Quinta-feira, Janeiro 22, 2009

O Começo da Temporada 2009

Por Fábio Rosalvo Urnau

Finalmente recomeça o futebol de fato. De fato porque recomeça o futebol dos profissionais, da equipe principal, já que um pouco de saudades do Colorado matávamos com as equipes de base do Inter que disputou o Brasileiro Sub-20 no final de dezembro e a Copa São Paulo, competição Sub-18, onde o Inter foi novamente eliminado nos pênaltis na última terça-feira.

Mas agora voltamos ao que realmente interessa, até porque categoria de base deveria servir basicamente para formar jogadores e não para ganhar títulos. E a estréia do ano de 2009, o ano do Centenário, foi algo que decepcionante.

De certa maneira, podemos e devemos considerar que o Inter teve apenas 15 dias de preparação para este jogo inicial da temporada, contra o Santa Cruz. A questão física dos jogadores ainda não estava lá grande coisa e não vai estar por um bom tempo ainda, situação que as equipes do interior não tem tanto problema no começo do Campeonato Gaúcho, pois começam a treinar bem antes. Pode-se dizer que por ser o primeiro jogo da temporada o time não entrou devidamente ligado e que não conseguiu desenvolver todo o seu futebol. Algum entrosamento que se perde nesse período sem treinos, talvez.

Mas creio que a sensação dos quase 15 mil torcedores que foram ver uma partida que foi marcada em horário de café-da-tarde (by Gonçalves), em pleno janeiro onde muitos estão de férias ainda ou recém retornando das mesmas, contra o Santa Cruz, equipe infinitamente inferior ao Internacional, dentro do Beira Rio, estando o Inter praticamente com o mesmo time que há pouco mais de um mês conquistava a Copa Sulamericana; enfim, creio que o sentimento dos que estavam no Beira Rio, ou que ouviram nas rádios como eu, ou que viram no famigerado pay-per-view; independentemente onde se viu ou ouviu, o sentimento foi de uma certa decepção. No mínimo, acredito que tenha sido de frustração.

O Inter perdeu chances de gol incríveis. Inúmeras. De todos os tipos: dentro da pequena área, de fora da área, chute de média distância, de cabeça, rebote… Perdeu gols de todos os jeitos possíveis. Mas o que mais ficou claro no jogo da última terça foi a dificuldade que o Inter tem em enfrentar equipes retrancadas quando utilizamos este esquema com uma linha defensiva de quatro zagueiros atrás e mais um volantão na frente da zaga. Desta forma, Alex, que deveria estar lá na frente encostando com Nilmar, fica absurdamente longe do mesmo, pois tenta vir buscar jogo no meio-campo ao invés de servir de segundo atacante. E Nilmar coitado tem que tentar abaixo de pancadas de todos os lados abrir espaços que não existem na maioria das vezes. Quando temos pela frente um time que joga mais solto e não se fecha tanto atrás, um time que ataca mais, conseguimos aproximar os nossos jogadores de frente e construir as jogadas, mas no retrancão do Gauchão apenas um jogo serviu pra ver que não, não temos como passar.

Pra algo serviu a estréia: temos dificuldades sim. E já foi providenciado e anunciado Alecsandro, ex-Cruzeiro e que estava nas Arábias ganhando seus petrodólares, para tentar suprir a carência do time de um centroavante de verdade ali na frente, fazendo companhia pro Nilmar. Se vai ser bom, se vai jogar alguma coisa ou não vai, se vai fazer gols como fazia no Cruzeiro, se vai ser o melhor centroavante do Universo, bom, isso nem eu nem Deus sabemos. Talvez só Ele saiba. Mas precisávamos de uma alternativa. E ela foi prontamente apressada e anunciada.

Porém a escalação de Alecsandro remete a uma mudança importante de concepção tática no nosso time, pois provavelmente o sacrificado será aquele que faz hoje as vezes que o Edinho (Obrigado por vendê-lo, Píffero. As finanças do Internacional agradecem.) fazia de proteger a zaga, ficando Magrão e Guiñazu, agora capitão, como volantes e que saem pro jogo quando preciso, mas com forte poder de marcação e combate defensivo em primeiro lugar. Da mesma forma como jogaram os times melhores classificados no último Campeonato Brasileiro.

Creio que esse jogo contra o Santa Cruz, decepcionante de um lado, serviu para dar uma luz de outro, um lado bem mais importante. O lado de que o time pode melhorar ainda mais do que promete e do que já mostrou no final do ano passado. A luz de quem pode e quer aspirar por muitas conquistas no ano mais importante da história do Internacional.

Até este momento, ao menos, como diria o célebre filósofo Homer Simpson.

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