sábado, setembro 19, 2009

Colorados, Gauchos e Peladores...




POR: EVERTON ROCHA



O gaúcho assim como o colorado nunca admitiu preeminências de classes ou de raças. A democracia e a liberdade são necessidades vitais do gaúcho. Por isso somos o “clube do povo”.
Na Europa a liberdade foi adquirida lentamente, depois de lutas seculares contra o feudalismo, a coroa ou a igreja, enquanto que no Rio Grande do Sul, mais precisamente os colorados é uma condição a tudo (todas as raças, religiões, classes sociais e posições políticas), por isso o colorado é campeão de tudo.
Nos acampamentos era percebida a organização democrática das estâncias. Os chamados exércitos irregulares, aos quais cabe um papel relevante na nossa história militar, são como que moldados à feição das próprias fazendas. Reafirma-se o papel destas como verdadeiras células sociais em todo o nosso organismo coletivo, elas influem de modo decisivo nas manifestações de nossa atividade histórica, na sociedade, na política, na psicologia individual e coletiva, assim como o time do colorado que sempre foi conhecido pela sua técnica e garra dentro de campo, onde foi sempre vencedor em todos os campos do mundo.
É a democracia rio-grandense das estâncias que influi sobre a disciplina e não esta sobre aquela. Os estancieiros, suas famílias e seus peões constituíam uma unidade que tinha alguma coisa do clã céltico ou da organização patriarcal sem se confundir com nenhum deles. Podemos citar como exemplo um gigante de cabelos longos erguendo o mastro (taças), ou também um castelhano que veio dos lados do oceano pacifico que mais parecia uma muralha e sua lança (cotovelos) atacava de uma forma despercebida os adversários que em um final de tarde sobrevoou sobre um laser natural e dourado, onde aniquilou de uma vez por todas o adversário.
Do primeiro não tinha o aspecto aristocrático nem o cunho fortemente patronal que o caracteriza, nem possuía o grau de parentesco predominante que distingue a segunda.
A solidariedade que se forma dentro das fazendas em torno dos chefes decorre da inexistência da pequena propriedade (os que não tinham terra deviam viver agregados aos donos do latifúndio). Entre chefes e empregados percebe-se muito do sistema patriarcal, onde o dono se entrega junto aos empregados nos trabalhos da comunidade.
O gaúcho não se une ao estancieiro por sentimento de temos. A unidade social, aqui, não tem a coesão coercitiva e dura como se verificava no período feudal europeu ou mesmo no nordeste do país. O gaúcho assim como o colorado é mais um amigo do que um subordinado do patrão, essa política lembra uma família, isso mesmo uma família, onde através de sua união sempre foi imbatível.
Somente por essa relação, quase patriarcal, é que se explica a existência, nas nossas histórias, de exércitos formados pelos donos e peões das estâncias. Os peões, transformados soldados, nas refregas contra os castelhanos ou nas lutas intestinas, tinham orgulho de pertencer ao exército de talou qual estancieiro, assim como orgulho de vestir o manto vermelho sagrado.
Importante diferença, também, entre o sistema das estâncias formadas aqui e os feudos na Europa, ou as fazendas do leste e norte brasileiros, é a de que os estancieiros não lutavam uns contra os outros, pelo contrário, formavam uma rede de amizade e mutua proteção, com toda essa simpatia o colorado é considerado o clube mais simpático do Brasil. No Rio Grande do Sul, diferentemente dos latifundiários europeus do período feudal, estiveram dispostos a sacrificar suas posses em prol da província. O estancieiro rio-grandense sempre entrou na luta procurando o maior numero de adesões voluntárias, onde os interesses coletivos se sobrepunham aos de cada um em particular. Assim como o colorado que sempre entrou em todas as lutas com um objetivo único vencer todas as suas batalhas e adversários.


Parabéns ao Rio Grande do Sul minha terra amada, meu país, terra comandada pelo único vencedor de todas as guerras o SPORT CLUB INTERNACIONAL.

Bom Feriado! E um abraço do tamanho do RIO GRANDE...

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