Sábado, Fevereiro 28, 2009

Futebol-Aholics (Parte 2)

POR: TIAGO VAZ

Muito boa uma postagem escrita pelo Davi - de Angola, no BV, último dia 25/02.
Transcrevo parte dela aqui ...

Todo o dia é a mesma rotina. Um, dois, três jornais. Correio do Povo, Zero Hora, Diário Gaúcho. Quatro, cinco, seis, sete sites esportivos. Globo Esporte, Final Sports, seção de esporte do Terra e do Uol. Oito, nove, dez, onze blogs. Blog Vermelho, Arena Vermelha, Vamo Vamo Inter, Supremacia Colorada.

Blog do Arnaldo, Blog do Wianey, Blog do Nando Gross, Blog Colorado, Olhar Crónico Esportivo, Blog do PVC, Jogo Aberto (um dos meus favoritos), Placar, Lancenet, Futebol Negócio, Blog do Mauro Beting, Blog do Alberto Helena Jr… Ufa, perdi a conta!

Futebol espanhol, italiano, inglês, francês, alemão. Argentino, angolano (!!!), africano, europeu. De reprises a jogos ao vivo, traço todos, não sou nenhum um pouco exigente.

Para conferir na íntegra, clique aqui.


Hoje eu fui parar para ver a quantas anda meu "vício" por informações e notícias na Web ...

... e tomei um susto!!!!

Enquanto o "viciado" Davi lê dez, onze blogs, eu estou acompanhando a incrível marca de 286 endereços na Internet diariamente. Atualmente, são 21 blogs diariamente atualizados só sobre o Inter!!! Outros 14 sobre futebol em geral (selecionados com critério) e mais 8 blogs sobre outros esportes. Sobre Produção Musical, meu segundo tema "não profissional" preferido, estou seguindo 32 endereços!

Falando em assuntos profissionais, tenho uma outra estratégia para me manter informado e ela não passa pelo acompanhamento de notícias do setor, mas sim pela troca de experiências... também utilizando a Internet.

Por mais incrível que pareça, só em portais de notícias "quentes" do Brasil e no mundo, neste momento são... 14 portais me alimentando diariamente de informações diversas...

Nossa, tenho que ficar ligado pra não ficar doidão .... hehehhe

Mas brincadeiras a parte. Faço tudo isso consumindo minutos do meu dia. Desde que inventaram o "agregador de feed", meu mundo de informações nunca mais foi o mesmo. Você já parou para "reinventar" o seu mundo de informações???? Ensinei meu pai estes dias .. e o véio não vive mais sem os feeds instantâneos e quentinhos!

Bá Davi!

Temos o mesmo vício! Hehehehhe

Então me diga.

Qual teu agregador de feed preferido?

Podemos trocar um "opml".... (junk)...

heheheh

Os agregadores são programas que organizam as informações que são vistas de forma final pelo usuário. Tais programas são receptores de RSS Feed, uma tecnologia que permite a distribuição/recebimento de conteúdo (texto, som, vídeo) sem a necessidade de acessar um website para poder recebê-lo. Por exemplo, o iTunes, player de música da Apple, a partir de sua versão, 4.9 - o menu Podcast, no qual você pde inserir arquivos XML que direcionarão seu agregador até a distribuição de notícias do portal tal, ou o podcast da rádio tal.

Sexta-feira, Fevereiro 27, 2009

BOA VITÓRIA EM CASA!

POR: TIAGO "COLORADO IMPERADOR" VAZ

Estive presente no Beira-Rio ontem para conferir (como sempre) o Colorado, nesta feita diante do Novo Hamburgo, ou carinhosamente ... o Nóia.

Nilmar de "bota pra dentro" e D'Ale batendo penal garantiram o Inter na final do primeiro turno. Quase acertei os gols que escrevi ontem nos comentários do Luciano (2 do Nilmar).

A notícia ruim da noite. D'Alessandro não vai jogar final... pois levou o terceiro cartão amarelo.

Provavelmente vai ser Gre-Nal, mas não está descartado um confronto com o Veranópolis. Uma coisa é certa. A final da Copa Fernando Carvalho será no Beira-Rio.


Inter decidirá o título da Taça Fernando Carvalho no próximo domingo. Foto: www.internacional.com.br

Os jogadores e a comissão técnica estão de parabéns, com aproveitamento exemplar, ataque mais positivo, defesa menos vasada, goleador do campeonato .. e muito mais, o Sport Club Internacional fez por merecer a disputa do título que leva o nome de nosso maior presidente nos tempos modernos. Fernando Carvalho.

E a torcida quer gritar... de novo... de novo... de novo ....

É CAMPEÃO!


Imperadores do Samba e Inter: vermelho e branco em dose dupla

por Gerson Sicca

O Inter não tem jogado lá essas coisas e vem mostrando a cada jogo as mesmas deficiências de 2008, mas, mesmo assim, a primeira taça de 2009 já está no armário, conquistada no carnaval de Porto Alegre.
A escola de samba Imperadores do Samba(na imagem, os leões da escola vigiam o símbolo do Inter), cujas cores são as mesmas do colorado, possui uma histórica relação com o clube. Prova disso é a própria proximidade: a sede da escola de samba fica ao lado do estádio Beira-Rio. E neste ano a escola apresentou como tema os seus cinquenta anos e o centenário do Inter. Um enredo que orgulhou os colorados e deu o título de campeã do carnaval de Porto Alegre à Imperadores do Samba.
A relação do Internacional com a Imperadores do Samba é mais uma evidência das raízes populares do clube. Afinal, o carnaval é uma festa popular fortemente influenciada pelos nossos afrodescendentes, historicamente discriminados pela cor da pele e pela desigualdade econômica. E em Porto Alegre esse grande contingente da população sempre teve um caso de amor com o Inter.
Por falar em afrodescendência, interessante uma reportagem publicada na revista do Inter sobre Nelson Silva, o compositor do hino colorado. Ele era carioca e torcedor do Flamengo. Veio ao Rio Grande do Sul para fazer shows com um conjunto do qual participava. Acabou ficando por aqui. Certo dia o Grêmio iria jogar contra o Flamengo. Nelson comprou ingresso e foi ver seu time jogar. Foi barrado na entrada do estádio por ser negro. Devolveram-lhe o dinheiro do ingresso e disseram-lhe que não poderia entrar no estádio devido à cor da sua pele. Isso foi em 1946.
Depois disso Nelson Silva aproximou-se do Internacional, tanto que apaixonou-se pelo clube. Fez o hino e tornou-se colorado.
Nelson Silva, assim como a Imperadores do Samba, são provas de que o Inter é um clube genuinamente popular e brasileiro, o que deve ser um grande orgulho de toda a nação colorada. Por essas e outras que sou um saudoso da coréia: acredito que a fórmula atual de valorização dos sócios não deve ser incompatível com um projeto popular. Basta criatividade para resolver essa aparente antinomia.
Samba e futebol, marcas eternas na nossa brasilidade.Parabéns à Imperadores do Samba, e que o colorado tenha a mesma sorte em 2009!
Para ver imagens do desfile clique aqui.

Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009

DEBATE - Internacional x Novo Hamburgo

Por Luciano Bonfoco Patussi
26 de fevereiro de 2009
www.inter-clubedopovo.blogspot.com

O Internacional entrará em campo hoje com diferenças na equipe que vinha atuando há algum tempo. Sem Alex, vendido ao futebol russo, D’Alessandro passará a ser o único jogador com características fortes de armador do meio-campo colorado. Deverá ser assessorado nesta tarefa por jogadores vindos de trás – Kleber, Guiñazú e Magrão – e também por Taison, que está orientado por Tite para buscar o jogo – mas também jogar ao lado de Nilmar. Assim, o Internacional enfrentará o Novo Hamburgo, no Beira-Rio, em busca de uma vaga na decisão do primeiro turno do campeonato gaúcho de 2009 – Taça Fernando Carvalho.

Acredito que o time começa a tomar forma com essa escalação. Eu acreditava, anteriormente, que a equipe deveria jogar com dois meio-campistas mais avançados e com dois atacantes. Mas a derrota em Rondonópolis, para o fraco União, causou dúvidas. Uma delas diz respeito aos três volantes. Passei a analisar e acreditar que a equipe colorada ficará mais equilibrada, ainda mais jogando com três volantes do estilo de Sandro, Magrão e Guiñazú – independentemente do posicionamento, os três sabem jogar. Eles não são o tipo de jogador que apenas está escalado porque “rosna” e “come grama” na frente da defesa. Eles sabem jogar e isso poderá facilitar o novo esquema de jogo adotado. Mas ainda assim, vejo ainda duas situações que deveriam mudar para o time ficar mais compacto e mais equilibrado em todos os setores.

PRIMEIRO: Quando são escalados três volantes e apenas um armador no meio-campo – mesmo que os cabeças-de-área saibam jogar com qualidade – é muito importante o time ter o apoio qualificado dos laterais – pelos dois lados do campo. Bolívar pela lateral direita, assim como era Marcão pelo lado esquerdo, compõe muito bem o sistema defensivo em uma linha com quatro zagueiros, que foi utilizada por Tite com sucesso na Copa Sul-Americana de 2008. Isso porque a formatação tática dos times estrangeiros também ajudou no sucesso da linha de quatro defensores do Inter. Mas no futebol do Brasil é diferente. Quando a equipe passa a ter apenas um armador de ofício, é fundamental o time ter a passada com qualidade dos dois laterais no apoio ao ataque. E todos sabem, Bolívar na lateral direita pode ser sinônimo de defesa forte no lado direito e, ao mesmo tempo, de “hectares de campo vazio” pelo setor direito de ataque.

Talvez fosse o momento de a direção do Internacional investir na contratação de um lateral direito formado. Um jogador que chegue e vista a camisa dois titular do Inter. Um jogador bom na defesa e bom no apoio. Assim, as apostas Arílton e Danilo teriam mais tempo para evoluir e para não “se queimar” com o torcedor. Quando no início do ano, em debates na Internet, eu citava Wagner Diniz e Ruy como sendo jogadores com contrato encerrando ao final do ano – e que poderiam ser contratados gratuitamente, muitos diziam que eles não serviam para o Internacional. Um deles parou no São Paulo. O outro, parou no rival Grêmio, sendo uma das principais figuras do time comandado por Celso Roth. Por isso insisto: O Internacional precisa trazer um lateral direito com qualificações ofensivas. Disso dependerá parte do sucesso coletivo do novo esquema de jogo de Tite.

