Quinta-feira, Novembro 12, 2009

SUGESTÃO - Escolha do treinador colorado para 2010: por onde "não" começar

Por Luciano Bonfoco Patussi
12 de novembro de 2009
www.inter-clubedopovo.blogspot.com

Torcedor colorado! Estamos no final de 2009, onde o Internacional ainda busca uma vaga na Copa Libertadores da América de 2010. Todos devem torcer como nunca para que o time conquiste, pelo menos, esta vaga. Entretanto, estamos na metade de novembro e, com ou sem classificação à Libertadores, é impossível não começar a, pelo menos, projetar o time e as preferências para 2010. Estive lendo algumas notícias que deixaram-me com um certo receio do que possa acontecer no comando da equipe. Não que isso esteja sendo especulado no momento pelo clube. Não é - assim espero! Divulgo isso apenas como uma "lembrança", uma sugestão para que o clube não transforme em realidade o desejo de um treinador que recentemente venceu uma Copa do Brasil e que já passou, sem sucesso e com muitas lembranças amargas, pelo Beira-Rio.

Paulo Vinícius Coelho, o PVC da ESPN Brasil, divulgou no seu blog, dia 10 de novembro, uma entrevista feita com o treinador do Kashiwa Reysol, quase rebaixado no campeonato japonês. O brasileiro Nelsinho Batista falou sobre o difícil momento vivido pelo Sport Recife, seu ex time, mas falou também sobre a atual situação que vive com o Reysol no Japão. Disse ainda que assiste aos jogos do campeonato brasileiro no Japão. O treinador tem mais um ano de contrato com o clube japonês. Entretanto, se voltar a treinar no Brasil, revelou que tem um clube em especial que deseja dirigir. Abaixo descrevo o último trecho da entrevista de Nelsinho:

"Paulo Vinícius Coelho (PVC) - Quando for o caso de voltar ao Brasil, há algum clube que você ainda gostaria de trabalhar?

Nelsinho Batista - Acho que deixei um trabalho pela metade no Internacional. Em 1996, saí do Inter para ir ao Corinthians e até hoje ficou um mal-entendido. Houve quem afirmasse que eu disse que saía para ir para um clube grande. Eu nunca disse isso, nunca diria isso. O Inter é um clube de enorme tradição. Hoje tem um técnico, o Mário Sérgio. Trabalhei em muitos lugares importantes, mas acho que deixei um trabalho pela metade no Inter. Um dia, gostaria de voltar para lá."

Devido ao momento vivido pelo Internacional, já que é de conhecimento de todos que Direção de Futebol deverá definir em breve um nome qualificado para comandar o time colorado em 2010, é importante lembrar que Nelsinho Batista foi muito especulado nos bastidores do clube para assumir o cargo de treinador recentemente, segundo a imprensa.

Aos poucos, com a experiência de vida que adquirimos com o passar dos anos, é importante sabermos que o rancor guardado no peito não leva a nada. Esse sentimento só trás coisas ruins. É ruim para a mente, para o coração, para o dia-a-dia. Entretanto, e aqui destaco minha opinião, vivi intensamente o ano de 1996 e "se" eu fosse integrante da Direção de Futebol do Internacional, a partir deste momento, jamais voltaria a cogitar a volta de Nelsinho Batista para o Beira-Rio. Questão de opinião. Desejo tudo de bom para Nelsinho Batista, mas que isso aconteça longe do Beira-Rio. Ele não faz falta ao Inter, assim como o Inter também não deve fazer à ele. Confesso, entretanto, que essa entrevista do atual comandante do Kashiwa Reysol deixou-me com umas quantas "pulgas atrás da orelha".

Enquanto colorado, jamais esquecendo 1996, e enquanto analista, em uma breve análise da carreira do técnico em questão, espero sinceramente que em qualquer lista onde conste os nomes dos próximos possíveis pretendentes ao cargo de treinador do Inter, não apareça o nome de Nelsinho Batista. Nem no início da lista. Nem no meio. Nem no final.

A entrevista completa de Nelsinho Batista concedida ao PVC pode ser conferida através do link abaixo:

http://espnbrasil.terra.com.br/pauloviniciuscoelho/post/85819_NO+JAPAO+NELSINHO+BAPTISTA+ASSISTE+AO+BRASILEIRAO+E+A+CRISE+DO+SPORT

Em tempo: eu não poderia fazer toda uma análise de quem não contratar, sem pelo menos deixar pistas dos nomes que prefiro para o cargo de treinador do Inter. Tempos atrás, minha preferência seria para Vanderlei Luxemburgo, sem sombra de dúvidas e sem restrições. Hoje, entretanto, há alguns treinadores promissores no mercado, que merecem uma chance em um grande clube. É uma nova safra de técnicos sendo formada e que conta com nomes como os de Silas, Dorival Júnior - que já está em um grande clube, entre outros. Há ainda o experiente Muricy Ramalho, que já passou pelo Beira-Rio e que agrada muitos e desagrada tantos outros. Ainda estou formando minha opinião sobre o nome que acredito ser o ideal para o comando do time em 2010. E devo divulgar isso após o final do campeonato brasileiro. Mas já sei por qual nome a lista de possíveis treinadores do Inter não deve começar: Nelsinho Batista.

