Quarta-feira, Abril 29, 2009

A HORA E A VEZ DOS COLORADOS DO NORDESTE

Por: Luciano Emiliano ( Garanhuns-PE )
http://coloradodegaranhuns.blogspot.com/

Chegou a nossa vez irmãos colorados do Nordeste, o INTER está no Recife para o jogo de logo mais á noite contra o Naútico pela Copa do Brasil, ao chegar no Aeroporto dos Guararapes na noite de 2ª feira a delegação colorada pôde sentir de perto o apoio dos Colorados do Recife numa calorosa recepção organizada pelo Consulado local. Ontem no treino realizado no local do jogo de logo mais os sócios colorados da região poderam ter mais um contato direto com os nossos atuais ídolos assistindo ao treino. Hoje para o grande jogo também esta confirmada á vinda de colorados da Bahia, Paraiba, Alagoas, Rio Grande do Norte e também é claro, graças ao apoio do cônsul do INTER no Recife Fabiano Pires eu o Colorado de Garanhuns juntamente com meu filho de 6 anos Fábio Lucas estarei viajando á capital do estado para apoiar o nosso amado e centenário Colorado Campeão de Tudo. Quem também já está no Recife para esta grande festa para nós colorados do Nordeste é a já conhecida torcedora do INTER do Rio de Janeiro, Cariúxa que está a passeio aqui em Pernambuco e como não poderia ser diferente também estará no Estádio dos Aflitos para cantar e apoiar nosso INTER em busca de mais uma vitória nesta temporada, que promete muito para nós colorados.

Terça-feira, Abril 28, 2009

Muricy é mestre! Ou não?

Sobre o texto

Neste último final de semana não teve como evitar, com Colorado Campeão Invicto antecipado aqui no Sul, a solução foi ficar atento aos acontecimentos lá de São Paulo. Mas eu fora de escrever sobre Corinthians e Santos... fui fazer algo mais valoroso. Então, escrevi uma postagem especial a pedido para o blog SouSãoPaulino.com e que eu compartilho agora com todos os leitores do Supremacia Colorada.

Muricy é mestre! Ou não?

http://www.internacional.com.br/imagens/noticias/muricy_retrospectiva.jpg

Muricy Ramalho em seus tempos de Inter!

Estava torcendo para o São Paulo F.C. chegar nas finais do Campeonato Paulista de 2009. Aí tenho grandes amigos. O Washington, por exemplo! Ele participou de um vestibular de centroavantes por aqui. Mas não foi um “vestibular” qualquer. Este havia sido elaborado pelo dirigente mandarim Ibsen Pinheiro, o mesmo dirigente que revelou grande parte dos jogadores daqueles grandes times da década de 70, Tri-Campeão Brasileiro Invicto.

Washington, Alberto (posteriormente artilheiro do Brasileirão pelo Santos) e Christian (um dos maiores artilheiros do Inter em Brasileiros, atualmente na Portuguesa) foram colocados lado a lado em uma disputa acirrada pela camisa 9 Colorada. Quis o destino que Christian, em um sprint final, marcasse diversos gols de forma sensacional e passasse em primeiro lugar no vestibular de centroavantes de Ibsen Pinheiro.

Aí no São Paulo também está o Jorge Wagner! Grande J.W.! Jogou muita bola aqui com a gente. Juntos comemoramos e sofremos quando campeões do Brasileirão de 2005, que nos foi tomado na “mão grande” e dado ao Corinthians/MSI de Kia e Cia. Depois fomos Campeões da Libertadores de 2006. Mas antes de ir para o mundial… JW deu uma de amigo “traíra”… e foi jogar na Espanha por 6 meses… Tivemos de ser campeões do mundo com Rubens Cardoso pela esquerda.

Mas sem dúvida alguma, o nosso amigo aí no São Paulo F.C que mais deixa saudades em nós torcedores do Inter, aliviando a vida dos jornalistas daqui, chama-se Muricy Ramalho.

Grande Muricy! Depois dele tudo foi diferente aqui no Inter. Desde 2002 (o início da era Fernando Carvalho), o Inter levanta no mínimo um caneco por ano. Já faz anos que começamos uma jornada de conquistas e que hoje nos permite autonomear de Campeão de Tudo! Esse “Tudo” teve um início e a pessoa chave nesta etapa fundamental de germinação de uma cultura vencedora aqui no Inter foi o Muricy Ramalho. Das categorias de base, a filosofia de futebol. O Muricy é um grande amigo e que deixa saudades em nós. Porém ambos sabemos que o futuro ainda nos reserva outras oportunidades e estaremos próximos novamente.

Muricy é tão “da casa”, que ele até ganhou um apelido “bem forte” aqui por estas plagas. “Burricy”. Nós torcedores do Sport Club Internacional não o chamamos assim (com exceção - é claro - naquelas finais de jogos em que ele não mudava o time). Quem criou este apelido “carinhoso” ao técnico Muricy Ramalho foi a imprensa de Porto Alegre.

Muricy teve seus primeiros problemas de relacionamento com a imprensa ainda no Sul. Por aqui a escola de jornalismo esportivo é tradicional. Inúmeros técnicos de Inter e Grêmio já caíram em função da articulação da imprensa esportiva local. Mas o Burricy suportou a todos dentro dos limites e do possível - até ser eleito o melhor técnico do Campeonato Brasileiro de 2005 pelo Inter.

O prêmio de melhor técnico, tenho certeza, não foi o suficiente para Muricy. Ele havia sido Campeão Brasileiro de 2005 (aquele, tomado “na mão grande”) e o sentimento de indignação de Muricy Ramalho o fez ir adiante. Enquanto ele deixava seu legado à nação Colorada - uma vaga para disputar a Libertadores de 2006 (e que vencemos) - Muricy trocava o Inter pelo São Paulo. Partia de Porto Alegre para conseguir responder a sua indignação. Ele merecia ser Campeão Brasileiro. Não só uma. Duas. Três. E quem sabe mais vezes!

A vida ainda reserva uma longa trajetória ao técnico Muricy Ramalho. Seu talento e seu curriculum vitae o certificam para isso. Como Colorado, coloco Muricy lado a lado com Abel Braga, Parreira, Paulo Autuori e outros grandes treinadores que passaram por aqui. Mas ele ainda não pode ser comparado a um Ênio Andrade. Absorvendo a visão de um torcedor São Paulino, ainda não consigo comparar o Muricy com o mestre Telê Santana. Mas quem sabe um dia consiga? Tudo isso ainda depende dos próximos capítulos na trajetória de Muricy como técnico de futebol. Mais títulos pelo São Paulo… ser técnico da seleção Brasileira… vir de volta pro Sul… vencer e partir novamente.

Um grande abraço à nação São-Paulina.

Tiago Vaz
Conselheiro do Sport Club Internacional

www.supremaciacolorada.com

Sábado, Abril 25, 2009

Comemoração em Brasília


Ainda sobre o centenário e as comemorações da torcida.
Em Brasília vários colorados reuniram-se para comemorar os cem anos do Internacional. Na foto, o registro do encontro, tirada pelo colorado José Bonifácio, que mora no capital federal.

INTER JÁ SE PREPARA PARA JOGO CONTRA O NÁUTICO AQUI EM PERNAMBUCO

Por: Luciano Emiliano (GARANHUNS - PE)
http://coloradodegaranhuns.blogspot.com/

Um sorteio realizado no começo da tarde desta sexta-feira, na sede da CBF, definiu a ordem dos jogos das oitavas-de-final da Copa do Brasil. O Inter jogará longe de casa o primeiro duelo contra o Náutico, na próxima quarta-feira, às 21h50min, no Estádio dos Aflitos. A partida de volta será disputada no dia 6 de maio, no Beira-Rio. O grupo colorado treina em dois turnos neste sábado e repousa no domingo. Na segunda pela manhã, Tite comanda uma atividade no Gigante, a última antes do embarque para o Recife (veja a programação abaixo).

Inter está de olho no jogo contra o Náutico


Na entrevista coletiva desta sexta, Tite falou sobre o adversário pernambucano e projetou a postura que o Inter deverá ter na primeira partida. “O Náutico vem de uma reformulação. É uma equipe competitiva, que chegou à final do campeonato estadual. Tem jogadores de qualidade técnica individual, como o Carlinhos Bala e o Gilmar. Vamos ter que jogar com inteligência, se adaptando à regra da Copa do Brasil. Meu objetivo é que o time repita o nível de atuação que apresentou contra o Juventude fora de casa”, comparou o treinador.O atacante Taison, artilheiro do Inter na temporada, com 18 gols, também falou sobre o próximo adversário: “Assisti a um pedaço do jogo durante a festa de confraternização. É um time que marca forte. O gramado não é dos melhores e poderá atrapalhar um pouco. Mas vamos ter que superar tudo isso”, analisou.


Nilmar busca recuperação


O atacante Nilmar participou de uma atividade com os fisioterapeutas Mauren Mansur e Rodrigo Rossato na tarde desta sexta, em uma estação de trabalho montada no gramado suplementar. O jogador realizou uma série de movimentos específicos, como saltos, arrancadas, chutes e condução de bola sem acusar a lesão no tornozelo que o deixou de fora do jogo contra o Guarani. Já o lateral-zagueiro Danilo, que sofreu uma torção no joelho no jogo-treino de quinta-feira, segue sendo monitorado pelo departamento médico. A tendência é que o jogador corra em volta do gramado neste sábado.


Programação colorada:

Sábado (25/4)
9h – Treino
15h – Treino
Domingo (26/4)
Repouso
Segunda (27/4)
9h – Treino
13h – Viagem para o Recife
20h – Chegada prevista no Recife
Terça (28/4)
16h – Treino no Estádio dos Aflitos
Quarta (29/4)
21h50min – Náutico x Internacional
Quinta (30/4)
10h45min – Viagem para Porto Alegre
16h55min – Chegada prevista na capital gaúcha


Fonte: Site do Internacional

Segunda-feira, Abril 20, 2009

Inter Show! Campeão Gaúcho 2009 Invicto!