SEGUNDO: A escalação de um centro-avante é primordial. No time dos anos 70, brilharam Claudiomiro, Flávio e Dario. No final dos anos 80, Nilson era o goleador colorado. Nos anos 90, tivemos em Gérson e Christian figuras notáveis. Na atual década, Fernandão – mesmo as vezes cumprindo funções defensivas no meio-campo – foi um camisa nove de causar inveja e fazer história. Assim sendo, acredito que a escalação de um centro-avante – Alecsandro ou o próprio Walter – dê à equipe colorada o toque de qualidade definitivo para a finalização das jogadas. Sobraria um bom jogador. Talvez Taison. Talvez um dos volantes. Mas na nova concepção de jogo do Inter, Taison acabaria sobrando para a entrada de um centro-avante. Nilmar e D’Alessandro ficariam – em um primeiro momento – escalados. E Taison seria o reserva que qualquer treinador poderia querer em sua equipe. Um meia-atacante para entrar no time no decorrer de todos os jogos – e mudar resultados. Um jogador que evolui dia-a-dia em todos os possíveis quesitos para um jogador de posição avançada.

Sábado, Fevereiro 21, 2009

Luigi participa de ciclo de palestras do INTERnet/BV

POR: MOVIMENTO INTERNET/BV

As inúmeras etapas que envolvem a preparação de um jogador até sua chegada ao elenco dos profissionais do Sport Club Internacional foi o tema da palestra de Giovanni Luigi, diretor de futebol e ex-vice-presidente da pasta na atual gestão colorada, apresentada na terça-feira, dia 17 de fevereiro, a mais de 45 integrantes do Movimento INTERnet/BV.

O evento fez parte de mais uma edição do ciclo de palestras temáticas promovidas pelo Movimento INTERnet/BV com o objetivo de capacitar e qualificar seus integrantes. Na primeira edição, realizada no dia 29 de janeiro, o grupo recebeu Eduardo Pesce, representante da Reebok, fornecedora de material esportivo de Inter, Cruzeiro e São Paulo, que falou sobre a relação da empresa com o clube.
Embora fechado para o público externo, o ciclo de palestras temáticas visa construir um movimento mais profissional, organizado e atento à gestão .... continue lendo.

O NOVO CAMISA 10 DO INTER

Por Luciano Bonfoco Patussi
21 de fevereiro de 2009
www.inter-clubedopovo.blogspot.com
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=29755&tid=5305010820812207968&na=4

No futebol, a camisa 10 de uma equipe tem uma tradição histórica e de glória. Geralmente, cabe ao cérebro da meia-cancha de um time vestir a camisa 10, sendo a referência de qualidade técnica de todo grande esquadrão. Bom passe, boa conclusão, qualidade técnica, composição tática. Assim é o camisa 10 de uma boa equipe. Assim deve ser. Assim era Alex. Alex chegou ao Internacional em 2004, sendo uma aposta mortal e certeira de Fernando Carvalho. Aos poucos e com muita dificuldade devido a seguidas lesões sofridas, Alex foi assumindo seu lugar na equipe do Inter e na história do clube. Lesões. Superação. Títulos. Golaços. Seleção. Mais títulos. Mais títulos ainda. Quase cinco temporadas e oito faixas no peito. Mais golaços. Qualidade técnica. Sabedoria com as palavras. Alex sabe ler os acontecimentos de uma partida e contar isso tudo em uma entrevista. A mesma inteligência que demonstra com as palavras, Alex demonstrou nos gramados, a serviço do Inter. Terá sucesso no Spartak Moscou, o clube mais popular da Rússia. Assim como é o Inter no Rio Grande. Origem popular! Ambos vermelho e branco. Por isso Alex não foi para um maior centro do futebol europeu. Talvez esteja escrito nas estrelas que Alex precisa ajudar a torcida de um clube com origem popular – como o Inter – a voltar aos seus tempos de vitória. E assim fará, com golaços. Com grandes atuações. Com liderança. Com títulos. Ao Alex, fica meu particular desejo de sucesso em seu novo clube e um sincero muito obrigado pelo futebol por ele apresentado e que encheu os olhos de todos os torcedores colorados e brasileiros amantes do bom futebol!

Devemos agradecer. Sim, eu acredito que devemos saudar a passagem de Alex pelo Inter. Um verdadeiro camisa 10. Enquanto torcedor, vi a camisa 10 colorada sendo vestida por Marquinhos em 1992. Foi um de meus primeiros ídolos no Inter. Grande Marquinhos, campeão do Brasil. Marquinhos tinha muita qualidade. De lá para cá, muitos atletas vestiram a camisa 10 vermelha. Entre eles, Clayton. Marcelo “Padeiro”. Tim. Nenhum deles eram bons para a posição. Longe disso. Ídolos? Nem pensar. Diferenciados? Nada. Todos estavam próximos de serem execrados pelo torcedor, devido ao seu futebol mediano, que estava aquém de nossa expectativa. Por isso, Marquinhos foi importante. Por isso, comemoramos muito quando Alex passou a atuar, com maestria, com a camisa 10 do Inter, e honrar o que ela representa na história. Foram quase cinco anos. Passou rápido. É momento de passar a gloriosa numeração para algum outro ídolo. Sem mágoa nem ressentimento.

Se D’Alessandro quiser, a camisa 10 é dele! Ele deve ficar com a 10, com a 15, com a numeração que ele quiser. Entretanto, ele é o jogador mais qualificado, disparadamente, para ser o novo ícone do meio campo colorado. Vestido com a 10. D’Alessandro deve aceitar a camisa 10. Ele precisa fazer isso! O craque argentino, que na infância era fã do uruguaio Rubén Paz – que também brilhou no Inter, nos anos 80 – tem tudo para ser o novo camisa 10 do Inter e fazer história no Beira-Rio. Com belos passes, dribles desconcertantes, golaços, catimba, atuações memoráveis. Assim, D’Alessandro será o novo camisa 10 do Sport Club Internacional. Em pouco tempo vestido com o manto sagrado, já é possível ver o tipo de jogador que D’Alessandro é. Ele não é o cara mais “metido” do mundo, como todos por aqui falavam. Ele é marrento, sim. Mas ele é simples. Ele é simplesmente D’Alessandro. Seja contra o São José, contra o Grêmio, contra o São Paulo ou contra o Boca Juniors. Ele é ele mesmo. Sempre. Aliás, nem sempre. Em jogos, digamos, menos interessantes, ele não aparece muito. A qualidade não é tão destacada. É uma falha, realmente. Mas quando o Inter mais precisa, ele joga demais. Dá passes precisos. Marca golaços. Assim foi nas fases decisivas da Copa Sul Americana de 2008. Assim foi nos jogos contra o Grêmio, maior rival colorado. Esse é D’Alessandro. Este é o jogador que deve – e merece – vestir a camisa 10 do Inter a partir deste momento. Assim deve ser. D’Alessandro deverá ser o camisa 10 do Inter no ano em que o clube completará 100 anos de uma bela e gloriosa história. D’Alessandro será o camisa 10 que o Inter merece em um ano tão importante quanto este que vivemos.

Saudações coloradas à todos! Força Inter!

Sport Club Internacional! 100 anos! 100 mil sócios!

Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009

DEBATE - Alex, Ulbra e o padrão tático do Inter

Por Luciano Bonfoco Patussi
20 de fevereiro de 2009

ALEX – Parte da imprensa anuncia o fato de Alex estar quase vendido ao futebol russo. Falta apenas o “já famoso fax” de autorização ser enviado pelos europeus. Fatos como este – anúncio de quase venda de algum importante jogador colorado – já ocorreram umas oitenta e sete vezes de 2006 para cá. É o preço que se paga por ser organizado, ter qualidade e conquistar títulos. Mas, se de fato, Alex – desta vez – sair para jogar no exterior, fica registrado o agradecimento da torcida colorada pelos seus quase cinco anos de Inter, por seus golaços e pelas oito taças no armário. É, Alex fez história! Sucesso à Alex, embora esteja supostamente partindo para um centro menos desenvolvido do futebol europeu. Isso “se” estiver partindo, de fato!

DERROTA EM RONDONÓPOLIS/MT – Eu sou uma das pessoas que mais defendo – ou defendia – o Internacional jogando com dois meio-campistas de maior qualidade ofensiva, unidos a dois atacantes – um de movimentação e um outro mais de área. Para isso, Bolívar seria o lateral, fechando mais a defesa. Com a derrota em Rondonópolis, para o União, na estréia da Copa do Brasil 2009, aliada à provável venda de Alex, fica uma dúvida no ar: não seria melhor o Inter ser escalado com dois laterais de maior qualidade ofensiva – Kleber pela esquerda e o jovem Arílton pela direita, tentando mostrar a que veio, com o jovem volante Sandro centralizado sendo o pilar defensivo do time, tendo Magrão e Guiñazú se revezando ofensivamente e defensivamente, sendo D’Alessandro o responsável pela criatividade do meio-campo do time, com Nilmar posicionado mais pelas pontas e um centro-avante (Alecsandro ou Walter) centralizado dentro da área? Muitos vão dizer: e o Taison, que está “gastando a bola”? Realmente, o “guri” está jogando demais. Diria que é a melhor figura do time neste momento. Bom, aí neste caso sairia do time Sandro e Bolívar deveria ser o lateral do time, enterrando de vez todas as possibilidades de qualidade ofensiva no apoio pelo setor direito. Ao meu ver, está no momento de compactar o time dessa forma, com Taison – mesmo em grande fase – sendo opção como o 12º jogador titular de uma equipe que possui boas opções no elenco. Além disso, dois laterais de bom apoio, com três volantes com qualidade ofensiva e de passe no meio campo, mais um meio-campista de armação, um ponteiro e um centro-avante dariam ao time uma compactação defensiva maior, com melhores opções de saída organizada para o ataque – tanto pela direita, como pelo meio ou pela esquerda. Isso tudo se considerarmos como verdadeira a notícia da septuagésima nona venda de Alex para o futebol do exterior em apenas cinco anos.

ULBRA – Ficou definido o adversário do Internacional nas quartas-de-final da Taça Fernando Carvalho, equivalente ao primeiro turno do campeonato gaúcho. A Ulbra, de Canoas – que decidiu o estadual de 2004 contra o mesmo Inter, será o adversário colorado em jogo único nesta fase. O Internacional está a três jogos (todos no Gigante da Beira-Rio) de garantir presença na final do campeonato gaúcho – tendo chances de, se conquistar o segundo turno, vencer o campeonato estadual por antecipação. Mas para isso, muito respeito com os adversários e organização tática serão fundamentais. Alô, Sr. Adenor! Tite, tens ao seu dispor uma equipe de trabalho de causar inveja a qualquer treinador sul-americano e mundial!

Por enquanto, era isso. Fica a opinião exposta para debate! Um ótimo carnaval à todos!

Saudações coloradas!

Inter – 100 anos. 100 mil sócios!