Uma grande saudação esportiva e colorada à todos!

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Leituras Coloradas

POR: RAUL PONS



Nos últimos dois meses, adquiri três livros sobre o Internacional, lançados recentemente. Esperava que o ano do Centenário provocasse um "boom" de publicações sobre o clube, mas o mercado editorial não nos presenteou com muitas opções, predominando as edições especiais de revistas.

Mas vamos aos livros: vou fazer um rápido comentário, para que colorados e admiradores do futebol que ainda não conhecem as obras possam ter mais informações para decidirem se vale a pena o investimento.

BRAGA, Kenny. Rolo Compressor: memória de um time fabuloso. Porto Alegre, JÁ Editores, 2008, 2ª ed, 198 p.

Kenny, neste livro, buscou traçar um relato do Rolo Compressor, analisando a vida do clube entre 1939, ano da estréia de Tesourinha, e 1949, sua última temporada pelo clube. Alguns pesquisadores limitam a existência do Rolo Compressor entre 1940 e 1945, os anos do hexacampeão, mas eu, pessoalmente, prefiro a delimitação proposta pelo Kenny.

O livro tem interessantes informações sobre esse período vitorioso da história do clube, especialmente em relação aos técnicos do Rolo, e situações de vestiário, que levaram à demissão ou contratação de novos comandantes. Muitas destas informações foram novidades para mim. Também há detalhes sobre algumas partidas, havendo aí algumas incorreções quanto a datas, escalações e artilheiros, mas que em nada comprometem a qualidade da obra. Também destaco as excelentes biografias de 25 personalidades coloradas, incluindo jogadores, técnicos, os torcedores Vicente Rao e Charuto, e a cabrita Chica. Vale a pena mencionar também as dezenas de fotos, em sua maioria diversas daquelas imagens mais comuns do Rolo Compressor.

FISCHER, Luís Augusto. Dicionário Colorado: 100 anos em 100 verbetes. Caxias do Sul, Belas Letras, 2009, 224 p.

Este é um autêntico livro de torcedor. Fischer formou seus verbetes com jogadores, dirigentes, títulos, equipes históricas, gols marcantes, curiosidades, partidas inesquecíveis, etc. Não é um livro que busque um rigor histórico nas informações (alguns dados apresentam equívocos), nem foi fruto de longa pesquisa em fontes primárias, mas tem um texto leve e agradável.

Provavelmente, alguém que conheça um pouco mais que a média sobre a história do clube, não encontre novidades, mas para aqueles torcedores que conhecem pouco da nossa história, ou mesmo torcedores de outras equipes, vão encontrar uma ótima fonte de informações, mesmo que resumidas, que poderão despertar maiores curiosidades, levando o leitor a buscar fontes mais aprofundadas.

BESTETTI, Ricardo Luís. O Internacional e suas conquistas pelo mundo: o almanaque dos jogos internacionais. Porto Alegre, Ideograf, 2009, 104 p.

Esta é uma obra interessante para torcedores, pesquisadores e admiradores da história do futebol, sejam colorados ou não. O livro dedica-se aos jogos internacionais do Colorado, sejam amistoso, válidos por torneios extra-oficiais ou competições oficiais. Nos campeonatos, oficiais ou não, estão relacionadas também as partidas contra adversários brasileiros. São 337 partidas, atualizadas até agosto de 2009. Apenas as duas partidas contra o Universidad de Chile, pela Copa Sulamericana deste ano, não estão ali.

Destaco no livro dois pontos:
1) um breve histórico de cada competição, seja ela oficial ou extra-oficial, onde consta quantas edições foram disputadas, que outros clubes brasileiros foram vitoriosos, etc. Perfeito para quem quer saber um pouco mais sobre o Torneio de Inauguração do Olímpico, Copa Confraternidad, Torneio Villa de Madrid ou Copa Wako Denki, por exemplo.
2) 54 páginas com as fichas completas das 337 partidas disputadas pelo Internacional: resultado, escalação, estádio, juiz, artilheiros, enfim, todas as informações relativas aos confrontos.
Além disso, o livro ainda apresenta fotos de todos os troféus conquistados pelo clube em torneios internacionais, oficiais ou não. Vários destes troféus provavelmente são desconhecidos da imensa maioria da torcida (eu mesmo só conhecia os troféus das competições mais badaladas, como Libertadores, Mundial, Joan Gamper, etc.).

