A Venda de Edinho
Muitos concordarão. Muitos discordarão.
Assim é qualquer tópico ou post ou opinião sobre o volante Edinho.
Cria das categorias de base do clube, Edinho de um jeito ou outro, bem ou mal, vem jogando no Inter desde 2004. Já foi zagueiro de sobra, quarto zagueiro, mas veio a se firmar definitivamente na Libertadores de 2006 como primeiro volante, aquele que tem como função primária e essencial a contenção, de ser o cão-de-guarda da defesa e eventualmente virar um terceiro zagueiro quando o time precisa se defender.
A Libertadores de 2006, como enfatizado, foi o auge do atual Capitão colorado. Os seus defensores mais ferrenhos fazem questão de lembrar eternamente o passe que Edinho deu para o Sóbis no Morumbi, no primeiro gol do jogo de ida da final contra o São Paulo.
Mas o que mais irrita aqueles que o odeiam é o fato dele muitas vezes não conseguir dar um passe de 2 metros. E o ponto máximo da corneta sobre o capitão (e sinceramente, o ponto que mais me irrita no capitão): Edinho tem a péssima idéia de querer sair pro jogo carregando a bola, coisa que ele notoriamente não tem habilidade para fazer. E o pior: na maioria das vezes ele perde essa bola no ataque e o cão-de-guarda que deveria estar guarnecendo a defesa deixa esta completamente à deriva.
Se ele se limitasse a fazer estritamente aquilo que ele deveria fazer (recuperar a bola e passar para o companheiro mais perto para que inicie o ataque), seria disparado o melhor primeiro volante do Brasil.
Mas porque falo tudo isso? Porque apesar de não gostar de alguns aspectos do seu jogo, acho que o Capitão Edinho é um jogador que é útil para o time na função que deveria sempre e simplesmente desempenhar.
Porém, a venda do Edinho é importante neste momento para o Internacional. Primeiro porque o mesmo já está começando a ficar velho para o mercado, portanto este deve ser um dos últimos momentos favoráveis para vender o jogador.
Segundo, e mais importante: a venda de Edinho permitirá que o Internacional tenha uma sobra de caixa tal que não precise se desfazer de jogadores mais decisivos e importantes num âmbito geral, como Nilmar, D’Alessandro ou Alex. Vendendo Edinho teremos dinheiro para manter estes jogadores por no mínimo mais 6 meses sem problemas de no meio do ano termos que vender um deles pela proposta que surgir para fechar o buraco no balanço.
Por esse motivo, e somente por este, é que acho que o Píffero deve aceitar os €3 milhões oferecidos pelos italianos do Lecce e liberar o multi-campeão Edinho para ganhar a sua grana e fazer seu fundo de aposentadoria.
Substitutos creio que não serão problemas. Afinal, os jogadores passam, mas eterno mesmo é o Centenário Sport Club Internacional.





2 comentários:
Concordo com praticamente tudo. Lembro do Edinho tentando ser zagueiro sem saber cabecear (quantos gols tomamos e ele saía na foto com os dois pés no chão). Mas lembro tb desse passe pro sóbis e principalmente dele, no final do jogo da liberta no beira-rio, indo direto nas canelas do junior do SP.
Aquele lance de casa eu gritava "derruba, derruba, nao tem mas jogo" e o cara foi lá e quase matou o outro. Esse era o Edinho, limitado tecnicamente, mas sempre entregue totalmente ao jogo.
Dale Edinho.
Vou sentir falta!!!!!
Sempre fui um Dunguista e um fã declarado do Edinho.
Sem dúvida a sua contribuição com o SCI foi digna de menção na história do club.
E agora chega um momento de despedida um pouco incomum ...
Edinho vai. Com respaldo, gratidão, trabalho acabado ... e ainda por cima, ... vai deixar saudades de seu futebol (pelo menos para alguns poucos como eu).
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