Quarta-feira, Janeiro 28, 2009

Kléber e Alecsandro no Inter

por Gerson Sicca

O Internacional tinha dois problemas crônicos na temporada passada, e que tinham tudo pra se manter na temporada 2009: as laterais e a referência no ataque. O colorado venceu a Copa Sul-Americana jogando com uma linha de quatro defensores, depois de ter perdido boa parte do ano com testes infelizes, apostando em jogadores fracos como os laterais direitos Ângelo e Ricardo Lopes. No ataque, Nilmar jogou isolado o ano inteiro, o que comprometeu a produção ofensiva e sacrificou o meio-campo, já que a falta de um jogador que segurasse a bola no ataque fazia com que os adversários passassem todo o segundo tempo pressionado o Inter. A equipe suportava bem o primeiro tempo, quando ainda conseguia correr mais. Na etapa final a equipe muitas vezes limitava-se a defender, e de forma deficiente.
Agora parece que a direção conseguiu trazer dois jogadores que podem resolver, ou pelo menos minimizar esses problemas. O atacante Alecsandro, que retorna dos Emirados Árabes, pode ser o jogador de referência na frente, o que daria mais espaço para a movimentação de Nilmar. E o lateral-esquerdo Kléber é um dos melhores brasileiros em atividade na posição, e tem tudo para destacar-se. É jogador diferenciado e quer reservar seu lugar na seleção brasileira, o que é um grande motivador para ele atuar com disposição pelo Inter.
Com essas duas contratações o Inter pode evoluir. Nos dois primeiros jogos pelo Campeonato Gaúcho mostrou problemas já conhecidos do torcedor. Se o Inter quiser conquistar grandes títulos terá que melhorar muito. Para isso Tite terá que mostrar serviço.

Foto: www.globoesporte.com.br

Terça-feira, Janeiro 27, 2009

Expectativa: Lateral esquerdo Kleber e atacante Alecsandro devem ser apresentados hoje

Por Luciano Bonfoco Patussi

Rumores dão conta de que o atacante Alecsandro, ex-Vitória, Cruzeiro e que estava no oriente médio, e o lateral esquerdo Kleber, ex- Corinthians, Santos e recentemente convocado para a seleção brasileira, serão apresentados hoje à tarde no Beira-Rio como novos reforços para o ano do centenário do Internacional. A direção, como de praxe e isso é correto, só oficializa e divulga após a assinatura do contrato. Ambos os atletas estão na faixa dos 27 ou 28 anos de idade. Se forem comprometidos com a profissão de jogador de futebol, tomando todas as precauções, dedicando-se aos treinamentos, respeitando o clube e o torcedor e adaptando-se a cidade, possuem qualidade suficiente para rapidamente assumirem, respectivamente, as camisas de número 6 e número 9 do time do Inter nesta temporada.

Confirmando estes reforços ao final da tarde de hoje, acredito que o grupo do Internacional estará fechado para o ano – isso se não tivermos nenhuma negociação dos principais jogadores colorados indo para o exterior, casos de, principalmente, Nilmar e Alex, que possuem interesse “extra-oficial” divulgado a todo instante. Quando digo “grupo fechado”, quero dizer que todas as principais carências do time estarão preenchidas. Lógico, faltou a contratação de um lateral-direito reconhecido e de ofício, mas isso é algo difícil de acontecer no mercado brasileiro. Hoje contamos com Bolívar na função e trouxemos Arílton, jovem revelação do Coritiba.

Mais ainda: quando falo em “grupo fechado”, e é importante que a direção do clube entenda assim, é necessário frisar que um time que alcançou nos últimos anos o status e o reconhecimento que o Inter adquiriu – clube de ponta, entrando favorito ao título em todas as competições que disputa – deve estar sempre preparado para reforçar o time com bons jogadores que, por ventura, estejam sendo colocados como disponíveis no mercado em determinado momento. Foi isso que o São Paulo, por exemplo, fez no início do ano. Não satisfeito com o tri-campeonato brasileiro consecutivo, o tricolor paulista foi às compras e reforçou ainda mais o time, tornando-se, desde já, favorito à conquista do campeonato paulista, da Copa Libertadores e do campeonato brasileiro de 2009. Todos foram reforços de primeira linha do futebol brasileiro.

Guardadas as proporções, é mais ou menos esta linha de pensamento que, acredito, o Inter está seguindo. Ao notar a carência na qualidade do apoio ofensivo na lateral pelo lado direito, o que foi feito? Foi firmado um lateral de boa marcação na direita e para disputar posição foi contratado um reforço que é uma jovem aposta. E espera-se compensar a aparente deficiência no apoio pelo lado direito, pelo lado esquerdo, trazendo para o setor canhoto um jogador em condições de lutar por vaga na seleção brasileira, que conta com boa marcação e ótimo apoio ao ataque, caso de Kleber. E a carência na capacidade de finalização estará sendo resolvida com a chegada do atacante Alecsandro. Lógico, isso tudo no “papel” é muito bonito e agradável de se analisar. Principalmente para o torcedor, a perspectiva é a melhor possível. Mas se falando de futebol, vamos esperar a confirmação da chegada dos reforços hoje para, após algumas partidas, fazer a avaliação. Devemos dar um tempo ao treinador para os resultados aparecerem.

Mas a tendência é de que o rendimento da equipe melhore consideravelmente, isso se for escalado com o quarteto ofensivo D’Alessandro, Alex, Nilmar e Alecsandro. Só espero que este quarteto, estando disponível, seja escalado pelo treinador colorado e que nenhum dos jogadores citados anteriormente fique no banco de reservas, para dar espaço a mais um volante no time titular.

A situação que o mercado de contratações impõe é de que alguns reforços demorem um pouco para chegar. É o caso de Alecsandro e Kleber. Mas vamos torcer pela chegada deles e aguardar os resultados dentro de campo!

Quinta-feira, Janeiro 22, 2009

Torcedores em risco na Copa Santiago de Futebol Juvenil

Por Fábio Rosalvo Urnau (colaborou Ronald “Gordo” Miorin, de Santiago, RS)

Não costumo criar dois posts num mesmo dia, apenas quando as circunstâncias são urgentes e necessitam de uma atenção rápida e realmente necessária. Pois foi uma dessas situações que me chegou no final da tarde desta quinta-feira.

Uma das principais competições do futebol das categorias de base no Brasil oferece sérios riscos para os torcedores que assistem os jogos no Estádio Alceu Carvalho.