Enfim, em tempo de Feira do Livro em Porto Alegre, espero ter colaborado para sugerir leituras coloradas ao leitores do Blog Vermelho. Afinal, se é bom ler sobre o nosso Internacional na internet, também é muito bom ler sobre o clube em momentos de lazer, longe do computador.

Fonte: Blog Vermelho

Para haver punição a vítima tem que ser medalhão

por Gerson Sicca

http://limponolance.blogspot.com

Há muitas mentiras sobre o Brasil. Afinal, só um universo de mentiras pode manter uma sociedade tão desigual.
Uma mentira muito difundida é a de que o povo brasileiro é bom e solidário.
Uma ficção. Os brasileiros são humanos, com qualidades e defeitos, parecidos e diferentes entre si, como todos os povos, e criados em uma sociedade que aceita a crueldade alheia com imensa naturalidade.
É certo que relações de solidariedade são fortes no âmbito familiar e em grupos mais próximos(vizinhos, turma do futebol, etc), além das situações extremas de intenso sofrimento, como nas catástrofes. No entanto, no geral, quando se trata de avaliar o significado do que ocorre no seio da sociedade, o brasileiro raramente consegue pensar para além da sua esfera privada. Aliás, isso é comum no homem médio.
Pessoas morrem de fome, corruptos deitam e rolam no Poder Público, violência para todos os lados, contra a mulher, pobres, negros, homossexuais, trabalhadores, sistema prisional grotesco, e a maioria do povo nem está para tudo isso. Escandaliza-se com um fato aqui e ali, mas logo volta para a sua novela. Reclama do político e segue votando em quem compra voto, e por aí vai.
E nessa terra de "se a farinha é pouca, meu pirão primeiro", o povo costuma gritar mais alto sempre quando o andar superior sente-se lesado. Aí todo mundo fala e até o oprimido quer defender o opressor, ainda que muitas vezes por falta de informação. Por outras vezes, defende mesmo por ter uma visão de que a estrutura desigual deve mesmo ser mantida.
Por que falo de tudo isso? Por causa de Carlos Simon.
Já vi erros grosseiros de Simon. Erros mesmo, o roubo clássico. Erros sem explicação. O maior deles na final da Copa do Brasil de 2002, entre Corinthians e Braziliense, quando ele não deu um pênalti claro para o time de Brasília e ignorou uma falta absurda no lance de um dos gols do time paulista, tudo isso na primeira partida da final. Mas nenhum de seus "apitaços" deu tanta repercussão quanto o lance de domingo, no jogo entre Flu e Palmeiras.
Até pode ser que Simon tenha errado. Mas vendo com atenção percebe-se que Obina joga o braço para trás para impedir a antecipação do zagueiro tricolor. Logo, perfeitamente poderia ser marcada a falta, ainda mais no Brasil, onde os árbitros marcam qualquer coisa.
Mas o Palmeiras berrou e a Comissão de Arbitragem correu para socorrer o alviverde. Afastou Simon.
Estranho que os erros crassos de Héber Roberto Lopes na primeira partida da final da Copa do Brasil deste ano não tenham obtido a mesma repercussão. Um pênalti claro em Alecsandro aos 7 do primeiro tempo, quando o placar de Corinthians e Inter estava 0 a 0, e o segundo gol dos paulistas feito depois do jogador cobrar a falta com a bola rolando, bem na frente do árbitro.
Agora todo mundo fala, o Presidente do Palmeiras, imprensa, jogadores e quem mais tiver cordas vocais. Repercussão nacional.
E fica assim. O brasileiro não se irrita com o roubo, com a violência, com a falta de caráter. Ele foi criado na desigualdade e treinado para reproduzi-la. O brasileiro irrita-se quando os efeitos negativos da bizarrice nacional atingem o piso superior. Ninguém se indigna pelo ato em si, mas por quem foi afetado.
E assim continuamos. Julgamos conforme a vítima e o réu, e não pelo significado dos atos. O que nos interessa é manter a desigualdade e evitar que os afortunados sofram com as consequências nefastas, decorrentes do país cruel que nossos ancestrais criaram e que mantemos todos os dias com nosso comportamento na rua, na política, no trabalho e nas relações afetivas.
O Brasil tem uma sociedade civil que não se funda na igualdade, na liberdade e na ética.É o salve-se quem puder. E seguimos defendendo a desigualdade.
Por isso, se o Palmeiras berrar todo mundo vai acudir. Agora, se o reclamante tiver menos prestígio, será apedrejado e ridicularizado, embora vergonhosamente roubado.
Em suma, a Comissão de Arbitragem é Brasil!

