 2009

Antes de qualquer coisa, é importante salientar que, acima da rivalidade entre Internacional e Grêmio, deve sempre haver bom senso e respeito às cores clubísticas defendidas por cada cidadão. Isso é fundamental, não somente no futebol, mas em qualquer outro departamento - política, religião ou quaisquer outras áreas onde possam haver discordâncias de gostos e ideias. Parece "lorota", mas muitos não entendem assim. E ignorância não tem cor de camisa. Mas enfim, fica o recado.

A glória do desporto nacional é o orgulho do Brasil. O colorado das glórias é gigante e seguirá sendo assim para sempre! Mas cá entre nós, dá mais gostinho dizer isso e seguir o vermelho até debaixo d'água, quando se sabe que existe um rival em um mesmo patamar de grandeza histórica! Dá um tremendo orgulho gritar aos quatro cantos do mundo que somos da torcida do Clube do Povo e sabermos que sempre haverá um Imortal Tricolor querendo - e muitas vezes conseguindo - atravessar nosso caminho. Isso sempre será combustível para novas glórias, tanto de um, quanto de outro. Inter e Grêmio são inigualáveis e a história dos dois gigantes de Porto Alegre prova que um caminha ao lado do outro, mesmo que o aparente rancor, raiva e asco que envolvem a relação de ambos pareça os separar. Isso apenas os une ainda mais!

Assim como no Bairro Menino Deus há um Gigante do futebol, que é a casa onde se acolhem milhões de almas coloradas, na Azenha há outro Monumental que só trás boas lembranças ao torcedor tricolor. Nas quartas, aos domingos ou na segunda, é para lá que todos rumam - a pé, se for preciso! E seguem junto ao seu time, onde ele estiver! Mudam as cores da bandeira. Muda o campo de batalha. Alternam-se os ídolos. Distinguem-se os títulos. O que importa é o respeito e o reconhecimento. Assim como este ano é importantíssimo na história do Internacional, que completa cem anos de vida, não é possível deixar passar em branco a data de hoje. 15 de setembro de 2009. Parabéns à Nação Tricolor e à todos os amigos gremistas pela passagem dos cento e seis anos de existência do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense!

Domingo, Setembro 13, 2009

Falta cacife

por Gerson Sicca
http://limponolance.blogspot.com

Pra ser campeão tem que ter pedigree de campeão.
O time do Inter é bom, mas está longe de ter as características de um time capaz de chegar a grandes conquistas.
Para ser campeão não basta fazer gols bonitos e dar dribles pra levantar a torcida. É preciso concentração, disciplina e seriedade.Exige-se atenção o tempo todo e sangue frio.
O Inter erra demais na defesa. E erra lances capitais, como o pênalti infantil cometido pelo Guiñazu. O argentino, inclusive, não estava no seu dia, pois foi ele que tentou fazer uma frescura com a bola e acabou perdendo, dando origem ao lance do terceiro gol do Cruzeiro.
Por errar quando não pode errar, não ter o equilíbrio necessário para saber quando a defesa está desarrumada e resolver o problema dentro de campo, é óbvio que o Inter não tem o diferencial para ser campeão.
Hoje o Inter provou por A mais B que não é um candidato sério ao título. O negócio é cair na realidade e buscar a vaga na Libertadores.
Mas em tudo isso o que mais impressiona é a capacidade do São Paulo de fazer o jogo simples e sempre chegar, coisa que o Inter não consegue fazer.
Diante de tanta incompetência no jogo de hoje, não dá pra apostar nesse time. O jeito mesmo é esperar a Libertadores 2010. E ver o São Paulo campeão de novo.