Alex estaria sendo negociado para o Spartak de Moscou


POR: LUCIANO EMILIANO (GARANHUNS-PE)
http://coloradodegaranhuns.blogspot.com/

Segundo informações da SporTV, o meia e atacante Alex do Internacional teria sido vendido para o Spartak de Moscou. O jogador sairá imediatamente para o clube russo, pois a janela de negociações com aquele país segue aberta. Alex deverá fechar um contrato de cinco anos e o clube gaúcho receberá um valor em torno de € 5 milhões pela transação.

A direção do Inter nega qualquer negociação neste momento, mas, segundo a rádio Guaíba, os dirigentes estariam aguardando um documento oficial dos compradores para fechar o negócio e anunciar a saída de Alex.

Fonte: http://www.finalsports.com.br/03/inter.php




Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009

Um Fiasco Necessário

Por Fábio Rosalvo Urnau

Que volta de férias.

Passei vinte dias em Santa Catarina, na casa da minha mãe, curtindo a minha futura esposa e nosso filho, alheio ao “universo virtual”, apenas acompanhando o que dizia o Correio do Povo que diariamente chegava na minha casa lá. Estava satisfeito, via os lances e melhores momentos dos jogos na internet quando dava, parecia que o time engrenava. Aqueles que foram contratados para serem titulares se firmando, os que antes eram incontestáveis tendo que mostrar valor, pois material humano não faltava.

Tudo corria bem, até ontem à noite.

Foi um fiasco. Isto mesmo. Não existe desculpa. Foi sim um fiasco retumbante a derrota do Internacional frente ao modestíssimo União, da cidade de Rondonópolis, no longínquo Mato Grosso, pela Copa do Brasil na noite de ontem.

Não foi a falta de Alex, não foi cansaço de viagem, talvez o calor tenha colaborado com o segundo tempo mais medíocre que vi o Internacional fazer, talvez, no Século XXI. E olha que o começo dele não foi nada de muito excepcional.

Confesso que até eu, macaco velho e partidário ferrenho da precaução e do anti-salto, já dava o jogo como favas contadas. Tinha em mente um texto quase pronto desde ontem de manhã cedo, um texto para meu retorno de modo a comemorar mais uma goleada, uma classificação antecipada, tudo dentro da naturalidade que deveria acontecer.

Mas não, não foi assim que aconteceu. O futebol não é assim. Não como o Inter jogou no segundo tempo. Foram dois jogos absolutamente distintos. Sim, pois no primeiro tempo ao menos se criou uma que outra chance de gol. No segundo tempo se criou um NADA, em maiúsculo e em negrito mesmo, bem destacado. Um nada produzido pela displicência, negligência e principalmente pela SOBERBA VITORIANA que um time que tem Fernando “The King” Carvalho como Rei do Vestiário NUNCA, jamais, produziu. Um nada que foi penalizado pelos deuses do futebol com um gol do União e, para terminar com chave de ouro a penalização destes ao Internacional, com uma bola na trave do gol defendido por Lauro no fim do jogo que poderia tornar o fiasco mais retumbante ainda.

Mas agora, quase 20 horas após o término do jogo no Mato Grosso, vejo que talvez tenha sido uma derrota necessária. O clima de oba-oba, aquele que sempre destrói qualquer pretensão de qualquer equipe por melhor tecnicamente e por mais entrosada que ela seja, se desfez.

Não se ganha futebol sem jogar.

Por este motivo o fiasco de ontem foi necessário. Para mostrar aos nossos jogadores que sem luta, sem vontade, sem QUERER ao menos, o que se produz é um sonoro NADA.

Que esta derrota traga de volta o “sangue nos olhos” dos nossos jogadores.

Para isto, talvez, tenha sido um fiasco necessário.

CURTAS

  • Confesso que não entendi a saída do Marcão pro Palmeiras. Jogou o GreNAL, fez uma das melhores atuações pelo Internacional há menos de duas semanas e agora é liberado assim para o Palmeiras?
  • Não entendi mais ainda a liberação do Gustavo Nery também para procurar clube. É um jogador versátil e que pode jogar no meio-campo. Precisamos de grupo e com alguma qualificação mínima. Não é o jogador dos seus tempos áureos, mas pode sim contribuir.
  • Taison está arrebentando em campo. Mas ontem sumiu nos últimos 30 minutos de jogo, depois de ter a bola do jogo e dar uma de Taison, versão 2008. Não é hora de dar uma folguinha pro garoto não ficar queimado com a torcida que se acostumou mal com ele no papel de goleador?
  • Acho que terei que rever meu conceito sobre a formação do meio-campo do Inter. Sempre preferi um meio mais aberto, como está sendo usado. Mas creio que está mais do que na hora de testar o Sandro na função antes feita pelo Edinho pra poder liberar mais os laterais. Para jogo contra times fechados não tem jeito, só pelas laterais pra sair alguma coisa.
  • A pergunta da semana e que não quer calar: porque o volante Paulinho seria emprestado para o Caxias e agora especula-se que ele seja emprestado pra algum time paranaense ou paulista?
  • Uma saudação toda especial de boas vindas ao Luciano Emiliano, Colorado de Garanhuns-PE, que se juntou neste período de férias à equipe do Supremacia Colorada. Até na cidade natal do atual Presidente da República o Colorado Internacional se faz presente. Parabéns e muito sucesso.

DEU ZEBRA INTER PERDEU NO MATO GROSSO INVENCIBILIDADE DO ANO

POR: LUCIANO EMILIANO (GARANHUNS-PE)

ONTEM O UNIÃO DESFEZ A FORÇA DO COLORADO, E VENCEU POR 1 X 0.


O jogo de volta está marcado para o dia 4 de março, no Beira-Rio. O Colorado precisa vencer por dois gols de diferença. O time de Rondonópolis joga pelo empate ou até mesmo por uma derrota por um gol, desde que faça um gol em Porto Alegre. Se ganhar de 1 a 0, o Inter leva a decisão para os pênaltes.

Quanto ao jogo prefiro não comentar... vou fazer como meu filho quando estávamos na Ilha do Retiro ano passado e o INTER perdia por 1 x 0 para o atual Campeão da Copa do Brasil. Ele virou para mim e disse " Painho não tá na hora da gente cantar aquela música do INTER " aí eu pergunte qual Fábio Lucas? e ele respondeu aquela que fala assim:

Sou... Sou colorado até morrer,
Não me importa o que acontecer
Pra cima deles meu inter
Vamos lutar vamos vencer!!!



Até porque o que importa para nós é a classificação, se fosse em um jogo só seria ótimo como não deu, que seja em dois, só fica a lição de que só com nome não se ganha mais jogo.
Pelo menos o pessoal do União terá o privilégio de conhecer o Gigante da Beira-Rio, e olha dá até inveja pois esse é meu sonho e não tem condições para realizá-lo.

Saudações Coloradas Aqui de Garanhuns-PE.
http://coloradodegaranhuns.blogspot.com/

Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009

Fiasco no Mato Grosso

por Gerson Sicca

O Internacional foi hoje uma desgraça total. Lento, previsível, sem vontade de jogar. O União Rondonópolis, sob a liderança do veterano Odivan, conseguiu parar o ataque colorado. Nilmar não apareceu, e Taison pouco participou do jogo. D´Alessandro fez sua pior partida desde que chegou ao Inter.
A falta de vontade e o salto alto foram punidos, pois os deuses da bola não gostam da soberba. Aos 35min do segundo tempo, em uma jogada de escanteio a bola sobrou para o jogador Diogo que só tocou pra dentro da rede. 1 a 0 União Rondonópolis. E poderia ter sido pior: aos 45 o time da casa meteu uma bola na trave.
Com isso, o Inter mostrou os mesmos problemas do ano passado. O time tem jogadores com boa técnica mas não consegue ser uma equipe forte e com objetividade.
A Copa do Brasil parece ser uma maldição para o Inter. O colorado depois de 1992 não conseguiu mais comportar-se na competição como time grande. Ou talvez seja o contrário: o time joga como se fosse o Manchester e acaba quebrando a cara. Quem sabe o que falta seja um pouco de humildade e espírito de várzea para ser campeão da Copa do Brasil.

A EVOLUÇÃO DA MARCA

POR: TIAGO VAZ


Campanha oficial de Marketing errou feio na trajetória
do distintivo do Sport Club Internacional.

Agora parece que melhoraram, mas assim mesmo, alguns erros graves ainda estão presentes na página que conta a Evolução do Escudo do Inter no Site Oficial do Club. Mas já foi um começo.

Com a intenção de aprofundar o debate e assim registrar com o devido merecimento a evolução do nosso distintivo ... da nossa marca ... do nosso símbolo, apresentarei aqui no Supremacia Colorada um breve estudo que servirá como base para uma discussão que se propõe a recuperar a verdadeira evolução do distintivo Colorado, para depois ajudarmos a reparar a sua trajetória nas páginas do Site Oficial do Club.


O primeiro distintivo do Clube.
Utilizado entre 1909 e 1957. Consagrou o Rolo Compressor. Nos primeiros anos, o time atuava sem distintivo.


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Rolo Compressor. 1940


Entre 1957 e 1976, por quase 20 anos esta foi nossa marca.

... o site oficial do Club não informa sobre este distinvo...

Linda! na minha opinião.


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"Don" Elias Figueroa e P.C. Carpegiani em 1975


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Time Campeão Brasileiro Invicto em 1979

Quando as estrelas apareceram. Já eram 2.


Escudo "reserva" do bicampeonato brasileiro.

66076_2.jpg

Time de 1979 durante a campanha do título.

Símbolo "branco" com duas estrelas na camisa reserva.


Distintivo do tricampeonato brasileiro invicto



O site do Club também não releva este outro distintivo.
Esqueceram da geração "Coca-Cola".


Nostalgia...

Da qui pra frente está tudo certo no site do Inter.



Distintivo com as estrelas representativas
das conquistas nacionais: tri do Brasileirão (1975, 76 e 79)
e do título da Copa do Brasil (1992).



Escudo com a estrela da Libertadores (2006)


Distintivo com a estrela do Mundial Fifa (2006)


Escudo comemorativo da Tríplice Coroa



Escudo do centenário

Em nossa
história centenária o escudo do Inter foi modificado 10 vezes (sem contar o "escudo reserva" de 1979).

Durante a gestão Carvalho/Píffero, foram usados 5 tipos diferentes de escudos.

Trechos do estatuto do Club.

Parágrafo Único: O distintivo do Clube é representado por um círculo de cor vermelha, tendo ao centro desenhadas em branco, entrelaçadas, as letras “S”, “C”, “I”, correspondentes às iniciais de “ SPORT CLUB INTERNACIONAL ”.



Este item do estatuto do Club, sugere que a modificação no distintivo do Club deva ser levada para aprovação no conselho do Club, pois necessita de alteração estatutária. Algo que nunca aconteceu. Existem diferentes interpretações para o texto.