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Cotações dos adversários: O caminho do Inter nas rodadas finais

Time do técnico Mário Sérgio segue na luta para conquistar uma vaga no G-4

Depois do empate de 1 a 1 com o Barueri, nesse domingo, a equipe do técnico Mário Sérgio ficou a três pontos do G-4, grupo que se classifica à Copa Libertadores. Mas nesse curto caminho até o fim do campeonato há confronto direto com Atlético-MG.

Confira abaixo as cotações dos adversários:


15/11/2009 - Domingo
Inter x Santos - Beira-Rio - Porto Alegre

Fora de casa, o aproveitamento do Santos do técnico Wanderley Luxemburgo tem sido fraco. E o jogo é no Beira-Rio. Adversário está na 12ª posição busca pelo menos uma vaga na Sul-Americana para não ficar no "limbo" do Brasileirão – sem Sul-Americana e livre do rebaixamento. Para seguir pensando em G-4 uma vitória é extremamente necessária.

22/11/2009 - Domingo
Atlético-MG x Inter - Mineirão - Belo Horizonte
Briga quente por posição que pode valer o reingresso ao G-4. Galo tropeçou na rodada deste fim de semana e perdeu para o Flamengo, adversário direto. Vai ser peleia braba no Mineirão.

29/11/2009 - Domingo
Sport x Inter - Ilha do Retiro - Recife

Lanterna e já rebaixado. O Sport Recife não tem mais ambição alguma nesse Brasileirão, ainda mais na penúltima rodada do ano. Time pernambucano aguarda 2010 para se reformular, mas a dispensa de jogadores já se iniciou. É jogo para o Inter faturar três pontos fora de casa.

06/12/2009 - Domingo
Inter x Santo André - Beira-Rio - Porto Alegre

Só não dá pra dizer que vai ser um jogo tranquilo se chegar na última rodada e o Inter estiver brigando por vaga no G-4. Se já tiver garantido matematicamente, confronto mais que tranquilo. Mas pode ficar tenso se time de Mário Sérgio precisar vencer para se classificar à Libertadores.

Fonte: CLICESPORTES

Sábado, Novembro 07, 2009

ANÁLISE - Venda de jogadores: motivos e avaliação da reposição

Por Luciano Bonfoco Patussi
06 de novembro de 2009
www.inter-clubedopovo.blogspot.com

Recebi apenas nesta quinta-feira, dia 5 de novembro, a Revista do Inter do mês de "outubro", destinada à mais de cem mil sócios do Sport Club Internacional. Nesta edição, há uma carta aberta do Sr. Vitório Píffero, atual Presidente do Clube do Povo, direcionada à todo o associado. Esta breve divulgação, exposta em um momento de turbulências e críticas, foi uma verdadeira prestação de contas à toda a torcida, no que se refere às negociações de jogadores em meio ao campeonato brasileiro. Com o que foi escrito pelo Sr. Vitório Píffero, é possível entender as negociações feitas, bem como analisar os equívocos cometidos, visando melhorar cada vez mais os procedimentos internos para fazer o Internacional ser cada vez mais forte, dentro e fora de campo. Como o Internacional é um clube de dimensões imensuráveis e que possui milhões de seguidores além dos seus associados, tomo a liberdade de divulgar as ideias centrais desta manifestação feita pelo Presidente. Entitulado "Assim é que Prosperamos", o texto redigido por Píffero explica ao torcedor cada uma das negociações de jogadores realizadas nos últimos meses. Nos casos de Fernandão, Alex e Magrão, os atletas chegaram em determinado momento a pedir a liberação. Particularmente, admito que poderia ter feito o mesmo, pois não se segura profissional em nenhum lugar do mundo, sendo que o mesmo deseja mudanças. Ainda mais em se falando de cifras milionárias.

Entretanto, e aqui descrevo minha opinião, estes atletas foram negociados em meio à importantes disputas. No caso de Fernandão, justificou-se a negociação com a vinda de D'Alessandro. O argentino é um jogador que, desenvolvendo todo o seu potencial, pode ser o melhor meia-atacante do futebol brasileiro. Acho que esta negociação foi bem justificada. Fernandão já havia feito o seu melhor à serviço do Internacional, quis sair para o futebol árabe e houve a vinda de um grande jogador, que é D'Alessandro. Se D'Alessandro está rendendo o esperado - ou não - deve ser cobrado. A Direção fez o que deveria ter feito: trouxe um grande jogador para a saída de Fernandão! Já a saída de Alex foi justificada pelo crescimento de Taison. Aqui houve um erro claro de avaliação. Alex era um jogador que crescia no Inter ano após ano e estava no seu auge. Já Taison é um jovem que fez meia temporada excelente. Tem potencial. Mas agora suas atuações despencaram inexplicavelmente. Ou seja, para a saída de Alex, não houve reposição à altura. É preciso a Direção de Futebol saber disso e reconhecer isso, tendo o fato como base para uma reavaliação. Ao meu ver, foi um erro - que qualquer ser humano pode cometer. Mas deve ser corrigido. Admito, não sou dono da verdade. Posso estar errado em minha avaliação sobre as explicações das negociações. Se estiver, se me provarem que estou errado, admitirei sem quaisquer problemas!