O Inter começou o jogo fulminante no ataque. A 1min, D´Alessandro cobrou falta para a área, a zaga cortou parcialmente e Taison pegou rebote e chutou forte para fora. Aos 4min, Nilmar chutou forte de fora da área, rasteiro, e o goleiro defendeu com dificuldades. Um minuto depois, Taison deu belo passe para Kléber, que na entrada da área chutou forte para ótima defesa de Rafael Lopez para escanteio.

Apressão era colorada. Aos 6min, D´Alessandro fez bela jogada pela direita, enganou o marcador e de pé direito cruzou na medida para Magrão cabecear para baixo, sem chances para o goleiro. Magrão, que havia feito gol na final da Taça Fernando Carvalho, faz também na final da Taça Fábio Koff. 1 a 0!


Vibração colorada: Magrão (D) abriu a goleada no Beira-Rio

Aos 9min, o Inter saiu jogando da sua área com grande qualidade, de pé em pé até que Taison tentou, de primeira para Nilmar, mas a bola foi interceptada pela defesa caxiense. A torcida aplaudiu. Aos 12min, Magrão arrancou pelo meio e começou a troca de passes com Taison e D´Alessandro até que o argentino arriscou rasteiro para a defesa de Rafael Lopez.

Aos 15min, o Inter ampliou no Gigante. A jogada começou com D´Alessandro, que deu grande lançamento para Kléber, livre na esquerda. O lateral cruzou na medida para Taison entrar em velocidade e chutar de pé direito: 2 a 0. Foi o 15º gol do goleador do Gauchão.

OInter estava arrasador e logo em seguida chegou ao terceiro gol. Aos 18min, Bolívar deu grande passe para Nilmar, em velocidade, entrar na área e chutar forte, cruzado. A goleada começava a ser construída.

Além dos três gols marcados nos primeiros 18min, o Inter jogava muito bem. O time tocava com muita qualidade a bola no meio-campo, avançava em velocidade pelos lados de campo com a ajuda dos laterais, principalmente Kléber, um dos destaques do Inter, ao lado de D´Alessandro, Taison e Nilmar.

Aos 20min, D'Alessandro cobrou falta, o goleiro espalmou e Índio de cabeça quase marcou mais um. Aos 21min, Guiñazu arriscou de fora da área e a bola foi ao lado do gol. A torcida vibrou muito com a iniciativa do volante. Depois do terceiro gol, a torcida colorada começou a gritar "É campeão!". O Inter massacrava o Caxias nos primeiros minutos.

Aos 22min, D´Alessandro lançou para Taison, Edenilson cortou parcialmente, mas a bola caiu no pé de Nilmar que chutou de primeira rasteiro no canto: Inter 4 a 0. Foi o 13º gol de Nilmar no Gauchão. Nilmar, que marcou gols na decisão de 2003, 2004 e 2008, fez novamente na final de 2009.

Aos 28min, Taison tocou para Nilmar, que girou na área e foi derrubado: pênalti escandaloso não apitado por Leandro Vuaden. O jogador Vagner Lima prendeu o pé de apoio de Nilmar claramente, mas Vuaden nada marcou. Um minuto depois, D´Alessandro tocou em Bolívar, que foi à linha de fundo, na área, e chutou forte por cima.

O Inter não diminuía o ritmo. Aos 32min, depois de uma troca de bola impressionante, Taison achou Guiñazu entrando livre, pelo meio da defesa caxiense. O argentino avançou e chutou na saída do goleiro. A torcida entrou em êxtase com o gol do capitão. Todo o time correu para abraçá-lo. Inter 5 a 0!


Guiñazu (C) comemora seu gol contra o Caxias

A produção ofensiva do Inter era impressionante. Nos primeiros 32 minutos, foram 11 conclusões a gol, com cinco gols. Em contrapartida, o goleiro Lauro praticamente não participou da partida, devido à boa marcação do Inter.

O toque de bola colorado que partia do meio-campo com a participação e a movimentação dos volantes e laterais, passando pelos meias e atacantes, era impressionante. O Inter dava show no Beira-Rio.

Aos 40min, depois de uma troca de bola incrível, envolvendo o time inteiro, a bola ficou com Magrão no bico da área, pelo lado direito. Com uma categoria fantástica, o volante chutou colocado no ângulo e marcou uma pintura de gol. 6 a 0. Foi o quinto gol de Magrão na competição.

Aos 43min, mais um golaço! Nilmar, D´Alessandro e Taison tabelaram em velocidade até que Taison entrou livre diante do goleiro. Quando parecia que iria marcar o gol, deu um passe generoso para D´Alessandro que só empurrou para o gol. Que coisa linda! 7 a 0!

Foi o último lance do primeiro tempo. Um dos primeiros tempos mais sensacionais dos 100 anos de história colorada. Inter deu show de bola, marcou sete gols, criou outras chances, teve pênalti claro não marcado. Irrepreensível. O goleiro Rafael Lopez, do Caxias, desceu chorando para o vestiário.


Nilmar e D'Alessandro eufóricos com a goleada colorada

Inter voltou para o segundo tempo com a mesma equipe. No Caxias, entrou o zagueiro Vagner para a saída de Guilherme.

O jogo caiu um pouco de ritmo no início do segundo tempo. O Caxias tentava avançar, mas sem força. O Inter procurava tocar a bola. Aos 4min, Roberto arriscou da intermediária e Lauro defendeu sem problemas.

O Inter se posicionava mais atrás para tentar explorar os espaços do contra-ataque com Taison e Nilmar, que passavam com facilidade pelo sistema defensivo caxiense. O Inter esbanjava preparo físico também. Aos 9min,Taison tentou cobrar falta, a bola acertou a barreira. Em questão de segundos, oito jogadores colorados voltaram em grande velocidade e já estavam posicionados novamente no seu campo. Impressionante.

Aos 14min, saíram D´Alessandro e Nilmar, muito aplaudidos, e entraram Andrezinho e Alecsandro.

Aos 19min, o técnico Argel fez a última troca do Caxias: entrou Cristian Borja, irmão de Rentería, e saiu Júlio Madureira. E logo no seu primeiro minuto em campo, Borja fez grande jogada, passou por Índio, tocou em Brida, que devolveu. Borja chutou forte e fez o gol do Caxias. A torcida colorada aplaudiu e gritou o nome de Rentería, em referência ao irmão famoso.

Aos 27min, Kléber cruzou para Alecsandro, que foi derrubado por Vagner, na área, mas o juiz não marcou outro pênalti. Aos 28min, saiu Magrão, um dos grandes nomes da partida, para a entrada de Marcelo Cordeiro. A torcida aplaudiu e gritou o nome do volante. Aos 30min, Andrezinho foi à linha de fundo e cruzou para Marcelo Cordeiro chutar, mas a zaga cortou. Aos 35min, Taison recebeu lindo passe de Andrezinho e chutou colocado para fora. Quase o oitavo gol.

A torcida cantava o hino do Inter. A contagem regressiva para o título estava aberta. Mas ainda tinha tempo para mais um gol. Aos 43min, Álvaro recebeu cruzamento na medida de Kléber, e de cabeça, marcou o seu primeiro gol com a camisa colorada. O Inter repetia a goleada de 8 a 1 da final do ano passado sobre o Juventude.

Logo depois do oitavo gol, o árbitro encerrou o jogo: Inter bicampeão gaúcho invicto!


Guinãzu ergue a taça observado pelo presidente Vitorio Piffero

Um show de fogos de artifício com fumaça foi desencadeado no Beira-Rio. O palco para a entrega das taças já estava montado. Em seguida, o ex-presidente do Grêmio, Fábio Koff, entregou a taça ao presidente do Inter, Vitorio Piffero. Depois, foi a vez de Guiñazu subir ao palco para receber a taça de campeão gaúcho. Os jogadores colorados, já trajados com uma camiseta comemorativa aos 39 títulos gaúchos, subiram ao palco e começaram a festejar e pular com as novas aquisições para as já recheadas salas de troféus coloradas.

A torcida gritava "Bicampeão, bicampeão". Jogadores e torcida cantavam juntos: "Vamo, vamo, Inteeeeeeeeer". A tradicional volta olímpica levou a taça para perto dos torcedores nas arquibancadas. Festa generalizada no Beira-Rio! Durante a volta olímpica, jogadores carregavam bandeiras gigantes das torcidas organizadas. Um show!

"Estou muito orgulhoso de fazer parte desse Clube tão grande", festejou D´Alessandro.

"Esse título não é só dos que jogaram e sim de todos que participaram desse grande grupo", disse o volante Magrão, um dos principais nomes da campanha.

"Gratificante pelo resultado e pela campanha invicta. Esperamos que seja o primeiro de muitos títulos nesse ano do Centenário", disse Bolívar. "É muita felicidade ganhar o meu primeiro título gaúcho como profissional e ainda por cima ser o goleador do campeonato", afirmou Taison.

"O Inter dá todo o suporte para os profissionais aqui. O Clube entra em qualquer campeonato sempre pensando em vencer. Estou muito feliz aqui. É um clube que me dá a possibilidade de voltar à Seleção para representar bem o Inter e o Brasil" disse o lateral Kléber.

"É uma alegria muito grande esse título do jeito que conseguimos. Chegar a um título invicto é motivo de orgulho de todo o grupo. Quero sempre dar o melhor para o grupo, que também dá o seu melhor. Estamos todos juntos. O Inter demonstrou que joga muito futebol", disse o capitão Guiñazu.

"Fico feliz com a maneira como foi conquistado esse título. O grupo tem uma mentalidade vencedora e competitiva. O Internacional me dá um suporte muito grande a todos. Temos muito ainda para crescer", avaliou o técnico Tite.

"Foi maravilhoso tudo o que aconteceu. A atuação foi sem comentários. Fomos campeões de tudo nos primeiros 100 anos, agora vamos tentar vencer todos novamente. O título gaúcho é o título 01 dos próximos 100 anos", disse o vice-presidente de futebol, Fernando Carvalho.