Terça-feira, Fevereiro 17, 2009

PERUSSO. COMPRE A CAMISETA DO TAFFAREL

POR: TIAGO VAZ

Olha que interessante...

A empresa gaúcha atualmente fabrica apenas fardamentos personalizáveis.

Segue histórico da empresa.

Junho de 1978 João Antonio Perusso, um jogador de várzea, com pouca habilidade mas muita determinação, vislumbrou um futuro promissor na Industria do Vestuário, especificamente relacionado ao esporte. Com a idéia lançada comprou uma máquina para produzir o tecido e transformá-lo em uniformes Personalizados para a prática de futebol, volley, basquete etc...

No início da fábrica, as vendas aconteciam entre um jogo e outro, em que João participava. Com o sucesso do negócio, os clientes passaram a desenhar seus próprios modelos, conforme o time idealizava, e a Perusso confeccionava.

A Perusso desde o início, presta um serviço personalizado e de qualidade aos seus clientes, transformando a idéia de um uniforme exclusivo em realidade.


Olhem a belezura dos fardamentos que eles ainda fabricam....
Eu sei que é Carnaval.. a prioridade é a Cerveja e a folia... mas eu vou ter de abrir a mão. Vou ficar com essas daqui...


camisa do Internacional - 1985 - Perusso

Todas com o devido patrocínio da APLUB estampado.

uniforme do Taffarel - 1985 - Perusso

Reprodução da camisa que o Taffarel usava na época.


O endereço do site é: http://www.perusso.com.br/

ENTREVISTA PARA O SITE SCINTERNACIONAL.NET


POR: LUCIANO EMILIANO (GARANHUNS-PE)


É com imenso orgulho e emoção que divido com meus irmãos colorados um pouco da minha história de amor e paixão pelo glorioso Sport Club Internacional em entrevista publicada no site SCINTERNACIONAL.NET. Abaixo segue o link:

Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009

Beira-Rio, o nascimento de um Gigante!

















Créditos: Tiago, da Comunidade Inter 1909.

Link para o tópico: AQUI

Fonte: Beco do Sapulha

Domingo, Fevereiro 15, 2009

EM BUSCA DA COPA ESQUECIDA NO TEMPO


Por Luciano Bonfoco Patussi
15 de fevereiro de 2009
www.inter-clubedopovo.blogspot.com


Após uma grande campanha, onde foram eliminados pelo “Colorado da Beira-Rio” adversários da estirpe de Corinthians, Grêmio e Palmeiras, o Internacional ergueu a Copa do Brasil, em uma emocionante decisão. A partida final, contra o Fluminense, foi dramática, a ponto de o time carioca, até hoje, reclamar do gol de pênalti duvidoso, marcado em uma cobrança raivosa do zagueirão Célio Silva, próximo ao final do jogo. Célio Silva fez história naquela boa equipe, que possuía também outros bons valores como Fernandez, Pinga, Daniel Franco, Élson, Ricardo, Marquinhos, Caíco, Maurício, Gérson, entre outros.

O cenário descrito acima representa o que aconteceu no segundo semestre de 1992, culminando em dezembro com a conquista da Copa do Brasil daquele ano, pelo Internacional - foto do time campeão em destaque. Após treze anos da última conquista (campeonato brasileiro de 1979), o Inter tornava a dar uma nova volta olímpica nacional. Foi uma importante vitória!

Poucos meses depois daquele feito, estávamos no início de um novo ano. Após eliminar o Ji-Paraná, de Rondônia, com goleadas de 6x0 e 9x1, o Internacional, que buscava o bi-campeonato da Copa do Brasil, deparava-se contra o Londrina, do Paraná. Após empate em 1x1 no norte paranaense, o Inter precisava apenas de um empate em 0x0 para passar à próxima fase do torneio.

O problema é que naquela noite, o Beira-Rio estava tenso, devido ao 0x0 que persistia até próximo do final da disputa. Erros ocorriam, o time não se acertava. Eis que, em um rápido contra-ataque, próximo aos quarenta minutos do segundo tempo, o Londrina abriu o placar. Um silêncio do tamanho do planeta tomou conta do estádio. Era preciso marcar um gol para levar a decisão para os pênaltis. Mas se o time se jogasse em cima do adversário, corria o risco de levar o segundo gol e terá eliminação sacramentada. Nenhuma novidade positiva para o torcedor colorado aconteceu até o final daquele jogo. Após o apito final, o Londrina vibrou com a vitória e o Inter acabou eliminado da Copa do Brasil de 1993. Era o início de uma triste sina.

De 1994 em diante, eliminaram o Inter da Copa do Brasil equipes como Ceará, Fortaleza, Paraná, América Mineiro, Juventude, Vitória, Paulista de Jundiaí e Sport Recife. Se não estou enganado, até o Clube do Remo, de Belém do Pará, passou pelo Inter em um desses anos passados. Os times do Inter não eram confiáveis. E além disso, não havia muito planejamento. Os resultados não poderiam ser diferentes. Mas enfim, é chegada à hora de dar a volta por cima para repetir uma importante conquista, que foi alcançada pelo Colorado uma só vez, há 17 anos. Um título de Copa do Brasil garante o clube na disputa da Copa Libertadores da América do próximo ano, dando a tranqüilidade necessária para a equipe disputar o campeonato brasileiro – e tentar conquistar mais um importante título no decorrer do ano!

Em pouco tempo, o Internacional estará no Mato Grosso. Um Estado acolhedor, que possui muitos gaúchos e descendentes por lá vivendo. Da mesma forma, muitos colorados! Será o início da Copa do Brasil de 2009. Os torcedores de Rondonópolis e arredores devem comparecer e prestigiar o time colorado e também o time da casa. No ano do centenário, não seria nada ruim – muito pelo contrário – uma conquista nacional sendo alcançada já na primeira metade da temporada. Assim sendo, a vaga na próxima Libertadores seria obtida de forma antecipada, bem como mais uma taça seria guardada no armário, mais uma faixa seria colocada no peito e o vermelho tomaria as ruas e as manchetes, novamente!

Mas nós torcedores temos uma responsabilidade: precisamos “fechar” junto com este time, a cada fase, a cada “mata-mata”. Não será fácil. Apesar da ausência dos times que irão disputar a Copa Libertadores, devemos lembrar que a Copa do Brasil sempre, ano após ano, apresenta surpresas. Além das surpresas, grandes clubes como Corinthians, Santos, Flamengo, Fluminense, Botafogo e Atlético Mineiro devem vir com sede de vitória. Será uma grande disputa. O apoio deve ser total, como sempre. Da mesma forma que foi contra o Palmeiras e o Fluminense 17 anos atrás. Da mesma forma que foi contra LDU, Libertad, São Paulo, Boca Juniors, Chivas e Estudiantes, mais recentemente.

Em campo, o time deve sentir que precisamos dessa copa. Queremos essa conquista. Precisamos saber e fazer o time entender que esse título pode trilhar um decorrer de 2009 mais tranqüilo, onde poderemos buscar ainda mais conquistas, visando abrilhantar mais ainda o ano do centenário colorado. Precisamos respeitar todos os adversários, sem temê-los. Esse time poderá fazer história novamente! Esse é o nosso desejo! Essa é a vontade de toda torcida do Internacional!

Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009, União de Rondonópolis-MT e Internacional. Pode ser o início de mais uma glória. Vamos acreditar, torcer e lutar!

Muita força, Inter! 100 anos. 100 mil sócios!

A salvação de uma vencedora e colorada geração

Por Luciano Bonfoco Patussi
15 de fevereiro de 2009
http://www.inter-clubedopovo.blogspot.com

O Gigante da Beira-Rio é tomado por uma imensa multidão. A dificuldade e a derrota imposta no jogo de ida das semifinais do gauchão dão àquela partida um tom tenso e decisivo. O Internacional precisava dar uma resposta ao seu apaixonado seguidor. Os portões do estádio foram abertos, gratuitamente, à massa torcedora. E a “galera” correspondeu. Lotou o estádio, que devia ter aproximadamente sessenta mil torcedores naquela tarde de segunda-feira. O Inter precisava vencer e voltar a decidir – e ganhar – um título. O ano era 1997. O “Colorado” esmagou o Veranópolis, no tempo normal e também na prorrogação. Na decisão, venceu o forte rival Grêmio, que era o atual campeão brasileiro e da Copa do Brasil. Além de voltar a conquistar um título, o Inter evitou o tri-campeonato gaúcho consecutivo do seu tradicional adversário.

Aqueles tempos eram assim. Entre um título gaúcho e outros dois ou três fracassos regionais, víamos cerca de cinco ou seis campanhas medíocres em campeonato brasileiro sendo compensadas com uma campanha de sucesso – quando, com muito esforço, chegávamos no máximo ao terceiro lugar – e achávamos isso ótimo! Copa Libertadores? Era um sonho que, na impossibilidade da disputa, desdenhávamos – como muitos fazem hoje com nossas grandes campanhas. Nós vislumbrávamos e merecíamos uma maior regularidade. Nós torcemos por um time que ocupou o posto de maior campeão do país ao final da década de 1970. Por qual motivo tínhamos que passar por tanto sofrimento? Por tantas derrotas? Aquilo tudo foi uma provação. E por isso, perdemos boa parte de uma geração de torcedores! Na verdade, quem perdeu mais foi quem abandonou o barco. Nós e eles perdemos. Mas tenha certeza, eles perderam mais! Na verdade, quem abandonou o barco não era digno de vestir o vermelho do nosso manto sagrado!

Mas esse sofrimento todo ocorreu porque nós tínhamos que estar preparados para o que estava por vir. Nós precisávamos saber o verdadeiro sentido de ser colorado. E para isso tivemos que sofrer. Por amor. Por paixão. Ser colorado é ter o sangue vermelho pulsando nas veias, independentemente dos resultados obtidos em campo. Ser colorado é torcer pelo “Clube do Povo”, popular desde 1909. Ser colorado é dar vida própria às arquibancadas e às cadeiras do Gigante da Beira-Rio em dia de jogo - seja amistoso ou decisivo. Ser colorado é inexplicável, é um sentimento único, é vibrar e defender o vermelho até debaixo d’água. Até a morte. Até depois dela! Ser colorado é vestir vermelho todos os dias e mostrar para o mundo inteiro o que é ser Internacional!

Mas nós precisávamos passar por mais uma provação de devoção. Antes mesmo do salto de qualidade proporcionado pela nossa diretoria, tivemos, talvez, a maior decepção das nossas vidas enquanto fanáticos torcedores: a derrota, da forma como aconteceu, no campeonato brasileiro de 2005. Aquilo estragou, para muitos, aquela temporada. Aquele acontecimento feriu o sentimento de uma justiça que jamais vimos ocorrer em campo. O mínimo que poderia ter sido feito era o reconhecimento nacional de um título conquistado nos gramados, mesmo com erros próprios na escalação do time, partidas jogadas de forma inadequada, entre outros fatores. A taça era para ser nossa. O Brasil sabe disso. Houve desânimo momentâneo. E com razão. Não sabíamos como apelar. Apelamos para o vermelho e para as arquibancadas. Foi o melhor que podíamos fazer. E foi a melhor decisão a ser tomada!