A venda de Magrão também era inevitável. O jogador pediu para sair. Pois este foi outro caso onde deveria haver reposição, para se manter a qualidade do grupo. Pois o Internacional avaliou que para substituir Magrão, haviam jogadores no grupo ao nível de Sandro, Guiñazú e do próprio Giuliano. Isso foi um erro de avaliação ou, até mesmo, uma grande contradição. Foi um erro de avaliação no momento em que o Inter vendeu um grande jogador e não teve reposição à altura. Ao justificar que a reposição estava no grupo e citar jogadores titulares como sendo os "reforços", deve-se admitir que está se enfraquecendo o grupo. O grupo ainda é forte! Mas ao se analisar estes fatos ocorridos, fica visível que há perda de qualidade. Isso é fato! E a queda do time colorado na tabela de classificação do campeonato brasileiro prova isso. O São Paulo, que no início do ano tinha, ao meu ver, o melhor elenco de jogadores do Brasil - junto com o Inter - segue razoável no equilibrado campeonato brasileiro. Mas ainda tem chances reais de título. O Inter no momento luta para chegar à Libertadores em 2010. O título é possível, mas 99% improvável, tanto matematicamente quanto tecnicamente - se levarmos em conta a bruta queda de rendimento e as últimas atuações do time.

Voltando à análise da saída de Magrão, vejo que justificar a falta de uma contratação à altura, pela simples presença de Sandro no elenco, pode ser vista também como uma grande contradição, visto que a saída de Edinho foi justificada exatamente pelo surgimento do jovem volante da seleção brasileira e capitão da seleção sub-20 nacional. Ou seja, em um pequeno resumo de minha explanação, Sandro "apareceu" para justificar a negociação de Edinho e, em parte, a de Magrão. Dois por um. Cai a qualidade e jogadores que antes nem eram relacionados para figurar no banco de reservas - devido a alta qualidade do elenco - começam a aparecer no time, como se fossem a solução para os problemas. Antes o meio-campo colorado tinha no elenco Edinho, Sandro, Magrão, Guinãzú, Alex, D'Alessandro e Giuliano. Isso não faz muito tempo! Hoje tem Sandro, Guiñazú, D'Alessandro e Giuliano. Aí começam a aparecer nomes como o de Glaydson - que acho um jogador mediano, que pode apenas compor o grupo - e de Maycon - que acredito ser insuficiente tecnicamente para ser volante do Inter.

A negociação de Nilmar foi explicada por Vitório Píffero, e acredito que foi bem justificada. Os valores foram realmente altos, o jogador também tinha desejo de sair. Além disso, se não aceitasse a proposta, o Inter teria de pagar, por contrato, mais seis milhões de Euros (além do que já havia pago para segurar o jogador em outra oportunidade passada). E ainda assim correria o risco de perder o jogador ao final do contrato. Haja responsabilidade para decidir! É importante reconhecer isso! Talvez tenha faltado - não conheço os fatos profundamente, mas é o que parece - conversar com o jogador, fazer ele perceber o importante momento que o Inter vivia na história, buscando um título memorável, motivá-lo com isso e tentar, assim, renovar seu contrato, por mais uns dois ou três anos, com a promessa de venda por qualquer proposta mínima aceitável que chegasse no final do ano. Se perderia a chance de ganhar boa parte do dinheiro que se ganhou com a negociação. Se teria, entretanto, a real possibilidade de alcançar uma conquista tão esperada e de proporções gigantescas! Se alcançaria ainda mais alguns milhares de sócios em um piscar de olhos!