Origem do Slogan “O Clube do Povo”



POR: EVERTON ROCHA


Os relatos dão conta de que Henrique Poppe nasceu em Niterói e se radicou rapidamente em São Paulo. Mas foi em Porto Alegre que, o homem que fundaria o Sport Club Internacional em 1909, com José Poppe e Luís Poppe, onde escreveram as páginas mais memoráveis de sua história. Foi por sua persistência e iniciativa que surgiu o Internacional, cujo hino e especialmente trajetória apontariam para o rótulo de "clube do povo". Empreendedores, os Poppe então decidiram fundar seu próprio clube, mas queriam um clube aberto para todos independente de cor, raça, religião e etc daí deram o nome Internacional, para que o mesmo fosse conhecido, informaram à imprensa: "Há dias, noticiamos que um grupo de jovens empregados no commercio e residentes no 2º districto, haviam formado uma sociedade para o cultivo do foot ball. A nova agremiação, que conta já com regular número de sócios, denomina-se Sport Club Internacional. Almejamos vida longa e perenes felicidades", anunciou o jornal Correio do Povo.
Com o passar dos anos o internacional ganhou força e ficou cada vez mais conhecido com este slogan “Clube do Povo”, mas a grande jogada, para firmar o Inter como um clube do povo, nas páginas esportivas da antiga folha desportiva e do jornal A Hora, surgiu na década de 50 a figura do Negrinho, um personagem cheio de ironia e malandragem. O avesso do maior rival do Inter, o Porto Alegrense da Azenha. Com o tempo, o Negrinho acabou virando o Saci, aquele que gosta de armar ciladas contra as pessoas, como uma analogia ao que o Internacional faria nos campos de futebol. No final dos anos 1950, o Internacional sentiu necessidade de ter um hino, uma canção formal de celebração dos sentimentos colorados. Foi realizado um concurso para a escolha do hino, havendo muitos candidatos. Mas nenhum dos hinos satisfez a alma colorada como aquele que fora feito numa tarde de sofrimento de torcedor. O torcedor era o carioca Nélson Silva, compositor de morro, músico do conjunto "Águias de la Medianoche", e que morava há nove anos em Porto Alegre quando compôs o hino colorado. Quando concluiu a última estrofe “com o “Clube do povo do Rio Grande do Sul”, teve a sensação de que era isto que seria cantado pelo torcedor. Foi o que aconteceu, Celeiro de Ases é hoje o hino oficial do Sport Club Internacional e do torcedor colorado.
De lenço vermelho, bravo nos campos, imbativel e acima de tudo simpático fez com que o internacional conquistasse não só a simpátia dos gauchos, mas também de pessoas de todos os 4 cantos do mundo, onde houve um mistura do vermelho (cor da paixão / amor) + branco (todas as cores / raças = nações unidas) + saci (mascote do povo) + o amor do seu torcedor concretizou a marca do Clube do Povo ®, sua simpátia, garra, raça, amor e superação resultou em uma das maiores torcidas do país, além disso o internacional é um dos clubes de maior respeito no Brasil, os frutos disso tornou o clube com maior quadro social da América do Sul e até agora o sexto maior quadro social do Mundo, estes mais de 100 mil sócios são o registro do amor ao clube do povo do Rio Grande do Sul.
Desde sua fundação, crescimento, afirmação, Eucaliptos, Rolo Crompressor, Rolinho, Gigante da Beira Rio, titulos nacionais, titulos internacionais, conquista do mundo, o internacional teve somente uma marca mantida, um slogan que passa de pai para filho, que é usado por ricos e pobres, por branco e pretos, é o slogan de um só, mas ao mesmo tempo de todos , o inter é um clube popular, acima de tudo o Internacional é o Clube do Povo...

