Terça-feira, Março 31, 2009

NA MÍDIA> A HISTÓRIA DO INTER!

Pessoal,

a parte final da pesquisa com os detalhes completos sobre a "Trajetória de Henrique Poppe Leão" será publicada no dia da fundação. Dia 04 de Abril, próximo Sábado (o Dia "D") de manhã bem cedo! Para conferir o que já foi escrito sobre a pesquisa... clique no link "especial" na barra lateral.

Dia 04 de Abril!

O Especial do Centenário! Completo! Com mais novidades...

Confiram aqui! No Supremacia Colorada!

UPDATE:
Enquanto isso. Vou registrando aqui o que esta saindo na mídia sobre a nova pesquisa!

Campeão de todos
por Ibsen Pinheiro *

Eu até gostava da versão do Inter dissidente, apesar da sua historicidade zero. Produto puro da rivalidade moderna, a tese se insinuou, sem autores, com base no mais frequente dos equívocos históricos, o anacronismo que avalia fatos passados com as sensações atuais, como se os fundadores germânicos do Grêmio e do seu rival gêmeo, o Fussball Club Porto Alegre nascido no mesmo dia e ano e extinto em 1940 (Wikipédia) , adivinhassem uma ameaça no futuro Colorado e o rejeitassem. Mas eu já estava gostando, talvez porque sempre apreciei as dissidências, desde os PCs da minha juventude (que, aliás, inventaram a dissidência recíproca).

As dissidências no geral são progressistas, às vezes revolucionárias, sempre inovadoras. Júlio César foi o patrício dissidente que liderou a plebe romana e mudou o mundo para sempre. Robespierre dissentiu da pequena nobreza do interior da França para dominar a Paris do Terror e tornar irreversíveis os ideais da Revolução Francesa, ainda que a um caro preço de sangue, inclusive o seu. Entre nós, quem mais dissidente que Getúlio Vargas? Da aristocracia rural, partiu para uma chefia popular que mudou o Brasil e moldou definitivamente o verdadeiro Estado nacional brasileiro, completando a obra de Pedro II – outro dissidente, este de nascença.

Uma característica invariável das dissidências transformadoras é que elas vingam e se fazem majoritárias. Não é uma questão de número, é um traço de sua vocação. Nascem como minorias a favor da História, logo empolgam e depois crescem infinitamente. Já as forças estabelecidas, alvo das cisões, são sempre minoritárias, mesmo quando mais numerosas, pois aqui, também, não é uma questão de quantidade, é questão de estilo, espécie de udenismo, que, por se achar superior, sempre foi minoria exaltada mesmo quando em maioria.

Uma consistente pesquisa do conselheiro colorado Tiago Vaz, publicada domingo em Zero Hora, derrubou minha mais recente preferência, e até lamento que a história do Inter não possa ser como a do Flamengo, que nasceu de uma costela do Fluminense para tornar-se o clube mais popular do país. Como também nunca consegui confirmar minha teoria preferida, a de que o Internacional nasceu subversivo e revolucionário em 1909 para reviver o fantasma sessentão de Karl Marx e novamente assombrar a Europa e o Mundo. Nunca achei nenhuma prova e por isso nunca publiquei como tese acadêmica, embora mais consistente do que a falecida dissidência. Afinal, a minha hipótese tinha a seu favor ao menos dois fortes indícios: o nome e a cor do indigitado.

Graças ao brilhante trabalho de Tiago Vaz, tenho que ficar com a lógica histórica, a de que a cidade de 1909 já não se satisfazia com dois clubes étnicos, surgidos fortes e lindos no mesmo dia para ocupar em dupla os aprazíveis grounds do Moinhos de Vento até os anos 40 (parece que esses dois, sim, já nasceram dissidentes). Em 1909, Porto Alegre já queria mais. Era preciso dar voz à Ilhota, à Cidade Baixa, à Várzea, à periferia, ao pequeno comércio, aos empregadinhos e, logo em seguida, aos escravos recém libertos e seus descendentes, que se livravam dos grilhões mas não da discriminação. Era indispensável que surgisse a instituição que teria por símbolo e mascote o mitológico Saci, depois modernizado pelo negrinho urbano criado e consagrado por Sampaulo e Marco Aurélio.

Minha alma dissidente (desde o Julinho) lamenta mas precisa conformar-se com a verdade histórica: o Internacional ecumênico nasceu com a vocação universal do Clube do Povo e sabe que o Colorado, por ser igualitário, não é melhor do que os outros. Só é maior.
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2459477.xml&template=3898.dwt&edition=12010&section=1012




A moda era criar um clube
Jornalista que serviu de consultor a livro sobre 100 anos do clube dá sua versão sobre o nascimento do Inter.

Nota do Blog: O autor confirma detalhes revelados em nossa pesquisa.

POR: CLÁUDIO DIENSTMANN(*)

Os primeiros clubes do futebol brasileiro, no início do Século 20, foram todos fundados num mesmo modelo: por jovens que apenas queriam jogar futebol. Na verdade, já jogavam, e a criação de um clube era apenas o modo de organizar e oficializar essa atividade.

Não é por acaso que o primeiro do país, o Rio Grande, teve exatos 22 fundadores, em 1900 – isto é, dois times, para “partidas internas”, “matchs-trainings”. No Grêmio, em 1903, foram 33. No Inter, 40, em 1909. Os fundadores-sócios eram também dirigentes, jogadores, limpadores do campo. Ninguém pensava em campeonatos (que não existiam), em títulos, em estádios, rivalidades. A garotada só queria correr atrás da bola.

Com a entrada de novos sócios-jogadores, porém, os antigos fundadores podiam perder lugar na equipe.

Em Porto Alegre só existiam dois clubes de futebol em 1909: o Fuss Ball (dos ciclistas da Blitz) e o Grêmio. Se aceitassem novos sócios-jogadores, alguém perderia lugar no time. A renovação se dava com a aposentadoria futebolística, geralmente ao final dos estudos e começo de um emprego. Tentar sustentar que o Inter foi fundado por rapazes recusados pelo Grêmio é uma meia-verdade, e afirmar que o Inter é dissidência do Grêmio chega a ser besteira.

Da indumentária ao vocabulário, passando pelo material de jogo, tudo era importado da Europa. Com pouco mais de uma década do fim da escravatura no país, seria absurdo pensar que, criado meio século antes nas melhores escolas da Inglaterra, o futebol fosse esporte “popular” no Brasil.

Os fundadores do Inter eram pequenos comerciantes, comerciários, funcionários públicos, intelectuais, estudantes, como Napoleão Gonçalves de Oliveira, funcionário do Arquivo Público; Miguel Ballvê, da firma Oppenheim & Cia.; Alfredo Wetternich, do Tribunal de Contas; Luiz Portella, do Banco da Província; Horácio Carvalho, da companhia de energia, e Tertuliano Gonçalves, redator do jornal “O Elmo”.

O Grêmio teve a mesma origem, seis anos antes, em 1903, criado por jovens de origem alemã, portuguesa, italiana, empregados especialmente das casas comerciais Pimenta, Pavão e Tigre, e da Farmácia Caleya.

A diferença é que o Inter se acostumou logo cedo a conviver com crises desde a reunião de fundação, dia 4 de abril de 1909, na casa de João Leopoldo Seferin, o primeiro presidente. Apareceram 40 jovens, o dobro do esperado, obrigando a busca de cadeiras pela vizinhança.

Na segunda reunião, dia 11, uma semana depois, os Poppe ganharam na escolha do nome do clube, Internacional, mas perderam nas cores: eles queriam o vermelho, preto e branco de São Paulo e Inter paulista, mas deu vermelho e branco, do grupo carnavalesco “Venezianos”. A turma do grupo “Esmeralda” abandonou a reunião. Infelizmente, para historiadores e curiosos, as atas das reuniões dos primeiros três anos do Inter desapareceram, como já reconhece em sua abertura o livro 2, de 1912.

Porto Alegre em 1909 tinha 120 mil moradores, em 15 mil casas: 6 mil de alvenaria, 5 mil de madeira, 3 mil mistas e mil “diversas”. As principais ruas eram a Azenha, Caldwell, Redenção (João Pessoa), 13 de Maio (Getúlio Vargas), onde terminava a cidade, na José de Alencar. Era por ali que moravam José Poppe, Luiz Madeira Poppe e Henrique Poppe Leão, o grande mentor da fundação do Inter.

Aos 27 anos, Henrique era o mais idoso entre os fundadores, e nunca jogou pelo Inter, considerava-se velho demais. José, capitão da primeira diretoria, jogou sete partidas como atacante e zagueiro. Luiz, da primeira “comissão de campo”, jogou seis vezes pelo Inter: foi o goleiro no Gre-Nal dos 10 a 0 na estreia, e em outras cinco preferiu a ponta direita e esquerda.

Seferin relatou que os Poppe contavam que tinham jogado no Internacional, de São Paulo, fundado dia 19 de agosto de 1899 por Antônio Casimiro da Costa, daí o nome do Inter de Porto Alegre. Ainda em 1909, o novo clube gaúcho foi invadido pelos “acadêmicos da fronteira”, filhos dos estancieiros ricos de Rosário, Dom Pedrito e especialmente de Bagé e Livramento (onde já tinham jogado respectivamente no Guarany e 14 de Julho, o terceiro clube do Brasil, de 1902), e também de Pelotas, Santa Maria, Rio Grande, Cachoeira, Rio Pardo. Aí surgiram Ernesto Médici, Carlos e Ricardo Kluwe, Antenor Lemos, Edelberto Mendonça, Nilo Gafrée, Benjamim e Rodolfo Vignoles, Simão “Índio” Alves, Thomaz, Belarmino e Felizardo Leal D’Ávila, Guilherme e João Flores da Cunha, e uruguaios como Florêncio Ygartua, Thomas Scabelon, Henrique Lay.

Henrique continuou no clube como orador da primeira diretoria e presidente da segunda, em 1910. Sua casa, na Caldwell 103, foi a primeira sede do Inter.

O jornal “O Diario”, de Porto Alegre, registra o falecimento de Henrique Poppe Leão em sua coluna de necrologia na edição de 16 de agosto de 1916. Morreu em sua nova casa, na Azenha 205. A certidão de óbito de Henrique Poppe Leão, “filho de Henrique Poppe da Silva e Leonilla Madeira Poppe”, está no Registro Civil da 4ª Zona, na Osvaldo Aranha.