Nilmar, na seleção brasileira e possivelmente campeão brasileiro com o Inter, teria o seu nome - mais ainda - cravado na história colorada e seria mais valorizado ainda. Talvez não fosse parar no Villareal. Talvez o Real Madrid ou o Manchester United fossem seu destino. Talvez o La Coruña. Mas não o Villareal, com todo o respeito a este pequeno e emergente clube espanhol! Acredito que faltou neste caso à Direção tentar ousar um pouco mais, tentando renovar com o jogador por mais umas duas temporadas, o vendendo ao final do ano - propostas não faltariam! Mas reconheço que posso estar sendo injusto em minha análise, pois uma coisa é analisar, de fora, algo já feito. Outra coisa é ter o papel e a caneta nas mãos e o poder - e acima de tudo a responsabilidade - de decidir pelo bem do clube! O peso de ter a responsabilidade é realmente outro! É justamente por isso temos que saber analisar, criticar de forma construtiva, mas também entender como tudo acontece! Uma coisa positiva no caso Nilmar: se neste momento realmente faltou ousar um pouquinho mais ao não tentar uma renovação - coligada com a promessa de venda ao final do ano, por outro lado a Direção ousou muito na primeira renovação de contrato de Nilmar, onde boa parte das opiniões da imprensa e da torcida davam conta de que a Direção havia errado ao pagar "alguns euros" pela renovação contratual. Ela - Direção - estava mais do que certa! Nilmar acabou dando ao Inter - juntamente com toda a equipe - o título da Copa Sul-Americana em 2008!

Vejo que o principal equívoco cometido na venda de Nilmar foi acreditar que o bom centroavante Alecsandro seria o substituto natural do selecionável garoto formado na base do Beira-Rio. Isso é um erro tremendo de avaliação técnica! O time perde qualidade na comparação Nilmar-Alecsandro, mesmo com o atual camisa nove sendo esforçado, goleador e tendo influência positiva no grupo. Isso é algo óbvio, pois antes o time colorado tinha um dos melhores atacantes do futebol brasileiro e mundial. Hoje tem Alecsandro como referência do ataque. Alecsandro é um dos goleadores do brasileirão. Assim como é Adriano, o Imperador. Mas assim como também é o razoável Jonas, do rival Grêmio. Ser um dos goleadores do campeonato brasileiro, apenas isso, não justifica que se diga que a reposição de Nilmar, através de Alecsandro, foi feita a altura!

Por qual motivo escrevi tudo isso? Escrevi tudo isso porque acho extremamente importante este manifesto do Presidente Píffero. Explicar os fatos ocorridos é o mínimo que se pode esperar de um clube que tem uma massa de seguidores fanática! Mas tem gente que não faz isso! Fazer isso já é positivo e mostra uma aproximação com o torcedor e, aparentemente, mostra que se está aberto às críticas construtivas. Seria muito mais confortável, em um momento difícil, não explicar nada do que aconteceu e deixar a poeira baixar. Mas em resumo, com tudo isso, acho que as negociações foram bem justificadas. As reposições é que não foram, em sua maioria, em mesmo nível. Negociar não é problema. Os clubes brasileiros vivem de negociações. Tenho em minha memória os anos da década de 1990. Um dos clubes mais estruturados do futebol brasileiro naquela época, junto com o São Paulo, era o Cruzeiro. O Cruzeiro, naquela época, vendeu muitos jogadores importantes, esteve sempre com as finanças em dia e venceu duas Supercopas da Libertadores, uma Libertadores e duas Copas do Brasil, entre outros títulos. Soube vender, mas soube repor, ao mesmo nível e no momento certo. Sempre qualificou o grupo.

Em minha visão e com base em avaliação feita sobre tudo o que foi explanado acima, o maior problema do Departamento de Futebol do Inter em 2009 foi o erro de avaliação na maior parte das reposições feitas para substituir peças importantes do time! Porém, a Direção do Sport Club Internacional - formada por gente competente, qualificada e vitoriosa - tem tudo para corrigir isso e fazer um time competitivo e forte para o ano de 2010 trazer à torcida colorada alegres emoções! Basta, ao meu ver, vender jogadores quando isso for inevitável, tentar a qualquer custo e com ousadia manter os jogadores extra-classe e, quando não for possível segurar os jogadores no elenco - o que é plenamente compreensível, deve-se sempre repor ao mesmo nível - ou em nível superior! É importante não deixar a qualidade cair! A qualificação técnica do time deve ser feita em uma curva ascendente, jamais descendente! Este texto do Presidente Píffero mostra, ao meu ver, que o clube está aberto aos torcedores. É importante se ouvir ideias, se debater e se analisar sugestões de melhoria! É importante essa transparência na divulgação dos fatos! Assim se cresce! Assim se debate e assim se prospera!

Encerro por aqui esta análise! Eu tinha em mente, neste momento decisivo do time colorado no campeonato brasileiro, parar de debater e analisar fatos publicamente. Deixaria para fazer isso após o jogo do Internacional contra o Santo André, no fechamento do campeonato brasileiro. Mas achei extremamente importante destacar, em partes e com minhas palavras e críticas, as ideias centrais do texto divulgado pelo Presidente Vitório Píffero na Revista do Inter. Isso mostra que a Direção está mostrando e explicando os fatos. Isso é o primeiro passo para se corrigir eventuais equívocos e para se melhorar o que já é bom. Muita gente não tem conhecimento destas explicações e fatos. E ter conhecimento disso é o primeiro passo para se analisar os acontecimentos da forma mais clara possível e se tentar concluir a origem dos problemas, para se buscar soluções, bem como para não se fazer explanações injustas. Uma grande saudação à todos os leitores e em especial à toda a nação colorada! Fico, desde já, à disposição para críticas sobre minha análise e para debater sobre esta religião chamada Internacional!