Sábado, Setembro 12, 2009

OMISSÃO NA SELEÇÃO COLORADA DA ZH




Por:João Munari
Amigos, sei que esta é uma questão muito polêmica e que serei criticado mas preciso abordar este tema.
Acho que muita confusão se fez quando da enquete sobre a seleção colorada de todos os tempos na Zero Hora. Principalmente entre os melhores jogadores e os mais importantes.
O critério deveria ser apenas técnico,ou seja, deveríamos votar no MELHOR jogador da história colorada ,na sua posição.
Unicamente, os melhores.
Com todo o respeito,acho um gesto de omissão se esconder atrás de argumentos como "Não vi jogar então não posso votar". Ora essa!
Vá atrás! Pergunte, questione os mais velhos,se informe,veja velhos vídeos,leia as materias da época.
Tire suas conclusões!
Fazendo isso,iremos constatar a tremenda injustiça que fazemos com monstros sagrados da história colorada .
Exemplos:
Até o início dos anos 80,TESOURINHA, era apontado como o maior jogador da história do Internacional,na pesquisa pouco foi lembrado;
SALVADOR, foi um centromédio multi campeão pelo Inter e é um raro caso de estar na galeria da seleçao de todos os tempos do Penharol e do River Plate,não foi citado na pesquisa;
Na época em que o Rio Grande do Sul estava fora do mapa,ORECO foi convocado para jogar a Copa do Mundo de 58.Todos com mais de 60 anos, incluem este jogador em qualquer seleção,pouco foi lembrado na enquete.
Astros do porte de um Ruben Paz,Enio Andrade, Larry,Chinesinho, e Florindo não tiveram votos relevantes!
O lendário Rolo Compressor ,tido como o maior time da história colorada não teve nenhum integrante na seleçao da ZH !
Sabem o que me incomoda?
Com toda essa omissão, acreditem, em breve nossos filhos irão dizer: "Lá vem o pai com este tal de Zico,deve ser um daqueles jogadores do passado.."
ou senão : " Não posso votar neste Maradona, pois não o ví jogar"...
Fica a questão para reflexão,
bom fim de semana

A GRANDE CHANCE DA VIDA DE TODOS NÓS

Por Luciano Bonfoco Patussi
12 de setembro de 2009

Há longínquos 34 anos, um grande e inesquecível time de futebol, fardado de azul e branco e representando Minas Gerais, veio à Porto Alegre buscar o título de campeão brasileiro. Era uma equipe que marcaria época no futebol nacional e mundial, capaz de trucidar adversários, marcar lindos gols, conquistar títulos memoráveis, revelar craques e fazer história, ficando nela para sempre, imortalizado na memória de cada torcedor e de cada cidadão apaixonado pelo esporte que tem a preferência nacional.

Era um domingo de sol de dezembro de 1975 quando, à beira do Rio Guaíba, no Gigante da Beira-Rio, duelaram o timaço do Cruzeiro, de Belo Horizonte, contra o tão fenomenal quanto, Internacional, de Porto Alegre - do Rio Grande e do Brasil! Na ocasião, os craques colorados, comandados por Falcão, Figueroa, Manga, Valdomiro e Cia Ltda, conquistaram o Brasil, cobrindo a nação de vermelho e branco e trazendo ao estado mais setentrional do Brasil o primeiro grande título comemorado por um clube da nossa terra.

O tempo correu. Surgiu o amanhã. Mais e mais títulos memoráveis vieram. Aqui e também no lado de lá do Bairro Menino Deus. Chegamos a 2005 e o título brasileiro passou a tomar conta do pensamento do torcedor colorado. Vivíamos campeonato brasileiro. Comíamos, bebíamos e sonhávamos campeonato brasileiro. Desde 75. Desde 76 e 79. E o sonho virou pesadelo em um apito. Em um escândalo. Um mar de amargura que todos até hoje fariam questão de esquecer, se isso fosse possível. Sentimo-nos impotentes. Derrotados por forças além das quatro linhas. O Internacional ganhou o campeonato brasileiro de 2005, mas não levou o título e o reconhecimento oficial.

Após 34 anos de uma memorável conquista colorada, o adversário glorioso de outras décadas, o Cruzeiro, volta a Porto Alegre. Ostentando o vice-campeonato da Libertadores da América de 2009, o time da Raposa enfrenta o Internacional que é, humildemente e com os pés no chão, um dos favoritos ao título nacional de 2009. Lá se vão 34 anos daquele confronto! E lá se vão 30 anos do último título! É bom relembrar tempos em que muitos de nós sequer havíamos nascido, para poder buscar no presente a realização de um sonho que escapou durante décadas e que esteve tomando conta de nossos sonhos lá pelos idos de 2005 e 2006. Sonhos realizados há 30 anos e que hoje, tomara, possamos reviver novamente!