A Copa Santiago de Futebol Juvenil, também chamada de Taça Romeu Goulart Jacques, é um dos mais tradicionais torneios de futebol de base, categoria juvenil. Ela é realizada anualmente na cidade de Santiago, município da região Missioneira de aproximadamente 50 mil habitantes, aqui na província de São Pedro do Rio Grande do Sul, localizado a aproximadamente 440km da Capital, Porto Alegre, e a aproximadamente 150km de Santa Maria. É um torneio oficial da Federação Gaúcha de Futebol, tem a chancela da Confederação Brasileira de Futebol e é autorizada pela Federation Internacional de Football Association, mais conhecida pela alcunha de FIFA. Neste ano de 2009 está sendo realizada desde o dia 08/01 a 21.ª edição do torneio, disputando ele equipes tradicionais do futebol nacional e internacional, com a dupla Gre-NAL, Cerro (URU), Guarany (PAR), Toluca (MEX) e Peñarol (URU). O torneio é organizado pelo Cruzeiro Esporte Clube, agremiação local.

Quando uma tábua se solta, ela desce o plano inclinado e pode atingir quem está sentado no próximo degrau.A fixação é feita com pregos.

Pois eis que neste ano se instalou arquibancadas de madeira no Estádio. Até aí tudo bem, normal, afinal muita gente vai acompanhar os jogos da população local e da região e mais arquibancadas são bem vindas. O grande problema está na forma como foram instaladas as arquibancadas, que oferecem sérios riscos para os torcedores e estão em péssimas condições. Essas arquibancadas foram instaladas em três lados do Estádio, sendo as mesmas de madeira com estrutura de ferro sustentando as tábuas. Porém, as tábuas não são fixadas na estrutura de ferro com porcas ou parafusos, mas sim com pregos.

Claro que quando um torcedor senta no meio da tábua da arquibancada, a mesma verga e as bordas sobem, deixando expostos os pregos que se soltam facilmente e soltam as tábuas da sua precária fixação. As tábuas escorregam sobre a estrutura de ferro em plano inclinado sem essa fixação e correm grande risco de atingir os demais torcedores sentados em outros degraus.

Reparem no risco para as crianças e até para adultos. Metade das tábuas já caiu. Notam-se buracos no meio dos torcedores.

Mas tem mais: nessa movimentação das tábuas frouxas, criam-se vãos entre os degraus da arquibancada, oferecendo sérios riscos para que crianças ou até mesmo adultos caiam de uma altura que pode chegar a até 3m.

Quer mais ainda? Pois amanhã tem o Gre-NAL que decide uma vaga na final do torneio. E a velha máxima de um Gre-NAL do Beira Rio ou do Olímpico vale para qualquer clássico, seja ele onde for: Gre-NAL é sempre Gre-NAL. Pode acontecer de tudo, especialmente pela grande rivalidade envolvida entre os dois tradicionais rivais. Todas essas tábuas soltas, com pregos ou sem pregos, criam um risco enorme de virarem ARMAS nas mãos de pessoas má-intencionadas que venham a se exaltar além do limite da civilidade. Ou uma criança pode cair dentre os vãos que se forma pelo movimentos dessas tábuas e se ferir gravemente dependendo da altura e como cai no solo.

Repare novamente nos vãos no meio da torcida. Tábuas faltando a 3 metros de altura.

Enfim, é inadmissível que uma situação como esta aconteça em uma competição tão tradicional do futebol juvenil brasileiro. E que tem a chancela dos órgãos oficiais, que deveriam cobrar e fiscalizar este tipo de situação e que serão as primeiras e se esquivar de qualquer responsabilidade caso ocorra uma tragédia no Estádio Alceu Carvalho.

Como me disse o Ronald na conversa em que ele me relatou estes fatos rodos:
Sabe como é cidade pequena: antes de ser gremista, o infeliz (por ser gremista) é teu irmão, teu parceiro, filho do teu amigo, pai da tua namorada... E não eras deixar eles (ou nós) nesse risco...
Não tem muito a ver com o Inter, têm a ver com o Grêmio também por conta do Gre-NAL que acontecerá amanhã, mas uso deste meu espaço para dar voz ao mundo deste fato lamentável de descaso com a VIDA dos torcedores e habitantes da missioneira Santiago e da região.

Tábuas soltas. Torcedores correndo risco de queda.

E a VIDA de Gremistas e Colorados é que deve ser colocada em primeiro lugar SEMPRE.
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Fotos: Ronald “Gordo” Miorin. Para ver as legendas das fotos, passe o mouse sobre as mesmas. Para visualizar as fotos com maiores detalhes, clique uma vez sobre elas.

Envie para seus conhecidos da imprensa este texto para alertar os mesmos sobre as precárias condições que estão sendo oferecidas aos torcedores na Copa Santiago. Talvez com o alerta na imprensa, ocorra a sensibilização dos organizadores para que não coloquem vidas em risco da forma como se está colocando.

O Começo da Temporada 2009

Por Fábio Rosalvo Urnau

Finalmente recomeça o futebol de fato. De fato porque recomeça o futebol dos profissionais, da equipe principal, já que um pouco de saudades do Colorado matávamos com as equipes de base do Inter que disputou o Brasileiro Sub-20 no final de dezembro e a Copa São Paulo, competição Sub-18, onde o Inter foi novamente eliminado nos pênaltis na última terça-feira.

Mas agora voltamos ao que realmente interessa, até porque categoria de base deveria servir basicamente para formar jogadores e não para ganhar títulos. E a estréia do ano de 2009, o ano do Centenário, foi algo que decepcionante.

De certa maneira, podemos e devemos considerar que o Inter teve apenas 15 dias de preparação para este jogo inicial da temporada, contra o Santa Cruz. A questão física dos jogadores ainda não estava lá grande coisa e não vai estar por um bom tempo ainda, situação que as equipes do interior não tem tanto problema no começo do Campeonato Gaúcho, pois começam a treinar bem antes. Pode-se dizer que por ser o primeiro jogo da temporada o time não entrou devidamente ligado e que não conseguiu desenvolver todo o seu futebol. Algum entrosamento que se perde nesse período sem treinos, talvez.