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

PONTOS E CONTRA-PONTOS PARA O MACACO

POR: Amauri Knevitz Jr. * amauri.knevitz@zerohora.com.br

Fonte: ClicRBS

Adoção do macaco como símbolo de ação social do Inter gera polêmica

Alguns torcedores reclamam da origem racista do apelido

Uma ação aparentemente inofensiva do marketing do Inter está gerando reações controversas. A adoção de um macaco como mascote do Inter Social, iniciativa realizada pelo clube com crianças carentes, é vista por muitos colorados como um ato inadmissível. Para outros, é uma inovação bem-vinda.

A princípio, muitos torcedores se revoltaram com a possibilidade de que o clube estivesse começando a adotar um novo símbolo oficial, em substituição ao saci, tradicional representante do Inter. A possibilidade foi negada enfaticamente pelo diretor de marketing Jorge Avancini. Ele garante que o macaco foi escolhido pelas próprias crianças beneficiadas pelo projeto a partir de uma enquete e ficará restrito a esta ação. O dirigente considera que o animal é uma figura mais próxima ao dia a dia das crianças, e até divulgou uma nota sobre o assunto. O clube publicou em seu site uma charge em que o saci aparece ao lado do macaco, promovendo a enquete lançada para escolher o nome do novo personagem, símbolo do Inter Social.

Mesmo assim, muitos torcedores não se dão por satisfeitos. Para eles, adotar o macaco em qualquer iniciativa oficial do clube significa a legitimação do racismo que, segundo eles, originou o apelido. O animal começou a ser usado pela torcida gremista para se referir aos colorados como um xingamento. Orgulhosos de sua origem popular, os colorados adotaram o apelido de forma informal. No Gre-Nal dos 5 a 2, vencido pelo Inter no Olímpico em 1997, a torcida visitante gritou ironicamente: "Ah! Eu sou macaco!".

Torcedores famosos e especialista não veem problemas

A ala dos "defensores do macaco" tem representantes de peso. A Camisa 12, mais antiga torcida organizada do Inter, com 40 anos de fundação, tem até um macaco no símbolo, como se vê no site da torcida. O presidente da Camisa 12, Gilberto Camargo da Silva, gosta da ideia:

— Na minha opinião, o clube demorou a fazer isso. O macaco é nosso símbolo e para nós está tranquilo. Usamos ele há uns 10 anos.

Rafael Malenotti, vocalista da banda Acústicos e Valvulados e colorado fanático, aproveita para dar uma alfinetada nos rivais:

— Tem muita gente que aproveita essa situação para dar uma conotação racista. Mas pelo fato de eles serem a "Alma Castelhana", isso se entende, já que os argentinos chamam os brasileiros de "macaquitos". Por mim, não vejo problema. Assim como existem outros animais vinculados à imagem deles, não tem problema nenhum assumir que a coloradagem é a macacada.

Outro torcedor ilustre, o escritor Luiz Augusto Fischer, vai mais fundo na questão:

— Acho legal por um motivo histórico. É muito comum um grupo oprimido assumir as pechas que são jogadas contra si como fator de orgulho. O melhor exemplo disso no Ocidente é a cruz, que representa o local onde o maior líder dos cristãos foi morto, mas se tornou símbolo de vitória. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Estrela de Davi era um símbolo terrível, porque designava as pessoas perseguidas, mas depois foi restaurado e passou a representar o orgulho de uma nação.

Estudioso da teoria dos símbolos, o professor de Comunicação da PUCRS Jacques Wainberg não vê problemas, dependendo da forma como o personagem será construído.

— No passado, este termo era pejorativo, usado para designar de forma hostil o negro, o pobre. Hoje, não tenho certeza se as pessoas fazem esta relação entre o macaco e o marginal social. Uma criança, por exemplo, vai ter uma enorme simpatia pelo animal. Tudo depende de como se manipula o símbolo. A princípio, não vejo nada de errado. Poderá pegar bem se o macaco for pequeno, simpático, bem-humorado, brincalhão — opina.

Internautas ficam na bronca

O depoimento de Wainberg coincide com a ideia de Avancini, segundo qual o macaco do Inter Social ganhará a companhia de outros personagens e terá familiares e amigos. Tudo para aproximar o conceito das crianças, que são o público-alvo do projeto, mas também pode servir para aliviar o descontentamento da parte da torcida que está na bronca.