Inter e Cruzeiro é clássico e é a primeira das próximas "15 finais" que o Inter irá disputar neste campeonato brasileiro. Cada jogo é uma decisão. A vitória no domingo será tão representativa quanto os três pontos em qualquer rodada do campeonato. Mas amanhã temos um diferencial: o torcedor colorado! O apoio ao time será fundamental. Todos os "campeões de tudo" juntos, no Beira-Rio ou em qualquer parte do Rio Grande ou do Brasil, gritando, vibrando e "ralando" junto com o time em busca de mais uma realização, farão a diferença!

Nesta semana, o volante Magrão fez uma declaração um tanto parecida com a que ouvi de Fabiano Eller, após o jogo contra o Nacional de Montevidéu, pela primeira fase da Copa Libertadores de 2006.

Naquela ocasião, após a partida contra os uruguaios, junto a um grupo de amigos, jantei na churrascaria do Parque Gigante, e para a surpresa e contentamento de todos, chegaram junto de seus familiares: Fabiano Eller, Mossoró, Léo e Rubens Cardoso. Foi tudo festa! Naquele dia, após a comida - e a bebida (nossa, não dos jogadores!), um grupo de torcedores chegou para conversar com os atletas. Um de nós comentou que aquele grupo tinha que trazer a Libertadores para nós, precisávamos de um título, estávamos sedentos por isso. Fabiano Eller sorriu e falou que seríamos campeões da Libertadores, porque o grupo era muito forte e estava unido em torno daquela conquista. Era para todos nós acreditarmos.

Nesta semana, assistindo a um programa de debates esportivos, um dos convidados era Magrão. O volante colorado, de garra reconhecida e as vezes criticado com razão - e outras tantas vezes injustamente, foi perguntado sobre o sonho da conquista do título brasileiro. Magrão disse mais ou menos isso:

"- Todos os dias nós jogadores comentamos, nos treinamentos e na concentração, sobre a possibilidade e a importância de um título dessa grandeza. Nós falamos e pensamos que este pode ser o início de um novo ciclo de vitórias, mas também não sabemos se algum dia em nossa carreira teremos a oportunidade, novamente, de fazer parte de um grupo como este do Inter, tão forte em qualidade e unido em torno de um objetivo. Por isso queremos o título brasileiro, queremos ficar marcados na história do clube com uma memorável conquista no ano do centenário."

Não foi bem com essas palavras, mas foi este o sentimento que Magrão passou para o torcedor colorado naquele momento. Essa declaração não garante título, isso é óbvio, pois existem muitos adversários - e bastante qualificados - que podem lutar por esta conquista. Mas perceber isso no grupo colorado - após um período de incertezas, onde o time parecia perder o rumo - é um primeiro passo para se chegar vivo até a última rodada, onde enfim poderemos, ou adiar o sonho novamente, ou então gritar para o mundo inteiro ouvir, que o Internacional é novamente, após muitos anos, sofrimento e devoção, campeão brasileiro de futebol! Assim como nos velhos tempos! É a grande chance da vida de todos nós: dirigentes, jogadores e torcedores! E se todos estiverem juntos, assim como nas grandes conquistas, podemos fazer a diferença!

Sandro liberado. Mais uma negociação de bastidores

por Gerson Sicca
http://limponolance.blogspot.com

A dificuldade para a liberação do volante colorado Sandro da seleção sub-20, o que acabou ocorrendo depois de muita choradeira e da intervenção do Presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto, evidencia dois fatos negativos.
O primeiro, já tratado aqui, é que as seleções de base estão com seus propósitos desvirtuados. Hoje não servem mais para formar os jogadores amadores. Na verdade, são apenas mecanismos promocionais da "amarelinha", no intento de aumentar a receita que a CBF receberá com os patrocínios da seleção principal. Busca-se, na verdade, apenas a afirmação da marca "seleção brasileira". O propósito esportivo não é o principal.
E o segundo é que a CBF mantém uma prática comum no Brasil e totalmente contrária aos desígnios da transparência e da isonomia. Falo do hábito de negociar individualmente com os clubes.
Um sociedade com instituições democráticas e republicanas deve exigir que questões de interesse coletivo ou comum a determinado grupo sejam debatidas e resolvidas também de forma comum. A tática de negociar individualmente é corriqueira no Brasil por ser uma técnica eficaz para enfraquecer quem pede e fortalecer quem decide sobre o pedido. Além disso, gera divisões entre os pedintes, o que também robustece a posição do decisor.
A técnica da discussão individual dos problemas é corriequeira entre administradores públicos brasileiros e em vários setores da sociedade. É uma prática pouco refutada, infelizmente. Para nossa desgraça, a maioria das pessoas ainda não se deu conta que essa forma de discutir os problemas é um dos grandes males brasileiros, pois entrava o desenvolvimento de nossa democracia.
A liberação de Sandro deve ser comemorada, pois ajuda ao Internacional. Entretanto, não deve ser esquecida a forma como ocorreu. Está na hora de aprender-se a discutir coletivamente os problemas dos clubes.