Mas creio que a sensação dos quase 15 mil torcedores que foram ver uma partida que foi marcada em horário de café-da-tarde (by Gonçalves), em pleno janeiro onde muitos estão de férias ainda ou recém retornando das mesmas, contra o Santa Cruz, equipe infinitamente inferior ao Internacional, dentro do Beira Rio, estando o Inter praticamente com o mesmo time que há pouco mais de um mês conquistava a Copa Sulamericana; enfim, creio que o sentimento dos que estavam no Beira Rio, ou que ouviram nas rádios como eu, ou que viram no famigerado pay-per-view; independentemente onde se viu ou ouviu, o sentimento foi de uma certa decepção. No mínimo, acredito que tenha sido de frustração.

O Inter perdeu chances de gol incríveis. Inúmeras. De todos os tipos: dentro da pequena área, de fora da área, chute de média distância, de cabeça, rebote… Perdeu gols de todos os jeitos possíveis. Mas o que mais ficou claro no jogo da última terça foi a dificuldade que o Inter tem em enfrentar equipes retrancadas quando utilizamos este esquema com uma linha defensiva de quatro zagueiros atrás e mais um volantão na frente da zaga. Desta forma, Alex, que deveria estar lá na frente encostando com Nilmar, fica absurdamente longe do mesmo, pois tenta vir buscar jogo no meio-campo ao invés de servir de segundo atacante. E Nilmar coitado tem que tentar abaixo de pancadas de todos os lados abrir espaços que não existem na maioria das vezes. Quando temos pela frente um time que joga mais solto e não se fecha tanto atrás, um time que ataca mais, conseguimos aproximar os nossos jogadores de frente e construir as jogadas, mas no retrancão do Gauchão apenas um jogo serviu pra ver que não, não temos como passar.

Pra algo serviu a estréia: temos dificuldades sim. E já foi providenciado e anunciado Alecsandro, ex-Cruzeiro e que estava nas Arábias ganhando seus petrodólares, para tentar suprir a carência do time de um centroavante de verdade ali na frente, fazendo companhia pro Nilmar. Se vai ser bom, se vai jogar alguma coisa ou não vai, se vai fazer gols como fazia no Cruzeiro, se vai ser o melhor centroavante do Universo, bom, isso nem eu nem Deus sabemos. Talvez só Ele saiba. Mas precisávamos de uma alternativa. E ela foi prontamente apressada e anunciada.

Porém a escalação de Alecsandro remete a uma mudança importante de concepção tática no nosso time, pois provavelmente o sacrificado será aquele que faz hoje as vezes que o Edinho (Obrigado por vendê-lo, Píffero. As finanças do Internacional agradecem.) fazia de proteger a zaga, ficando Magrão e Guiñazu, agora capitão, como volantes e que saem pro jogo quando preciso, mas com forte poder de marcação e combate defensivo em primeiro lugar. Da mesma forma como jogaram os times melhores classificados no último Campeonato Brasileiro.

Creio que esse jogo contra o Santa Cruz, decepcionante de um lado, serviu para dar uma luz de outro, um lado bem mais importante. O lado de que o time pode melhorar ainda mais do que promete e do que já mostrou no final do ano passado. A luz de quem pode e quer aspirar por muitas conquistas no ano mais importante da história do Internacional.

Até este momento, ao menos, como diria o célebre filósofo Homer Simpson.

Segunda-feira, Janeiro 19, 2009

O controle jurisdicional das decisões da Justiça Desportiva

Por: Pedro Alfonsin

Blog Direito no Futebol


O Bacharel em Direito pela PUC-RS e membro do GEDD, Grupo de Estudos de Direito Desportivo, Alencar Tonello, teve em seu TCC - Trabalho de Conclução de Curso, sobre o tema “O controle jurisdicional das decisões da Justiça Desportiva”, sob orientação do Jurísta Araken de Assis, a obtenção de Grau Máximo, e a indicação para publicação no site da Universidade que pode ser lido no link a abaixo:

http://www.pucrs.br/direito/graduacao/tc/tccII/trabalhos2008_2/alencar_ornelles.pdf

Da mesma forma, o membro do GEDD Christian Pfeifer Koelln, já havia tido seu TCC sobre Extinção do contrato de trabalho do jogador de futebol, publicado no site da PUCRS no semestre anterior, conforme link abaixo.

Parabéns.


Nota (por Tiago Vaz): Vale a pena ler o trabalho na íntegra. É muito bom, mesmo para quem não tem formação no assunto!

Sábado, Janeiro 17, 2009

D'Alessandro: I Dream Of The World Cup

Gregory Sica, Goal.com


Internacional playmaker, Andres D'Alessandro, admitted that it would be a dream come true to participate with Argentina in the 2010 World Cup in South Africa...



Argentine midfielder Andres D'Alessandro, who plays for Internacional of Porto Alegre, admitted that he "dreams of playing in the next World Cup," but he understands that in order to reach his objective, he has to be in his best form with his Brazilian club at all moments.

"If one plays well in the local tournament, and in the other competitions, the opportunities will be there. I dream about this, to play in the World Cup with the national team," stated D'Alessandro, to Gazeta Esportiva on Friday.

The former River Plate, San Lorenzo, Wolfsburg, Portsmouth, and Real Zaragoza player was called up by former national team coach Alfio Basile, as soon as he joined Inter last year, but he wasn't given an opportunity to play.

D'Alessandro knows that he has to concentrate on playing well in Brazil, and doing so will possibly present him with greater possibilities with Argentina: "I want to be a protagonist at Inter. But the important thing will be to think about the group, more than personal goals."

The exciting playmaker played a key role as Internacional lifted the Copa Sudamericana for the first time last year.

Sexta-feira, Janeiro 16, 2009

(OFF) Tragédia com o Brasil de Pelotas


Esta é uma notícia que ninguém gosta de falar nem de pensar, mas é algo que infelizmente ocorreu.

Às 23h40min da noite desta quinta-feira o ônibus onde estava a delegação do Grêmio Esportivo Brasil, aqui de Pelotas, sofreu um sério acidente quando retornava de Santa Cruz do Sul, onde realizou amistoso de preparação contra a equipe do Santa Cruz.

O acidente aconteceu no entroncamento da BR/RST-471 (Encruzilhada do Sul – Canguçu) com a BR-392, há aproximadamente 50km do município de Canguçu, onde numa das alças no viaduto de acesso à BR-392 o ònibus perdeu o controle e capotou na rodovia, caindo posteriormente num barranco por aproximadamente 10m abaixo do nível da rodovia.