Aqueles fatos que hoje por muitos foram esquecidos ou simplesmente guardados no fundo de um velho baú atirado em um sótão de uma velha casa abandonada, nos deixaram com um sentimento misto de tristeza, impotência e frustração. Mas nada nos derrotou. O Beira-Rio estava lá, como sempre, nos aguardando. E lá fomos nós. Voltamos em 2006 mais fortes do que nunca e o vimos o time colorado dar o tão sonhado salto de qualidade que era necessário. Era preciso. Acabamos fazendo história. E que história! Naquele 16 de agosto e 17 de dezembro, o Internacional proporcionou para o mundo inteiro um apaixonante espetáculo de luta, garra, qualidade, frieza e competência. Copa Libertadores da América e Copa do Mundo. Juntas! Paixão e emoção. Lágrimas e sentimento de alegria indescritível. Estava explicado o motivo pelo qual passamos por tanto sofrimento. Se nós não tivéssemos vivido cada momento de turbulência ao lado do time colorado e se não estivéssemos sempre vestidos de vermelho, provavelmente não sobreviveríamos a emoção proporcionada pelo 16 de agosto de 2006. Tão pouco pelo 17 de dezembro.

Hoje a mentalidade mudou. Alcançamos cerca de oitenta mil sócios em dia – o que nos torna um dos dez ou quinze clubes com maior número de associados no mundo. Alcançamos títulos memoráveis e inéditos. Consideramos “meia-boca” um ano onde: vencemos o campeonato gaúcho contra o Juventude, marcando oito gols na final e “rasgando” uma touca verde que hoje é invisível e desconhecida – enterrando assim uma pseudo-rivalidade; vencemos a charmosa Copa Dubai, um torneio amistoso, porém, de muita importância, o qual contou com a presença de Stuttgart, Ajax e Internazionale de Milão – com os alemães e italianos sendo derrotados pelo Inter de forma indiscutível; por fim, vencemos a Copa Sul-Americana, contra o tradicional, qualificado e guerreiro Estudiantes de La Plata, que lutava para voltar a dar uma volta olímpica continental após quase quarenta anos de jejum. Sim, este 2008 que passou foi um ano medíocre, na visão de muitos de nós, inclusive na minha. Mas isso é ótimo. Isso é importantíssimo. É muito bom acharmos que foi um ano medíocre!

Esses fatos provam que o pensamento do clube mudou. O torcedor mudou. Hoje, lutamos por títulos. Os atletas contratados para fazer parte do elenco do Internacional chegam à Porto Alegre dando entrevistas, onde dizem ter optado por vir para o Inter para conquistar títulos e agradecendo a estrutura oferecida à eles. Antigamente, um novo jogador que era apresentado ao torcedor, chegava falando em orgulho por vestir uma tradicional e bonita camisa vermelha. E nada mais. Nenhuma menção a alguma competição ou vontade de ser campeão. Aquilo causava tristeza. Tudo mudou. Os tempos mudaram. Nós mudamos. Hoje o Inter é referência mundial.

Neste ano, comemoraremos o centenário colorado. Este 2009 promete muita emoção para o torcedor. Só temos a agradecer o que cada jogador faz em campo. É verdade dizer que eles ganham – e muito bem – para fazer as coisas acontecerem. Mas antigamente, quem por aqui estava também recebia bem e nada fazia. Hoje, só temos que torcer e idolatrar Índio, Álvaro, Kleber, Guiñazú, Magrão, D’Alessandro, Taison, Alex, Nilmar e todos os outros jogadores do Inter. Todos têm qualidade. São eles que quando entrarem em campo – contra o Avenida, o Caxias, o Grêmio, o São Paulo, o Boca Juniors ou qualquer outro time – continuarão sendo responsáveis por salvar uma inteira geração de torcedores, evitando com que passem o mesmo que muitos torcedores sofreram em tempos de dificuldade.

Estes jogadores são os responsáveis por lutar e ganhar cada Gre-Nal, aumentando mais ainda a vantagem histórica de vitórias do Inter no clássico. São estes jogadores os responsáveis por trazer mais títulos para o Internacional. São estes atletas os responsáveis por tornar o Inter cada vez mais forte e vencedor. São eles que, vestindo o manto vermelho com orgulho, vão fazer mais torcedores tornarem-se sócios, para que o Inter mantenha o elevado padrão de qualidade dos últimos anos. Assim nossa torcida, que sempre foi grande – e a maior do Rio Grande do Sul por cerca de oitenta anos – vai ser cada vez maior. Isso porque novas gerações de torcedores nascem todos os dias querendo vencer. E nascendo uma nova geração vencedora, a tendência é que venhamos a recuperar em pouco tempo a única coisa que nos falta voltar a ter o gosto de gritar para o mundo inteiro ouvir: precisamos – e vamos conseguir – voltar a ser a maioria esmagadora de torcedores do Rio Grande do Sul – como fomos por cerca de setenta ou oitenta anos, sem discussão. Hoje há discussão quanto a isso. Antigamente não havia. E assim vai voltar a ser, tomara!

Vamos seguir neste padrão, cobrando nossos jogadores e apoiando-os nas partidas. As pesquisas de número de torcedores que forem realizadas daqui cinco ou dez anos tendem a ser animadoras para nós colorados. Eu já estou vendo os resultados nas ruas. Mas a tendência é melhorar. Aos jogadores que hoje vestem o manto vermelho, além do carinho do torcedor, do dinheiro na conta e da estrutura que lhes é fornecida para trabalhar, fica o recado e o desafio: vocês e a diretoria, juntamente com nós torcedores, somos os responsáveis por fazer o Inter crescer cada vez mais em todos os sentidos. Sintam e vivam este clube como sentem o seu coração pulsar. Vocês jogadores, diretores e nós torcedores, estaremos todos na história!

Este é um ano histórico: 2009. Nele, lutaremos por mais um título gaúcho, por mais uma Copa do Brasil, por mais uma Recopa, por mais uma Copa Sul-Americana, por mais um campeonato brasileiro. O gostinho de quero mais é muito melhor quando sabemos do potencial que temos. É diferente de uma década atrás. Agora é ir para o campo, esquecer o favoritismo, respeitar todos os adversários sem temê-los, ir para cima, vencer, tentar e buscar até o último minuto de cada decisão ser campeão. Foi assim com o Rolo Compressor, com o Rolinho, com o Time da Década, com o Esquadrão Vermelho. Assim será com o time de 2009.

Os jogadores citados anteriormente neste texto tem qualidade suficiente para manter o Inter favorito em tudo e campeão quando possível. Esse time tem como missão principal seguir salvando uma inteira geração de apaixonados torcedores – assim como você e eu! E eles vão conseguir! Continuem se “matando” em campo em todos os Gre-Nais. Em todas as decisões. Vençam! Mais do que campeões, vocês serão lembrados para sempre como heróis de uma inteira nação de cinco ou seis milhões de seguidores - e que será cada vez maior!

Sábado, Fevereiro 14, 2009

Convocação Colorada!

POR: Everton Isoppo da Rocha

A origem do Internacional se mistura com a de um clube formado por jovens, ambiciosos, impedidos por esta questão de construir uma estrutura grande como já ocorrera em Porto Alegre naquele tempo, mesmo assim os jovens Poppe decidiram com muita perspicácia e altivez colocar à população do estado do RS mais uma alternativa futebolística que primasse pela participação popular e irrestrita nos estádios. E assim o Internacional se fez, 100 anos se passaram um clube de milhões de apaixonados espalhados em todos os cantos do mundo, muito bem representados em seus consulados espalhados em todos os continentes do mundo e diversas cidades do nosso imenso Brasil. Com uma imensa e apaixonada torcida, sendo da forma mais transparente possivel o “Clube do Povo” este é o INTERNACIONAL. Um clube que venceu “TUDO”, conquistou todos os titulos possíveis no futebol profissional, categorias de base, futsal e até o futebol feminino. Somos um clube “vencedor”, quando falamos em “nós” afirmo considerando que somos o maior quadro social de um clube de futebol na América Latina, mas não paramos por ai, o clube tem objetivos ambiciosos, queremos 100 mil sócios, mais que isso queremos ultrapassar os 100 mil sócios, vamos chegar a 200 mil, pode parece loucura, mas acredito na torcida COLORADA.

Venho através deste canal de comunicação de colorados apaixonados para CONVOCA-LOS a se ASSOCIAR.

O Internacional é a maior entidade entidade do Brasil
, posso afirmar, temos a melhor preparação de categorias de base do país, temos os melhores profissionais forjando grandes atletas para o nosso futuro, além disso somos um exemplo de administração de um clube de futebol, não só em gestão, mas acima de tudo em tecnologia, o resultado disso foi a conquista recente da ISO9001, onde “somos o único clube de futebol do país”a atingir este prêmio / reconhecimento de qualidade. Somos o clube mais solidario do país temos programas como Interagir, criança colorada, projeto saci colorado e genoma colorado, muitos eles administrados pro fundações como FECI, Espaço Mulher Colorada, DTG Lenço Colorado e Inter Social. Temos a comunicação social fazendo um trabalho exemplar, trabalho junto a consulados e aproximando cada vez mais torcedores / sócios ao clube de norte a sul do Brasil ao Internacional.
A Fifa aprovou o Projeto Gigante para Sempre, onde seremos uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, o Beira Rio vai ser todo reformado, onde estará apto a receber partidas da Copa do Mundo, temos o melhor estádio do sul do país, um patrimonio que poucos no mundo tem igual.
No futebol , ganhamos TUDO, vencemos a todos , contamos com o melhor plantel do país, aliás nos últimos anos temos os melhores atletas do país, atletas vão entrando / saindo, mas sempre contamos com excelentes atletas dentro do nosso grupo.


Depois disso tudo eu lanço um desafio a nós torcedores / sócios , se cada sócio trouxer 1 novo sócio vamos ser o “Maior Quadro Social do Planeta”, com um imenso quadro, seremos um clube auto sustentável, não vamos mais depender de patrocinios, cotas de TV e principalmente não vamos precisar vender atletas, pois seremos um clube “competitivo” junto a Barcelona, Manchester , Chelsea entre outros... E poderemos sempre contar no nosso grupo com atletas do mesmo nível de Nilmar, Alexandre Pato, Fernandão, D’Alessandro entre outros...


Colorados, o desafio está lançado e espero que no dia 04/04/2009 junto a “Marcha do Centenário”, levantaremos o nosso maior troféu de todos : “OS 100 MIL SÓCIOS”...