Quinta-feira, Setembro 10, 2009

Por que adequar o calendário do futebol brasileiro ao calendário mundial é algo benéfico para a Rede Globo de Televisão?

Com a saída dos principais jogadores dos clubes em meio à temporada, os torcedores perdem o interesse em assistir aos jogos; e isso, claro, não é bom para a emissora carioca

O signatário deste artigo tinha como objetivo escrever, nesta semana, a respeito de como deveria ser o calendário da principal competição do futebol brasileiro, o Campeonato Brasileiro. No entanto, determinado evento fez com que houvesse uma mudança de planos.

Na semana passada, houve um debate no jornal Folha de São Paulo a respeito da adequação do calendário do futebol brasileiro ao calendário do futebol europeu. Defendendo a ideia, escreveu o presidente em exercício do Clube de Regatas do Flamengo, Delair Drumbosk. Contra a possibilidade, escreveu o diretor executivo da Globo Esportes, “braço” para eventos esportivos da Rede Globo de Televisão, Marcelo Campos Pinto.

A posição de ambos é bem conhecida: Delair a favor da adequação, Campos Pinto, contra. Quem acompanha esse espaço com regularidade, sabe que, aqui, defende-se a posição de Delair. A propósito, uma frase lapidar do referido senhor, em prol da adequação, é que “o Flamengo não deve jogar com o Real Potosi, mas com o Real Madri, o que é possível com a adaptação do calendário”.

Entretanto, o que chama atenção é a postura contrária à adequação pela Rede Globo, representada por Campos Pinto. Até porque, aparentemente, a dita adequação é benéfica para a emissora, ao contrário do que se diz. Este documento visa demonstrar por que.

Antes de mais nada, que fique claro: esse escriba não tem nada contra a Rede Globo de Televisão, e muito menos contra as Organizações Globo. Ao contrário, é admirador da programação, de excelente qualidade, é assinante do principal jornal do grupo e, também, ciente das práticas de gestão de excelência executadas em seus domínios, inclusive com uma política de recursos humanos que é considerada exemplo para qualquer organização.

Contudo, parece que a emissora vai de encontro aos seus próprios interesses, ao ser contra a referida adequação, que pode gerar dividendos inclusive pra ela. Três motivos amparam essa tese.

O primeiro deles é que, com o calendário atual, sem a adequação, os clubes perdem jogadores em meio à temporada. E, consequência óbvia, havendo perda de grandes jogadores, o interesse do torcedor diminui, o que faz cair a audiência.

Citando exemplos relativos ao que acontece no corrente ano de 2009:

· O Flamengo negociou seu principal jogador, o volante Ibson, na “janela” de meio de ano. E, sem Ibson, o interesse de torcedores do Flamengo por assistir partidas do clube diminui. Isso não é bom para a audiência e, portanto, não é bom para a Globo.
· O Fluminense negociou um de seus principais jogadores, o meia Thiago Neves, na “janela” de meio de ano. E, sem Thiago Neves, o interesse de torcedores do Fluminense por assistir partidas do clube diminui. Isso não é bom para a audiência e, portanto, não é bom para a Globo.
· O Botafogo negociou um de seus principais jogadores, o meia Maicossuel, na “janela” de meio de ano. E, sem Maicossuel, o interesse de torcedores do Botafogo por assistir partidas do clube diminui. Isso não é bom para a audiência e, portanto, não é bom para a Globo.
· O Cruzeiro negociou dois de seus principais jogadores, os meias Ramires e Wagner, na “janela” de meio de ano. E, sem Ramires e Wagner, o interesse de torcedores do Cruzeiro por assistir partidas do clube diminui. Isso não é bom para a audiência e, portanto, não é bom para a Globo.
· O Internacional negociou seu principal jogador, o atacante Nilmar, na “janela” de meio de ano. E, sem Nilmar, o interesse de torcedores do Internacional por assistir partidas do clube diminui. Isso não é bom para a audiência e, portanto, não é bom para a Globo.