"Jogamos com uma seriedade muito grande. Respeitamos o adversário e conseguimos uma grande vitória. Não lembro de um primeiro tempo como esse com sete gols. Foram 45 minutos fantásticos com um futebol maravilhoso que encantou o torcedor", disse o presidente Vitorio Piffero.

"A torcida colorada tem que comemorar bastante. Mas na próxima quarta estão todos convocados para nos ajudar diante do Guarani, pela Copa do Brasil", convocou o assessor de futebol, Giovanni Luigi.

Internacional (8): Lauro; Bolívar, Índio, Álvaro e Kléber; Sandro, Magrão (Marcelo Cordeiro), Guiñazu e D´Alessandro (Andrezinho); Taison e Nilmar (Alecsandro). Técnico: Tite.

Caxias (1): Rafael Lopez; Edenílson, Vagner Lima, Santin e Brida; Zacarias (Diogo Britto), Marielson, Roberto e Guilherme (Vagner); Júlio Madureira e Marcos Denner. Técnico: Argel.

Gols: Magrão (I), aos 6min do primeiro tempo, Taison (I), aos 15min do primeiro tempo, Nilmar (I), aos 18min do primeiro tempo, Nilmar (I), aos 22min do primeiro tempo, Guiñazu (I), aos 32min do primeiro tempo, Magrão (I), aos 40min do primeiro tempo, D´Alessandro (I), aos 43mim do primeiro tempo. Cristian Borja (C), aos 20min do segundo tempo, Álvaro (I), aos 43min do segundo tempo.

Cartões amarelos: D´Alesandro (I), Santin, Diogo Brito (C).

Público: 38.710 (33.495 pagantes). Renda: R$ 447.310,00.

Arbitragem: Leandro Vuaden, auxiliado por Altemir Haussmann e Paulo Conceição.

Local: Beira-Rio, Porto Alegre.


Os destaques do bicampeão gaúcho

O campeonato de Taison

Ninguém jogou mais no Gauchão 2009 do que o atacante Taison. Do início ao fim, o garoto que veio de Pelotas para as categorias de base do Inter foi o grande nome da competição. Na final, marcou um dos gols da goleada e chegou aos 15 na competição, sagrando-se também o artilheiro do torneio.


Taison acabou como artilheiro do Gauchão 2009, com 15 gols

Volantes de futebol moderno

Um dos principais elementos demolidores do sistema defensivo caxiense na tarde deste domingo foi a intensa movimentação e presença dos volantes colorados. Com futebol moderno, Sandro e, principalmente, Magrão e Guiñazu defendem com a mesma intensidade que atacam. Dos oito gols colorados diante do Caxias, três foram justamente dos volantes. Dois de Magrão e um de Guiñazu.

Um ataque demolidor

Juntos, Taison e Nilmar marcaram 28 gols no Gauchão. Foram 15 de Taison e 13 de Nilmar. A cada partida, o futebol destes dois atacantes velozes e habilidosos parece que se azeita mais. O entrosamento dos dois já permite ao torcedor colorado sonhar com novos e grandes títulos ao longo da temporada. Na final, Taison marcou um e Nilmar, dois. Nilmar, por sinal provou mais uma vez que é jogador de decisão. Já tinha marcado nas finais do Gauchão de 2003, 2004, 2008, além dos gols do título da Copa Sul-Americana e da Copa Dubai. Um atacante definitivamente pé-quente.


Nilmar marcou 13 gols e ficou na vice-artilharia da competição

Média de mais de três gols por jogo

Foram 67 gols em 21 jogos. Uma média impressionante de 3,20 gols por jogo. Nada mais justo do que este título para o Internacional.

Uma defesa sólida

O melhor sistema defensivo do campeonato sofreu apenas 14 gols em 21 partidas. A defesa com o goleiro Lauro, os laterais Bolívar e Kleber e os zagueiros Índio e Álvaro teve participação de extrema eficiência durante toda a campanha. E além de marcarem, foram decisivos no ataque também. Índio marcou gols nas vitórias em dois clássicos. E Álvaro acabou fazendo o último gol da campanha vitoriosa na decisão deste domingo.

Três Gre-Nais, três vitórias

Durante a campanha vitoriosa, o Inter se defrontou com três clássicos diante do eterno rival. E a vantagem colorada foi gritante. Três vitórias coloradas por 2 a 1, sendo uma em Erechim e duas no Beira-Rio.

O apoio qualificado dos laterais

Três dos oito gols na decisão saíram dos pés do apoio qualificado de Bolívar e Kleber. Bolívar deu o passe para o primeiro gol de Nilmar, enquanto Kleber fez cruzamentos primorosos para os gols de Taison e Álvaro.


Bolívar fez a assistência para o primeiro gol de Nilmar

D´Alessandro, genial

O argentino D´Alessandro parece jogar cada vez mais quando a partida é decisiva. A jogada do meia no primeiro gol de Magrão foi genial. Driblou o marcador com a sua tradicional habilidade e cruzou de pé direito, que não é o seu forte, na cabeça de Magrão. E para presentear a sua grande atuação, recebeu um passe generoso de Taison para também marcar o seu gol. Os dois são grandes e inseparáveis amigos.


Argentino D'Alessandro desequilibrou mais uma vez

Um grupo primoroso

O sucesso do Inter no Gauchão passa também pelo seu qualificado grupo de jogadores. As opções para o técnico Tite foram fartas. Jogadores da qualidade de Michel Alves, Andrezinho, Danny Morais, Marcelo Cordeiro, Rosinei, Giuliano, Alecsandro, Walter foram fundamentais para a conquista invicta.

O golaço de Magrão

O mais lindo gol dos 8 a 1 sobre o Caxias nasceu dos pés do volante Magrão. Ele percebeu o goleiro adiantado e, do bico da área, chutou colocado no ângulo. Uma obra de arte assinada por Magrão.


Magrão salta para comemorar: volante marcou duas vezes contra o Caxias

Tite consegue marca histórica

O técnico Tite conseguiu uma façanha neste domingo. É o primeiro técnico a conseguir vencer o título gaúcho por três times diferentes, sendo um do Interior e dois da Capital. Tite conquistou também o seu segundo título pelo Inter em menos de um ano no Beira-Rio. Já havia levantado a taça da Copa Sul-Americano em 2008. Agora foi a vez do Gauchão 2009.


Tite conquistou o Gauchão pela terceira vez

Um toque de bola especial

Como foi bonito ver o Inter jogar neste Gauchão. A qualidade do toque de bola da equipe é impressionante. O time chegou a ficar trocando passes por minutos em vários momentos desta competição. E foi assim na final diante do Caxias também.

Um ano depois, 8 a 1 novamente

Caxias do Sul não esquecerá do Inter tão cedo. Nas duas últimas finais, o Clube aplicou goleadas de 8 a 1 sobre os dois principais times da cidade. Ano passado, a vítima foi o Juventude. Em 2009, o Caxias.


Inter aplicou nova goleada de 8 a 1: desta vez a vítima foi o Caxias



Confira mais fotos da grande Final!


Jogadores posam para a foto momentos antes da partida


D'Alessandro agradece o passe do seu companheiro Taison (D), no sétimo gol


Vibração: jogadores comemoram com Magrão o primeiro gol


Guiñazu (E) recebe os cumprimentos dos companheiros depois de marcar o seu gol


Gol de Guiñazu - o terceiro com a camisa do Inter - registrado no placar do Beira-Rio


Taison e Nilmar são pura alegria na vitória que deu o título gaúcho


Nilmar deixa a defesa do Caxias em pânico


Álvaro (camisa 4) está fechando a goleada de 8 a 1


Guiñazu teve mais uma atuação vigorosa pelo Inter


Trio de ouro: D'Alessandro, Taison e Nilmar comemoram


Magrão teve grande atuação na final da Taça Fábio Koff


Jogadores comemoram no palco da premiação


Grupo bicampeão gaúcho posa para a foto


Nilmar com a taça do 39º título gaúcho do Inter


Presidente Vitorio Piffero recebe a taça do ex-presidente Fábio Koff


Vice-presidente de futebol Fernando Carvalho, presidente Vitorio Piffero e D'Alessandro posam com a taça




Nota: Parabéns a equipe da Assessoria de Imprensa do Inter pela excelente cobertura na Internet, a melhor de todas sem dúvida! Só falta uma rádio...

Site
Alexandre Corrêa
Felipe Silveira

TV Inter
Adriana Montes
Aleco Mendes
Bruno Pantaleoni
Juliano Soares
Márcio Toson
Marcos Bertoncello
Nicanor Simões
Rogério Amaral

Fotos
Alexandre Lops

Arte
Rogério Stinieski

Assessoria futebol
José Evaristo Villalobos


Fonte: www.internacional.com.br

Domingo, Abril 19, 2009

OBRIGADO A TODOS VOCÊS. MUITO OBRIGADO!

Por Luciano Bonfoco Patussi
19 de abril de 2009
www.inter-clubedopovo.blogspot.com
lbpatussi@yahoo.com.br

Quando o relógio marcava aproximadamente dezessete horas da tarde histórica de 19 de abril de 2009, olhei para os lados. Estava cercado de gente de vermelho e branco. Todos se olhavam. Sorrisos de uns. Rosto fechado de outros. As expressões foram as mais diversas. Quando “a ficha caiu”, percebi. Estava na arquibancada superior do Gigante da Beira-Rio. Logo acima da Torcida Organizada Camisa 12, olhava para baixo. Irmãos colorados boquiabertos. Eu lia seus lábios, lá de cima. “Não acredito”. “O que é isso?”. “Que está acontecendo?”. Ao meu lado, as mesmas expressões e fisionomias. As mesmas frases. Tive lampejos em minha memória, na qual fechei os olhos e revi oito gols empilhados em cima de uma equipe de camisa verde tempos atrás. Nem tanto tempo assim. Eu acabara, minutos antes e junto a outros milhares de mortais humanos que vivem e respiram Inter doze meses por ano, de vivenciar outra situação impar. Vibrávamos de emoção em sete gols marcados em quarenta e cinco minutos. Não vivi outras épocas, mas lembrei do que já li sobre o Rolo Compressor. O time hexa-campeão gaúcho dos anos da década de 1940 veio à mente. D’Alessandro, Taison, Nilmar, Guiñazú, Magrão e Kleber. Lindas tabelas no presente. Lances geniais. Eram eles naquele momento, ao vivo, assim como anos atrás foram Abigail, Ávila, Rui, Tesourinha, Adãozinho e Carlitos. A empolgação era do tamanho do Gigante da Beira-Rio.