Restou desta feita diversos feridos dos 29 passageiros que estavam no ônibus, alguns de forma grave e que neste momento ainda se encontram em bloco cirúrgico para tentar reverter seus ferimentos e, infelizmente, três restaram vitimados fatalmente: o preparador de goleiros Giovani Guimarães, o zagueiro Régis Alves e o ídolo e artilheiro Cláudio Millar.

Deixo uma foto do artilheiro xavante vitimado nesta tragédia e desta forma homenageio os demais vitimados.
Cláudio Millar - ídolo da torcida Xavante

Deixo também a solidariedade da fanática Nação Colorada para com toda a fanática Nação Xavante e o sentimento de pesar pelas vítimas fatais e pelos feridos.

O futebol do Rio Grande do Sul está de LUTO.

Mais informações poderão ser acompanhadas no meu blog Um Café e um Mate.

Quinta-feira, Janeiro 15, 2009

A Venda de Edinho

Por Fábio Rosalvo Urnau

Muitos concordarão. Muitos discordarão.

Assim é qualquer tópico ou post ou opinião sobre o volante Edinho.

Cria das categorias de base do clube, Edinho de um jeito ou outro, bem ou mal, vem jogando no Inter desde 2004. Já foi zagueiro de sobra, quarto zagueiro, mas veio a se firmar definitivamente na Libertadores de 2006 como primeiro volante, aquele que tem como função primária e essencial a contenção, de ser o cão-de-guarda da defesa e eventualmente virar um terceiro zagueiro quando o time precisa se defender.

Jeito 'meigo' do capitão colorado recuperar a bola...

A Libertadores de 2006, como enfatizado, foi o auge do atual Capitão colorado. Os seus defensores mais ferrenhos fazem questão de lembrar eternamente o passe que Edinho deu para o Sóbis no Morumbi, no primeiro gol do jogo de ida da final contra o São Paulo.

Mas o que mais irrita aqueles que o odeiam é o fato dele muitas vezes não conseguir dar um passe de 2 metros. E o ponto máximo da corneta sobre o capitão (e sinceramente, o ponto que mais me irrita no capitão): Edinho tem a péssima idéia de querer sair pro jogo carregando a bola, coisa que ele notoriamente não tem habilidade para fazer. E o pior: na maioria das vezes ele perde essa bola no ataque e o cão-de-guarda que deveria estar guarnecendo a defesa deixa esta completamente à deriva.

Se ele se limitasse a fazer estritamente aquilo que ele deveria fazer (recuperar a bola e passar para o companheiro mais perto para que inicie o ataque), seria disparado o melhor primeiro volante do Brasil.

Mas porque falo tudo isso? Porque apesar de não gostar de alguns aspectos do seu jogo, acho que o Capitão Edinho é um jogador que é útil para o time na função que deveria sempre e simplesmente desempenhar.

Edinho comemorando o golaço conra o Botafogo - ele merece fazer o seu pé-de-meia...

Porém, a venda do Edinho é importante neste momento para o Internacional. Primeiro porque o mesmo já está começando a ficar velho para o mercado, portanto este deve ser um dos últimos momentos favoráveis para vender o jogador.

Segundo, e mais importante: a venda de Edinho permitirá que o Internacional tenha uma sobra de caixa tal que não precise se desfazer de jogadores mais decisivos e importantes num âmbito geral, como Nilmar, D’Alessandro ou Alex. Vendendo Edinho teremos dinheiro para manter estes jogadores por no mínimo mais 6 meses sem problemas de no meio do ano termos que vender um deles pela proposta que surgir para fechar o buraco no balanço.

Por esse motivo, e somente por este, é que acho que o Píffero deve aceitar os €3 milhões oferecidos pelos italianos do Lecce e liberar o multi-campeão Edinho para ganhar a sua grana e fazer seu fundo de aposentadoria.

Substitutos creio que não serão problemas. Afinal, os jogadores passam, mas eterno mesmo é o Centenário Sport Club Internacional.

Segunda-feira, Janeiro 12, 2009

O Inter e o Samba: Vicente Rao

Por: Tiago Vaz

Ano passado eu desfilei na Vermelho e Branco Carioca. A Salgueiro inflou meu alter-ego sambista e neste ano... se tudo der certo, estarei de volta na avenida, desta vez aqui em Porto Alegre... homenageando os 100 anos do Sport Club Internacional junto com a Imperadores do Samba.

Pesquisando sobre o envolvimento do Inter com as escolas de Samba, notei que além da importância destacada do grupo Venezianos, que superaram os Esmeraldinos e ditaram a nossa coloração Vermelha e Branca ao invés de um enjoativo (pejorativo) verde e branco papada, existiu um outro personagem fundamental para entender a história de amor e sinergia entre o Clube do Povo do Rio Grande do Sul e o maior patrimônio cultural Brasileiro, o Samba. Este grande homem, literalmente grande, foi Vicente Rao.

Para os mais velhos, talvez eu esteja aqui retratando um personagem notório e já conhecido. Mas para os jovens como eu... essa figura pouco destacada em nosso tempo Internético, sem dúvida nenhuma vai ser surpreender a muitos.

A história dele e a sua importância, eu tentarei demonstrar nesta compilação de textos e artigos que coletei na Internet a seu respeito.

Quem foi Vicente Rao.


A conhecida hierarquia da corte carnavalesca, tal qual a conhecemos hoje, se consolidou lá pelo anos 60. Antes disso, cada rancho ou bloco carnavalesco tinha a sua respectiva realeza. A figura do Rei Momo como o monarca da festa popular surgiu em 1937, quando o jornal "A Noite", inspirado na figura olímpica do Momo dos rituais pagãos da Grécia antiga, inventou um boneco de papelão com a forma de um homem obeso e bonachão. Era a figura típica do fanfarrão, que não trabalhava e tirava onde de quem pegava no batente. O boneco virou símbolo dos desfiles carnavalescos, até que virou gente. Além de garantir a alegria dos quatro dias de folia, um dos objetivos da "realeza" é sempre atrair cada vez mais pessoas para o meio carnavalesco. A festa popular tende a crescer e amalgamar as diferentes camadas da sociedade.