Quando o blog Clube da Bolinha, do clicEsportes, divulgou a enquete para escolher o nome do mascote, o campo de comentários sediou uma discussão ferrenha, assim como acontece nas comunidades coloradas do Orkut e em outros fóruns de torcedores pela internet. O Alexandre, de Porto Alegre, por exemplo, questionou: "Com isso agora a torcida do Grêmio poderá cantar 'olha a festa macaco' sem ser chamada de racista?".

Um internauta de Santa Maria disse: "Que mau gosto desse 'artista'. Será que ele não sabe a origem racial da pecha de macacos que os gremistas racistas colocaram nos colorados? O símbolo do Inter não é um macaco, é um saci. Eu não me aceito como macaco como querem os gremistas e muito me admiro a direção assumir essa condição". Ele não quis se identificar, e escreveu no lugar do nome apenas a mensagem "Fora com este personagem".

Por outro lado, a Débora Monteiro, de Viamão, pondera: "E desde quando um macaco representa racismo no Brasil, gente? Poxa, abram a cabeça, o macaco é um dos maiores animais na fauna brasileira, gente, acho que o preconceito está no comentário querendo um mascote de olhos azuis e loiro, isso sim é preconceito, porque não deixar um macaco como mascote?". O Carlos, de Porto Alegre, concorda: "Ótima idéia a de por um macaquinho como mascote, assim acaba de vez com essa palhaçada de 'discriminação'. Não há tom pejorativo em chamar torcedor de 'macaco', já que ele é um dos símbolos do Inter faz tempo, e só há maldade na cabeça de alguns! Há torcedores colorados que se vestem de macaco, então eles são preconceituosos com si próprios? Tenho certeza que não."

O macaco mais feliz

O macaco em questão é famoso no Beira-Rio. Sérgio Antônio da Silva Vanacor, 42 anos, encarna o personagem há cerca de 20, segundo ele. Natural de Porto Xavier, guardador de carros na rodoviária de Porto Alegre desde os 12 anos, Sérgio se orgulha da fantasia e do sucesso que faz com as crianças. Nunca vai ao Beira-Rio sem estar fantasiado dos pés à cabeça, mesmo que o calor em alguns jogos seja insuportável.

Obviamente, Sérgio é favorável à adoção do macaco. Segundo ele, o bicho deveria ser até o mascote do clube, mantendo o saci como símbolo.

— Não tem nada a ver. Senão eu não faria o macaco há 20 anos! Tem que ter orgulho. Macaco campeão do mundo não é para qualquer um. Vamos parar com esse negócio de racismo — pede.

De tanto comparecer aos jogos fantasiado de macaco dos pés à cabeça, ele acabou ganhando de presente do clube a condição de associado. Mas reclama de ter que pagar as mensalidades do próprio bolso. Conta que é chamado para fazer viagens ao Interior, visitando consulados do Inter. E garante:

— Sou o macaco mais feliz que existe.

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Nota Oficial do Movimento INTERnet/BV

POR: TIAGO VAZ

O Movimento político ao qual eu pertenço, o INTERnet/BV acaba de publicar uma nota oficial onde re-afirma a sua posição de independência, conquistada pela Chapa 3 nas eleições de 2008. Independência tanto em relação aos grupos que compõe a atual Situação, como em relação aos grupos que compões a atual Oposição.

Assim, as portas do clube ficam abertas para todos os integrantes do Movimento poderem colaborar com projetos e tarefas importantes dentro do clube, assim como as portas ficam abertas para que integrantes do movimento organizem e participem de palestras temáticas com João Patrício Hermann e o grupo que dirigiu o Inter durante a gestão Fernando Miranda, por exemplo.

Eu apoio esta decisão. Acho precipitado falar em eleições para presidente em 2010, enquanto ainda vivemos intensamente o ano de 2009.
Compactuo com aqueles que entendem que a melhor forma de ajudar o clube é dialogando, trabalhando em equipe com muita garra, com cordialidade e muito respeito.

Segue a nota oficial do movimento.


Comprometidos com resultados

Frente à preocupante situação do Internacional no Campeonato Brasileiro em relação às expectativas de todos seus torcedores ao longo desse histórico ano de 2009, bem como às reiteradas manifestações e cobranças dos torcedores por atitudes no âmbito do Conselho Deliberativo, o Movimento INTERnet/BV julga importante prestar alguns esclarecimentos.

O Movimento INTERnet/BV mantém sua posição de independência ... (continua)


Desde já, me coloco a disposição de todos os amigos e leitores do Supremacia Colorada para mais esclarecimentos.

Dale Inter!
Tiago Vaz

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