“O Diario”, que na ocasião apresenta Henrique Poppe Leão como “um dos moços que fundou o Sport Internacional, repórter de vários jornais, atual diretor do semanário ‘A Rua’, volta a mencioná-lo a 19 de agosto, por ter “deixado a viúva Maria da Conceição Ortiz Poppe, filha do major Graciliano de Faria Ortiz, chefe do asseio público”.

A atividade jornalística do mentor do Inter – que viveu primeiro do comércio e depois como funcionário público – tinha caráter político, sem remuneração financeira, como era comum na época.

(*) Jornalista, autor e consultor do livro sobre o centenário do Inter, em parceria com o fotógrafo Leonid Streliaev e o cronista Luis Fernando Verissimo

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2459416.xml&template=3898.dwt&edition=12010&section=1010


A NOVA HISTÓRIA DO INTER



Entrevista com o Conselheiro e Blogueiro Tiago Vaz - Supremacia Colorada escrita pelo Reporter Leandro Behs e publicada no jornal Zero Hora dominical em 29/03/2009. Link para a Versão on-line do Jornal.

Pesquisa indica uma nova história da fundação do Inter
Conselheiro descobre detalhes que alteram a versão conhecida até as vésperas do centenário

Leandro behs | leandro.behs@zerohora.com.br

Correção: Diferentemente do que informou zerohora.com na reportagem "Pesquisa indica uma nova história da fundação do Inter" (28/03/2009 - 21h06min), a Praça Sport Club Internacional, fica no bairro Azenha, e não no bairro Cidade Baixa. O texto original já foi corrigido.

Às vésperas dos cem anos do Inter, a história oficial da fundação do clube é reescrita. Contrariando a versão atual, Henrique Poppe Leão teria sido o grande idealizador do clube criado na Porto Alegre de 4 de abril de 1909. E mais: ele não seria um comerciante paulista.

Por meio de aprofundada pesquisa, o conselheiro Tiago Vaz revela, por exemplo, que o Inter não nasceu da costela do Grêmio, mas foi gerado do idealismo contrário à elitização do esporte e de um romance que se iniciava. Fundamentado em jornais do período, o trabalho de Vaz foi acolhido pela direção. A pesquisa será publicada na edição de abril da Revista do Inter.

Ao contrário da história corrente, Henrique não era paulista, mas fluminense — e transfere-se ainda jovem para São Paulo, onde seu irmãos nasceram. E não era comerciante, mas, sim, jornalista ligado ao Partido Revolucionário Riograndense (PRR). Prova disso é seu obituário, escrito por colegas do jornal A Rua, de Porto Alegre, em homenagem a seu diretor de redação, morto em 16 de agosto de 1916.

Em 1901, a família mudou-se para Porto Alegre, possivelmente porque o pai morrera em São Paulo. A mãe, Leonilda, e os filhos, Henrique, o mais velhos dos irmãos Poppe, então com 20 anos, José, Carlos, Adelaide e Luiz, vieram a convite de Thomé Castro Madeira, irmão de Leonilda, que residia na cidade e trabalhava no cartório do Supremo Tribunal — com trânsito nos principais círculos sociais.

Fundação num porão e o primeiro campo

Em Porto Alegre, Henrique Poppe trabalhou na loja Ao Preço Fixo, precursora da Lojas Americanas. Em seguida, por influência do tio Thomé Castro Madeira, filiou-se ao PRR, tornou-se funcionário da Secretaria do Conselho da Intendência (prefeitura), além de escrever para A Federação (jornal do PRR). Ainda trabalharia nos jornais Echo do Povo, O Diário, Gazeta do Povo, O Exemplo, e foi diretor de redação de A Rua.

O Estado vivia sob o positivismo. Um dos dogmas da doutrina é que o indivíduo pode eternizar-se enquanto for lembrado por sua criação. O governo havia determinado a criação de novos espaços públicos para práticas esportivas, a fim de formar jovens para o Exército. É nesse contexto que as bases para a fundação do Inter começaram a ser definidas.

Henrique articulou a criação do clube, algo comum no período, no qual diversos grupos sociais passaram a se reunir e a fundar agremiações. Aos 18 anos, João Leopoldo Seferin, que emprestou o porão da casa do pai para a reunião de fundação do Inter, na Rua da Redenção, 141 — atual Avenida João Pessoa, na altura do número 1.025 —, foi eleito presidente.

Para dar credibilidade ao clube, o capitão do Exército Graciliano Ortiz é escolhido presidente de honra do Inter. Além de militar, Ortiz também era o diretor do Asseio Público — e homem de prestígio junto a José Montaury, intendente de Porto Alegre. Foi através de Ortiz que o Inter, recém-fundado, obteve junto à Intendência o seu primeiro campo: a Ilhota — atual Praça Sport Club Internacional, ao lado do Hospital Porto Alegre, no bairro Azenha.

Não teria havido rejeição do Grêmio

É possível que Ortiz não tenha sido convidado por Henrique apenas para emprestar prestígio à entidade. Por trás deste convite havia um romance. Sete meses após a fundação, Henrique casou-se com Maria Conceição Ortiz, filha de Graciliano. Henrique sempre foi o homem por trás do clube. Jamais jogou pelo Inter, presidiu a entidade em 1910, enquanto seus irmãos, José e Luiz, foram os primeiros titulares.

Além do Inter, Henrique fundou outras entidades: o Círculo de Imprensa, o Clube Dançante Caixeiral, o Sport Club Municipal, o Club Político 17 de Junho, o Filhos do Progresso e a Liga de Foot-Ball do Rio Grande do Sul.

— Entendo que eles sequer procuraram o Grêmio para jogar, pois sabiam tratar-se de um clube fechado. O Inter nasce com valores sólidos, é difícil acreditar que fosse criado por causa de uma rejeição — afirma Vaz.

A edição de A Rua confirma a obra de Henrique. Foi publicada três dias após a sua morte, aos 35 anos, por uremia (doença provocada pelo mau funcionamento dos rins, incapazes de filtrar as impurezas do sangue). Henrique não teve filhos. Foi enterrado no cemitério da Santa Casa, na sepultura número 68 do 3° quadro, conforme descrevem registros da época.

A vitória sobre o rival antes de morrer

A página do jornal é guardada até hoje por Carlos Bandeira Poppe, delegado aposentado, que, aos 73 anos, vive no Rio de Janeiro. É filho de Luiz e sobrinho de Henrique. No próximo dia 4, ele doará ao museu do Inter o original de A Rua e uma caixa contendo cartas da família, além de fotos dos Poppe. Logo após a morte de Henrique, José e Luiz deixaram Porto Alegre e o Inter. José foi para São Paulo, enquanto Luiz mudou-se para o Rio. Lá, casou-se e envolveu-se com a política. Trabalhou no Ministério da Agricultura, durante a presidência de Getúlio Vargas, e perdeu contato com o clube que ajudou a fundar. Luiz morreu no Rio, em 1960, aos 69 anos.

— Meu pai amava Porto Alegre. Não sei por que foi embora, nunca me disse. Tinha muitas saudades da cidade, do Inter e das conversas de bar sobre o clube. Eles eram muito novinhos quando fundaram o Inter, não sei como assumiram tamanha responsabilidade. Fizeram por amor ao esporte. Contava que a bandeira deles era acabar com o elitismo do futebol. Acho que os três morreram felizes — conta Carlos.

Antes da morte, Henrique viu o Inter crescer, ser campeão da cidade, em 1913, e derrotar pela primeira vez o Grêmio. Foi em 1915, 10 meses antes de morrer. O primeiro clube a ser desafiado pelo Inter, e que havia seis jogos mostrava-se imbatível, enfim, caía. Após seis jogos, com duas derrotas por 10 gols, o Inter goleava o Grêmio por 4 a 1, na Baixada, a casa do adversário, vencia o rival pela primeira vez e iniciava um novo ciclo na sua vida.

Rumo ao Beira-Rio

por Gerson Sicca

N
ão interessa que a seleção brasileira tenha apresentado um futebol de quinta categoria contra o Equador e escapado da goeada apenas porque Júlio César jogou demais. Amanhã é noite de estar no Beira-Rio, para ver aquela que talvez seja a última apresentação da seleção em Porto Alegre antes das eliminatórias para a Copa de 2018, já que para a de 2014 o Brasil já está classificado.
Depois de uma correria inicial pelos ingressos, muita falta de informação e incertezas sobre quando eles estariam disponíveis, o que causou transtornos aos torcedores e demonstrou que a Federação Gaúcha de Futebol pode melhorar a organização de jogos como esse, vejo a notícia de que há ingressos sobrando nos pontos de venda. O alto preço e a má fase da seleção devem estar espantando o torcedor.
A CBF já deveria saber que o Brasil não é a Europa. No ano passado em uma partida no Engenhão, no Rio de Janeiro, havia muitos lugares vazios no estádio, o que era impossível em outras épocas. No Beira-Rio a arquibancada inferior custa R$70,00 e a superior R$120,00. Os preços são excludentes.
A seleção é altamente rentável para a CBF. Empresas como Nyke, Banco Itaú e Antarctica pagam valores altíssimos para serem patrocinadores. Por isso a CBF deveria ter um pouco mais de sensibilidade para facilitar o contato do torcedor com a seleção, tornando os ingressos mais baratos. Não devemos nos esquecer que hoje há uma grande distância entre o torcedor e a seleção, principalmente porque quase todos os jogadores jogam na Europa.
De qualquer forma, estarei no Beira-Rio para assistir a seleção e, principalmente, para comemorar o centenário do Internacional. Brasil e Peru jogaram no Beira-Rio em 1969, durante a programação de inauguração do Beira-Rio e agora, 40 anos depois, voltam para os festejos do centenário.
Chegarei um pouco em cima do laço em Porto Alegre, mas conto com meu irmão Wagner e meu primo Roger para guardarem um lugar pra mim na inferior.

Segunda-feira, Março 30, 2009

Mutirão do Centenário!

A Pedido!


Sexta-feira a partir das 14:00 nas imediações do PORTÃO 7 !


Precisamos da ajuda de todos colorados, todas torcidas, consulados, associações, confrarias, enfim qualquer colorado individual que seja ... mulheres, idosos, crianças ... tem muito trabalho a fazer ...