Após essa lembrança, no intervalo da partida, no lindo e majestoso telão do imponente estádio colorado, lances do primeiro título gaúcho, conquistado pelo Internacional em 1927. E na seqüência, a imagem do eterno capitão Fernandão erguendo a Copa Libertadores da América e o Mundial Interclubes em 2006. A emoção de ver em vídeo a primeira de dezenas de títulos regionais que fazem do Inter o maior campeão gaúcho da história, aliado à memória do time que me fez vibrar em 2006, causou emoção. Isso, sendo agregado à memória do Rolo Compressor e mais o que presenciamos ao vivo na decisão de 2009, me levou às lágrimas. Tudo isso ao final do primeiro tempo. Isso porque quem vive o Internacional sabe que vestir a camisa vermelha todos os dias é maior do que qualquer coisa que se possa imaginar.

Só temos, todos, a agradecer ao Inter como um todo – funcionários, atletas, comissão técnica e competente diretoria – por ele existir e fazer de nós os torcedores mais felizes, orgulhos e empolgados do mundo. Felizes pelo momento e orgulhosos por nossa história e presente. Empolgados pelo futuro promissor que se aproxima. E aos colorados que lerem este simples texto, escrito de coração, só tenho a agradecer também. Agradecer por todos vocês fazerem parte da minha torcida e, por conseqüência, do clube mais maravilhoso do universo.

Obrigado Inter. Obrigado colorados, coloradas, senhores, senhoras, jovens e crianças. Obrigado a todos vocês que fazem questão de mostrar para o mundo inteiro o que é ser Internacional. E em campo, nossos jogadores se encarregam de encarnar nosso espírito e se doam em campo, respeitam a camisa vermelha e trazem à torcida alegres emoções.

Internacional, bi-campeão gaúcho em 2009. Pela trigésima nona vez, o Inter vence o campeonato regional. Está alargada uma das duas vantagens históricas que me orgulham desde o berço. Um desses orgulhos é ter nascido tri-campeão do Brasil. O outro, é ser o maior campeão de nosso querido e amado Rio Grande. Vendo este Inter de 2008 e 2009 jogar no campeonato gaúcho, é possível relembrar esquadrões que por aqui fizeram história. E cada vez fica mais fácil entender o motivo de, desde décadas passadas, o “Colorado das Glórias” ser aclamado como “O Papai é o Maior”.

Sábado, Abril 18, 2009

O COELHO E O GAUCHÃO EM UM MISTO DE EMOÇÃO

Por Luciano Bonfoco Patussi
18 de abril de 2009
www.inter-clubedopovo.blogspot.com
lbpatussi@yahoo.com.br

Como todo colorado fanático, andei com um pensamento atormentando minha mente nos últimos dias: “como eu queria estar no Sul nesta semana”. Pois bem, cheguei dias atrás de uma estafante jornada de trabalho realizada fora do Rio Grande. Isso mesmo, estive fora de nossa querida terra nos últimos dias. Mas neste final de semana, eu precisava estar por aqui. Isso parece óbvio, é que Internacional e Caxias decidirão neste domingo o título do segundo turno do campeonato gaúcho de 2009. Mas o que vi no aeroporto em minha chegada causou susto, espanto e calafrios. Uma festa do tamanho das três “Américas” reunidas, colorida em azul, preto e branco, tomou o aeroporto e as ruas de Porto Alegre. Pensei: “a realidade mudou?” Eu estava lá, desavisado. Estava feliz por voltar à minha terra em uma semana decisiva. Por outro lado, tenso e um tanto apreensivo, para saber o que havia acontecido. Após um rápido lanche ainda no saguão do “Salgado Filho”, dirigi-me a um táxi que estava parado em frente à porta principal de saída dos passageiros recém chegados a capital gaúcha. Após dizer ao motorista que meu destino ficava em Canoas, cidade vizinha a Porto Alegre, seguimos estrada adiante. Conversamos sobre a atual situação econômica do nosso país, sobre a importância da família como base da educação, mas eu precisava perguntar sobre aquela festividade vista no aeroporto.

Quando toquei no assunto do esporte que é a paixão nacional, o taxista, simpático por sinal, mas torcedor tricolor, me respondeu com um sorriso em que foi possível visualizar seus dentes indo de orelha a orelha: “a festa porque o meu Grêmio Imortal está classificado para a próxima fase da Copa Libertadores”. Aliviei-me – pois a festa era de título e fiquei sabendo que, de fato, não era – mas ao mesmo tempo me espantei: “foram para a próxima fase, já é semifinal ou é a final?”, questionei. O jovem motorista respondeu: “não, é para a segunda fase, ainda há dezesseis times disputando o título em igualdade de condições”. Aquele “igualdade de condições”, apesar de eu saber que um “mata-mata” pode igualar situações vividas distintamente entre fortes e fracos, me causou gargalhadas descontroladas. Pelas festividades que presenciei, eu pensei que o Grêmio havia vencido a Libertadores, é sério!

Mas chegando em casa, resolvi escrever. Escrevi sobre a decisão de campeonato que aguarda os colorados. A grande final que aguarda a todos os torcedores do Inter será neste domingo. Não só colorados, mas torcedores do Caxias também estão vivos atrás de um sonho. E este sonho, quem está vivo, pode realizar. É o caso do Inter e do Caxias. Em nível estadual, o Caxias já atingiu um patamar diferenciado de outros clubes. Ainda sofre um pouco por jamais ter tido um patrocínio milionário, como o seu rival Juventude teve durante anos. Mas com suas próprias pernas, o Caxias trabalhou, correu atrás dos sonhos, movido sempre a amor e a paixão de seu torcedor. Vai chegar à hora que o Caxias vencerá seu segundo título estadual e vai ultrapassar seu maior rival. Eu só espero, enquanto colorado, que isso não ocorra no domingo próximo.

O Caxias virá para o jogo como uma final de Copa do Mundo. E não poderia ser diferente. O Inter é que tem que fazer o mesmo! Jogar uma final de mundial! Isso só tende a valorizar o grande espetáculo que se aproxima. E se o Caxias ganhar? Será o campeão do turno merecidamente e lutará na decisão do campeonato em igualdade de condições contra o Inter. O Caxias, comandado anos atrás pelo atual técnico do Inter, já foi capaz de emudecer o estádio Olímpico e parar o time do Grêmio de Ronaldinho Gaúcho. Saiu de lá campeão (Por favor, gente, não confundam esta frase, achando que o Caxias foi dar uma volta com o peão. Naquela oportunidade, o Caxias saiu campeão, de fato e de direito). O Caxias é um clube que sempre travou grandes duelos contra Internacional e Grêmio, entre outras grandes equipes do futebol estadual e nacional. Por tudo isso, o Caxias, treinado pelo promissor treinador Argel – ex-zagueiro do Internacional – merece respeito e total atenção na decisão de domingo. E se sair vencedor, vai merecer o meu aplauso, pois terá sido um time capaz de derrotar o Internacional no Gigante da Beira-Rio. E, falando sério, isso é uma decisão em jogo único e tudo é possível. Esse é o meu colorado e consciente pensamento. O Inter deve e precisa ter total atenção neste jogo.

E nós colorados? O que temos a suplicar das arquibancadas ao time comandado por Tite dentro do campo, neste domingo? Enquanto apaixonados pelo Inter e como pessoas de humor e dia-a-dia dependentes deste vício sem igual, só temos a pedir que os onze jogadores que estiverem dentro do gramado, vestidos de vermelho e branco e com o escudo colorado do lado esquerdo do peito, se doem em campo. Só queremos que joguem como se fossem torcedores do Inter desde criançinha. Que corram como se eles tivessem tido a oportunidade de ver Figueroa, Falcão e Fernandão erguendo taças e honrando o manto sagrado vermelho. Só queremos que pensem no sofrimento causado por uma derrota e, caso uma delas venha a ocorrer, possamos bater no peito e dizer que “fizemos o máximo possível e perdemos pois o adversário foi melhor”. Eu tenho convicção, que está inclusive gravada em três letras no meu coração, de que o Inter vai respeitar o seu torcedor, como tem feito nos últimos anos.

O Inter vai entrar em campo e vai jogar como se fosse o último jogo da sua vida, pois é assim que deve ser, sempre! É assim que tem sido, sempre! E se tudo isso ocorrer, e o Inter sair derrotado, ainda assim será justo. O adversário terá sido melhor. Se o Inter vencer, também terá sido justo e merecido. E todos irão para casa realizados. Isso porque o desejo de todo torcedor colorado foi atendido e gente competente assumiu a direção colorada, transformando o clube em referência nacional, continental e mundial. Hoje o Inter realiza. Realiza em nível regional. Às vezes perde. Outras vezes, realiza em nível nacional. E também perde em outras oportunidades. Mas outras tantas vezes, o Inter realiza sonhos em nível continental e mundial. E outras vezes, pode perder. Mas independentemente do que acontecer, se o Inter fizer em campo o que a torcida pedir – que é lutar com todas as forças pela vitória até o último minuto – todos estarão orgulhosos.