· O Palmeiras negociou seu principal jogador, o atacante Keirrison, na “janela” de meio de ano. E, sem Keirrison, o interesse de torcedores do Palmeiras por assistir partidas do clube diminui. Isso não é bom para a audiência e, portanto, não é bom para a Globo.
· O Corinthians negociou três de seus principais jogadores, o volante Cristian, o meia Douglas e o lateral esquerdo André Santos, na “janela” de meio de ano. E, sem Cristian, Douglas e Andre Santos, o interesse de torcedores do Corinthians por assistir partidas do clube diminui. Isso não é bom para a audiência e, portanto, não é bom para a Globo.
Resumindo: sem a adequação, os jogadores principais dos clubes saem em meio à temporada; com esses atletas referenciais deixando os clubes nesse período, o interesse do torcedor por assistir às partidas pela televisão diminui; e isso, óbvio, não é bom para a Globo.

Há quem argumente, contudo, que, com a adequação, os jogadores continuarão saindo no meio do ano, o que é verdade. Mas, nesse caso, os clubes estarão perdendo os jogadores em início de temporada, o que é ruim, mas é muito pior perdê-los em meio à temporada – o que acontece atualmente, sem a adequação. Inclusive em termos de audiência: para a Globo, bom é que o quadro atual não pode ser. A adequação, sob esse prisma, seria muito melhor.

O segundo deles é que, sem a adequação, muitas vezes acontecerá, como acontece atualmente, a coincidência entre jogos dos campeonatos nacionais e os jogos das competições de seleções, como Copa do Mundo, Copa das Confederações e Copa América.

Óbvio está que, quando a Globo estiver transmitindo, por exemplo, a Copa América, os jogos de campeonatos nacionais serão alocados em datas e horários menos nobres, o que fará que percam audiência.

Veja-se a situação: um produto da emissora, jogos de seleções, “canibalizando” outro produto dela, jogos de clubes. Não seria melhor evitar isso? Pode-se evitar: é só fazer a adequação. Com ela, o período de jogos das seleções não coincide com o período de jogo de clubes; então, a Globo pode auferir a audiência dos jogos de seleções em datas nobres, no período de jogos de seleções, e auferir a audiência dos jogos dos clubes também em datas nobres, no período de jogos de clubes.

Sem se misturar os períodos, distribuem-se os jogos por datas nobres – sejam de clubes, sejam de seleções – ao longo de todo tempo. Bom para a audiência, bom para a Globo.

Em terceiro lugar, cabe ressaltar que existe todo um potencial de exploração do produto “futebol brasileiro” no exterior que parece relegado a segundo plano. Óbvio está que competições brasileiras são transmitidas em vários países, mas, atualmente, são tratadas como eventos menores, de pouca importância. Será que é esse o papel que o futebol brasileiro, pentacampeão, merece?

Fazer com que o “futebol brasileiro” passe a ser visto como produto de primeira linha no cenário internacional é algo que passa por algumas tarefas. A primeira delas é colocar os jogos transmitidos pelo Campeonato Brasileiro só aos domingos. A segunda é definir um horário fixo para transmissões de jogos para o exterior. A terceira, e a que diz respeito à discussão, é que os jogos devem ser transmitidos entre agosto de um ano e maio do ano seguinte.


E por que entre agosto de um ano e maio do ano seguinte? Simples: é o período que os torcedores dos mercados mais relevantes, os europeus, estão mais ligados em futebol. Transmitir os jogos nesse período é aumentar os níveis de audiência nos principais mercados estrangeiros, gerando maior faturamento. E, óbvio que a Globo, que tem know how em comércio exterior de produtos televisivos, haja vista o enorme sucesso de suas novelas no estrangeiro, está apta a aproveitar-se dessa oportunidade.

