quarta-feira, junho 17, 2009

São lampejos de memória, é verdade!

Por Luciano Bonfoco Patussi
17 de Junho de 2009

Na memória, lembranças tão vagas parecem vir à tona em imagens antigas sombreadas em preto e preto. Uma penalidade máxima. Era final de jogo. A televisão abriu à todos as imagens dos últimos cinco minutos daquela partida. E foi para todo o Brasil! Explosão. Gritos enlouquecedores! De repente, o alvi-negro começa a sumir da velha aparição gravada em minha mente. E o vermelho toma conta por completo. Da memória e de minha vida. Aquele garoto de dez anos de idade comemorava seu primeiro título nacional em vida. Isso porque já nascera tri-campeão brasileiro.

Célio Silva marcou o gol mais importante de sua vida naquela longínqua tarde. Junto à Fernandez, Marquinhos, Caíco, Maurício, Gérson e tantos outros, entrou para a história do Internacional. Naqueles tempos, A família de Taison, por exemplo, há pouco havia recebido o garoto em sua existência e sequer imaginava que ele jogaria bola um dia. E menos ainda que estaria em finais de campeonato! Já atletas como Falcão, em outro glorioso exemplo de épocas passadas, tiveram a chance de rever o vermelho tomar conta do Brasil.

Os anos correram. O amanhã surgiu. Radioso de luz, após quase duas décadas de alegrias e tristezas, o Internacional, aliado à sua gloriosa e imensa torcida, alcançou o topo do Aconcágua. Não satisfeito, seguiu fazendo história e conquistou o Planeta Terra. E reconquistou a América do Sul. E tomou conta do território pampeano outra vez. Outras diversas e incontáveis vezes. Mas falta reativar na mente de todos a sensação de conquistar o país.

Ah, o país! O Brasil. O meu e nosso querido Brasil! Aquele mesmo, que foi tomado das mãos da torcida colorada vergonhosamente anos atrás. A manipulação de resultados daquele tempo tão distante e ao mesmo tempo tão presente, faz até hoje faz o coração colorado derramar lágrimas de tristeza. Aquele acontecimento foi tão estrondoso e escandaloso que, pode-se dizer, foi mais fácil levar o campeonato brasileiro de 2005 do Internacional do que tomar um doce da mão de uma criança indefesa.

Ah, a criança indefesa! Uma inocente e nova alma colorada! E volto mais no tempo. E lembro novamente de 1992! E vejo os cabeceios de Célio Silva. Revivo os cruzamentos de Daniel. As defesas milagrosas de Fernandez parecem ocorrer neste exato momento, como se pênaltis fossem cobrados de todos os cantos do Brasil e espalmados pelo paraguaio a cada segundo. Os desarmes e o posicionamento preciso de Élson davam gosto de vê-lo jogar. As cobranças de falta certeiras de Marquinhos foram origens de importantes e decisivos gols. Os cruzamentos e a velocidade de Maurício aliados ao oportunismo do artilheiro Gérson fizeram reviver duplas como a passada Valdomiro e Dario, ou então a que surgiria dos pés de Sóbis e Fernandão anos depois!

São lampejos de memória, é verdade! E já passaram-se 17 anos! É hora de escrever o nome na história novamente. Os craques do presente tem toda a responsabilidade e toda a capacidade de escrever uma bonita e vencedora história mais uma vez, vestindo vermelho como se fosse sua segunda pele e cobrindo todo o Brasil com a cor do nosso coração!

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