Quem tiver serra manual com arco pode levar que terá muita utilidade ... serrar cano, dobrar e grampear bandeirinhas ... atividade que qualquer pessoa pode ajudar.

O CENTENÁRIO É DO INTER, É DE TODOS COLORADOS UNIDOS AGORA E DAQUI A MAIS 100 ANOS NOVAMENTE !!!"

Repasso a mensagem para quem puder dar uma força.

O CENTENÁRIO ESTÁ CHEGANDO

Por: Luciano Emiliano
http://coloradodegaranhuns.blogspot.com/

Quarta-feira (1º/4)



Beira-Rio é Seleção


O estádio do Internacional vai receber o jogo entre Brasil e Peru, pelas Eliminatórias da Copa. A partida começa às 21h50min. Além do verde e amarelo, as arquibancadas do Gigante prometem ser tomadas por muito vermelho e branco. Afinal, o clima é de celebração aos 100 anos do Inter!


Quinta-feira (2/4)



Hipismo


O Grande Prêmio de Hipismo do Centenário do Internacional será realizado no Hipódromo do Cristal, às 20h30min.
Sexta-feira (3/4)



Dona Fashion


O Iguatemi vai receber, a partir das 18h, o desfile da coleção do Inter no Donna Fashion.



Missa


A Missa do Centenário será celebrada na Catedral Metropolitana, às 19h30min, com queima de fogos na praça da Matriz após a cerimônia religiosa.

Virada do Centenário

Um foguetório na virada do dia 3 para 4 de abril (sexta para sábado), no Beira-Rio, irá marcar o começo de um dia de intensa celebração do Centenário.


Sábado (4/4) - 100 anos do SC Internacional



Marcha Colorada


A Marcha do Centenário está mobilizando a massa colorada. Os participantes irão se concentrar às 9h na Praça Sport Club Internacional, na Rua Dr. Sebastião Leão com a Rua Jornal do Brasil, ao lado do Hospital Porto Alegre. A largada será às 9h30min em direção ao estádio Gigante da Beira-Rio. (Clique aqui e saiba mais!) Show no Gigante Na chegada da Marcha do Centenário, os torcedores do Internacional serão encaminhados à arquibancada superior do Beira-Rio e brindados com uma cerimônia, na qual a Banda Ataque Colorado (única banda oficial de um clube de futebol no mundo) fará um show especial. O Ataque Colorado ainda vai contar com a participação de músicos colorados famosos. Será uma grande confraternização que vai entrar para a história. No repertório estarão os sucessos da banda e mais alguns cânticos da torcida que ganharam versões especiais do grupo. Um grande momento dessa festividade entre os fiéis colorados será a entrega do Disco de Ouro ao grupo por alcançar a marca de 77 mil cd’s vendidos, sem dúvida uma marca triunfante como é sempre tudo que cerca o Clube.


Medalha e Selo


Durante o show no Beira-Rio, será lançada a medalha da Casa da Moeda e o Selo dos Correios em homenagem ao Centenário do Clube. Os eventos estão programados para as 13h. (Clique aqui e saiba mais sobre a medalha).


Festa no Gigantinho


O jantar oficial do Clube será oferecido para mais de 3 mil sócios no Gigantinho, a partir das 20h. Estão previstas cenografias especiais, presenças de personalidades importantes na história do Clube e mais surpresas. Vale lembrar que a festa será transmitida em tempo real pelo site http://www.tvinter.tv/ .

Centenário de todo mundo

Além das festas promovidas pelo Clube, uma série de eventos estão sendo organizados pelos consulados e por torcedores.


> Veja a agenda dos consulados


> Acesse o site http://www.centenariocolorado.com.br/ e poste a sua festa na agenda de eventos!


> Mais eventos comemorativos ao Centenário:


4/4 – Jantar Oficial para 1.500 pessoas no Lindóia Tênis Clube.


4/4 – Cerimônias e jantares oficiais em mais de 100 consulados colorados pelo mundo a fora.


9/4 – Jantar para funcionários e acompanhantes com a diretoria do Clube no Centro de Eventos. 18/4 – Corrida do Centenário. Prova nas modalidades de 5 Km e 10 Km com partida e chegada no Beira-Rio e percurso na av. Beira-Rio.


18/4 – Triathlon do Centenário. Provas de corrida e natação realizadas no Complexo Beira-Rio, Parque Gigante e av. Beira-Rio.


26/4 - Desfile da Milka no Gigantinho. Tradicional desfile de moda da cidade. Este ano no calendário oficial do Centenário. Às 20h, no Gigantinho.


17/12 – Show do Centenário no Beira-Rio para sócios.


Fonte: http://www.internacional.com.br/home.php

Sexta-feira, Março 27, 2009

MEMORÁVEL - Campeonato brasileiro 1975: Fluminense FC x SC Internacional

Prezados leitores,

Dando início a uma série de reportagens históricas que a equipe de colaboradores do Supremacia Colorada estará divulgando nesta semana tão especial - A Semana do Centenário Colorado - publico abaixo, para apreciação de todos, um texto com informações históricas sobre uma das tantas memoráveis jornadas realizadas pelo Clube do Povo do Rio Grande do Sul nos seus quase cem anos de existência. Neste momento de entusiasmo para toda a Nação Colorada, é ótimo termos boas lembranças. E é gratificante demais fazer parte desta competente equipe de "blogueiros" apaixonados pelo Inter. Uma grande saudação colorada à todos os leitores apaixonados por futebol, independentemente das suas cores clubísticas.

Por Luciano Bonfoco Patussi
27 de março de 2009
lbpatussi@yahoo.com.br


Para falar sobre um dos jogos mais importantes da história do futebol gaúcho, é interessante voltarmos ao tempo e relembrar alguns fatos que marcaram o envolvimento contido no jogo Fluminense “versus” Internacional, disputado em 1975, válido pelas semifinais do campeonato brasileiro daquele ano.

O futebol gaúcho tem muita tradição. Muito dessa tradição – grande parte – se deve à popularidade do Internacional. O Colorado é popular desde sua fundação e é responsável direto pelo respeito que todos passaram a ter pelo futebol do Rio Grande do Sul ao longo dos anos. Nosso futebol cresceu nas décadas de 1930, 40 e 50. Mais ao final dos anos da década de 1960, na disputa do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o “Robertão” – que era o antecessor do campeonato brasileiro atual – o Internacional já dava mostras de sua força além do Rio Mampituba. O Colorado foi vice-campeão deste torneio por duas vezes, mudando um pouco o conceito formado nacionalmente, de que times do Rio Grande do Sul não teriam condições de disputar grandes títulos nacionais. Essa situação colocada por parte da imprensa do centro do país incomodava a todos por aqui. Eles até tinham certa razão, pois os grandes títulos ficavam sempre por lá mesmo. Mas os gaúchos são fortes. Aguerridos. Bravos. E assim, os “vermelhos” – e anos mais tarde também os azuis – cresceram e se fortaleceram a tal ponto que, atualmente, podemos dizer que o futebol gaúcho também faz parte – em termos de força, poder econômico e tradição de títulos interestaduais – do grande centro do futebol nacional – ao lado de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Ao final dos anos 60 e início da década de 1970, o Internacional já tinha um grande time, que ano após ano ia sendo fortalecido. Na diretoria do clube, nomes como Ephraim Pinheiro Cabral, Carlos Stechmann, Eraldo Herrmann, entre tantos outros, foram responsáveis pelo crescimento do clube no nível nacional das disputas. Em solo gaúcho, o Internacional tornava-se arrasador, ano após ano. De 1971 até 1974 o Colorado ficou sempre entre os cinco principais times do país. Na época, o comandante de tudo foi Eraldo Herrmann, presidente do Internacional no biênio 1974-1975. Ao final de 1974, o esquadrão vermelho foi hexacampeão gaúcho, igualando sua própria marca recorde, obtida em 1945 com o “Rolo Compressor” que tinha, entre outros tantos craques, Tesourinha, Alfeu, Nena, Abigail, Carlitos. Voltando ao nível nacional e à década de 70, mais precisamente em 1975, uma das chaves das semifinais do campeonato brasileiro daquele ano foi disputada em jogo único, entre Fluminense e Internacional, no Maracanã, na Cidade Maravilhosa. O Inter, naquela altura, já era heptacampeão do Estado. O mítico estádio Maracanã receberia naquele dia 7 de dezembro o Internacional para tentar selar o seguinte destino: o time do Sul é bom, mas vai ficar, novamente, em terceiro ou quarto lugar no campeonato brasileiro. Essa era a vontade e a convicção da grande maioria da imprensa e dos torcedores do centro do país. Mas desta vez, não foi bem assim. No Rio de Janeiro, a certeza era de que a máquina tricolor, comandada pelo brilhante craque Rivelino no meio-campo, e que contava ainda com jogadores consagrados como Félix, Carlos Alberto Torres e Zé Mário, entre tantos outros, passaria à final do campeonato, atropelando os “Vermelhos”.

Na véspera da partida, o povo do Rio de Janeiro praticamente comemorava o resultado do jogo que ainda seria disputado, de fato. A certeza de vitória era enorme. Passados vinte e cinco anos do “Maracanazo” de 1950, os vilões do Maracanã mudaram de cor. “Trocaram” a camisa “celeste olímpica” pela camisa vermelha – da cor do coração de todos nós.

Os jogadores colorados, naquele longínquo dezembro de 1975, foram vilões para uns, mas heróis imortalizados na memória de uma inteira nação de torcedores sedentos por mais vitórias. Rubens Minelli, o magistral treinador do Internacional na época, pouco antes de o time entrar em campo, mostrou ao seu grupo de atletas algumas reportagens que foram divulgadas no dia anterior à partida. Essas reportagens estampavam a esperada vitória da equipe do Fluminense – que não aconteceu. Todos os tricolores do Rio esperavam ansiosamente pelo jogo contra o Cruzeiro, que decidiria o título daquele ano. O jogo contra o Inter seria apenas mais um na caminhada rumo ao título.