Como se vê, adequar o calendário de nosso futebol ao calendário mundial permite que os jogadores não saiam em meio à temporada, permite que jogos de clubes e de seleções não disputem o mesmo espaço e permite que os jogos nacionais sejam mais atraentes para mercados externos, desde que em datas coincidentes com as deles. Tudo isso é bom para a Globo – como é bom para o futebol brasileiro.

Vem aí mais um campeão de audiência: o futebol brasileiro!

*Luis Filipe Chateaubriand é autor do livro 'Futebol brasileiro: um projeto de calendário', pela editora Publit (www.publit.com.br)

Leia mais:
Construindo um calendário racional para o futebol brasileiro
Adaptando o calendário do futebol brasileiro ao calendário mundial
Ainda a adaptação do calendário brasileiro de futebol ao calendário mundial...
Outros argumentos para a adaptação do calendário brasileiro ao mundial
Uma proposta de calendário para o futebol brasileiro

Segunda-feira, Setembro 07, 2009

TIME AJUSTADO E TORCIDA CONFIANTE !




É bonito ver a nossa torcida confiante,de peito erguido, com aquela sensação de que engrenamos na hora certa!
Por:João Munari

A taça da foto acima é a de "Campeão Nacional de Futebol"(como se dizia na época). Segundo meu saudoso pai, o impacto daquela conquista foi maior, proporcionalmente, do que a conquista da Libertadores. Muitos infartos,emergências lotadas,delegacias lotadas e feriado decretado em vários lugares Rio Grande afora!
Estamos a caminho de conquistar esta taça pela 4.vez.
A admiração da imprensa do centro do país pelo futebol que retomamos dá uma idéia do atual momento. Chegamos a ter 73 por cento de posse de bola contra o Avaí,um recorde na competição.
Aquele sentimento de que engrenamos na hora certa,toma conta da nação alvi rubra.
Maior saldo de gols,
Maior número de vitórias,
Maior número de gols pró...
Paira grande expectativa na torcida colorada...

Quinta-feira, Setembro 03, 2009

COLORADO ARRANCA NA HORA CERTA

Esta bela mineira chegou ontem a Porto Alegre disposta a marcar presença!

Por:João Munari

Por questões óbvias ela realmente impressionou. Assim como o time dela que no primeiro tempo chegou perigosamente a área colorada.
A maioria de nós assiste futebol há muitos anos e deve ter sentido que depois dos atacantes mineiros perderem 2 gols feitos as chances do Galo estavam acabadas.
O segundo tempo trouxe um forte indício de união do grupo e foco no objetivo!

Questão para reflexão:

Após o empate na Vila,a consistente vitória contra o Goiás e o jogo de ontem (sorte de campeão e arrastão no 2.tempo) vocês não ficaram com aquela impressão da conquista na reta final da Libertadores?
Acho que o Colorado arrancou na hora certa...

João Munari


Misiles D´Alessandro

Fonte: Olé

Andrés metió un gol en la victoria por 3 a 0 del Inter a Atlético Mineiro por la fecha 22 del brasileirao. El Palmeiras es el líder con 40 puntos, uno más que el equipo del cabezón.
Los tres goles de ayer. El segundo, obra de Andrés D´Alessandro.

Andrés D´Alessandro es el director de la orquesta llamada Internacional de Porto Alegre. No por nada el ex River y San Lorenzo lleva la 10 en su espalda, porque conduce y maneja este equipo que juega de lo lindo. Ayer, en ese lapso de tiempo del segundo tiempo, entre los 50 y 60 minutos del segundo tiempo liquidó el partido por los goles de Edú y el del cabezón.

En el primer gol, D´Alessandro recibió de espalda, se dio vuelta y como de memoria puso una pelota en profundidad divina para que el lateral Kleber se mandara hasta el fondo y pusiera el centro que impactó Edú en la puerta del arco.

Dos minutos después el argentino recibió por el medio para darle desde media distancia, tiro que atajó espectacularmente el arquero Bruno Fuso. Pero luego en la continuación de la misma jugada tomó una pifia del 6, y en el punto del penal sacó un misil imposible de contener. A los 60, otra vez de cabeza, Edú aseguró el resultado.