Voltando um pouco aos atos que vi no “Salgado Filho” dias atrás, lembrei que, enquanto realizamos os sonhos – nós, colorados – algumas comemorações desproporcionais me fazem entender um anúncio descrito em meia página de um jornal de circulação estadual, que eu lia no aeroporto no exato instante de meu regresso ao Rio Grande. O anúncio dizia mais ou menos o seguinte: “Atenção. Esta é uma promoção válida exclusivamente só para você, ser superior, que acredita na imortalidade e em coelhinho da páscoa!”. Era um jornal ultrapassado, de alguns dias atrás. Mas era o que eu tinha para ler no momento e me contentar. Foi ali que passei a entender os festejos em três cores que presenciei ao vivo. O final da história, a não ser que algum aborto da natureza aconteça – digo aborto considerando a atual situação financeira, técnica e administrativa dos maiores clubes do Rio Grande do Sul – todos podem imaginar. Eu imagino. Eu viajo mesmo. E viajei tanto nestas singelas linhas. Viajei tanto quanto muitos co-irmãos do Rio Grande querido têm viajado. E algum leitor acredita que realmente eu fiz uma viagem de negócios nesta última semana? Acredita que tudo aconteceu da forma como descrevi? Se acreditar, deve acreditar também no coelho aquele, e também na tal diferenciada e única imortalidade. Confesso. Eu viajei! Viajei mesmo! Mas domingo, eu e toda a Nação Colorada queremos a realização estadual, mais uma vez!

Torcedor colorado! Domingo, 19 de abril de 2009! Final da Taça Fábio Koff, equivalente ao segundo turno do campeonato gaúcho! Estádio Gigante da Beira-Rio! Internacional e Caxias! Inter em campo, em busca de mais uma realização! Se vier a se concretizar, esta realização alargará ainda mais a histórica vantagem que faz do Internacional o maior campeão gaúcho da história! Afinal de contas, o Papai é o Maior!

Sexta-feira, Abril 17, 2009

Valeu a força!

por Gerson Sicca.

Durante meses pedi votos para uma história que escrevi para o livro do Centenário do Inter. E o apoio de todos os amigos valeu a pena. A história foi selecionada.
Só posso agradecer a força de todos, que entraram no site do centenário, leram a história e deram o seu voto favorável. Sem essa corrente positiva a história jamais teria sido selecionada.
Nesses dois anos em que mantenho o Limpo no Lance e escrevo no Tigre 007 e no Supremacia Colorada, o que de melhor aconteceu foi a conquista de novas amizades. Pessoas de todo o Brasil e até do exterior que deixam aqui seus comentários, trocam ideias e estão sempre por perto. Por tudo isso descobri que a grande barbada de um blog é a interação entre muitos amigos.
Infelizmente, o Inter não bancou uma edição impressa do livro. Colocou apenas no meio virtual, o que, para mim, significa o descumprimento de uma promessa, já que livro virtual não é livro, pelo menos na minha visão ortodoxa da coisa.
De qualquer forma, lá está o registro. Foram mais de dois mil votos. Muitos amigos ajudaram a eternizar a história que contou como uma camisa do Figueroa chegou às mãos do meu padrinho, o que convenceu a ser colorado ainda na infância.
Um muito obrigado a todos!

Quarta-feira, Abril 15, 2009

AS LOUCAS HISTÓRIAS DO MÁRIO E DO PENINHA

FROM: Blog do Campelo e Blog do Juca

O sumiço do jovem e promissor zagueiro Mario é uma grande incógnita. Um verdadeiro mistério que deveria ser desvendado por afamados detetives do cinema. Ontem, em entrevistas à rádio Guaiba, falaram o pai, a mãe e o procurador do jogador, além do presidente do São Caetano e a história é bem mais complexa do que um simples sumiço. Houve acusações de todos os lados. O Grêmio, com a participação de um investidor, pagou R$ 1 milhão por metade dos direitos federativos de um atleta que agora afirma que não quer mais jogar futebol. Mario assinou por cinco anos com o Tricolor. E, apesar do contrato, o Grêmio e o empresário estão por perder todo o investimento e o menino ficará sem jogar nos próximos cinco anos, encerrando prematuramente uma carreira promissora. O São Caetano está na boa nesta história, pois já recebeu o valor de r$ 1 milhão pela venda do atleta ao Grêmio. Que loucura esta história. Ou será que existem outras coisas que não saibamos???"


http://www.reidacocadapreta.com.br/wp-content/uploads/2008/09/mario.jpg



O apito pela culatra de Simon

Em seu livro "Grêmio: Nada pode ser maior", o escritor Eduardo Bueno, o Peninha, escreveu, no tom jocoso que caracteriza quase todo o livro, que tem até uma homenagem aos brucutus, em sua primeira linha, que "Futebol-arte, todo mundo sabe, é coisa de veado".

Escreveu, também, que o assoprador de apito Carlos Eugênio Simon fazia parte da "infame estirpe dos juízes que surrupiaram o Grêmio".

Por isso foi processado. E perdeu.

O que o levou a distribuir o texto abaixo:

Por EDUARDO "PENINHA" BUENO

Depois de quase dois anos de trâmites, o processo que o apitador Carlos Simon moveu contra mim encerrou-se, em primeira instância, nessa última "quinta-feira santa".

Fomos, a editora Ediouro, que publicou o livro "Grêmio: Nada pode ser maior", de minha autoria, e eu próprio, condenados a pagar cerca de R$ 15 mil ao referido apitador.

Não sei ainda qual a opinião da editora, mas estou enviando esse email para revelar, de público, que, embora ainda caiba recurso, faço questão de "desembolsar" a supracitada quantia, já que considero quase um galhardão, um prêmio, um presente ser processado por alguém da estatura e do currículo de Carlos Simon.

Por vários motivos:

1) Porque tenho a esperança de que o referido profissional use o dinheiro para fazer cursinhos de atualização em arbitragem, de forma que passe a errar menos, em especial contra o Grêmio;

2) Porque me inspirou para escrever o livro "Os erros de Carlos Simon", que será lançado em breve, com a disposição altruísta de que a rememoração do extenso rol de suas falhas o leve aprimorar-se em sua profissão e não marcar mais impedimento em cobrança de lateral;

3) Porque descobri que Ricardo Teixeira e a Comissão de Arbitragem da CBF– que eu desconhecia serem letrados – leram (oh, espanto!) meu livro "Grêmio: Nada pode ser maior".

Como costumo tratar bem meus leitores, vou enviar-lhes um exemplar da nova obra . Enviarei um também para a Confederação de Futebol de Gana, onde Simon é muito admirado;

4) Porque o caso me inspirou a criar um site, errosdesimon.com. aberto à atualizações do público em geral, já que o livro não conseguirá acompanhar a rapidez com que o panorama se modifica;

5) Porque vou reescrever o livro "Grêmio: Nada pode ser maior", extraindo a frase capada pela justiça e, no lugar dela, acrescentar um apêndice com todos os erros do supracitado árbitro contra o Grêmio – sempre na tentativa de que ele se aprimore.

O livro já vendeu 23 mil exemplares, mas sei que a torcida do Grêmio comprará muito mais da nova edição,

6) Porque disposto a ajudá-lo a se aprimorar também na profissão de jornalista – que diz exercer, embora eu nunca tenha lido nem mesmo a frase "Ivo viu a uva" escrita por ele -, venho lançar de público um desafio: ele escreve um livro e eu apito um Grenal e veremos quem erra menos.

(Desde criança, meu sonho sempre foi apitar um Grenal...).

Se o desafio for considerado despropositado, sugiro então um debate público sobre o tema: "O que leva uma criança a decidir ser juiz de futebol?"

Ou então sobre a inquietante questão "Quem somos, de onde viemos e para onde vamos".

7) Por fim, porque tal processo com certeza unirá nossas trajetórias profissionais por um bom tempo e haverá de servir de estímulo para nos aprimorarmos mutuamente no exercício de nossas atividades – levando ainda mais longe o nome do nosso amado Rio Grande.

E, se, porventura, as obras que pretendo escrever sobre o referido árbitro – sempre, repito, no intuito de aprimorá-lo no exercício de sua dura faina – vierem, por algum motivo, a ser censuradas, os processos daí decorrentes certamente irão deflagrar estimulante debate sobre os limites da liberdade de expressão e de opinião.

Tenho certeza de que esse será um tema instigante, cujo desenrolar haverá de colaborar para amadurecimento da nação.




Propaganda da Loja do Grêmio publicada nos jornais Zero Hora e Correio do Povo
em 12/04/2009, Páscoa.


PORTO ALEGRENSE E SEUS PIJAMISTAS!
O TIME DA PIADA PRONTA!

Terça-feira, Abril 14, 2009

Kenny Braga autografa 2ª edição do “Rolo Compressor”

Revisada e ampliada, uma segunda edição do livro “Rolo Compressor – Memória de um Time Fabuloso” está chegando às livrarias de todo o Estado.

O livro, do jornalista Kenny Braga, resgata um dos mitos do futebol gaúcho – aquele que ficou na história como o “Rolo Compressor”, de goleadas e craques inesquecíveis.

Nena, o “Parada 18”, Ávila, o “King Kong”, Tesourinha, comparável a Garrincha, Carlitos, o homem gol… e muitos outros cuja memória passa de geração em geração entre os colorados, estão no livro de corpo inteiro.

Na forma de uma grande reportagem, o livro tem ao fundo a Porto Alegre dos anos conturbados de 1940 em diante, anos da Segunda Guerra, que produziu tensões na cidade, onde os imigrantes alemães eram numerosos e influentes.

Para marcar o lançamento da segunda edição, o autor estará autografando o livro na terça feira, 14 de abril, no térreo do Mercado Público, às 18 horas. No local, permanecerá por dez dias uma exposição com fotos que ilustram o livro.

Serviço:
Rolo Compressor – Memória de um Time Fabuloso
Sessão de autógrafos
Terça-feira 14 de abril
Mercado Publico (térreo)
Das 18 às 21 horas.

Fonte

Outras tags e notícias interessantes do site Jornal Já.

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Sexta-feira, Abril 10, 2009

Festa pode turbinar patrocínio do Inter

POR: GUSTAVO FRANCESCHINI
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

A exposição positiva maciça na imprensa de todo o país ainda não pôde ser mensurada pela direção de marketing do Internacional. Mesmo sem números, no entanto, os dirigentes comemoram os sucessos das ações pelo centenário do clube, que podem render até mesmo uma mudança nas negociações de patrocínio para o meio do ano.