Rubens Minelli, o treinador colorado, motivou o time de tal maneira que, em campo, o Fluminense comandado por Didi não viu a cor da bola. Em campo, comandado pelo cerebral Paulo César Carpeggiani, o Internacional dominou o time carioca. Caçapava, tal qual um cão de guarda do sistema defensivo colorado, fez com que Rivelino não conseguisse tocar muitas vezes na bola no jogo. Em uma atuação épica, digna de grandes esquadrões que fizeram história no mundo da bola, o Colorado foi ao Rio de Janeiro, venceu o Fluminense por dois gols a zero – golaços de Paulo César Carpeggiani e do ponteiro-esquerdo Lula, jogou uma partida bela, irrepreensível e inesquecível para todos os amantes do bom futebol, “calou” mais de cem mil torcedores adversários que assistiam ao espetáculo das arquibancadas, “emudeceu” parte da imprensa que não respeitava o “Rolo Compressor Colorado” e, de quebra, garantiu vaga na decisão do certame que sagraria o Internacional como campeão brasileiro de 1975. Foi o primeiro título de expressão interestadual de um clube gaúcho. Mas aquele épico e heróico jogo contra o Fluminense foi que, verdadeiramente, encheu a todos de confiança e fez com que a história do Internacional e do futebol gaúcho desse uma verdadeira guinada no rumo das grandes conquistas.

Após a grande vitória contra o fortíssimo time do Fluminense, veio a decisão do campeonato brasileiro, contra o Cruzeiro. Foi outro jogo difícil, contra um outro grande esquadrão daquela década dourada. Mas este jogo decisivo já é uma outra história – e bem mais conhecida por todos.

Em 4 de abril de 2009, o Internacional completará cem anos de existência. Nas vésperas desta data tão significativa, nada melhor do que recordar alguns dos milhares de feitos alcançados na história do clube. A partida entre Fluminense e Internacional jogada em 1975 foi um destes capítulos inesquecíveis da história, não só do Internacional, mas do futebol gaúcho e brasileiro. O Inter é, e sempre será, uma força do futebol nacional e um clube que apaixona milhões de torcedores pelo Brasil e pelo mundo afora. Parabéns Sport Club Internacional pela passagem dos seus cem anos de lutas e glórias!




Fontes de Pesquisa realizada pelo autor entre 26 e 27 de março de 2009:

www.internacional.com.br

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-brasileiro/1975/12/07/fluminense-0-x-2-internacional

http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_presidentes_do_Sport_Club_Internacional

Quarta-feira, Março 25, 2009

SICCA E PATUSSI NO LIVRO DO CENTENÁRIO

POR: TIAGO VAZ

Dois Coloradaços de fé e companheiros aqui no blog Supremacia Colorada foram selecionados para integrar o livro oficial do centenário Colorado: Histórias do Centenário, 100 Histórias de Colorados Apaixonados.




Capa do Livro do Centenário.
Agora é esperar pela versão impressa.

Parabéns aos dois! De forma dedicada, seja nas páginas do Supremacia Colorada, nas páginas dos seus próprios Blogs, no Orkut, nas listas de debate e outro, o Luciano Patussi e o Gerson Sicca, junto com o Fábio Urnau e o Colorado de Garanhuns (Luciano Emiliano) ajudaram a tornar este espaço em um local de torcedores de fé, que graças a perseverança, empenho, criatividade e trabalho, ajudaram a tornar o Supremacia Colorada em um ponto de referência e "CREDIBILIDADE" na Internet!

Agora, a palavra da vez é a União!

Juntos, estaremos registrando um dos momentos mais importantes da história do nosso amado Club. E vale aquela máxima: A Internet não tem memória curta!

Parabéns a todos os Colorados que participaram do Livro e parabéns a todos os INTERnautas que fazem da Internet um meio de expressão e Coloradismo acima de tudo!

04 de Abril de 2009
O Centenário de todo Mundo!!!!!

Segunda-feira, Março 23, 2009

Eleição da Nova Mesa Diretora do Conselho Deliberativo

Por Fábio Rosalvo Urnau

Ocorreu agora à noite no Centro de Eventos do Sport Club Internacional a aclamação da Chapa Única que concorria à Mesa Diretora do Conselho Deliberativo e ao Conselho Fiscal para o biênio março/2009-março/2011.

Para a Mesa do Conselho Deliberativo, foram eleitos Luís Antônio Lopes (Presidente), Luís César Souto de Moura (Vice-Presidente), Luciano Busatto Davi (1.º Secretário) e Paulo Bastos Soares (2.º Secretário).

Já para o Conselho Fiscal, foram eleitos Keller Dornelles Clós, Cláudio Roberto Nunes Golgo, Urivaldo Pedro Grando, Valter Luiz de Lemos e Saul Weinberg como titulares. Ficam para a suplencia do Conselho Fiscal Rodrigo Ribeiro Sirangelo, Jorge Luís Vieira da Cunha e Valdir Luís Scariot.

Para acompanhar o que aconteceu, acesse o Blog dos Conselheiros Colorados, onde os Conselheiros do Movimento INTERnetBV fizeram a transmissão do que aconteceu na reunião de hoje do Conselho Deliberativo em tempo real, direto da reunião.

HOJE! CONSELHO DELIBERATIVO AO VIVO!

POR: TIAGO VAZ

O Blog dos Conselheiros está colocando no ar uma nova forma de acompanhar o que se passa nos encontros do Conselho Deliberativo e na vida em geral do Internacional. Na verdade a idéia e dar ao INTERnauta mais uma forma de se manter atualizado e informado, com notícias e comentários "ao vivo" sobre os eventos que acontecerão no Beira-Rio.

Jogos, festas, encontros, reuniões e tudo mais que for importante para o Colorado estará sendo acompanhado neste Blog!

Tudo instantâneo! Em tempo real! Ao Vivo!


Ante-sala do Conselho Deliberativo


Confiram o blog e acompanhem hoje as notícias e informações sobre a eleição para presidência do Conselho Deliberativo do Sport Club Internacional!

http://conselheiroscolorados.blogspot.com/

Mais uma vez, os conselheiros e o pessoal do Movimento INTERnet/BV estão de parabéns!

Terça-feira, Março 17, 2009

O Gigante centenário ressurgiu

Por Luciano Bonfoco Patussi
17 de março de 2009
www.inter-clubedopovo.blogspot.com

Lembro do aniversário dos noventa anos como se fosse hoje. Na memória, lembranças tão rubras quanto o nosso coração vêm à tona como se vivesse este momento único novamente. Em 1999, o Inter chegava aos noventa anos de existência. Uma vida própria, que passou apaixonando e sendo cultuada por gerações e gerações. Uma história repleta de vitórias mas que, na época, pelos gramados do Brasil, deixava a desejar. O Inter era conhecido por ser um grande clube, de muita tradição. E só. O vermelho não brilhava nos momentos decisivos da forma como desejávamos enquanto fiéis torcedores. Naquele ano único, muitas coisas poderiam ter sido motivo de orgulho: o plano de sócios – Sócio Colorado – inédito no Brasil; a contratação de Dunga, o capitão do Tetra; a festa dos noventa anos, um belo espetáculo proporcionado pela diretoria do clube. Esperava-se a conquista de um grande título, já que a sede da torcida era de vitória. Entretanto, o que passamos nas arquibancadas naquele ano, ao ver as atuações do time em campo, foi uma verdadeira prova de amor incondicional e de persistência que somente um colorado pode saber o que significa. Não tem explicação. Aquele ano de 1999 foi um ano de provação. O último jogo do campeonato brasileiro foi contra o forte Palmeiras, campeão da Libertadores. Foi o último jogo do campeonato. O último jogo do ano. Poderia ter sido o último jogo das nossas vidas. Nas manchetes era destacada a fúria e a valentia de um gigante adormecido. Um gigante que não poderia cair. Não naquele momento. Não. Jamais.

Depois daquele aniversário, correram os anos. Dez anos. O amanhã surgiu, diria Nélson Silva, com suas próprias e sábias palavras que até hoje trazem à torcida alegres emoções. O Sport Club Internacional chega ao ano do seu centenário completamente renovado e voltado para o futuro. Estádio Gigante da Beira-Rio sendo remodelado. Plano ousado de sócios, onde a marca de oitenta mil adeptos é um feito nacional e mundial. Na sala de troféus, o Inter guarda para a história conquistas inéditas para si mesmo e para o futebol brasileiro. Em campo, torcemos não só por jogadores. Apoiamos jovens que buscam um futuro vitorioso com qualidade. Vibramos com verdadeiros ídolos. Jogadores identificados e adaptados ao clube e a cidade de Porto Alegre nos fazem vencedores. O Inter hoje tem qualidade em tudo e tem muito a melhorar – e sabe disso. O Colorado é um exemplo de administração de clubes desportivos para ser seguido por todos no Brasil. E alcançamos isso, todos juntos, com muita dificuldade. Foi difícil a transformação do clube. A profissionalização. A qualificação. A espera pelo primeiro grande título após anos. Parece um sonho. Mas não é. O quatro de abril está chegando. Estamos em 2009. A emoção vai tomando conta de todo torcedor. O gigante, aquele mesmo adormecido há anos e que no final de 1999 deu um suspiro destruidor, está de volta. Não digo que este gigante está maior hoje. Não. Nada no Sul do Brasil é, ou foi maior um dia, do que o Internacional sempre foi. Um verdadeiro Gigante. Gigante desde 1909.

Sport Club Internacional. Não nascemos por ti. Mas vivemos por ti. Nascemos para te fazer crescer e para proporcionar às novas gerações as mesmas emoções que vivemos na arquibancada de tua casa. Da nossa casa. O Beira-Rio. Gigante da Beira-Rio. Palco de vitórias, lágrimas e união. Indescritíveis e inigualáveis emoções. Próximo ao teu centenário, Inter, só quero deixar registrado meu muito obrigado. Obrigado Inter. Obrigado a quem fundou o Internacional em 04 de abril de 1909. Irmãos Poppe, hoje juntos a Nélson Silva, acima da marquise da Maior Torcida do Rio Grande: vocês deram início a um Gigante. E este Gigante, com vida própria, emociona até hoje a todos que ousam vestir o vermelho pelo menos uma vez na vida. Vestir vermelho deveria ser currículo escolar. Assim, todos saberiam a emoção que significa usar a camisa vermelha todos os dias e mostrar para o mundo inteiro o que é ser Internacional.

100 ANOS DE CLÁSSICO GRE-NAL

POR: TIAGO VAZ

Boas novas! Comecei um novo trabalho de pesquisa e resgate histórico!

O Louis do Blog Vermelho esta começando um novo projeto, chamado: Clássico Gre-Nal: Histórias Coloradas, onde ele convida os torcedores a relatar suas experiências, vivências e conhecimentos sobre os jogos do clássico ao longo destes 100 anos de rivalidade.