Además, en el entretiempo del partido del Corinthians, que ganó le ganó 2 a 1 al Santos, fue presentado en sociedad el nuevo refuerzo, el ex Huracán Matías Defederico.

Terça-feira, Setembro 01, 2009

Seleção de base não serve para nada hoje em dia

por Gerson Sicca
http://limponolance.blogspot.com

Atualmente, sabe qual a importância das seleções de base? Nenhuma.
E sabe qual a relevância dos títulos das seleções de base? Nenhuma.
Alguém pode dizer que essas seleções são importantes para dar experiência aos jogadores jovens, a fim de que possam ter o pedigree necessário para chegar à seleção principal.
Não acredito nisso.
Grandes clubes brasileiros profissionalizaram-se na gestão. Formam jogadores de alto nível, que com 18, 19 anos já disputam títulos. Alexandre Pato enfrentou o Barcelona em uma final de Mundial com 17 anos. Com pouquíssimo tempo de profissionalismo nossos talentos já vestem a camisa de grandes clubes europeus, disputam campeonatos importantes.
Aí pergunto: um torneio de seleções de base pode dar a um jogador titular de clubes como Inter, Grêmio, São Paulo, Palmeiras ou Cruzeiro, entre outros, mais experiência do que terão em seus clubes? E o que dizer daqueles que já viajam a Europa com clubes tradicionais do velho continente?
Por outro lado, os títulos das seleções de base só servem para o marketing da CBF. O que deve valer mesmo são as taças da seleção principal. E aqui vem o "X" da questão.
Time de base não é feito para ganhar título. É feito para formar jogadores. Logo, se um jogador, ainda que com idade para a base, já atua no futebol profissional, não há nenhuma razão que justifique sua convocação para seleções sub alguma coisa. Deve ser convocado apenas quem está em processo de formação. Quem já está no profissional que continue o seu caminho e busque a seleção principal.Para esse tipo de jogador a base só serve para colocá-lo no mercado europeu.
Então, qual a explicação para convocar jogadores como Sandro e Giuliano, que já brilham no Internacional? O que ganharão com um mundial sub-20? Não é mais importante para a carreira dos mesmos o enfrentamento das agruras de um campeonato brasileiro?
A convocação de jogadores que já estão integrados ao grupo profissional dos seus clubes só tem duas justificativas. A primeira é fazer a alegria dos empresários. A segunda justificativa possível é garantir o emprego das comissões técnicas das seleções de base, que com times fortes podem ganhar títulos.
Com isso, a CBF se presta para atrapalhar ainda mais o futebol brasileiro. Não bastasse a disputa desigual com os clubes estrangeiros, as dívidas, a desorganização, o escasso poder aquisitivo do torcedor e a arbitragem de várzea os clubes ainda são golpeados pela própria Confederação, que ao chamar novos talentos já profissionalizados empobrece o campeonato brasileiro e dá uma bordoada nos combalidos clubes.
Por tudo isso, cada vez mais estou convencido de que a CBF é um entreposto comercial no Brasil dos poderosos do futebol mundial, uma espécie de companhia das índias da bola.

DESTAQUES

ESPECIAL DO CENTENÁRIO:
História Colorada e Fotos Antigas

ENTREVISTA: Delegado Poppe

O INTER NA REVISTA PLACAR

POESIAS COLORADAS

ALEXANDRE PATO NO INTER


 Clique aqui para adicionar o Supremacia Colorada ao seu leitor de RSS favorito!

ASSINATURA

Receba diariamente o Supremacia Colorada em sua caixa postal!

Cadastre seu e-Mail aqui!

Ou adicione direto ao Google Reader!
Clica Aqui!

CONTATO DIRETO


O Blog Supremacia Colorada é administrado por Tiago Vaz, Conselheiro do Sport Club Internacional. Para entrar em contato diretamente com o administrador do Blog, por favor envie um e-mail para blog.supremacia.colorada no gmail

COMUNIDADE


Participe da nossa comunidade no Orkut!

Marcadores