Em Porto Alegre, lá pela década de 30, ele era apresentado como um sujeito que mal cabia num fraque, e cercado de ajudantes. Anos depois, surgiriam os reis momos Lelé e Macalé, que animavam festas pelos bairros da cidade. Mas o maior Rei Momo de todos os tempos na capital foi Vicente Rao, o personagem da folia cujo reinado de 22 anos (de 1950 a 1972), cuidou de transformá-lo no maior mito do Carnaval gaúcho de todos os tempos. Rao foi um dos homens mais bondosos e ingênuos que já pôs uma coroa de rei, soberano cheio de uma alegria e um magnetismo pessoal que era difícil e encontrar e símbolo de toda uma época que passou - de uma Porto Alegre exuberante e boêmia, dos tempos dos desfiles da avenida Borges de Medeiros. Conhecido como "O Primeiro e Único", ele comandava o bloco "Tira do Dedo do Pudim", certamente o mais engraçado de todos.


O "Rei" Vicente Rao

Semanas antes do Carnaval, Vicente Rao escrevia "comunicados" no estilo dos comandos militares. Claro, era pura galhofa. A extinta "Folha da Tarde" costumava os publicar sempre com destaque, e com a assinatura "Vi-100-T Rao". Era a alma da festa, o Carlos Magno, o Júlio César, o Napoleão da folia. O seu bloco sempre aparecia cantando assim:

Ó meu amor
Não faz assim
Eu sou o bloco
Tira o Dedo do Pudim!

Mas o preclaro leitor deve estar se perguntando: o que isso tem a ver com futebol? Acontece que, além de Rei Momo, Rao era um dos maiores torcedores do Internacional - senão, o mais antológico. Antes de fazer história na folia porto-alegrense, ele era colorado do bigodinho aos sapatos. Mais do que isso, ele era olheiro do clube. Foi o criador da primeira escolinha de futebol do Inter e da primeira torcida organizada do país: a Camisa 12. Na época, o time era considerado de negros e pobres desassistidos. A torcida era uma espécie de desforra à sua situação de classe, se comparadas ao chamado elitismo de cor do arqui-rival, o Grêmio. Rao criou faixas e bandeiras, sempre provocando a gozação dos tricolores. Porém, ele tanto insistiu na moda que ela acabou pegando entre os torcedores adversários. Em povo tempo, eram os gremistas que criavam faixas e bandeiras. Ao ver o sucesso da sua idéia perante os azuis, Vicente Rao preparou o deboche.

Num Gre-Nal na Timbaúva, o estádio do Força e Luz, o futuro Rei Momo esperou que os gremistas levantassem a primeira faixa para erguer a sua, onde se liam em letras garrafais a frase provocativa e zombeteira: IMITANDO OS NEGRINHOS, HEIN?.

Aliás, Rao era um caso de coloradismo patológico e fatal: nasceu justamente em 4 de abril, data de aniversário de seu clube do coração. Se divertia em dizer que não havia nascido: foi inaugurado. Viveu a primeira dentição de craques do alvirrubro dos Eucaliptos, o Rolo Compressor. Ivo, Alfeu, Nena, Abgail, Ávila, Villalba, Tesourinha, Viana, Adãozinho, Tesourinha e Carlitos. Por sinal, a expressão "rolo" foi criada por ele, que desenhava em charges que mandava para os jornais, até que o nome pegou. Certa vez, encontrou uma cabrita que pastava no terreno de um certo Lothar, e pediu-a emprestada. Batizou-a de Chica. Desde então, a mascote seria o talismã de Rolo, e freqüentava sempre as arquibancadas do velho estádio. Rao dizia que ela era o símbolo da sorte e da força do time.

Na final do Campeonato Citadino de 1943, disputado no Fortim da Baixada (a primeira sede do Grêmio), ele tentou entrar com Chica no campo gremista. Os dirigentes azuis, já acreditando na tal história da "sorte", achou por bem impedi-la de entrar. Sem se dar por vencido, Rao arranjou auxílio de alguns torcedores, arrancou algumas tábuas da arquibancada e contrabandeou a cabrita pelo vão do muro. Qual não foi a surpresa e o ouriço de todos os presentes ao Gre-Nal quando Chica apareceu, feliz da vida, no meio da torcida. Reza a lenda que, no fim do disputado jogo, brilhou a estrela do "talismã" colorado quando, na cobrança de falta de Rui, a bola que ia certa para a linha de fundo, desviou até cair na forquilha esquerda do gol do assombrado Júlio, que viu o Grêmio perder mais um título. No fim, Chica foi carregada nos ombros dos torcedores da Baixada até os Eucaliptos. Para quem viu, foi uma das cenas mais burlescas que a cidade já presenciara até então...

Ele morreu em 1973 mas, ainda vivo, já era o maior mito do carnaval gaúcho. Após vieram Miudinho, Queixinho, Fábio Verçoza e o atual Otávio Frota Júnior. Rao também virou nome do museu do Internacional, que foi fundado em 1994 e que uma geração de desmemoriados condenou às traças. Até pouco tempo atrás, ele se reduzia a uns poucos adereços guardados em caixas de papelão, numa sala do ginásio Gigantinho. Em novembro do ano passado, a diretoria do Inter finalmente resolveu um projeto de revitalização do antigo museu - que já virou lenda urbana, por ser o único que "existe sem existir". O novo museu está previsto para ser inaugurado em 2006. O novo projeto foi elaborado para ser um projeto auto-sustentável, sem despesas para o clube. A captação de recursos será feita junto à inciativa privada, através das leis de incentivo à cultura. Antes tarde do que nunca, será uma justa homenagem ao maior monarca da folia de Porto Alegre, o primeiro e único Vicente Rao.

Fonte: Blog o profeta do acontecido.


O Torcedor Símbolo do Rolo Compressos

Quem criou a expressão "Rolo" foi Vicente Rao. Jogador na década de 20, acabou sendo inscrito na história do clube por ser um insuperável animador de torcida. Segundo o atacante Carlitos, aquele não era colorado, era 'o Colorado', era o Internacional em pessoa. Primeiro Rei Momo de Porto Alegre, Rao gostava de futebol e da juventude, tanto que foi ele quem criou as primeiras escolhinhas de futebol do Inter. Ele fazia desenhos dos jogadores do Inter e do time todo para depois levar pessoalmente aos jornais. Figura lendária do clube.




Foi aí que ele concebeu o antológico time da década de 40 na forma de um rolo compressor, amassando todos os adversários. Na mão de Rao, nada deixava de ser declaradamente popular. É deste tempo também o surgimento das grandes bandeiras e entradas do time em campo abaixo de foguetes, serpentinas, uma barulhada de sinos e sirenes. Por iniciativa de Rao, também surge nesta mesma década prodigiosa a primeira torcida organizada do Internacional, que também era a primeira que se tem notícia no Brasil.