Segue, trecho de mensagem que recebi do Louis convocando o torcedor Colorado!

...
Quase todo Colorado tem alguma memoria especial de um Grenal seja na sua infância ou mais recentemente e chegou a hora de documentar essas histórias em Livro.

Vamos precisar cerca de 100 histórias para o livro (e já recebi cerca de 10). Se você tem uma história para contar visite o esse link para saber os detalhes sobre o projeto.

Classico Grenal: Histórias Coloradas
http://bolavermelho.blogspot.com/2009/02/classico-grenal.html

Louis Schroder
Blog Vermelho


Eu pretendo assumir a missão de escrever sobre a primeira vitória Colorada em Gre-Nal. Um chocolate de 4 x1, aplicado em plena Baixada Gremista. A primeira foi de QUATRO! Na casa deles...

O primeiro passo desta pesquisa, é resgatar os 10 primeiros jogos do clássico.
Usei as fontes oficiais do Club par montar esta lista, e com as datas e referências em punho, vou começar a pesquisa detalhada em jornais da época. As fotos ilustradas abaixo estão em exposição na sala do Dept. de Relações Consulares do Beira-Rio.

Seguem os 10 primeiros clássicos da História do Clássico Gre-Nal.


Clássico 001 - Grêmio 10 X 0 Internacional
Amistoso
Data: 18/7/1909
Local: Baixada
Gols:
Booth (G), Booth (G), Booth (G), Booth (G), Booth (G), Grünewald (G), Grünewald (G), Grünewald (G), Grünewald (G), Moreira (G)
Curiosidade: Booth é o autor do primeiro gol e também o primeiro a tocar na bola em um clássico

Clássico 002 - Grêmio 5 X 0 Internacional
Citadino Porto Alegre
Data: 17/7/1910
Local: Baixada
Gols:
Mostardeiro (G), Booth (G), Geyer (G), Moreira (G), Booth (G)


Clássico 003 - Grêmio 10 X 1 Internacional
Citadino Porto Alegre
Data: 18/6/1911
Local: Escola Guerra
Gols:
Edwin Cox (G), Vinholes (I), ???? (G), ???? (G), ???? (G), ???? (G), ??? (G), ???? (G), ???? (G), ??? (G), ??? (G) Não existem registros sobre os autores destes gols

Clássico 004 - Grêmio 6 X 0 Internacional
Citadino Porto Alegre
Data: 23/6/1912
Local: Baixada
Gols:
???? (G), ???? (G), ???? (G), ???? (G), ???? (G), ???? (G) Não existem registros sobre os autores destes gols

Clássico 005 - Grêmio 2 X 1 Internacional
Citadino Porto Alegre
Data: 15/9/1912
Local: Baixada
Galvão (I), Booth (G), Booth (G)


Clássico 006 - Internacional 1 X 2 Grêmio
Citadino Porto Alegre
Data: 8/6/1913
Local: Chácara dos Eucaliptos
Gols:
Ashlin (G), Ashlin (G), Túlio (I)



Clássico 007 - Grêmio 1 X 4 Internacional
Amistoso
Data: 31/10/1915
Local: Baixada
Gols:
Müller (I), Bedionda (I), Tulio (I), Sisson (G), Bedionda (I) 1a. vitoria Internacional

Clássico 008 - Internacional 6 X 1 Grêmio
Data: 30/7/1916
Citadino Porto Alegre
Chácara dos Eucaliptos
Gols:
Vares (I), Vares (I), Vares (I), Vares (I), Vares (I), Vares (I), Scalco (G)

Clássico 009 - Grêmio 2 X 3 Internacional
29/10/1916
Citadino Porto Alegre
Local: Baixada
Gols:
Túlio (I), Muller (I), Oswaldo (I), Sisson (G), Assumpção (G)

Clássico 010 - Internacional 5 X 3 Grêmio
Data: 10/5/1918
Citadino Porto Alegre
Local: Chácara dos Eucaliptos
Gols:
Mário Cunha (I), Mário Cunha (I), Ribas (I), Ribas (I), Guimarães (I), Lagarto (G), Lagarto (G), Pavani (G)

.. e a senda de vitórias nunca mais parou!
Fazem 64 anos que a SUPREMACIA COLORADA impera no clássico Gre-Nal.

E para muitos que acham que vamos vivenciar apenas um centenário Colorado!!!! Fiquem espertos! Em 36 anos, vamos celebrar, se Deus nos permitir, os 100 do Inter na frente do Grêmio!

Vai ser o Centenário da Supremacia!

VAMO INTER!
VAMO INTER!
VAMO INTER!
VAMO INTER! VAMO INTER! VAMO INTER!

Segunda-feira, Março 16, 2009

NOVAS FOTOS DO BEIRA-RIO SEM GRADES

POR: TIAGO VAZ

Novas fotos da Social do Beira-Rio após a retirada das grades com arame-farpado.

Esta foi uma conquista especial do Conselheiro Guilherme Mallet, autor do Blog Beira-Rio 2014 e
um dos coordenadores do Movimento INTERnet/BV (clique aqui para saber mais).






Domingo, Março 15, 2009

REFORMAS NO BEIRA-RIO E UMA NOVA VISÃO

Quando iniciei esse blog, nos primórdios de 2007, minha intenção era apenas registrar as opiniões que eu manifestava via Ouvidoria e que nunca foram respondidas. O site do Inter ostentava um esquisito e pouco explicativo projeto de modernização "tendo em vista a possibilidade de o Brasil sediar a Copa de 2014". A possibilidade de conversar com um dirigente era algo totalmente distante mesmo da minha própria imaginação.
Logo que comecei a publicar aqui no Blog aquilo que eu via de desnecessário, errado ou obsoleto no Beira-Rio, tive grande receptividade em centenas de comentários de apoio. Logo surgiu um convite para participar de um tal de "Movimento INTERnet". Aceitei e me engajei, consciênte de que eu poderia colaborar de alguma forma para civilizar o nosso Beira-Rio.
E um símbolo negativo do sonho jamais realizado de Pinheiro Borda (nosso construtor, falecido antes de completar a obra) era o arame-farpado. Uma vã tentativa de fazer um estádio ser auto gerido, sem gastar com seguranças, orientações e punições. Um objeto agressivo que não é usado dessa forma em nenhum grande estádio do Brasil, uma anomalia de arquitetura esportiva (e não é preciso ser arquiteto (como meu caso) para constatar isso.
Sem querer me alongar demais nesse "post", acho que a maioria conhece a história do Movimento INTERnet/BV, que superou sozinho a cláusula de barreira na eleição de Dezembro de 2008 para renovação do Conselho Deliberativo do Internacional, conquistando 25 vagas no Conselho e, principalmente, o respeito de seus pares.
Na última quarta-feira na minha primeira conversa como Conselheiro do Clube com o seu Presidente Vitório Píffero, lembrei de uma frase dita por ele quando da visita do Inspetor da FIFA, Walter Gagg, em Março de 2007. Naquela oportunidade, após criticas do Inspetor aos arames do Beira-Rio, o Presidente declarou na imprensa que os arames sairiam "no momento certo".
Diretor de segurança, Walter Gagg faz registros em foto para seu relatório (Cynthia Vanzella/ZH):
- Atrás de grades vejo somente prisioneiros e animais. Não torcedores - disse, após o seminário de segurança realizado na FGF.
Então perguntei ao Presidente, "a que distância estamos de tirar o arame-farpado do Beira-Rio"? E a receptividade foi imediata, "vou mandar tirar", respondeu ele. Anotou em sua agenda com interesse. Ainda argumentei que temos o jogo da Seleção Brasileira em Abril, que o arame prejudica a visibilidade do torcedor, que temos que ajeitar a casa para receber a ilustre visita e, de cara, mostrar que os colorados são civilizados, enfim, fiz um resumo de tudo que tenho argumentado nesse humilde blog da Internet ao longo desses 2 anos.
Há, ainda, muito detalhe para melhorar no Beira-Rio e que não exigem grandes investimentos, mas que ajudam a torná-lo um ambiente cada vez mais acolhedor, familiar e civilizado para as nossas familias de sócios. Mas hoje, durante a tarde, a equipe de manutenção da Vice-Presidencia de Patrimônio, pos abaixo as grades e seus arames-farpados da social, hoje 14 de Março de 2009.

Dependendo da receptividade e do comportamento da torcida, os demais setores também passarão pela mesma limpeza, o que só contribuirá para a beleza, civilidade e, o principal, RESPEITO com os torcedores que pagam ingresso e, portanto, tem o direito de assistir ao jogo sem obstáculos. Façamos também a nossa parte.



Ilustrando o texto acima, publico as imagens abaixo que mostram as barreiras contra invasão em outros grandes estádios do Brasil. No Beira-Rio, passamos um processo de talvez excesso de cautela e nosso "medo em relaxar" fez com que ao longo de 20 anos ficássemos com cada vez mais arames-farpados.
O que impede invasões é o mesmo que impede, com eficiência, o arremesso de objetos aos gramados: punição ao Clube do praticante do ato. Não fosse assim, teríamos que transformar a arquibancada em uma verdadeira jaula para evitar o arremesso de radinhos de pilhas e derivados ao gramado.
Maracanã, foto Guilherme Mallet:

Engenhão, foto Tiago Vaz:


Couto Pereira, autor desconhecido:


Arena da Baixada, foto Caio de Santi:




Grande Mallet!

Parabéns por TODA a iniciativa!!!! Criou um blog sobre o tema, se elegeu conselheiro, levou o assunto a diante com muito cordialidade, apresentou com inteligência ao Presidente e estas prestes a colher "um" dos frutos desejados lá no início! UM GRANDE TRABALHO! Estou orgulhoso por fazer parte desta trajetória! E sempre que possível .. vou continuar a fazer pelos estádios em que eu visitar ... "essa foto do fosso é especial pro Guilherme" ... heheheh! Até que a cesta esteja repleta de frutos doces como a vitória e saborosos como a conquista!