O resultado da produção de diversos artigos licenciados e de mídia espontânea devem chegar às mãos dos dirigentes gaúchos somente no fim de abril. A imagem de clube organizado e com forte apelo junto ao torcedor, no entanto, pode render dividendos em breve, já que o contrato atual com o Banrisul, de cerca de R$ 3,5 milhões, termina no fim de junho.

"Financeiramente estamos confortáveis. Não temos interesse em antecipar essa renovação, e a crise pode mudar de rumo até lá. Eu tenho dois meses e meio até renovar, mas nós não estamos fazendo nada de forma atabalhoada", disse Jorge Avancini, vice-presidente de marketing do Internacional.

O clube está assumidamente insatisfeito com o valor, considerado muito abaixo da exposição que seria oferecido com títulos e disputa pelos principais campeonatos. Um dos principais fatores responsáveis por essa disparidade, a distância do eixo Rio-São Paulo pode ser superada com a afirmação da marca Internacional como diferenciada no futebol.

"Hoje meu orçamento é de R$ 150 milhões, e só é menor que o do São Paulo, que é de R$ 180 milhões. Nós podemos fazer uma equalização desses valores. Temos o objetivo de melhorar e avaliar esses retornos. O valor que eu dei de retorno foi 25 vezes maior que aquele investido pelo Banrisul", concluiu Avancini.

Obrigado ao Ronaldo Posada pela dica!

Quinta-feira, Abril 09, 2009

General Bolívar tem que ser titular

por Gerson Sicca

Alguém pode achar que eu estou maluco, que o Bolívar não é lateral e por isso o Tite tinha que achar outra opção para a posição. Que quando o Inter precisa do apoio de um lateral qualificado sente-se muito a dificuldade do Bolívar. Que o Inter joga demais pelo meio, tentando a jogada diagonal, etc, etc. Não discordo de nada. Apenas quero o Bolívar no time(ou o Danny Morais, quem sabe).
Mas não na lateral. E sim na zaga.
Bolívar está faz tempo quebrando o galho na lateral, principalmente pela falta de opção no segundo semestre do ano passado. E, como a defesa vinha bem, não tinha outro lugar pra colocá-lo no time senão na lateral direita.
Só que agora a situação é diferente. Contra o Juventude foram dois gols bestas que o Inter levou por causa das falhas defensivas no jogo aéreo. No gre-nal quase nos complicamos em dois lances, em que só não levamos gol porque o adversário era muito fraco. E ontem, contra o Guarani de Campinas, tomamos um gol completamente sem fundamento.
Álvaro jogou muito no ano passado. Consegui chegar sempre ja jogada, marcava duro e sem falta. Mas parece que ele tem um problema que o Fernandão também tinha: custa a chegar ao ritmo de jogo ideal. Isso não prova a incapacidade de um jogador, e apenas uma característica física que deve ser respeitada pelo treinador.
Talvez o melhor fosse colocar Bolívar na defesa e Danilo Silva na lateral direita. Com isso estaríamos preparando um novo lateral, que tem potencial para estourar, e teríamos a possibilidade de resolver o problema da bola aérea. Afinal, o Bolívar sabe jogar na defesa.
De qualquer forma, não vou criticar o Tite. É possível que ele esteja consciente de que o Álvaro precisa de tempo para chegar à sua condição ideal e que o momento para dar ritmo a ele é o Gauchão e essas fases iniciais da Copa do Brasil. É uma leitura que temos que respeitar. Entretanto, Tite deve verificar até quando deve levar o time desse jeito sem comprometer o primeiro semestre. Do jeito que está, o Inter não suportará o jogo aéreo das grandes equipes. Ficará levando gol a rodo.

Quarta-feira, Abril 08, 2009

Comemoração do centenário por todos os lados

por Gerson Sicca

A direção do Inter e a torcida quebraram tudo na comemoração do centenário. A grande caminhada de sábado pelas ruas de Porto Alegre foi sensacional. Milhares de convidados invadiram as ruas. No domingo, antes do gre-nal em que só para variar vencemos, havia filas enormes na loja do Beira-Rio. Levava-se duas horas para comprar a camisa dourada. O estoque foi todo.
E as comemorações não ocorreram apenas em Porto Alegre. Colorados comemoraram no Brasil inteiro. Em Balneário Camboriú torcedores reuniram-se na barra sul, sob o som dos cantos da Guarda Popular reproduzidos em potentes auto-falantes dos carros. Na foto, um torcedor de quatro patas que lá estava e que fez o maior sucesso com a gurizada. Como um pop star que se preze, ele ficou tranquilo para tirar foto com toda a gurizada.

Terça-feira, Abril 07, 2009

EXCLUSIVO: FOTOS INÉDITAS DOS IRMÃOS POPPE

POR: TIAGO VAZ


Marcha do Centenário
- o grande evento popular de celebração foi um sucesso.


Colorados e Coloradas,

no último dia 04 de Abril recebi Rosane Poppe e seu marido a pedido do Vice-Presidente de Comunicação Social Sr. Gélson Pires. Vindos diretamente do RJ a convite da direção (com um empurranzinho meu e do pessoal do Movimento), o casal participou da nossa histórica Marcha do Centenário (a qual eu ajudei a promover e os conselheiros Everton e Fabricio do INTERnet/BV ajudaram a organizar) e do Jantar de Gala (o qual eu não fui - mas me juntei a milhares de espectadores que assistiram tudo pela TV Inter.tv - um show de transmissão pela Internet).

O pessoal do Movimento INTERnet/BV fez uma placa em homenagem a família Poppe e eu assumi a responsabilidade de entregar a placa para a Rosane durante o Cerimonial da Marcha, feito lá na Praça Sport Club Internacional - que tanto batalhamos para que fosse adotada (e enfim foi).

Com a presença do Prefeito José Fogaça, do presidente Píffero, da Renanta Fan e de tantos outros Colorados ilustres eu tive a honra de entregar a placa pra Rosane.

Placa. Texto do poeta Emanuel Neves.

Tiago Vaz entregando a placa a Rosane Poppe.

Torcida cantando agradecimento a família Poppe.
- Muito OBRIGADO, Muito OBRIGADO, Muito OBRIGADO!


Eu confesso, que os gritos de "MUITO OBRIGADO" da torcida para com a família Poppe já enchiam o meu coração de satisfação. Um sentimento de gratidão. Realização. Tarefa completa!

Mas não é que o destino me esperava por algo ainda mais contundente.

Durante todo o momento, durante a Marcha, a Rosane guardava em sua bolsa algumas fotos raras e inéditas da sua família. Eu até tentei ver o material lá de cima do Trio-Elétrico! Quando a Rosane foi tirar as fotos da bolsa, o nosso Vice-Presidente Mario Sergio Martins, devidamente precavido, pediu rapidamente para ela guardar novamente as fotos... ali não era o momento. Eu concordei na hora.

Bom. A Marcha foi um sucesso.
A Rosane voltou pra o hotel e foi fazer "o cabelo" para a festa e eu fui pra casa descansar, afinal de contas eu já havia varado a noite na "Noite da Virada", estava andando pra cima e pra baixo faziam 48 horas com os demais compromissos assumidos ... quando as 17hr do Sábado, dia 04 de Abril, aniversário de centenário do Club .. eu acordo da cesta vespertina num lampejo! Num pulo só eu salto da cama ... visto minhas roupas, entro no carro.. e ligo pra Rosane. - Estou indo ai no hotel falar contigo, agora!

Chegando no hotel eu encontro ela e o seu marido, o Raul - fundamental em todas estas descobertas. Procuramos um lugar calmo para conversar no hotel, subimos até o mezanino no terceiro andar, quando Rosane abre novamente a bolsa, desta vez em segurança... e me mostra que a Vida é, e deve, ser algo Vibrante.

Pela primeira vez. Vi o rosto de verdade de Henrique Poppe Leão. Aquele o qual eu estudo profundamente fazem meses, na tentativa de resgatar sua memória. Foi um contato quase metafísico. Um abraço entre amigos que vivem em planos diferentes, mas que um dia irão se encontrar.

Pela primeira vez eu vi, e agora você verá.

Os 3 irmãos fundadores do Sport Club Internacional.

Henrique Poppe e sua esposa, Maria Conceição Ortiz (a Filhinha)



Henrique Poppe Leão em família.
A Foto é de 05 de Abril de 1916.


Foto com dedicatória e assinatura de Henrique no verso.

Luiz Madeira Poppe e sua família,
a esposa grávida do Delegado Poppe.

José Poppe - o primeiro craque do time.
Foto com dedicatória do "Zezão" no verso.

Sábado, Abril 04, 2009

A FUNDAÇÃO DO SPORT CLUB INTERNACIONAL - PARTE FINAL

POR: TIAGO VAZ

FELIZ ANIVERSÁRIO CENTENÁRIO COLORADO!

Chegamos ao dia 04 de Abril de 1909!

Agora, vamos todos juntos celebrar estes 100 ANOS DE GLÓRIAS!

O presente do Supremacia Colorada para esta torcida maravilhosa não poderia ser melhor!

Enfim, chegamos ao final desta jornada! A Trajetória de Henrique Poppe Leão foi uma jornada de Sucesso! Vencedora, como foi a vida do Sport Club Internacional. Agora vamos batalhar diariamente para perpetuar esta grande conquista!

Segue em formato PDF, o material completo sobre a "Trajetória de Henrique Poppe Leão".

A TRAJETÓRIA DE HENRIQUE POPPE LEÃO (Texto Completo)



Parabéns a geração Centenária de Torcedores Colorados que tornou este momento possível.

Contém comigo e com cada amigo Colorado seu para ajudarmos a escrever outros tantos anos de glórias e vitórias!

Essa é a nossa vocação!

PARABÉNS COLORADO!
GIGANTE CENTENÁRIO
INTERNACIONAL!


O CLUBE DO POVO
DE PORTO ALEGRE,
DO RIO GRANDE,
DO BRASIL e
DO MUNDO!

Vermelho para sempre

por Gerson Sicca
http://limponolance.blogspot.com

Vai entender o que passa na cabeça do ser humano.