Fonte: www.internacional.com.br


O Museu.


O Museu Vicente Rao é um museu brasileiro, localizado em Porto Alegre, na avenida Padre Cacique 891, no bairro Praia de Belas, junto à Biblioteca Zeferino Brasil, no Gigantinho. O funcionamento do museu é de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e de 14h às 17h30.

O museu conta a história do primeiro Rei Momo oficial de Porto Alegre, Vicente Rao, e relembra seus 22 anos de reinado, de 1950 a 1972.

Do acervo do museu constam fantasias, adereços e cerca de 1.800 fotos e correspondências, entre outros objetos do arquivo pessoal de Vicente Rao, que criou, no Sport Club Internacional, a primeira escolinha de futebol assim como a primeira torcida organizada do Rio Grande do Sul, denominada "Camisa 12".

Fonte: Wikipedia

Sábado, Janeiro 10, 2009

A FUNDAÇÃO DO INTER - PORTO ALEGRE ENTRE 1901 E 1916

POR: TIAGO VAZ

edit: originalmente postado em "A Trajetória de Henrique Poppe Leão - A História da Fundação do Inter. Tiago Vaz, Supremacia Colorada.com- 4 de Abril de 2009".

A ideia principal por trás deste novo capítulo, é contextualizar um pouco melhor o ambiente em que Porto Alegre vivia, na época em que Henrique Poppe Leão aqui viveu. Entre 1901 e 1916.
O centro de Porto Alegre, o comércio na Rua da Praia, as personalidades que ali viviam e trabalhavam, diariamente, convivendo com o jovem Henrique Poppe são o tema em destaque.

Centro de Porto Alegre, 1901.

O nome "Ao Preço Fixo" é uma homenagem ao local onde Henrique Poppe Leão enfrentou as primeiras jornadas de trabalho nesta capital. O seu primeiro emprego na cidade foi na loja de artigos importados "Ao Preço Fixo", fundada no início do século XIX em São Paulo pelo italiano Pontremolli e percursora da atual lojas Americanas.

Não se sabe ao certo, quanto tempo Henrique trabalhou nesta loja. Foi entre 1901 e 1909. Dali, Henrique partiu para o funcionalismo público, que posteriormente abriria as portas para sua volta ao jornalismo. A dita "Tenda de Gutembergue".

Recorde do jornal "A Rua", que narra sua carreira no Comércio.


A RUA DA PRAIA EM 1901.


Henrique Poppe Leão chegou em Porto Alegre provavelmente de barco, ou de trem. Acompanhado da mãe e seus 4 irmãos. Henrique era o mais velho, depois vinha José, Luiz, e o caçula Carlos. A única filha da família era a pequena Adelaide.

Ainda não existiam estradas interestaduais. Se chegou de barco, a familia deve ter ancorado no trapiche da praça da Alfândega, sendo recebida pelo tio "Thomé" e logo em seguida dado seus primeiros passos pela Rua dos Andradas.



Em 1901, haviam poucos carros da rua. O trânsito maior era de pedestres, que lotavam as ruas para fazer compras e negócios de todas as sortes. O transporte coletivo, era feito por bondes a tração animal (na grande maioria) ou carroças, e os poucos carros a motor que existiam na capital, circulavam trazendo curiosidade a todos os cidadães.

Homens de terno e chapéu, mulheres de vestidos longos, crianças de pé no chão e a gente que vinha ou trabalhava no campo vestida no melhor estilo tradicionalista de hoje, completavam o cenário da Rua da Praia em 1901.

http://www.carlosadib.com.br/poa_andradas1%20.jpg
Rua da Praia no início do Século XX. (Museu da UFRGS)

A primeira Loja da Rua da Praia

Rua da Praia, Nro 240. Ao lado da ponta da cadeiras, onde hoje fica o Gasômetro. Um dos primeiros grandes estabelecimentos da longa Rua dos Andradas.

A loja éra um alvoroso. A primeira da rua que ali começava e subia o centro da cidade até chegar a Santa Casa de Misericórdia. Uma das âncoras do comércio na cidade. Dezenas de funcionários se espalhavam pelo amplo salão, onde se encontrava de tudo. Panelas, roupas, tapetes e tudo mais que era importado da "América" (do norte) e da Europa. As mercadorias chegavam pelo porto de Santos, no estado de São Paulo. Lá ficava a maior sede da loja "Ao Preço Fixo" , fundada em SP e que se espalhou pelas principais capitais brasileiras até chegar a Porto Alegre, no final do século XIX.

Fotografia da página interna do Jornal O Diário.
Propaganda de diversos tipos. Entre elas....


.... um anúncio da loja Ao Preço Fixo.


.. roupas importadas e cobertores de lan de Camelo dos Verdadeiros!


Andradas 240.

Este último anúncio, foi encontrado no Jornal "A Federação".
Pode ser uma referência sobre a influência de Poppe Leão dentro do jornal Castilista.

Segue, relato sobre a vida do famoso pintor Manna, que expôs o seu primeiro trabalho no amplo salão desta loja em Porto Alegre.

Por iniciativa desse seu compatriota foi que em 1898 expôs na loja Ao Preço Fixo, de Porto Alegre, uma cópia de um óleo de Etcheverry, então no auge do sucesso em Paris. A cópia suscitou comentários favoráveis na imprensa e Manna, animado com tais sucessos, já em 1901 expunha duas pinturas na Exposição Comercial e Industrial.


A Vizinhança Comercial.

O visinho mais ilustre desta ampla loja, foi um fotografo. Ou melhor. "O fotografo".

Virgilio Calegari. Um imigrante italiano, desembarcado em Porto Alegre no 1881.

Consolidou-se como o principal retratista da Capital. E quisá um dia encontraremos uma foto do jovem Poppe, clicada por Calegari.

Retrato de estúdio, assinado por Calegari em 1901.


Calegari é considerado por pesquisadores da história do RS como a "encarnação" da modernidade. Uma figura que representava a orientação positivista do governo da época, que se esforçava em trasformar Porto Alegre em uma "urbe" moderna.

Fonte: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/11384/000607257.pdf?sequence=1

Em seu atelier, o "Atelier Calegari" localizado logo a frente da loja "Ao Preço Fixo" na rua dos Andradas no número 171, em uma pequena casa alugada, onde vendia-se fotos da cidade de Porto Alegre em formato de postais e álbuns. Fazia-se retratos particulares e vendia-se serviços para a Intendência Pública, que a partir de suas fotos, moldava o perfil urbanístico da cidade.