Everton Isoppo da Rocha
Conselheiro do S.C Internacional – Movimento Internet / BV
Representante Consular – Gravataí/RS

Sexta-feira, Fevereiro 13, 2009

Inter é o clube com mais sócios na América Latina

POR: LUCIANO EMILIANO (GARANHUNS - PE)

Colorado supera River e pretende faturar R$ 41 mi por ano


O Internacional de Porto Alegre superou o River Plate e terminou o mês de janeiro como o clube com o maior número de sócios na América Latina. O colorado soma quase 83 mil associados, pouco mais que os 82 mil do clube argentino.

Segundo reportagem da revista Exame, o Inter através de uma intensa campanha de marketing, iniciada em 2002, conseguiu multiplicar por 12 o número de associados até então concentradas em vendas de cotas para a televisão e de jogadores.

A meta da diretoria é terminar 2009, ano em que o Inter comemora o centenário, com 100.000 sócios e uma receita de 41 milhões de reais por ano. O número significaria 30% do orçamento total do clube.

No ranking mundial, o Inter ocupa a sétima posição, atrás do líder Benfica (POR), Barcelona (ESP), Manchester United (ING) , Bayern de Munique (ALE), Porto (POR) , Sporting (POR) e Real Madrid (ESP), sexto colocado.



Saudações Coloradas Aqui de Garanhuns - PE.

Fonte:http://esporteinterativo.uol.com.br/



http://coloradodegaranhuns.blogspot.com/

Quinta-feira, Fevereiro 12, 2009

ENTREVISTA DO DUNGA NA GLOBO



Eu sou Dunguista. Fã do Edinho. E pra mim o Sandro é titular absoluto!

DALE DUNGA!

20 anos do gre-nal do século

por Gerson Sicca
http://limponolance.blogspot.com

Hoje levanto, ligo o computador para ler a Zero Hora e vejo que neste 12 de fevereiro de 2008 o gre-nal do século completa 20 anos, assim chamado porque era o inédito encontro dos rivais em uma semifinal de campeonato brasileiro. Imediamente veio a minha cabeça um monte de lembranças e uma constatação espantosa: bah, mas eu tenho na minha memória registros nítidos de um jogo realizado 20 anos atrás?!?!?!?!
A lembrança não é só a prova de que o cara pula dos vinte e poucos anos para os trinta e algo muito mais rápido do que se imagina. É que aquele jogo foi para marcar a vida de qualquer colorado. Coisa de louco, nunca vista em grenais, e que não se sabe se um dia se repetirá, para qualquer um dos lados.
E olhando os lances daquele jogo voltei 20 anos na minha cabeça. E lá estava eu na praia do Cassino, na colônia de férias da Brigada Militar. Meu pai, sargento da briosa, havia sido sorteado para a primeira quinzena de fevereiro. A ocupação das casas de madeira usadas para o veraneio seguia um sorteio. E nem todo mundo tinha sorte de pegar janeiro, sempre considerado o melhor mês.
Mas a colônia estava cheia de pessoas nos chalés e nas barracas. Aliás, eu, então com 14 anos, até preferia a barraca. A colônia era um lugar legal, alegre, com jogo de bocha dos mais velhos, muita cerveja, churrasco, uma alegre convivência. E aquele lugar era o mundo encantado para crianças e adolescentes. Muitos amigos e amigas, praia, sol, vôlei, futebol, música, festa e tudo o mais que se tinha direito.
E no dia no gre-nal o movimento era maior ainda. Todos, homens, mulheres, crianças e adolescentes estavam alvoroçados. Afinal, quem não era colorado era gremista. No final da tarde uns iriam comemorar e outros chorar.
Vi o jogo na casa em que estávamos. Sala lotada, muita gente foi pra lá. O sinal da TV ali estava melhor. Gente sentada, em pé, escorada na porta, do jeito que dava.Naquela parte da colônia a maioria era gremista.
Meu pai gremista não cansava de falar que a bola que o Nilson meteu no poste no primeiro jogo no Olímpico iria fazer falta. E por algum tempo pareceu que ele estava certo.
Gol deles. Festa do adversário. Pouco tempo depois, o lateral Casemiro é expulso. Perdendo e com um a menos. Desgraça total. Termina o primeiro tempo. Os gremistas cantam, gritam e riem. Acreditavam estar liquidada a fatura. Mal sabiam que o futebol pode trazer alegrias ou desgraças em poucos minutos.
No segundo tempo vem a campo o uruguaio Diego Aguirre, que mudou o jogo, segurando mais a defesa deles. Nilson empata. Festa. E faz o segundo, selando uma vitória inacreditável. A colônia veio abaixo. Um dos veranistas atravessou o gramado do terreno de joelhos. Todos foram para a avenida principal do balneário. Os colorados comemoravam como se fosse o título mundial. 1989 começava vermelho.
1989 foi um ano marcante pra mim. Foi a maior mudança que eu tive na minha vida. Duvido que venha a ter outra igual. Naquele 12 de fevereiro eu aproveitava meus últimos dias de praia antes de enfrentar o desafio de sair da minúscula Pedro Osório para ir morar no Partenon, em Porto Alegre, e isso sem os meus pais.
Dias depois do gre-nal do século mudei-me para Porto Alegre, cidade que eu mal conhecida.Aprendi a pegar a linha Partenon para ir até o hoje extinto terminal do bairro, e dali pegar a linha São Caetano e descer perto de casa. Fui morar perto do presídio central e do meu colégio, que ficava(e fica) na Aparício Borges. Do Partenon aprendi a andar na cidade, a ir a outros bairros onde moravam meus amigos, bairros esses que geralmente eu considerava bem mais agradáveis que o meu. Teresópolis, Nonoai, Ipanema, Jardim Botânico, Lindóia, Cidade Baixa, a lista era grande. Bento Gonçalves, Oscar Pereira, Ipiranga, Cristiano Fischer, Carlos Gomes, Protásio, Pedro II, Sertório, Assis Brasil: fui conhecendo várias vias da gigante cidade, que aos poucos foi se tornando agradável e nem tão grande assim.
Em 1989 a novela Tieta fazia sucesso no horário das 20h. Minha TV era preto e branca e de 5 polegadas. Rolava uns filmes legais na sessão das dez do SBT. Chiclete com banana era uma festa do Colégio Militar que fazia sucesso. Ir em festas de 15 anos nos vários clubes da cidade era um baita programa. Arrumei amigos para o futebol, para caminhadas até o Carrefour da Bento(isso só pra ir mesmo, por falta do que fazer à noite durante a semana) e para festas. E amigos colorados para ir ao Beira-Rio.
Em 1989, a partir de março, eu estava em Porto Alegre e descobri que a linha T2 da Carris me deixava na "bocada" do Beira-Rio. Uma barbada. Pena que em 89 não conseguimos levantar a taça do Brasileiro de 88(olha só como era a coisa, o brasileiro do ano anterior terminando no ano seguinte!), e tivemos que adiar o sonho da Libertadores, após um jogo em que me recusei a ir, mesmo com a insistência da gurizada. Foi a única vez em que tive um forte pressentimento de desgraça.Nunca mais isso aconteceu. Fiquei em casa, procurando esquecer o que acontecia no estádio. Só liguei o rádio com os foguetes, mas eram dos secadores.
De 1989 pra cá fiquei 20 anos mais velho, sofri muito com o Inter, e bota sofri nisso, infelizmente saí de Porto Alegre, cidade que pra mim tem uma magia inexplicável(talvez porque lá tive a grande mudança de rumo da minha vida), fiz faculdade, andei pelo Brasil, tomei muitos banhos de mar, trabalhei bastante, casei, joguei muito futebol, perdi entes queridos, fiquei feliz, triste, e vivi momentos fantásticos como ver meu Inter campeão da América, do Mundo, da Recopa e da Sul-Americana.
Hoje, 20 anos depois do jogo que desde a adolescência marcou meu coração colorado vejo, no entanto, que nem tudo passa com o tempo. Como na década de 80 vou feliz da vida para o Cassino no verão, embora não mais na colônia. Meu Inter desperta a mesma paixão que despertava naquela época. Porto Alegre ainda é a cidade dos sonhos. E mesmo depois de 20 anos sinto o mesmo encantamento indescritível ao chegar no Gigante da Beira-Rio. Não importa que antes eu chegava espremido no T2 lotado, com a massa pulando a catraca e batendo no teto do ônibus, e agora chego com o ar condicionado do carro ligado, estacionando no parque gigante após pegar algum trânsito. O Beira-Rio está lá, com a mesma capacidade de fazer meus olhos brilharem, sem coréia, mas com a memória de grandes feitos, e com o som vindo da nação colorada naquele 12 de fevereiro de 1989 entranhado em seus corredores. O Beira-Rio de um gre-nal que valeu por muitos títulos. Um gre-nal que será lembrado enquanto houver colorados e gremistas neste mundo.


Assista ao TV Inter exibido pela Rede Vida!

POR: LUCIANO EMILIANO (GARANHUNS - PE)

O programa TV Inter começou a ser exibido pela Rede Vida no dia 3/1 para todo o Brasil. O programa oficial do clube colorado vai ao ar todos os sábados, às 13h30min, e tem 30 minutos de duração. O TV Inter está no ar desde maio de 2007, e era transmitido pela Ulbra TV em caráter estadual. Agora, o alcance do programa foi ampliado, já que a Rede Vida possui emissoras de TV em todas as regiões do país. São 515 retransmissoras em todo o território nacional. Somente no Rio Grande do Sul, estão instaladas 44 repetidoras.
Em Porto Alegre, a Rede Vida pode ser sintonizada no canal 20 (UHF) e 22 (NET). O canal também pode ser captado através de antenas parabólicas e outros sistemas de transmissão. O TV Inter tem a coordenação de Rogério Amaral e edição de Aleco Mendes. Rodrigo Russomano e Adriana Montes são os repórteres. A produção é da equipe da Assessoria de Comunicação, vinculada à Vice-Presidência de Serviços Especializados sob o comando de Roberto Siegmann.