No caso do meu irmão a escolha foi mais previsível. Lembro de uma foto dele com não mais que três anos de idade. Lá estava ele vestido com a camisa do time da Azenha. Mas aquilo era uma imposição, e não demorou muito para o Wagner querer ser igual ao irmão mais velho. Aí a preferência mudou e a paixão pelo colorado não demorou a chegar, mesmo com todo aquele marasmo que dominou os anos 90.
No meu caso a predileção pelo glorioso Internacional não é tão fácil de ser explicada, e talvez decorra de algum fator imponderável ou de alguma desconhecida reação do meu cérebro frente ao vermelho.
O velho Sicca é completamente fanático por outro time que se vangloria de peladas jogadas na segunda divisão. A dona Izolda também tem esse estranho gosto. O óbvio, sem dúvida, era que eu também fosse trilhar esse triste caminho. Não foi o que ocorreu.
Tinha eu poucos anos de vida e não posso dar meu testemunho sobre os fatos. Conto o que me foi dito. Um tio, que também sofre do mau que afeta meus pais, deu-me um uniforme azul bebê, presente que certamente fazia parte de uma campanha para a obtenção de mais adepto. A campanha falhou.
Meu padrinho chegou com um uniforme do colorado. Aquilo bastou. Larguei o azul, mesmo com o protesto quase que diário de meu pai. Não teve jeito. Virei colorado na hora. Nem sei se um dia fui gremista, e se fui é porque não estava no exercício do meu livre arbítrio.
O vermelho atingiu de forma certeira algo lá dentro da minha mente. Talvez tenha sido o gosto pela cor. Talvez alguma ligação mística. Houve algo extraordinário, sem dúvida. A preferência pelo colorado veio com tamanha intensidade que nem todas as forças do mundo conseguiriam demover-me da ideia de seguir o Internacional por toda a minha.
Fui crescendo e a opção infantil pelo Inter, surgida do instinto, transformou-se em amor incondicional. Assim como o momento em que decidi ser colorado, algo difícil de explicar. Afinal, por qual razão ficamos tomados por um sentimento tão intenso pelo nosso eterno rolo compressor?
Depois de muito pensar sobre isso passei a acreditar que o Internacional assumiu tamanha importância na minha vida pela sua capacidade de irromper nos corações colorados os sentimentos mais extremos e intensos que um ser humano pode ter.
Com o Inter fui ao limite do que eu poderia aguentar de emoção. Aos 10 anos vi o colorado vestir a camisa da seleção brasileira em 84 e fiquei triste na final contra a França nas Olimpíadas. Outras vezes fiquei em tal estado de desânimo e decepção que parecia ter acabado o mundo. A derrota do colorado sempre me atingiu com a força de um tiro de canhão.
Todas as tristezas foram superadas com perseverança. Há algo no Inter maior do que tudo. Ama-se o clube pela sua própria existência, e não pelos títulos que ele ganha. Por isso sempre mantive firme meu amor inconteste. Mas foram nas vitórias que conheci o ápice existencial, a extrema felicidade.
Perdi a respiração e meu corpo tremeu quando Fernandão empurrou a bola para as redes na final da Libertadores. Senti algo incontrolável, não havia como dominar o meu corpo. Enloqueci quando Nilson deu o testaço mortal para empatar o gre-nal do século em 89. Pulei como um maluco e tremi de emoção no momento em que Pinga jogou-se na área e o juiz marcou pênalti na final contra o Fluminense em 92. Brinquei como criança no gramado do Beira-Rio durante a invasão do campo após a conquista da Copa Governador do Estado. Nem sabia o que fazer quando Gabiru recebeu a bola de Iarley e tocou para o fundo das redes do Barcelona. Fiquei tão estupefato que custei a acreditar. Ao final do jogo, agradeci a Deu por aquele distante dia nos anos 70 em que ganhei a primeira camisa vermelha.
A paixão extrema e duradoura pelo colorado, uma das poucas coisas que tenho certeza me acompanhará até o último minuto aqui na terra, é fruto do que o clube é capaz de fazer com cada torcedor. O Inter nos proporciona o máximo das emoções, a explosão dos instintos,e a incrível passagem meteórica da depressão ao êxtase. O Inter escancara que somos humanos e que merecemos muito mais do que a enfadonha rotina diária. O Inter é a negação da mesmice. Eis porque o amamos. Ele nos convida a transgredir as regras da vida sem sal.
Só esse motivo seria suficiente para amar o Inter com todas as nossas forças. Mas há outro.
Passamos milênios discutindo a razão da nossa existência e sempre tivemos medo da morte. Não nos conformamos com o fato de que um dia partiremos, que nossa vida tem prazo de validade. E perguntamo-nos, então, qual a razão da nossa passagem por este planeta.
O Inter resolve esse problema.
Os dribles precisos de Tesourinha na ponta-direita do rolo compressor dos anos 40, a aceitação dos excluídos jogadores da Liga da Canela Preta naquele que seria o clube do povo, a cabeçada reluzente de Figueroa em 75, os 4 gols de Larry na inauguração de um certo estádio de Porto Alegre, a massa gritando nos Eucaliptos ou na coréia do Gigante da Beira-Rio. São alguns momentos que ajudaram a tornar o Inter eterno. Parece que ele sempre existiu. E certamente sempre existirá. O colorado com a devoção de sua torcida e os grandes feitos que realizou transcendeu o tempo e desafiou o relógio. Tornou-se atemporal, uma entidade que subverte nossos conceitos de vida e morte, início e fim.
Por ser eterno, trouxe-nos a luz. Se sou colorado, se apoio o meu time e o sigo em quaisquer circunstâncias ganho em troca o direito à eternidade. Não interessa se o corpo um dia não aguenta tanto amor. Isso é o de menos. Os colorados apaixonados estarão em espírito gritando nas arquibancadas do Gigante, de lá não sairão nunca mais. São parte da glória alvirrubra Descobrimos com o Inter que estando com em busca das conquistas com ele estaremos no panteão da vitória, e que torcer pelo colorado por si só já é motivo suficiente para encontrar sentido na vida. Viver é alegrar-se, entristecer-se, ganhar, perder, encantar-se, amar, ser feliz. Viver e sentir tudo por ser colorado.
Ser eterno. Meu tio Alceu, o maior colorado que já conheci, amigo que me levou no primeiro dia de aula na escola, continua exibindo orgulhosamente a sua tatuagem no braço. O símbolo mais lindo da terra. Exibe-a para milhares de amigos torcedores que do lance mais alto do Beira-Rio, aquele que só conheceremos no futuro, assistem e vibram com a entrada em campo do manto vermelho. Ele ri, satisfeito. Vê o jogo do melhor lugar. Descobriu que a vida não tem fim para um colorado. Sua voz está até hoje em meio ao som do canto da torcida apaixonada. E vive lá de cima com tanta robustez como nós a experiência de louvar o vermelho. Com a vantagem de não pagar ingresso.E ainda arrepia-se ao falar daquele jogo inesquecível do nosso Internacional. Alceu tornou-se eterno, um feliz prêmio por ter amado o colorado desde sempre.
Meu Inter, obrigado por me jogar no caldeirão dos sentimentos e me fazer experimentar o máximo de minha vivência. E obrigado por me fazer descobrir que a vida colorada é para sempre. 100 anos no calendário. Eterno e mágico para quem te ama.

Sexta-feira, Abril 03, 2009

NÃO SERÁ MAIS UM SIMPLES AMANHECER

Por Luciano Bonfoco Patussi
03 de Abril de 2009
www.inter-clubedopovo.blogspot.com
lbpatussi@yahoo.com.br

Sexta-feira, dia três de abril de 2009. Caro leitor, gostaria que você soubesse de uma coisa, independentemente do lugar do planeta onde você possa estar neste momento: você está, na verdade, no Brasil. Mais precisamente, no Rio Grande do Sul. Transfira seu pensamento para Porto Alegre. Sua alma viajará no tempo por mais de cem anos e, vitoriosa como poucos, chegará ao Bairro Menino Deus. Quando abrires os olhos, verás que estarás presente em uma das cadeiras vermelhas que estão enfileiradas sobre cada degrau da arquibancada do gigante de concreto erguido pelo povo na beira do rio.

É noite. O brilho do luar reflete sobre as águas calmas do Rio Guaíba. Este brilho se transfere magicamente para dentro do Gigante da Beira-Rio e é possível vislumbrá-lo no olhar de cada alma colorada que vaga pelo estádio nesta noite, esperando ansiosamente pelo amanhecer. Um novo dia lhes espera. A Alvorada Colorada. Neste momento, é possível ouvir o “colorado, colorado, nada vai nos separar”, entoado por todos os que lá estão nesta noite. Tesourinha. Henrique Poppe e seus irmãos. Carlitos. Dallegrave. Abigail. Adãozinho. Gérson. Tantos e tantos outros. Estão todos eles, você e eu, juntos neste momento, fazendo a tradicional “ola” e puxando um “somos todos teus seguidores, para sempre vou te amar”. Alguns deles são mais otimistas quanto ao amanhecer que se aproxima. Outros acham que irá demorar um século este novo momento da história. Não será mais um simples amanhecer. Se você continuar neste instante, de alma, na arquibancada superior, dê um passo até o corredor. Olhe para baixo. Atrás do gol do placar eletrônico, será possível ver, entre tantas almas, abraçando sua flâmula junto ao lado esquerdo do peito, Mahicon Librelato. Ele está derramando lágrimas, desta vez de alegria, junto a centenas de seguidores do “Clube do Povo”. E você está junto. Ele está unido a uma corrente positiva junto a você e com cada irmão colorado que acompanha o time pela eternidade, de um plano superior, bem provavelmente acima da marquise da “Maior Torcida do Rio Grande”.