Parabéns!
Tiago

Sexta-feira, Março 13, 2009

Kléber na seleção

por Gerson Sicca
http://limponolance.blogspot.com

A convocação do lateral-esquerdo Kléber, do Internacional, para a seleção brasileira, vem em um momento em que o jogador não está mostrando todo o seu potencial. Kléber vem atuando como titular, mostrou algumas qualidades mas ainda não conquistou a torcida.
Entre as qualidades, nota-se que Kléber tem muita tranquilidade para jogar e não se assusta com a pressão adversária. Além disso, raramente deixa espaços no seu setor, praticamente inviabilizando o ataque adversário pelo lado esquerdo da defesa colorada, e tem bom passe e visão de jogo.
Por outro lado, o lateral tem subido pouco ao ataque. Raramente apoia. Isso faz com que o Inter jogue excessivamente pelo meio da defesa, tática que dificilmente dará certo contra adversários mais qualificados.
Espera-se que a convocação faça bem ao jogador. É fundamental para o Inter que ele apoie mais e auxilie o ataque pelo lado esquerdo. Limitar-se a não deixar espaço no seu setor defensivo é pouco para um lateral de seleção.
Para a seleção, o que se tem a dizer é que Kléber não está no nível que esteve tempos atrás quando jogava no Santos. Dunga deve tê-lo convocado considerando um histórico de atuações, e não apenas este ano. Às vezes fico com a impressão de que ele nitidamente evita esforço maior em partidas mais fáceis, guardando suas forças para jogos mais complicados, como o clássico gre-nal, onde ele teve boa atuação.
Mas quem agradece mesmo a convocação é o empresário Delcir Sonda, que negociou o jogador junto ao Santos e o trouxe para o Inter. Valorização certa do jogador para a próxima janela de transferências.

Quarta-feira, Março 11, 2009

INTER SEM DÓ ATROPELA BRASIL EM PELOTAS


Por: Luciano Emiliano (Garanhuns-PE)

Colorado arrasa Xavante em pleno Bento de Freitas 7 x 0.

Com uma atuação de gala na noite de ontem em Pelotas o INTER mostrou porque venceu o 1º turno e está invicto na luta pelo bi do Gauchão, foi um verdadeiro show, 7 x 0 com 6 jogadores diferentes marcando sendo dois que estavam no banco de reservas e o único a marcar dois gols foi o meia Andrezinho que substituiu D'Alessandro machucado, mostrando mais uma vez estar preparado para assumir uma vaga no time titular sempre que se fizer necessário. Os outros gols foram marcados por Alecsandro e Danilo Silva que haviam entrado no decorrer da partida e mais Nilmar, Magrão e Taison que marcou seu 9º gol na competição fechando a goleada que teve inúmeros destaques,o principal deles a força de um grupo que tem tudo para orgulhar ainda mais o torcedor colorado no ano do seu centenário.

Como é bom ser Colorado...

Segunda-feira, Março 09, 2009

QUADRO SOCIAL COLORADO SE DESTACA NO MUNDO DA BOLA

POR: LUCIANO EMILIANO (GARANHUNS-PE)


Sucesso: Inter caminha a passos largos em busca dos 100 mil associados

E o Inter segue a contagem regressiva para chegar aos 100 mil associados. Já são cerca de 78 mil sócios colorados até o final deste mês de fevereiro, o maior número da história do Clube do Povo. Nos próximos dias, o Internacional deve ultrapassar a barreira dos 80 mil associados e logo logo bater a marca do River Plate, que tem aproximadamente 82 mil sócios, e tornar-se o clube com maior número de associados na América Latina e entre todos fora da Europa.
A meta do Inter é atingir a marca de 100 mil no ano do Centenário do Clube em 2009. Só no último ano cerca de 30 mil colorados tornaram-se sócios, de todos os cantos do mundo. Os consulados Brasil afora seguem o trabalho em busca de novos associados, juntamente ao projeto Rio Grande Vermelho, que tem como objetivo ter 1% da população de cada município como sócio colorado. Se todos cumprirem a meta, serão 150 mil colorados mensalmente contribuindo com o Clube. Participe, você também, do projeto Rio Grande Vermelho! Assim, o Inter também continua com as ações de valorização ao associado, como sorteio da bola e da camisa do jogo e recentemente o sorteio especial de 50 sócios mais um acompanhante para desfilar na Imperadores do Samba no carnaval 2009, com direito à fantasia da escola de samba gratuita.
Em busca dos 100 mil sócios, o engajamento do torcedor deve ser cada vez maior. Se em 2009 os colorados repetirem o feito do ano passado, serão pelo mais 30 mil no quadro social. Com o grande número, a arrecadação do clube do coração também aumenta e possibilita a manutenção de um time forte, qualificado, com jogadores que possam manter o Inter sempre na luta pelos títulos de todos os campeonatos que disputar. Além disso, o Complexo Beira-Rio se destaca como um dos principais parques esportivos da América Latina e com o projeto de Modernização Gigante Para Sempre a casa dos colorados estará entre as mais modernas do mundo. Pronta para sediar, inclusive, os jogos da Copa de 2014 e, claro, propiciando permanentemente conforto e segurança aos torcedores. Para tanto, o Inter ainda precisou promover um ajuste na mensalidade desde este mês de fevereiro, já que o Clube estava há mais de dois anos sem corrigir os valores. O Clube também produziu um projeto de viabilidade embasado no ajuste de mensalidade para dispor de uma verba em favor da fidelização dos sócios. Essa verba contempla duas grandes ações, uma por semestre no ano de 2009.

Sócios ganharão o CD As Melhores do Ataque Colorado (foto)
Na primeira das grandes ações deste ano, os sócios serão privilegiados ao receberam junto da Revista Oficial do Inter (edição nº 36, com o jovem Taison como destaque da capa e do pôster) nos próximos dias um CD com As Melhores do Ataque Colorado I & II. Serão quase 80 mil CDs personalizados sendo distribuídos aos sócios, desta forma o Ataque Colorado e o Internacional serão pioneiros em conquistar o Disco de Ouro da música brasileira. O Inter é o único clube do Brasil que possui sua própria banda, que lança CDs com músicas exclusivas sobre o Inter, exaltando o coloradismo, os ídolos do clube, com novas versões para clássicos de uma história quase centenária e as músicas que agitam a torcida nas arquibancadas do Beira-Rio.
As Melhores do Ataque Colorado I & II inclui o sucesso 'Guiñazu', gravado pela banda e que hoje já se transformou no grito oficial do capitão do time entre os torcedores. Algumas das melhores canções cantadas pela torcida colorada nas arquibancadas do Gigante fazem parte deste CD, além de todas as composições de sucesso dos álbuns Ataque Colorado I, lançado ao final da Libertadores, e do álbum II, que desde 2007 também faz parte da trilha sonora do torcedor. A banda Ataque Colorado é formada pelos músicos colorados da banda Maria do Relento, Kako Kanidia, Peppe Joe e Guilherme Barros, e já é tradicional em grandes eventos do Inter Brasil afora. Nas celebrações promovidas pelos consulados colorados, a banda leva à festa o clima dos jogos no estádio Beira-Rio. Com essas credenciais, o CD As Melhores do Ataque Colorado I & II tem tudo para estar na trilha sonora de todos os colorados.

Você sabia?
Na caminhada rumo aos 100 mil sócios no ano do Centenário, os números no quadro social do clube só fazem aumentar. Desde o mês de abril de 2008 o Inter passou a fazer parte de um seleto grupo de clubes no mundo com maior número de sócios. Há quase um ano, o Inter aparece em nono no ranking, estando atrás apenas do River Plate nas Américas e levando em conta todos os clubes não-europeus. Os primeiros que aparecem nesta lista são Benfica (POR - 170.645 sócios), Barcelona (ESP - 157.122) Manchester United (ING - 151.079), Bayern, de Munique (ALE - 146.592), Porto (POR - 115.411) Sporting (POR - 93.702), Real Madrid (ESP - 92.793), River Plate (ARG - 82.155), Internacional (78 mil), Schalke 04 (ALE - 72.465) e Juventus (ITA - 68.287).

Clique aqui e associe-se, torcedor colorado, e faça também parte desta história de glórias!

Sábado, Março 07, 2009

EXPECTATIVA - Internacional x Veranópolis

Por Luciano Bonfoco Patussi
07 de março de 2009
www.inter-clubedopovo.blogspot.com

Taça Fernando Carvalho. Taça Fábio Koff. Estes dois troféus que significam a conquista de um turno regional. Erguê-las pode ser apenas o início de mais uma faixa estadual no peito. Cedo ou tarde, se a fórmula do campeonato gaúcho se mantiver nos próximos anos, Internacional ou Grêmio levarão para a sua sala de troféus uma taça com o nome de um grande presidente da história rival. Particularmente, flautas e deboches à parte, muito me honraria levar para casa uma taça contendo o nome de um histórico dirigente do arqui-rival.

E é com este espírito que o Internacional entrará em campo, hoje, contra o Veranópolis. A estréia no segundo turno do campeonato gaúcho – Taça Fábio Koff – é repleta de muita expectativa. Em campo, o Inter contará com jogadores que não vinham atuando, entretanto, são alguns jogadores de qualidade já reconhecida. Outros, são jovens revelações. Todos em busca de seu espaço. E isso só engrandece o espetáculo que poderá ser proporcionado ao torcedor que for na tarde de hoje ao Gigante da Beira-Rio.

Entre os concentrados para a partida, apenas quatro jogadores que vinham atuando regularmente: Lauro, Bolívar, Álvaro e Andrezinho. O provável time para logo mais deve ir a campo com:

Michel Alves – cogita-se que nesta tarde o arqueiro terá sua chance dourada de vislumbrar uma vaga no time titular do Inter. O Colorado está bem servido no gol.

Arílton – O jovem lateral-direito, contratado junto ao Coritiba, começa a lutar para alcançar um lugar de destaque no time. Mas Tite está correto ao lançar o jogador com cautela. Muitos jovens são “queimados” quando, recém chegados ao clube, são lançados como solução para uma determinada carência.

Bolívar – O atleta, que vem sendo escalado em sua posição de origem – onde nunca teve grande destaque, terá oportunidade de atuar novamente na posição em que tornou-se o “General Bolívar”, campeão da Copa Libertadores da América de 2006.

Álvaro – A tendência é que hoje seja o capitão da equipe. Um tanque no comando defensivo do Internacional.

Marcelo Cordeiro – Lateral de grande velocidade e movimentação, terá grande oportunidade para provar se realmente tem qualidade suficiente para deixar Kleber, um dos grandes reforços colorado para 2009, como opção no banco de suplentes. Quem ganha com esta sadia “briga” entre ambos é o Inter.