Fonte:http://www.internacional.com.br/home.php

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UMA VERDADEIRA SUPREMACIA COLORADA

POR: LUCIANO EMILIANO (GARANHUNS - PE)


Há 64 anos o Internacional lidera a estatística do clássico Gre-Nal



O Gre-Nal foi eleito como o clássico mais disputado no Brasil, de acordo com pesquisa feita com 30 jornalistas esportivos ouvidos pela revista Trivela (out/2008). E a história deste clássico aponta uma imensa superioridade do Internacional sobre o rival. Em quase cem anos de confrontos, o time colorado venceu 139 jogos contra 118 do adversário. Houve ainda 117 empates. Uma diferença de 21 vitórias a favor do Inter. A superioridade vai longe ainda e talvez seja até inalcançável. Aliás, estar na frente do rival não é novidade. É tradição. Desde 1945, quando assumiu a liderança nos confrontos diretos, o Inter não largou mais a dianteira. São 64 anos na frente deles.
Esta superioridade se viu aumentada no último domingo (08/02) no clássico 374. O Inter venceu por 2 a 1 com gols de D'Alessandro e Nilmar. No penúltimo clássico então, dia 28 de setembro do ano passado, em jogo do Brasileirão, o time colorado amassou o adversário com uma goleada de 4 a 1, gols de D’Alessandro, Alex, Índio e Nilmar. A vitória deixou o rival fora da liderança naquela ocasião e ofuscou a campanha na competição. Foi um ano em que o Inter se saiu invicto dos clássicos também. Foram três empates, além da sonora goleada. Aliás, a invencibilidade no clássico vem desde 2007, já são duas vitórias e três empates.
Vale lembrar, goleada grandiosa como a da inauguração do estádio Olímpico por 6 a 2. Ou na inauguração da bandeira do rival, quando o Inter bateu o adversário por 7 a 1. Ou ainda o inesquecível 5 a 2 em 1997. Provas incontestes de uma superioridade de décadas. A vitória do último domingo em Erechim só reafirma essa supremacia, justamente no ano do centenário do clássico. A história dos Gre-Nais também mostra a força colorada na casa do maior adversário, contabilizando 32 vitórias e 39 derrotas, numa diferença de apenas sete triunfos a favor do rival no seu próprio estádio.
Uma superioridade que se revela também em todas as vezes que se defrontou diante do rival em torneios eliminatórios. Foram cinco vezes que isto aconteceu e deu sempre o Inter. Em 2008, o Internacional passou pelo Grêmio ao empatar em 2 a 2 no estádio Olímpico e avançar à próxima fase da Copa Sul-Americana. Foi assim também nas semifinais do Brasileirão de 1988, nas quartas de final da Copa do Brasil de 1992, na seletiva da Libertadores de 1999 e na segunda fase da Copa Sul-Americana de 2004. Em todas elas o time colorado despachou o seu rival. Uma tradição.


Fonte:http://www.internacional.com.br/home.php


http://coloradodegaranhuns.blogspot.com/

Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009

Nos Classificados da ZH...

Terça-feira, Fevereiro 10, 2009

ISSO É INTER, NÃO É GRÊMIO!!!

POR: LUCIANO EMILIANO (GARANHUNS - PE)


D´Alessandro e Nilmar deixaram, mais uma vez, suas marcas e o Papai venceu mais uma contra eles, 2 x 1 Colorado

Eles que ocupam a modesta 6ª colocação em seu grupo no Gauchão 2009 perderam mais uma para o Colorado.
E mesmo o árbitro da partida deixando os cartões no vestiário, o que facilitou aos pijamistas aplicar o seu maior recurso que é a pancadaria, esquecendo que o que vale no futebol é Goooool...!
O INTER com destaque para ás atuações de Nilmar, Taison e D'Alessandro além de Andrezinho que entrou muito bem no jogo e a garra de toda á equipe, chegou á 21 vitórias de vantagem á mais em clássicos greNAL, com isso a turma da Azenha fica mais uma vez frustrada mesmo sabendo que já é rotina o Papai vencê-lo?

É isso aí !!!

Para resumir mais um capítulo dessa história centenária é fácil. Simplesmente escrevo que:

ISSO É INTER, NÃO É GRÊMIO...



Domingo, Fevereiro 08, 2009

Primeiro Gre-Nal do Centenário
S.C. INTERNACIONAL 2 x 1

POR: Tiago Vaz

O Grenal de Erechim foi Nota 9.5!

O primeiro Gre-Nal do ano do centenário do clássico só não foi nota 10, porque eu furei o meu palpite.

5 x 0!

hahahahah

Tite nota 10!

O técnico Colorado tá de parabéns. Trocou Alex por Andresinho. Tirou o D'Ale e manteve o Taison!
O garotinho 7, que foi fundamental no jogo e fez a assistência do gol fatal!
Nocalteou os da Azenhas! Quack, quack ... quack! Taison fez a torcida esquecer definitivamente o último garotinho prodígio do nosso celeiro. Alexandre Pato! E provou que o Inter tá fazendo um dos maiores times da história!

O bafo na nuca do Cléber!

Fez o Marcão correr como nunca! Atento na marcação, o defensor jogou muito!
E o Cléber mostrou que sabe jogar, e quando entrar em forma, vai ajudar muito! Ainda lembro do JW....


Grêmio Violência Inc.


Bá.. os caras não levam no espírito esportivo. Paulada, atrás de paulada dentro de campo. Índio com o manto rasgado ainda no primeiro tempo. O Nilmar sofreu! O D'Ale tomou um bico na cara... e foram várias outras! Em vez de empreendimento, elas tinham que criar uma corporação de pauladas e agarrões! Gazelas!

Não ganharam nada em 2008!
E com esse timéco não vão ganhar nada em 2009! D'Ale boitatá xipó!


D'Alessandro, Alecsandro, Alex, Taison ... e Nilmar.

Que qualidade .... os nossos avantes vão detonar em 2009!!! Nilmar tá uma flecha.


-"Bate nele! Que ele pipóca e é cagão!"

Taison disse que Roth instruiu uma de suas gazelas coiceadoras!
O Celso negou tudo...

Jogão de Bola!

O jogo foi elétrico!

Matamos eles no fim, com um goooooolaço do Nilmar. O jogador "fundamental" do jogo. "Fundamental" e não o craque, porque jogou pouco, mas matou o jogo! O craque do jogo foi o garotinho Taison! Joga MUITO esse Taison!


MIKE! MIKE!
MIKE TAISON!
KNOCK-OUT!

Sábado, Fevereiro 07, 2009

GRE-NAL: 100 ANOS, QUATRO CORES, RIVALIDADE, TÍTULOS E EMOÇÃO A FLOR DA PELE

Caros amigos e leitores do supremaciacolorada.com

Alguns dias atrás escrevi um texto sobre como vejo a rivalidade Gre-Nal e a importância que um clube e uma torcida exercem para o crescimento do seu maior adversário e vice-versa. Hoje, um dia antes do clássico, resolvi postar.

Um grande abraço à todos e saudações coloradas!

Por Luciano Bonfoco Patussi
Escrito em 12 de janeiro de 2009



No futebol, as cores são um mero detalhe. O que importa é o sentimento de quem as ostenta. Cada um ama seu time da sua forma. Do seu jeito. Cada um tem sua maneira de torcer, de seguir, de acompanhar. Cada clube grande tem sua tradição, seus títulos, seus craques e seus milhões de seguidores. Milhares de novos torcedores nascem a cada momento. Isso tudo graças à grande tradição dos principais clubes do futebol mundial. Muitas são as rivalidades do futebol. Mas uma disputa em especial está, em minha opinião, no topo do ranking dos principais clássicos do futebol do Planeta Terra. Por esse tipo de colocação, posso ser taxado por muitos de bairrista. Então, que assim seja! Sou bairrista!

Quando o manto sagrado vermelho – e seus detalhes em branco – perfilam-se em um tapete verde contra uma tradição representada por três cores – listrada em azul, preto e branco, o Rio Grande do Sul e parte do Brasil param. Literalmente. Nos campos da Região Sul do Brasil, é como se o tempo não existisse. A linha do tempo e o calendário da história da existência humana poderiam, neste instante, ser separados em “antes” e “depois” do Gre-Nal. Não há diferenças. Não há classe social, racial, nem nada, que separe as duas maiores paixões do povo gaúcho. O Internacional e o Grêmio. O Colorado e o Tricolor. O Clube do Povo e o Imortal. O Saci e o Mosqueteiro. Nomes, alcunhas, apelidos. Flauta. Deboches. Vibração. Emoção. Títulos. Mas acima de tudo, respeito. Assim deve ser o futebol. Assim devem ser todas as rivalidades. Cada um aprende com seus próprios erros e também com os acertos. Mas cada um, também, aprende com o outro. Com o adversário. Dia-a-dia isso acontece. Ninguém admite. Mas isso faz parte da rivalidade.

Neste ano de 2009 que chega, particularmente, como um vulto na história de minha existência, a disputa entre Grêmio e Internacional completa 100 anos de vida. Para um apaixonado por futebol, pelo Internacional e pelo Gre-Nal, este ano é histórico. Deve ser histórico também, tenho certeza, para quem segue o azul e o defende até debaixo d’água. Para quem é apaixonado por seu clube, todos o ano são memoráveis, diga-se de passagem. Independentemente do momento vivido. O Internacional, após a reestruturação ocorrida nesta década, segue forte. Cada vez mais, é um modelo a ser seguido. É um sonho para o seu torcedor. Já o Grêmio, clube que teve inúmeros momentos excelentes e títulos históricos – e que atravessou grave crise cerca de três ou quatro anos atrás, se fortalece novamente, ano após ano. Isso ocorre há três anos, passo a passo. Gremistas e colorados só têm a ganhar com isso. A força de um é – e sempre foi – um combustível extra para o outro. Logicamente, cada um tem seu brilho, sua história, seu crescimento. Mas é inegável que a presença de um rival forte é motivação extra para crescimento, profissionalismo, paixão e vitórias do seu adversário.

Se pegarmos como exemplo o futebol brasileiro, vemos que nosso país tem cerca de uns doze grandes clubes, que possuem uma inegável tradição, títulos memoráveis e milhões de torcedores. Mas há também outros tantos clubes que podem ser tratados como médio-grandes (clubes que não tem o mesmo poder econômico e o mesmo número de torcedores das grandes agremiações). Este assunto pode ser muito debatido. Mas o exemplo se encerra por aqui. Sempre que se falar em um grande clube, este tem, pelo menos, um grande rival, da mesma grandeza, na mesma cidade – a exceção é o Santos, mas seus três grandes rivais estão distantes poucos quilômetros, na capital paulista. Ou seja, um é importante para o outro dentro de cada disputa entre rivais. E a maior rivalidade do futebol brasileiro é o Gre-Nal. Grêmio e Inter. Inter e Grêmio. Um contra o outro, juntos, dentro do mesmo campo. Emoções diferentes e distintas mas que, no fundo, deve diferir apenas nos nomes dos craques e nas cores de cada camiseta. Não verdade, não há palavras para definir isso.

Como definir a emoção de um colorado ao relembrar Figueroa e o “gol iluminado” de 1975? E como definir o que viveu o torcedor vermelho ao presenciar a tabela histórica, feita em cabeceios que mais pareciam arremessos manuais, feita entre Paulo Roberto Falcão e Escurinho naquela década dourada? Da mesma forma, como definir, em uma escala de emoção, o que sentiu um colorado ao ver os gols de Rafael Sóbis, Paulo César Tinga e Fernandão na Copa Libertadores de 2006? E Adriano no Mundial Interclubes? E outros tantos momentos e títulos, como definir a emoção?