O tempo passou. O amanhã surgiu. Correram os anos. Lentamente. Décadas passaram. Um século. Uma linda história foi escrita por gente movida a amor e sonho. Estes sentimentos se transformaram em realidade. Todos atualmente presenciam a realidade que foi possível ser alcançada. E tudo foi movido a dificuldade e sonho. Enfim, a realização. E parece que foi ontem. A luz do sol do amanhecer de quatro de abril de 2009 vem surgindo e trazendo à todos alegres emoções. É motivo de festa o passado alvirrubro e neste exato momento, onde você estiver, se chegou até aqui, será possível ouvir explosões. Foguetório. E vai lembrar de gols históricos. Títulos. Momentos de dificuldade, alegria e emoção virão à tona. Gritos e cânticos. Será possível vislumbrar, já com o sol nascendo ao lado oposto do tradicional pôr-do-sol do rio Guaíba, uma passeata. Uma marcha. São centenas, milhares de seres humanos, todos irmãos, vestidos de vermelho, caminhando em direção ao epicentro de uma paixão que existe há cem anos e que somente algo sobrenatural seria capaz de tentar explicar o que significa para cada um que veste o vermelho e o branco desde o início de sua existência.

Todos nós nascemos há dez ou vinte anos. Trinta, quarenta ou cinqüenta. Quem sabe oitenta ou noventa anos. E quem nasceu a mais de cem anos, na verdade, passou a viver somente desde 1909. Assim como você e eu. Assim como todos nós. Isso está gravado no coração de cada torcedor colorado. Já pararam para pensar que até este momento a palavra-chave que dá nome à instituição conhecida como “Clube do Povo do Rio Grande do Sul” sequer foi citada nas linhas que acima foram esboçadas? E precisa? Não é preciso. E sabem o porquê disso? É porque você, que vive intensamente a “glória do desporto nacional” a cada dia de sua vida, é o Internacional em pessoa. Vermelho e branco. De corpo, alma e coração. E isso por si só dispensa qualquer apresentação. Você, assim como eu, completa cem anos neste sagrado quatro de abril de 2009. Parabéns, torcedor colorado! Você é o Internacional e o Inter é você! E juntos, é possível seguir mais cem anos sonhando, passando por cima de todas as dificuldades e realizando. Conquistando façanhas no Brasil, na América, no Planeta Terra e onde mais houver onze camisas vermelhas perfiladas e dispostas a lutar por você. E por todos nós!

100 ANOS DO MEU MELHOR AMIGO

POR: LUCIANO EMILIANO

Amanhã 4 de Abril de 2009 meu melhor amigo completa 100 anos com o imenso orgulho de já ter conquistado tudo ao longo do seu centenário de glórias.
Meu amor e paixão por esse amigo se iniciou há 22 anos atrás, e pela TV quando eu tinha apenas 8 anos de idade e apesar de todas as dificuldades e distância física que nos separam de Garanhuns - PE á Porto Alegre - RS nunca deixei de admirá-lo mesmo nos momentos difícieis por quais ele já passou. Por esse amigo já discutí, já sorrí e já chorei de emoção e alegria por ver meu amigo conquistar o Mundo me fazendo o cara mais feliz do planeta naquela manhã de 17 de dezembro de 2006. Depois que conhecí meu amigo em 1987 já o ví ganhar tudo, Gauchão onde somos os maiores, Copa do Brasil, Libertadores, Mundial, Recopa, Sulamericana, e de bônus há Dubai Cup, além do Brasileirão de 2005, sim, porque problema da CBF se ela quiz considerar outro time campeão naquele ano, porque no campo o verdadeiro Campeão foi o meu amigo, os fatos e o tempo provaram isso, depois daquele ano de 2005 meu amigo se tornou Campeão de Tudo, o único no país, já o campeão da CBF passou por um doloroso castigo e muito sofrimento, mas bem feito quem mandou tomar fora de campo o que meu amigo tão brilhantemente havia conquistado dentro dele.
Apesar de tanto tempo de admiração, amor e paixão só pude conhecer meu amigo pessoalmente no ano passado, foram dois encontros inesquecíveis no Recife, e o bom é que como demoraram 21 anos para este encontro acontecer o menino de 8 anos já estava com 29 e aí eu já pude levar como acompanhante meu filho mais velho Fábio Lucas que hoje está com 6 aninhos. Foi maravilhoso ter conhecido meu melhor amigo e ao lado do meu filho melhor ainda, pois com isso minha admiração, amor e paixão por ele só tem aumentado á cada dia que passa.

O GRANDE SONHO...

Agora meu maior sonho é poder conhecer á casa do meu amigo, e olha que não é uma simples casa, tanto que é conhecida como Gigante da Beira-Rio, e é claro levar meu filho Fábio Lucas junto comigo, pois ele também já aderiu a essa grande amizade. O único mais impiedoso problema é que a casa do meu amigo é bem longe da minha, por isso á distância e a falta de recursos financeiros me impedem de realizar esse grande sonho de conhecer a casa dele, mas mesmo assim nossa amizade só tem se fortalecido com o passar dos tempos e por isso tenho bastante Fé e Esperança que um dia alguém possa me ajudar, e finalmente eu consiga visitar meu amigo em sua casa realizando meu grande sonho.

Obrigado á todos que á pouco mais de um ano através da INTERnet tem me aproximado cada vez mais do meu amigo. Aqueles que me refiro sabem quem são, não vou citar nomes para não cometer a injustiça e indelicadeza de acabar esquecendo de alguém.

Obrigado á todos que ajudaram meu amigo ao longo dos seus 100 anos de tantas lutas e vitórias conseguir fazer tantas amizades assim como a minha que apesar de tantas dificuldades inclusive de comunicação por um bom tempo no passado, se tornou sólida e verdadeira.

E ao meu melhor amigo parabéns pelo seu dia. Parabéns SPORT CLUB INTERNACIONAL e apesar de estás completando 100 anos, te vejo como um jovem cheio de vitalidade e força para conquistar objetivos ainda maiores dos que já conseguisses até hoje. E pode ter certeza que estejas aonde estiver estarei sempre torcendo por tí porque serei Inter eternamente, mesmo que a bola não entre, mesmo que a nossa vitória esteja longe, serei sempre um eterno colorado. Colorado no sangue que corre em minhas veias, colorado no peito e na alma! Colorado de Garanhuns - PE com muito orgulho e muito amor...
VAMO VAMO, INTER...
MEU MELHOR AMIGO!

Quinta-feira, Abril 02, 2009

Nossas Crenças Mais Doces

Por Fábio Rosalvo Urnau

Eu provavelmente vou ser chamado de desleixado, relapso, vagal. Mas me curvei diante da dura – e doce – realidade.

Tinha um texto pronto dentre as minhas sinapses para esta Semana, e assim a escrevo porque não é uma semana qualquer. Não mesmo. Esta é a Semana do Centenário do Sport Club Internacional. Merece todas as capitulações possíveis.

Mas meu humilde texto, que falaria de algumas lembranças marcantes de um passado nem tão distante assim se comparados aos meus singelos vinte e cinco anos (mas que já fazem alguns cabelos alvos pipocarem dentre os demais fios), perdeu qualquer sentido de ser e existir diante da enormidade que acabo de receber e ler.

As palavras que deixo com vocês, não todas para não estragar o suspense, algumas apenas, são do amigo Emanuel Neves.

Antes de mais nada, uma breve sugestão ao parcimonioso leitor. Leia, acima de tudo, como se a Carta a seguir não fosse para Henrique, mas sim pra ti.

Eis que, em um determinado trecho, Emanuel diz a Henrique o seguinte:

(…)Se puderes, corra a linha do tempo até um domingo qualquer e admire o estádio lotado. É um portento, grandioso demais até no nome. As multidões se vão até ele em carreira, acodem-se em verdadeiras e intermitentes procissões. Há na velha arena da Padre Cacique, por onde quer que se mire, toda a sorte de simbolismos coletivos e particulares. Cada pedaço do Gigante abriga em sua memória centenas de pequenos milagres e tragédias, de confissões, promessas e êxtases hieráticos – muitos vividos sobre joelhos quedados no cimento, sublimados em rostos traçados por lágrimas. Sentando-se em qualquer ponto, vê-se o chão cor de esmeralda e seus arcos brancos – e eles sugerem tudo de mais bendito que possa haver.(…)

E segue dizendo a Henrique:

(…)O clube altruísta e igualitário que tu imaginaste, a instituição sem barreiras de qualquer tipo, que abriria a porta do esporte a todos, confirmou e extrapolou os seus propósitos. Democraticamente, aceitou simpatizantes de toda a espécie, instaurando novos paradigmas, exatamente como tu determinaste. Porém, não se poderia prever que, uma vez identificado ao Clube do Povo, o colorado não encontraria mais opções: pegaria-se controlado pela ditadura da paixão vermelha, envolvido a ponto de nada mais importar, preso e fiel ao solitário dogma de amar o Internacional sobre todas as coisas.(…)

E fecha com chave de DIAMANTE, porque OURO vale pouco ante as seguintes palavras:

(…)Na aurora do primeiro centenário do Sport Club Internacional, a nação alvirrubra agradece ao seu fundador por ter criado a nossa razão de viver.(…)

E tu, caro leitor do Supremacia, poderás conferir na íntegra este texto embasbacante no site do Movimento INTERnet/BV, sem cortes nem censuras como as praticadas acima por este tolo servo do Manto Alvi-Rubro.

Deixemos nos levar com gosto naquilo que Emanuel humildemente tem a dizer para Henrique. Regozijemos, solitários ou acompanhados, ricos ou pobres, negros ou brancos, maragatos ou chimangos, republicanos ou imperialistas, judeus ou muçulmanos, gaúchos ou catarinenses, brasileiros ou americanos…

Afinal, não importa o que tu sejas. Acima de tudo, de todos, de qualquer diferença e de qualquer semelhança, há apenas um algo que nos une – e nos basta. Celebremos, pois, mais do que nunca, o Centenário do Glorioso Sport Club Internacional.

Como disse brilhantemente durante esta Semana o Deputado Federal Ibsen Pinheiro em Zero Hora, um Clube de TODOS.

DESTAQUES

ESPECIAL DO CENTENÁRIO:
História Colorada e Fotos Antigas

ENTREVISTA: Delegado Poppe

O INTER NA REVISTA PLACAR

POESIAS COLORADAS

ALEXANDRE PATO NO INTER


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