terça-feira, outubro 06, 2009

ENTRE ERROS E ACERTOS, A DÚVIDA: MÁRIO SÉRGIO

Por Luciano Bonfoco Patussi
06 de outubro de 2009

Os últimos episódios envolvendo a troca do comando técnico colorado levam a crer que a Direção de Futebol do Internacional se viu em uma situação onde acertou duas vezes e errou uma, produzindo uma dúvida.

O erro: já disse outras vezes que, diante da derrota para a LDU na Recopa e a apatia da equipe do Inter naquela decisão, era preciso uma mudança drástica, ou o time tenderia a degringolar. Com o Inter se arrastando em campo contra o time equatoriano, foi ameaçada uma sacudida no vestiário. Na sequência, uma derrota esdrúxula para o Atlético Paranaense, uma vitória apertada contra o Fluminense e uma derrota no Gre-Nal, aparentemente sem grande organização tática, deveriam ter selado o destino do treinador Tite. Era hora de mudar. Pois bem, o treinador foi mantido - até a derrota para o Coritiba, onde mais uma vez imperou a desordenação tática do time.

Os acertos: após o equívoco inicial, a direção teve dois acertos sequenciais. Ainda que com atraso, demitiu seu treinador, visando dar uma guinada no vestiário e na equipe dentro de campo, já que, aparentemente, o time era um amontoado de onze jogadores sem o mínimo senso de organização dentro de campo. E o segundo acerto foi não criar uma "novela mexicana" em busca de seu novo treinador. Poucas horas após a demissão de Tite, o novo treinador era anunciado e já começou o seu trabalho visando a partida contra o Náutico. Porém, esta sequência de erro e acertos produziu uma dúvida, chamada Mário Sérgio Pontes de Paiva.

Mário Sérgio foi exímio jogador de futebol. Campeão brasileiro invicto com o Internacional em 1979 e Intercontinental com o Grêmio em 1983, entre outros títulos estaduais conquistados no próprio Inter, no Fluminense e no Vitória, Mário Sérgio foi ainda eleito Bola de Prata da Revista Placar em 4 temporadas do campeonato brasileiro - 1973, 1974, 1980 e 1981. Foi um grande jogador de futebol!

Entretanto, o "treinador" Mário Sérgio estava em férias e não pretendia voltar ao futebol, como ele mesmo disse em entrevista concedida pouco antes de chegar à Porto Alegre para treinar o Inter. Isso até o contato feito por Fernando Carvalho. Com esta oportunidade, Mário Sérgio mudou, então, toda a sua perspectiva de um final de ano tranquilo para assumir a responsabilidade de colocar o Internacional na Copa Libertadores da América de 2010. Em sua carreira de treinador - que envolveu "férias prolongadas sem atuar durante algum tempo" e passagem por cerca de 10 clubes - teve alguns momentos importantes, como o vice-campeonato da Copa do Brasil obtido com o Figueirense e outras duas ou três passagens no Atlético Paranaense. Este foi o ápice de resultados de Mário Sérgio como treinador de futebol. Jamais foi campeão!

Talvez Mário Sérgio tenha sido escolhido pela Direção de Futebol do Internacional porque ele é conhecido por falar o que realmente pensa e porque já mostrou que é um motivador de vestiário - pelo menos essa é a ideia que se tem dele. O time deve render. Quem não render, sairá da equipe. Simples assim - pelo menos isso é o que se espera. É importante o novo treinador colorado apenas mudar algumas coisas do time atual, como por exemplo:

- Orientar o "falso" lateral direito (seja Bolívar ou Danilo Silva) a não sair muito para o ataque - onde não saberão produzir muita coisa ofensiva. Em tempo, cabe ao treinador da equipe observar o limite técnico de cada jogador e mandar ele fazer o que sabe melhor. E cabe a Direção de Futebol do clube buscar soluções para problemas crônicos do time;

- Fazer Kleber entender que ele pode cruzar poucas bolas na área por jogo. Mas deve fazer isso "na boa", indo com ímpeto à linha de fundo para alçar a bola para o centroavante, pois cruzamentos da intermediária não rendem - ou rendem raramente;

- Dizer para Alecsandro entender que a maior virtude dele (bem ou mal) é fazer gol, ele não precisa buscar jogo na intermediária, querendo puxar contra ataques com qualidade técnica, e nem precisa arrancar velozmente pelos lados do campo, driblando adversários e cruzando na área. Alguém deve fazer isso para ele ficar na área;

São alguns detalhes como os acima citados que indicam a má orientação que a equipe vinha tendo sob o comando de Tite. E Mário Sérgio chega ao Beira-Rio para consertar isso e provar para todos as pessoas que tem dúvidas sobre sua capacidade que elas estavam erradas. Ou não!

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