Para um gremista imaginar o que isso tudo significa para um colorado, basta ele imaginar e rever o que André Catimba fez em 1977 em um Gre-Nal histórico que marcou uma importante conquista tricolor. Basta ele relembrar o que Baltazar fez em um Morumbi lotado, contra o São Paulo, em 1981. Ele precisa apenas reviver e entortar, junto com Renato Portaluppi, zagueiros desnorteados do Hamburgo, como em 1983 – o mesmo ano em que César ajudou o tricolor a desbancar o Peñarol e a pintar a América de azul. Ele precisa reviver as fases difíceis e recordar a nova ascensão do Grêmio comandado pelo mestre Felipão. Isso mesmo, gremista! Isso mesmo, colorado, o recíproco é verdadeiro! Se quiseres ter uma idéia ou uma noção aproximada do motivo pelo qual o seu amigo, pai, filho ou irmão, torce pelas cores opostas, lembre-se de suas conquistas! De seus momentos difíceis! E lembre que cada um defende uma cor. No mais, mudam os nomes, os craques, as épocas. A emoção, deve ser parecida, mas indescritível. Esse é o Gre-Nal!

E em 2009,a rivalidade Gre-Nal completa 100 anos. 100 anos dos 10 a 0, uma goleada da época que a rivalidade ainda engatinhava, mas que está na história e que provavelmente jamais será batida! E veio os 10 a 1. Hegemonia tricolor. Arrancada colorada. Os 7 a 0. O Rolo Compressor colorado. Os 6 a 0 do Inter, que eram para ser 11, conforme relatos da época – coisa que também, provavelmente, jamais voltará a acontecer. Seja verdade ou não. Hepta tricolor. Doze títulos em treze disputas. Inigualável. E veio o octa colorado. Outra marca inigualável. Tudo dentro da rivalidade. A retomada da hegemonia vermelha. O campeonato citadino de Porto Alegre. O campeonato gaúcho. Crescemos juntos. E veio então o campeonato brasileiro. A Copa do Brasil. A Copa Sul-Americana. A Copa Libertadores. A Taça Mundial Interclubes. Títulos importantes. Grandes craques. Grandes conquistas. Torcedores apaixonados. Histórias distintas que sempre caminharam juntas, de mãos dadas – apesar das cores diferenciadas.

O azul, o vermelho, o branco e o preto. Quatro tonalidades. Duas paixões do povo. Duas histórias que se confundem. Este é o Gre-Nal. O clássico que completa 100 anos em 2009. É a maior rivalidade do futebol brasileiro, em minha “bairrista” e emotiva opinião! Parabéns Inter e Grêmio. Parabéns colorados. Parabéns gremistas. Eu, você. Todos nós. Somos protagonistas de uma rivalidade que começou há 100 anos e que começa, em 2009, a escrever novos e belos capítulos que ficarão marcados para sempre na memória do torcedor gremista e colorado e, também, e na história do futebol gaúcho, brasileiro e mundial!

Sexta-feira, Fevereiro 06, 2009

NOVA OUVIDORIA COLORADA

POR: Movimento INTERnet/BV


O Movimento INTERnet/BV criou uma ferramenta para monitorar a qualidade do complexo Beira-Rio e seus serviços. Queremos saber a opinião do torcedor colorado em serviços como bilheteria, bares, estacionamentos e outros serviços do complexo Beira-Rio.

O Club já dispõe de mecanismos para receber queixas e sugestões, como a Ouvidoria, mas o Movimento acredita que um monitoramento independente poderá ajudar os conselheiros do grupo a avaliar a necessidade de conversar com a direção do Internacional sobre melhorias pontuais no patrimônio e nos serviços do clube.

Gostaríamos de pedir aos amigos que utilizem a ferramenta e apontem sugestões ou erros para que possamos melhorar o sistema aos poucos.

É importante ressaltar que a pesquisa, montada a partir de um formulário do
Google Docs, ainda está em fase de testes
.

Update: Tiago Vaz

Convido a todos os torcedores que estiveram presentes no Beira-Rio ontem no jogo contra a ULBRA para já deixarem aqui os seus reclames e seus elogios. Segue o link para o formulário da ouvidoria do movimento.

http://spreadsheets.google.com/viewform?key=p1oNML9y5JTszUUiATORhWQ&hl=en

ANÁLISE - Rolinho 2009 "versus" Banguzinho 2009

Por Luciano Bonfoco Patussi
06 de fevereiro de 2009

Espero sinceramente, enquanto torcedor colorado – e ao mesmo tempo buscando ser o mais imparcial possível, estar correto em análise a ser exposta a seguir. Neste início de campeonato gaúcho de 2009, vimos no meio desta semana situações parecidas. Clubes de grandeza imensurável como Internacional e Grêmio utilizaram equipes reservas no campeonato estadual, visando poupar as escalações titulares para o clássico Gre-Nal do final de semana. Um Gre-Nal que promete incendiar o Rio Grande. Afinal de contas, sou bairrista assumido, mas discuto com quem quiser: O Gre-Nal tem a maior rivalidade do Brasil.

Mas diante destes fatos, apenas uma rodada é pouco para se ter uma análise concreta de capacidade, ainda mais considerando que uma equipe jogou na serra gaúcha – em Veranópolis, enfrentando as dificuldades dos campos acanhados do interior do Estado. Já a outra equipe, atuou em casa, contra uma equipe universitária – Ulbra – já não tão forte quanto em anos anteriores. Mas o fato é que o Grêmio reserva, contra as dificuldades impostas pelo motivado Veranópolis e seu campo diminuto, sucumbiu. E não interessa um provável erro de arbitragem – o que para mim não ocorreu. O Grêmio reserva sucumbiu.

Já o Inter reserva – é importante que se diga que atuou contra uma deficitária equipe da Ulbra, dentro do Beira-Rio – sobrou em campo. Após um início difícil para o Inter, onde a equipe canoense da Ulbra dominou as ações marcando no ataque o bom mas inexperiente – em nível profissional – time colorado, o alvirrubro reagiu. Posicionou-se corretamente em campo, comandou a partida, virou o jogo, fez quatro gols, se acomodou na disputa vencida e, diga-se de passagem, cabiam mais gols. Mas não era preciso. Arílton ainda é jovem, deve provar muito mais com o decorrer do tempo. Danny Morais e Taison são afirmações que não devem ser “travadas” pelo treinador colorado. Sempre que possível, devem continuar atuando na equipe principal. Danny inclusive poderia ser o primeiro volante do time, no caso de Tite querer promover um “adorado” esquema com três volantes, em detrimento a um quarteto ofensivo de maior qualidade. Está provado que Danny Morais joga mais, seja na zaga ou no meio-campo, do que Maycon, por exemplo. E acho ainda que é mais jogador que Paulinho, mesmo que a amostragem que tive sobre o jovem volante colorado seja ainda muito reduzida para a formação de convicção.

Além destes jovens, pude confirmar no jogo contra a Ulbra algo que eu já observava há alguns meses: Andrezinho não é jogador para ser titular, ainda mais em um time que conta com Alex e D’Alessandro como meio-campistas. Entretanto, é uma excelente opção de grupo. Sempre que solicitado, Andrezinho entra e desempenha bem suas funções. Foi excelente para o grupo colorado a renovação de seu contrato. Sempre que atua, joga bem. Seja decidindo jogos, com gols, ou simplesmente atuando bem taticamente e com muita vontade e relativa qualidade tática e de bons passes.

Já do time do Grêmio chamado reserva que observei contra o Veranópolis, Jadílson é disparado o melhor. Ao meu ver, será titular do time da Azenha em pouco tempo. Foi uma das melhores contratações do Grêmio para 2009. Só não tinha seqüência para provar seu valor no São Paulo porque o tricolor do Morumbi conta com Jorge Wagner na função. Aí ficava difícil. No mais, o time do Grêmio ontem – mesmo com todas as dificuldades do campo e da reclamada arbitragem contrária a seus interesses – era jovem, desentrosado, sem grande qualidade e imperito. Jonas melhorou a equipe quando entrou. Mesmo por vezes desvalorizado por parte do torcedor gremista, vejo em Jonas, para o Grêmio, uma figura importante e decisiva de grupo, tal qual é Andrezinho para o Internacional.

Além destas diferenças entre as equipes reservas de ambos os times, cito outra situação que pode decidir o ano de 2009 a favor do Inter: a organização do clube, que cresce administrativamente desde 2002, enquanto o maior rival ainda corre atrás de uma organização melhor – o que na Azenha ocorre desde 2006. Vemos atletas no Inter com longos contratos. Jogadores diferenciados com contratos firmados de três ou quatro anos. Isso é garantia de trabalho de longo prazo e dá tranqüilidade para um profissional ambientar-se ao clube e também a cidade, vindo a desempenhar o seu melhor futebol. Já no Grêmio, as dificuldades de alguns anos de gestões incompetentes que pela Azenha passaram, ainda são claras.

O Grêmio – com exceção de alguns jovens talentos que ainda não recebem salários exorbitantes – ainda não consegue firmar longos contratos com seus bons contratados. Resumindo, bons reforços de nível nacional como Ruy, Jadílson e Alex Mineiro, que podem fazer a diferença em 2009 em suas respectivas posições, se jogarem bem neste ano, podem ir embora ao final da temporada praticamente gratuitamente. É o risco que o tricolor ainda corre. Mas apesar de tudo isso, ainda acho que o Grêmio titular melhorou individualmente em relação a ele mesmo, comparando com o ano de 2008. Resta saber se o treinador Celso Roth vai conseguir impor neste time o mesmo ímpeto que tinha a equipe tricolor do ano passado, que mesmo relativamente mediana, chegou ao vice-campeonato brasileiro, após campanha irrepreensível alcançada no primeiro turno do certame nacional.

Concluindo, o que quero expor após toda essa análise – isso é uma convicção minha enquanto analista, mas espero enquanto colorado que isso se realize de fato em campo neste 2009 – é que onze bons titulares, mas sem a certeza de uma seqüência de trabalho a longo prazo (dois ou três anos de contrato), realizam boas campanhas, ganham jogos, realizam algumas “epopéias passageiras” e, de repente, por um grande acaso, conquistam algum importante título. Já um grupo coeso, unido, adaptado, com contratos longos e com qualidade acima da média nacional, conquista títulos e mais taças. Tomara, para os colorados, que assim seja!

DESTAQUES

ESPECIAL DO CENTENÁRIO:
História Colorada e Fotos Antigas

ENTREVISTA: Delegado Poppe

O INTER NA REVISTA PLACAR

POESIAS COLORADAS

ALEXANDRE PATO NO INTER


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