Sandro – O jovem capitaneou a seleção brasileira sub-20 na conquista do sul-americano da categoria, no início de 2009. É um jogador muito promissor: bom na marcação, imposição física e bom passe. São qualidades que tem tudo para ser ainda desenvolvidas ao máximo.

Rosinei – Terá oportunidade para literalmente “comer a grama” hoje e provar que estamos bem servidos com opção para a substituição do guerreiro Guiñazú, quando este não puder atuar.

Andrezinho – Como sempre, é um jogador que não aparece muito para o torcedor. Mas é uma peça de fundamental importância para o grupo do Inter. Foi uma das renovações de contrato do Inter mais “comemoradas”, particularmente falando.

Giuliano – Outro talento da seleção sub-20 campeã da América do Sul, Giuliano recém chegou do Paraná Clube e já tem mostrado seu valor. Hoje terá noventa minutos para atuar, mostrar sua qualidade e ajudar o Inter a somar três importantes pontos.

Walter – Será o terceiro jogador que foi campeão sub-20 com a seleção nacional e estará em campo hoje. Comparado por muitos a Claudiomiro, Walter tem força e é oportunista. É jovem e tem muito a crescer. Mas não deve ser cobrado por resultados imediatos, sob pena de ser “queimado” no clube.

Alecsandro – A pedido de Tite, que queria um centro-avante de força para mudar eventuais partidas, Alecsandro foi contratado. E já mudou uma difícil situação. Foi um dos principais responsáveis pela difícil vitória alcançada contra o União de Rondonópolis, em jogo que classificou o Inter para seguir na briga pelo título da Copa do Brasil. O centro-avante terá, hoje, chance para atuar desde o início do jogo.

Avante Inter, rumo ao bicampeonato gaúcho em 2009!

Inter. 100 anos. 100 mil sócios!

Sexta-feira, Março 06, 2009

BLOG DO CAMPELO

POR: TIAGO VAZ

É com muita honra que anuncio aos leitores do Supremacia Colorada o surgimento de um novo blog, na rala blogosfera dos "bons repórteres" esportivos aqui da terrinha!

Eu tenha na voz do Ernani Campelo, a imagem da credibilidade do jornalismo esportivo do Rio Grande do Sul.... jornalismo este que diariamente é castigado com "barrigadas" e linhas editoriais esdrúxulas como a utilizada por bloguistas de um certo portal azul, que já vendeu o Perdigão para o Boca Jr. e trouxeram o Andriei para ser o substituto do Clêmer .... enfim!

O Blog do Campelo está ai, com informação, opinião ... e principalmente ... CREDIBILIDADE!

Montanha! Já te falei tudo isso pessoalmente. Mas faço questão de exaltar sempre que possível.

Profissionais do teu gabarito em qualquer área são raros!

Obrigado por entrar com tudo nesta barca digital!

... e Bem Vindo a Blogosfera Futebolística!

Estaremos te acompanhando ... sem aquela "estática" gostosa da Rádio AM ... mas com a velocidade e abrangência da Internet e seus leitores de FEEDs!

Segue a postagem dele, sobre o jogão de quarta! ... e não deixem de visita o blog dele no portal esportivo, www.finalsports.com.br

PARABÉNS AO UNIÃO

O Internacional não jogou bem, os craques D’Alessandro e Nilmar não brilharam e o milionário colorado passou trabalho para eliminar o modesto Esporte Clube União, de Rondonópolis-MT. Fico feliz pelo União e mais uma vez está provado, que dinheiro e folha salarial não vence jogo por antecipação. Ajuda, mas não garante a vitória. No ano passado o Grêmio caiu para o Atlético Goianiense porque não respeitou o emergente rubro-negro goiano. O Inter, no passado, já caiu na Copa do Brasil para América-MG, Londrina, Ceará, Fortaleza e Remo, sem contar em Paraná, Paulista e Criciúma.

RECHE LANÇA ZÉ HUMBERTO NO GRÊMIO: O Luiz Carlos Reche já sugeriu: Zé Humberto para treinador do Grêmio. Não chego a tanto, mas ele segurou o Inter e fez o seu time jogar bem nas duas partidas. O Reche pegou bem, o Zé Humberto, com o modesto União e jogou com dois atacantes.

Quinta-feira, Março 05, 2009

Cento e Sessenta Minutos

Por Fábio Rosalvo Urnau

Exato, caro leitor. Cento e sessenta minutos. Não, nem tão exato assim. Mas chega a isso se considerarmos os acréscimos que os árbitros dão para compensar a bola parada, substituições e situações de jogo.

No Gre-NAL 375, que deu com méritos o título do primeiro turno do Campeonato Gaúcho (Taça Fernando Carvalho) ao Internacional, nosso Glorioso foi plenamente superior ao maior rival. O gol de empate do co-irmão, num belíssimo chute do Alex Mineiro e que contou com a má colocação de Lauro, soa até como uma injustiça perante o que o Internacional apresentou no clássico e distoa do que vinha apresentando naquele momento do jogo em particular. O placar de 2x1, como já muito ventilado na crônica despotiva regional e nacional, ficou barato.

Guiñazu levanta a taça. Com Fernando "The King" Carvalho ao lado. 22 vitórias a mais em Gre-NAL

Porém, times grandes (tá bem, eu sei, foram rebaixados duas vezes, mas consideremos o maior rival como grande justamente por ser o nosso maior rival) tendem a jogar em uma proposta mais permissiva, por mais fechados que tenter parecer ou atuar. Não deixarão de atacar, pois é o que se espera deste tipo de adversário. Nisso, ocorrem os espaços e a qualidade dos nossos homens de frente (Nilmar, D’Alessandro e Taison) aparece nestes espaços, com a técnica superior à média que estes têm, funcionando bem as infiltrações pelo meio, característica do nosso trio ofensivo.

O problema é quando temos que enfrentar times que vem completamente fechados, aqueles em que a bola bate e volta e não dá uma brecha sequer. Especialmente pelo meio, a forma preferencial de ataque do nosso time. Não se tem a possibilidade de infiltrações pelo meio em velocidade em situações como esta.

Nosso time é tão viciado nessa jogada pelo meio que em um determinado momento do segundo tempo do jogo de ontem, contra o “Rondon United” (by Thiago Marimon), um dos nossos meias estava com a bola, livre na intermediária, podendo fazer um passe para nosso lateral esquerdo contratado a peso de ouro e com toda pompa e circunstância que um lateral de Seleção Brasileira merece, que fazia uma das suas raras ultrapassagens (mas, digno de nota, mais freqüentes a cada jogo) e estando livre para fazer a jogada pelo flanco. Mas não, Giuliano preferiu tentar vencer a parede de zagueiros sozinho e, claro, perdeu a bola num passe mal feito.

Assim como chega a ser agoniante a quantidade de cruzamentos altos para Nilmar e Taison cabecearem na área. Nenhum dos dois tem o cacoete de cabeceador. Será que ninguém ainda percebeu isso? Nossa jogada aérea funciona efetivamente quando os zagueiros estão na área, na bola parada. E aí vem a menção toda especial e honrosa a Índio, que está a apenas um gol de Dom Elias Figueroa, Capitão Brander, maior artilheiro-zagueiro que já passou pelo Internacional até hoje. E foi com Índio, oportunamente bem colocado para pegar o rebote da bola que bateu na trave, que o paredão de zagueiros do União se desfez como o açúcar da mesma marca se desfaz quando colocado na água. Até então, foram CENTO E SESSENTA MINUTOS de um vazio quase constrangedor de gols contra o time de Rondonópolis.

INTERNACIONAL X UNIÃO-MT - Índio comemora o 23.º gol com a camisa Colorada, terminando com o jejum de 160' sem gols contra o União.

Menos mal que Índio fez este gol e que Alecssandro debutou com a camisa vermelha, anotando o segundo. Era capaz de o Beira Rio vir a baixo de vergonha caso o Inter não se classificasse. A superior iria ruir ao menos só de pensar em levar este jogo para decisão por pênaltis.

Menos mal que estamos classificados para o jogo contra o Guarani, em Campinas, dia 8 de abril.

Ontem não fomos displiscentes como no primeiro jogo e, ao menos no segundo tempo, fizemos aquilo que sempre deveríamos fazer para evitar os vexames contra os pequenos, tão marcantes em nossa história: sermos inapeláveis, insistentes, vorazes atrás do objetivo máximo do futebol.

É essa atitude, do segundo tempo de ontem, e que foi marcante no jogo contra o Porto Alegrense, que esperamos SEMPRE de uma equipe que é cantada aos quatro ventos como um dos melhores elencos do Brasil.

A Taça Fábio Koff deve obrigatoriamente servir para que tenhamos alternativas para enfrentar os “paredões” dos pequenos.

CRÔNICA - Internacional 2x0 União/MT

Por Luciano Bonfoco Patussi
04 de março de 2009
www.inter-clubedopovo.blogspot.com

A vitória por dois a zero, em favor do Internacional, contra o União de Rondonópolis, foi suficiente para fazer o Colorado alcançar sua vaga na próxima fase da Copa do Brasil, buscando recuperar a taça que conquistou pela única vez em 1992. E o próximo adversário será o Guarani de Campinas, tradicional clube, campeão brasileiro e que após uma péssima fase de sua história – onde esteve na terceira divisão do campeonato brasileiro em 2008 – volta à série B em 2009, para tentar recuperar seu lugar na primeira divisão nacional.

Mas o jogo desta quarta-feira não foi fácil. Esperava-se o União totalmente retrancado e sem ambição de jogar. Mas o time mato-grossense cumpriu a promessa de seu treinador, que dizia que a equipe jogaria fechada mas tentaria sair para o jogo sempre que possível, pois jogar só defendendo contra o Inter seria sinônimo de sofrimento e derrota certa. O União se defendeu como pôde, buscou – e conseguiu – tocar a bola e o Internacional tentou algumas vezes, sem sucesso, marcar seu gol. Andrezinho e Guiñazu foram incumbidos – mais ainda Andrezinho – de chegar com força ao ataque, para auxiliar D’Alessandro, Nilmar e Taison. Mas desta vez, Andrezinho – que ao meu ver é um bom jogador – esteve melhor na parte tática do que na parte criativa. Assim o primeiro tempo terminou com o zero no placar para ambos os lados.