As próximas fotos são de autoria de Virgilio Calegari.

Foto do seu atelier, em frente a Loja Ao Preço Fixo, na Rua dos Andradas.

Sua mais famosa fotografia, chamada "Rua dos Andradas". Apresenta o desfile da banda do Dr. Montaury, que contou com o apoio de Henrique Poppe Leão para funda-la perto do ano de 1910.


Relato de Chagas Carvalho sobre Poppe Leão.


Outra foto da Rua da praia. Datada de 1909.

Foto da Redenção. A direita a Faculdade de Engenharia. Seguindo pela rua Joao Pessoa, se encontra a casa onde foi fundado o Inter em 1909.

Registro fotográfico de Calegaria do prédio da Intendência Pública, onde ficada o Conselho Municipal (camara de vereadores), onde posteriormente Henrique Poppe trabalhou.


Foto do centro de Porto Alegre.
Fonte: www.Prati.com.br


Registro feito por Calegari do Teatro São Pedro. 1909. Fonte: Museu da UFRGS.

Calegari fotografou todas as grandes personalidade da época. Júlio de Castilhos, Borges de Medeiros e Alcides Maya.

Em seu estúdio, após a sua morte, descobriu-se que faziam "incursões" pela fotografia de nús, material clandestino na época.


Rua dos Andradas junto à Praça da Alfândega, fotos de 1925.

As duas fotos acima estão fora, mas próximas, do contexto cronológico da vida de Poppe Leão, mas são interessantes pois mostram a rua dos Andradas de dois ângulos opostos. A primeira mostra a vista para leste (o prédio claro à esq. junto à praça é o do Cine Central). A outra foto, a vista para oeste (em foto tirada de cima do Cine Central). Foi nesse trecho da Rua dos Andradas que se iniciaram as projeções de filmes em 1896 e onde ficava localizada a 1a. sala fixa de cinema, o Recreio Ideal em 1908.


Quarteirão universitátio.
Ao fundo. O campo onde o Inter jogou seu primeiro jogo.


Av. da Azenha (João Pessoa).
A direita, exemplo de construção, ao estilo da casa onde foi fundada o Inter em 1909.


E como o principal objetivo da postagem de hoje é contextualizar.
Segue o mapa do início do século da Cia Carris,
marcado com os principais locais comentados aqui.
Click para ampliar.


Sexta-feira, Janeiro 09, 2009

ADOTADA! Praça Sport Club Internacional

Por: Tiago Vaz
Fotos: Guilherme Mallet

Update: 09/03/2009!

Pessoal! É com muita satisfação que eu informo a todos os leitores do Supremacia Colorada e a toda torcida do Club do Povo do Rio Grande do Sul, que a diretoria do Sport Club Internacional, nos enchendo de orgulho, informa que vai ADOTAR a Praça Sport Club Internacional!

E as boas notícias não param por aí!
A CAMINHADA DO CENTENÁRIO! O maior evento popular de celebração do aniversário de 100 anos do Club, vai se iniciar na Praça Sport Club Internacional!
Serão 50 mil colorados juntos, concentrados na Praça Sport Club Internacional ... local onde os irmãos Poppe realizaram os primeiros treinos da história do Inter ... caminhando em direção do Beira-Rio, passando pelas avenidas Ipiranga, Érico Veríssimo e Beira-Rio!

Tô SUPER FELIZ!

Segue a postagem original, onde iniciamos as re-invidicações pela recuperação da praça.

DALE INTER!





A Praça Sport Club Internacional fica entre a Av. Érico Verissimo e a Av. Azenha, próxima a Cidade Baixa, em Porto Alegre. Estive lá pessoalmente para conferir. A praça é um lugar agradável, bonito e bem freqüentado. Nota-se apenas que a placa que homenageia o Club foi furtada e agora existe apenas uma pedra "depredada" no local... não encontrei em nenhum lugar da praça o nome do clube, ou qualquer menção ao Sport Club Internacional.

Seguem algumas fotos, feitas pelo Guilherme Mallet em Junho de 2008.






O Campinho da Rua Arlindo


No inicio do século XX, nesta praça existia um famoso "ground" para a práctica do foot-ball.

O mais ilustre time participante dos "matchs" que ali se davam foi o Sport Club Internacional.

Ali, no campinho da Rua Arlindo, Henrique Poppe Leão exercia a sua função de "instructor" e dirigia as primeiras aulas de futebol para os seus amigos.

Adeptos do esporte, que começava a se tornar popular em Porto Alegre, começavam a surgir de todas as partes da cidade para praticar ou apenas prestigiar os encontros esportivos.

Quinta-feira, Janeiro 08, 2009

Sugestão do Torcedor: Modernização do Cadastro

Por Fábio Rosalvo Urnau

Caros amigos do Supremacia.

Esta é a primeira coluna do que vou chamar de “Sugestão do Torcedor”. Nela, vou postar sempre que houver sugestões de melhorias feitas por torcedores que me cheguem por e-mail, orkut ou que sejam discutidas durante aquela cervejada, naquele churrasquinho de fim-de-semana, enfim, postarei nesta coluna sempre que alguma idéia plausível surja, iniciando o tópico de discussão para o melhoramento e aperfeiçoamento da idéia de forma a poder enviar ao Internacional, caso se conclua pelas discussões que ela é viável.

Afinal, duas cabeças sempre vão pensar melhor que uma; dez então são capazes de produzir obras primas. Ainda mais em um espaço como a internet, onde é possível juntar pessoas de diferentes vivências e experiências para contribuir.

De antemão digo que o espaço não é para me tornar pai de nenhuma idéia; é apenas para iniciar e incitar a discussão sobre coisas do dia-a-dia do torcedor que freqüenta e vive de alguma maneira o Internacional, seja indo aos jogos, seja apenas sendo um sócio que contribui como pode para o engrandecimento do Glorioso.

Bueno, a idéia que apresento hoje surgiu lendo um tópico do recém eleito Conselheiro do Internacional Andrreas Müller numa das comunidades do Inter no orkut, onde me deparei com uma parte do relato muito bem escrito pelo amigo sobre a reunião que ocorreu no dia 29 de dezembro do finado ano de 2008 e que me chamou a atenção:

Modernização do cadastro de sócios

O Inter está buscando maneiras de aperfeiçoar o sistema de cadastro e acesso dos sócios aos jogos, evitando tumultos e contratempos típicos dos dias de grandes decisões. O maior desafio é atualizar o cadastro dos sócios da modalidade antiga (grifo meu). Muitos deles têm dados defasados e endereços de e-mail que não funcionam (no futuro, o clube pretende se relacionar com o sócio através do e-mail). O que fazer para que quase 40 mil sócios atualizem seus e-mails junto ao clube? É isso que o clube está tentando equacionar atualmente. Aliás, se alguém tiver alguma sugestão para solucionar este problema, que fique à vontade para postá-la ou enviá-la para nós no e-mail mov.internetbv@gmail.com

Então, matutando cá com meu tico e meu teco, me surgiu um esboço de idéia que penso não ser de tão difícil implementação, de forma que podemos discutir a melhor maneira de como fazer e encaminhar uma solução à direção do Internacional.

O cadastro do associado permite que o clube ente em contato com o sócio basicamente por três meios: email, Correios e telefone. Penso que a melhor forma de solucionar este passivo cadastral é, em primeiro lugar, estabelecer um prazo limite para que o sócio regularize o seu cadastro de modo que se não o efetuar ele sofra alguma penalidade, como o trancamento da carteira de sócio no acesso ao estádio, por exemplo, ou até mesmo a exclusão do quadro de sócios, caso não se consiga nenhuma forma de contato com os mesmos. Este seria o passo número um e creio que terá que passar pela aprovação do Conselho Deliberativo do Clube, já que há a possibilidade de ir contra as disposições contidas nos Regulamentos desta modalidade de associação ou contra o Contrato de Associação.

Como os sócios da modalidade antiga têm cadastros que se deram até 2006, quando esta modalidade de associação foi fechada a novas adesões, muitos cadastros possuem uma ou todas estas formas de contato que o clube dispõe desatualizadas. De forma que o segundo passo seria uma espécie de hierarquização do contato com os sócios. O que pensei é o seguinte:

1) Internet: enviar emails para os sócios que tenham emails cadastrados (há muitos que não possuem nem emails cadastrados) para verificar inicialmente se os mesmos ainda são válidos e efetuar o controle dos emails que porventura retornem por conta da conta de email não ser mais válida. Estes que têm emails não entregues passam para uma segunda possibilidade de contato, que descreverei a seguir. Neste email, solicitar que se faça uma atualização obrigatória dos dados cadastrais pelos meios que o clube disponibiliza (internet, telefone, CAS), deixando claro as penalidades que podem ocorrer caso isto não aconteça até o prazo limite fixado.

2) Correios: aos sócios que não lograram êxito no primeiro contato, seja pela inexistência de emails ou por emails inválidos, enviar uma carta pelos Correios com Aviso de Recebimento, sendo esta uma forma do clube saber se o endereço do cadsatro é existente ou se o associado ainda reside no local. Nesta carta, da mesma forma que no email, solicitar ao associado a atualização obrigatória dos dados cadastrais pelos meios que o clube disponibiliza (internet, telefone, CAS) e ainda colocar um formulário junto com um envelope resposta, onde o associado poderá fazer o envio da atualização para o Clube desta maneira, se assim preferir.

3) Telefone: o mais trabalhoso e certamente o mais oneroso. Caso o clube não tenha obtido retorno no prazo limite para atualização quando fez o contato pelos Correios, efetuar o bloqueio da carteirinha de sócio e ligar para o telefone cadastrado solicitando a atualização dos dados do associado.

4) Consulados: a última instância que eu incluo antes da exclusão do quadro social, que seria a medida extrema a ser adotada. Aqueles associados que não se conseguiu contatar por email, Correios e nem pelo telefone, pois todos os dados cadastrais estão desatualizados, já estarão com as carteiras bloqueadas para acesso ao estádio e os nomes serão encaminhados para os Cônsules, nas localidades onde estes existirem, ou para os diretores regionais, no caso de não ter Consulado na cidade do associado, para que estes tentem um último contato de forma a manter este torcedor no quadro social. Caso nem assim se tenha êxito no objetivo da atualização cadastral, se efetua a exclusão do quadro social, podendo o sócio retornar apenas na nova modalidade com 50% de desconto sobre os ingressos.

Creio eu que desta maneira se cubra todas as possibilidades para que ocorra essas atualizações cadastrais.

Tudo isto deve obviamente ser acompanhado de uma ampla, geral e irrestrita campanha nas mídias locais e nacionais, físicas e eletrônicas, de modo a tentar cobrir todas as possibilidades dos sócios terem conhecimento desta necessidade de atualizarem seus dados e de manterem seus direitos.

E você, leitor “Supremacianauta”? Como pensa que pode ser operacionalizado isto tudo? Ou não pode ser feito nada disso e eu estou viajando completamente?

Deixe sua opinião e vamos construir uma sugestão que atenda a todas as necessidades e todas as possibilidades.

Está aberto o debate!

Quarta-feira, Janeiro 07, 2009

DIPLOMADOS CONSELHEIROS!

POR: TIAGO VAZ

Gostaria de compartilhar as fotos e um vídeo com todos vocês.
Essa foi a nossa "diplomação" como conselheiros do Sport Club Internacional.

O evento foi realizado nesta segunda, dia 05 de Janeiro de 2009, no Centro de Eventos Arthur Dallegrave, localizado no complexo do Gigante da Beira-Rio.

Além da solenidade, o evento foi uma ótima oportunidade para conhecer um pouco mais de cada um dos conselheiros e dirigentes do Club. Chapa 1, Chapa 2, Chapa 3, todos juntos, trocando idéias com muita cordialidade e respeito. Sem dúvida, a cada dia que passa gosto mais do ambiente político que vive o nosso glorioso Club nesta véspera de Centenário. Sem dúvida, mais uma vez, estou confiante do grande trabalho que será feito pelo Conselho Deliberativo do Sport Club Internacional e pela Direção re-eleita.

Chapa 3 sendo recebida de braços abertos por Fernando Carvalho.
Juliano, Émerson, eu e Alexandre (o novo coordenador eleito do movimento),
com as taças que dizem tudo.




Fernando Carvalho, dirigindo a palavra aos conselheiros do Movimento INTERnet/BV.


D'ALE INTER

DESTAQUES

ESPECIAL DO CENTENÁRIO:
História Colorada e Fotos Antigas

ENTREVISTA: Delegado Poppe

O INTER NA REVISTA PLACAR

POESIAS COLORADAS

ALEXANDRE PATO NO INTER


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