Na volta do intervalo, o tempo passou rápido para o torcedor colorado. Cinco minutos. Dez. Giuliano no lugar de Andrezinho melhorou a equipe. Quinze minutos. Nada. Eis que Tite venceu um jogo que, teoricamente, deveria não ser tão difícil. Como àquela altura da disputa somente o Inter tentava algo na partida, Tite tomou uma decisão que nesta noite foi correta e iluminada: sacou o lateral defensivo Bolívar da equipe, colocando no ataque um centro-avante de ofício, Alecsandro. Assim o Inter ficou com o ataque tendo Nilmar flutuando pelas pontas e Alecsandro dentro da área, como referência. Como o União não atacava mais, Giuliano e Taison, com muita movimentação, passaram a preencher a lacuna deixada por Bolívar do lado direito do gramado – por vezes cobertos por Magrão.

Assim o Internacional conseguiu uma cobrança de falta próxima da área. D’Alessandro acertou a trave e, no rebote, Índio livre, de cabeça, abriu o placar. O camisa três do Inter campeão mundial cada vez mais passa a ser, além de exímio defensor, um jogador de gols decisivos. Inter um a zero. E em nova trama de velocidade do ataque colorado, a quase perfeita conclusão de Nilmar parou na trave do goleiro. A bola ricocheteou e voltou para o centro da pequena área. Aquele espaço estava habitado, naquele instante, por um camisa nove legítimo: Alecsandro, com um só toque, dominou a bola e a preparou para a conclusão. A rede estufou e o Gigante explodiu em um misto de alívio e esperança. Alecsandro mostrou a que veio. Sem goleiro. Fácil e, ao mesmo tempo, difícil. Chorado. Ao melhor estilo goleador de área. Foi uma vitória sofrida, com gols que pareciam não querer sair e chance de gol adversário no final da partida.

Entretanto, o mais importante foi a classificação do Internacional para a próxima fase da Copa do Brasil, bem como a precisão do treinador Tite ao modificar com inteligência – e uma certa dose de ousadia – uma situação da partida que começava a ficar caótica. Dizem que treinador que mexe bem na equipe o faz assim porque escalou de forma incorreta. Entretanto, nunca podemos esquecer que no futebol existe um adversário. Qualificado ou nem tanto, este oponente pode impor dificuldades que somente o treinador do time pode reconhecer e ter o poder de mudar para melhor. Às vezes, uma decisão tomada em uma fração de segundos pode modificar a história de uma competição. E foi o que Tite fez hoje. Tite mudou a equipe, venceu a partida, fez o Inter seguir vivo na Copa do Brasil e está de parabéns, juntamente com todo o elenco colorado.

Quarta-feira, Março 04, 2009

CRÔNICA - "União" colorada contra o União

Por Luciano Bonfoco Patussi
04 de março de 2009
www.inter-clubedopovo.blogspot.com

Contra o União de Rondonópolis, hoje no início da noite, no estádio Gigante da Beira-Rio, pela Copa do Brasil de 2009, o Internacional deverá arrancar em busca do título do torneio que garante ao seu campeão uma vaga na Copa Libertadores da América do próximo ano. Sim! Começa hoje para o Internacional uma dura caminhada rumo ao título da Taça Mundial Interclubes da FIFA de 2010!

Digo que hoje começa a luta pelo bi-campeonato mundial, pois a derrota em Rondonópolis, na estréia da Copa, foi simplesmente inesperada e, ao mesmo tempo, merecida. O time do Inter acabou sucumbindo no segundo tempo e o União, jogando em casa, mostrou muita motivação, alcançando um histórico resultado. Mas o colorado do Mato Grosso é um time que carece de maior qualidade. Isso ficou claro na partida em que o time, heroicamente, derrotou o Internacional.

Acredita-se que a equipe do Inter entre em campo hoje escalado com Lauro no gol. Na zaga, uma linha de quatro defensores será formada contendo Bolívar, Índio, Álvaro e Kleber, sendo que caberá a este último atacar – e muito – pelo lado esquerdo de ataque. No meio de campo, buscando cada vez mais um maior equilíbrio defensivo e ofensivo, Tite deverá escalar Magrão na primeira função defensiva – ficando mais resguardado na defesa – tendo em Andrezinho e no capitão Guiñazú as peças de maior movimentação na meia-cancha, buscando defender com organização e chegar junto ao ataque com qualidade, e mais centralizado, D’Alessandro ficará encarregado de dar o toque de qualidade ao time. Caberá ao argentino receber a bola do meio de campo, aparecer para o jogo e distribuir passes para os atacantes do time, sendo o responsável pelo toque final, antes da conclusão. Na frente, Taison e Nilmar deverão se movimentar incessantemente, buscando atrapalhar a marcação que promete ser dura e extremamente defensiva, por parte da equipe mato-grossense. E mais: deverão, na ausência de um centro-avante de força, buscar incessantemente conclusões à gol.

Particularmente, vejo que, se o Inter trabalhar bem esta partida, mostrando organização e vontade de vencer, não terá maiores dificuldades. Mas se o time não demonstrar gana, as coisas podem se complicar, mesmo contra um adversário que reconhecidamente é bem inferior, tecnicamente falando. Por isso o futebol é apaixonante. Não basta ser o melhor e merecer vencer. “As vitórias são conquistadas e não apenas merecidas”, já dizia o eterno capitão Elias Figueroa *.

A “vacina” contra o “salto alto” já foi dada para todo time do Inter, que quando ingressou no Centro-Oeste brasileiro achando que voltaria com a vaga assegurada, voltou de lá com uma derrota justíssima. Agora, resta ao treinador Tite colocar o time em campo, motivar os atletas mostrando a importância desta partida em específico e desta competição e ir para cima do União de Rondonópolis, com muita organização, força, vontade e gana – com todo o respeito que esta equipe, como qualquer outra, merece.

Colorados, agora é o momento de unir todas as forças, torcer, vibrar e ajudar o Internacional na campanha rumo ao bi-campeonato ** da Copa do Brasil!




* Elias Ricardo Figueroa Brander, chileno de Valparaíso, foi capitão do Internacional. Um xerife da defesa colorada. Penta-campeão gaúcho (1972 até 1976) e bi-campeão brasileiro (1975 e 1976), Figueroa foi o autor do gol do primeiro título nacional conquistado por uma equipe gaúcha: o campeonato brasileiro de 1975. Entre tantos títulos e prêmios conquistados – tanto no Inter como em seus outros clubes – Figueroa está escalado na “Seleção da América do Sul de Todos os Tempos” em eleição feita com cronistas esportivos de todo mundo. Nesta “seleção”, o chileno está escalado ao lado de outros dez “gênios”, entre eles Di Stéfano, Maradona, Garrincha e Pelé.

** O Internacional venceu a Copa do Brasil em 1992. Após dezessete anos e muitos “tropeços” nesta competição, o Colorado luta em 2009 pelo bi-campeonato do certame.

Fonte de referências de parte dos dados coletados e descritos nesta crônica: website “wikipedia”.

ALERTA VERMELHO...

POR: LUCIANO EMILIANO (GARANHUNS-PE)
http://coloradodegaranhuns.blogspot.com/

Inter tenta mudar sina contra times menores na competição nacional. Torcedores não esquecem eliminações para Criciúma, Londrina, Ceará...

O torcedor colorado tem calafrios ao lembrar do histórico do Inter na Copa do Brasil contra clubes menores que ele. A equipe gaúcha conta com uma vistosa coleção de micos no torneio nacional. Em pelo menos nove edições, o time vermelho foi eliminado para rivais visivelmente inferiores. E agora corre o risco de repetir a dose. O primeiro jogo contra o União Rondonópolis-MT terminou com placar de 1 a 0 para o oponente. A volta é nesta quarta-feira, às 19h30m, no Beira-Rio. Para avançar, a equipe de Tite precisa ganhar por dois gols de diferença. Atentos às derrapagens anteriores, os vermelhos garantem que desta vez será diferente. A eliminação mais doída para os torcedores do Inter certamente ocorreu em 1999. O técnico Paulo Autuori formou um time bom, com pinta de que poderia ser campeão. O Colorado chegou até as semifinais. O adversário foi o Juventude. No primeiro jogo, em Caxias do Sul, empate por 0 a 0. A vaga na final parecia próxima do clube vermelho. Aí teve o jogo do Beira-Rio. E o Inter levou inacreditáveis 4 a 0. Foi uma noite trágica para os colorados. Mas há outros papelões. O primeiro foi em 1990, com queda já na primeira fase para o Criciúma. Primeiro vitória por 1 a 0, depois derrota por 2 a 0. Em 1993, o algoz foi o Londrina. O Inter empatou por 1 a 1 no Paraná e fez a façanha de levar 1 a 0 no Gigante. Um ano depois, nova queda, desta vez para o Ceará. A derrota de 1 a 0 em Fortaleza tornou inútil a vitória por 2 a 1 em Porto Alegre. O time gaúcho foi eliminado por causa do saldo qualificado.
Mais um ano, mais uma eliminação difícil de engolir. Após empate por 1 a 1 com o Paraná em Curitiba, o Inter repetiu o que fizera contra o Londrina e perdeu por 1 a 0 em casa. Em 1998, o tropeço foi diante do América-MG, nos pênaltis, depois de derrota e vitória pelo mesmo placar, 1 a 0. Em 2001, foi a vez do Fortaleza. O colorado levou 1 a 0 como visitante e depois não saiu do 0 a 0 como mandante. Dois anos depois, já com Fernando Carvalho como presidente, o time vermelho caiu para o Remo. Perdeu por 1 a 0 no Pará e ganhou por 2 a 1 no Beira-Rio, sendo eliminado no saldo qualificado. Por fim, em 2005, voltou a se dar mal nos pênaltis ao ser eliminado pelo Paulista, que seria o campeão daquela edição. O histórico não é ignorado pela diretoria. Fernando Carvalho, atual vice de futebol, já comentou que recorda bem as eliminações coloradas para times menores. - Não esqueço do Londrina, do Ceará, do América-MG. Temos que evitar que se repita, e é com muito respeito ao adversário que agiremos - disse ele.

Então torcedor Colorado, vamos fazer a nossa parte e acabar de uma vez por todas com essa história de micos na Copa do Brasil, lotem o Gigante e mostrem junto com o nosso time toda força do nosso INTER Campeão de Tudo, porque a União do torcedor com o time Colorado é muito superior a qualquer outra União, inclusive essa do MT.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/

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